Prêmio Príncipe de Astúrias: Guerreiros de Xi’An

20 05 2010

A equipe arqueológica dos Guerreiros e Cavalos de Terracota do Mausoléu de Qinshihuang em Xi’an levou o Prêmio Príncipe de Astúrias de Ciências Sociais 2010, informou o júri nesta quarta-feira.  Considerada uma das descobertas arqueológicas mais importantes do século XX, os Guerreiros de Terracota, também conhecidos como Guerreiros de Xi’an, “são uma fonte de informação de extraordinária riqueza sobre a civilização chinesa“, argumentou o júri.

Descobertos em 1974 e declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1987, os Guerreiros de Xi’an fazem parte do mausoléu funerário de Qinshihuang (que governou de 221 a 207 a.C.).  Ele foi o primeiro imperador que unificou os territórios da China e fundou a dinastia Qin.

 

Em julho do ano passado, mais cem guerreiros foram encontrados.  Arqueólogos chineses descobriram estes outros 100 guerreiros de terracota, um soldado de argila, em tamanho natural e quatro tanques de guerra.   As escavações fazem parte de um esforço arqueológico desenvolvido pelo Instituto de Arqueologia de Shaanxi  no últimos 24 anos — com algumas interrupções — na cidade de Xian, no centro do país.  

A primeira escavação começou em 1978 e terminou em 1984 e 1.087 figuras foram encontradas. A segunda foi realizada em 1985, mas foram suspendidas por razões técnicas. Os Guerreiros de Terracota fazem parte do mausoléu construído em homenagem à morte do primeiro imperador chinês, Qin Shihuang (259 a 210 a.C.).  Na crença de que precisaria de um exército e demais componentes numa outra vida o imperador foi enterrado com um exército de guerreiros de mais de oito mil figuras de soldados, músicos, concubinas, oficiais e cavalos em tamanho natural. O exército de 2 mil anos é considerado pelos pesquisadores como um dos achados arqueológicos mais importantes do mundo e uma das principais atrações da China.

As relíquias foram descobertas por acaso por camponeses, em 1974, e, desde então, se transformaram em uma das maiores atrações turísticas da China.





Filhotes fofos: lontras brancas

18 05 2010

 

Um par de raríssimas lontras brancas nasceu em cativeiro no aquário Blue Planet, no Reino Unido. Segundo o estabelecimento, os funcionários só notaram que os filhotes eram brancos quando eles começaram a sair do ninho, já que os pais são marrons. Os tratadores acreditam que, apesar dos dois não apresentarem problemas sérios de saúde, eles sofrem de leucismo – uma condição rara na qual a pele do animal não produz o pigmento característico.

Os dois são lontras asiáticas de garra curta e ainda tiveram um terceiro irmão, que nasceu com a cor característica da espécie. O aquário ainda providenciou uma bateria de exames nos filhotes, mas não divulgou os resultados.

O estabelecimento explica que os filhotes só costumam sair do ninho após as primeiras seis ou sete semanas de vida, já que ainda não conseguem ver e são totalmente dependentes dos pais. O tempo médio de vida de uma lontra asiática de garra curta na natureza é desconhecido, mas em cativeiro elas vivem pelo menos 12 anos e muitas chegam ao 20º aniversário.





Estátua de Toth, Deus da Sabedoria, encontrada no Egito

16 05 2010

Arqueólogos encontraram uma estátua de granito vermelho do antigo deus egípcio da sabedoria, Thoth. A descoberta foi anunciada pelo Ministério da Cultura do Egito neste domingo.

A escultura, de 3,5 m de altura e 140 cm de largura, foi encontrada durante escavações em Luxor, próximo ao templo do rei Amenhotep III, que governou o Egito há 3 mil anos. A estátua mostra Thoth como um homem com a cabeça de um babuíno.

O deus era considerado pelos antigos egípcios como o inventor da escrita. Outras imagens de Thoth o descrevem também com a cabeça de um íbis (ave com pescoço longo e bico comprido, e encurvado para baixo).

Fonte: Terra





Amar os outros, soneto de Antônio Correia de Oliveira

14 05 2010

 

Amar os outros

 

                                         Antônio Correia de Oliveira

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Olhai aquela abelha industriosa:

Como ela é bela!  e viva!  e diligente!

Parece a luz duma candeia ardente

Com asas, a esvoaçar, alegre e ansiosa.

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Como ela é bela!  A vida, como a sente?

Que sentidos a trazem, cuidadosa,

Mal nasce o sol,  lidando, rosa em rosa,

Em dourado zumbido tão contente?

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Que sente?  E como sente?  Quem, ao certo,

Pudesse ler, como num livro aberto,

Mistérios de que a vida se rodeia…

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Naquela abelha, encanta-me pensar

Que ela sabe que vive a trabalhar

Para o sustento e o amor de uma colméia.

Em: Antologia Poética para a infância e a juventude, Henriqueta Lisboa,  MEC, Rio de Janeiro: 1961

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Antônio Correia de Oliveira ( Portugal, 1878 —1960) poeta. Estudou no seminário de Viseu, indo depois para Lisboa onde trabalhou como jornalista no Diário Ilustrado. Ladainha (1897)

Obras:

Eiradas (1899)

Cantigas (1902)

Raiz (1903)

Ara (1904)

Tentações de S. Frei Gil (1907)

Elogio dos Sentidos (1908)

Alma Religiosa (1910)

Dizeres do Povo (1911)

Romarias (1912)

A Criação. Vida e História da Árvore (1913)

A Minha Terra (1915-1917)

Na Hora Incerta (Viriato Lusitano) (1920)

Verbo Ser e Verbo Amar (1926)

Mare Nostrum (1939)

História Pequenina de Portugal Gigante (1940)

Aljubarrota ao Luar (1944)

Saudade Nossa (1944)

Redondilhas (1948)

Azinheira em Flor (1954)





Descoberta especial: um super-predador em solo brasileiro

14 05 2010

Foto: Ulbra

A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) apresentou na segunda-feira próxima passada, um fóssil quase completo de um superpredador, o tecodonte Prestosuchus chiniquensis , no município de Dona Francisca, no Rio Grande do Sul. Segundo a universidade, o animal viveu no período Triássico (há aproximadamente 238 milhões de anos) e é um ancestral dos dinossauros.   O fóssil foi achado há cerca de 30 dias após chuvas que expuseram parte do material.  Segundo universidade, os tecodontes eram um grupo de répteis ancestral aos dinossauros e também às aves.

O animal, segundo os pesquisadores, deveria ter aproximadamente 7 m de comprimento e pesar cerca de 900 kg. “Este é o maior esqueleto e em melhor estado de conservação já encontrado. (…) Esse achado tem enorme importância, com repercussão internacional, porque o conjunto completo pode nos dar informações amplas sobre este animal. Há diversos achados espalhados que se julga serem partes de prestosuchus. Agora, com todos os ossos, podemos certificar que realmente são desse tecodonte“, disse o paleontólogo Sérgio Cabreira.

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De fato a descoberta desse fóssil quase completo atraiu a atenção internacional.   Segundo o paleontólogo Sérgio Cabreira, responsável pelo achado, a imprensa internacional não está acostumada com trabalhos na América do Sul. Países como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, defendem a sua própria cultura científica. “Aí, nesse conjunto, nós, brasileiros aqui do Sul, descobrimos algo completo com estruturas que não haviam sido encontradas antes. Isso mexe com o contexto“, afirma. De acordo em ele, o Brasil está em ascensão no cenário internacional e já é visto com respeito. “Não precisamos mais de suporte externo, temos estrutura.”

O pesquisador ressalta também que essa região do município de Dona Francisca é um dos sítios de fósseis mais importantes do mundo. “A área explorada ainda é pequena. Quando o processo de pesquisa for formatado realmente, nós vamos encontrar dezenas de fósseis“.

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A descoberta reflete um trabalho de seis anos de projeto, conta Sérgio Cabreira. “Temos feito vários achados de material na área. Há três anos, encontramos neste mesmo local, duas vértebras muito grandes desse Arcossauro. Nessa oportunidade, eu já tinha uma ideia do belo material que estava para encontrar. A erosão expôs uma margem do material e o limpamos. Entendemos que se travava de algo importante“, afirmou.    Ele também  acredita que esse animal tenha sido soterrado por  uma enchente poucos dias após a sua morte. “Encontramos um fóssil com crânio, coluna cervical, cauda, em excelente estado de preservação. O fóssil fala por ele mesmo.” Depois da divulgação das imagens, paleontólogos de diversas regiões visitaram o local.   O Prestosuchus chiniquensis representa o grupo dos primeiros arcossauros que atingiram um grande tamanho. “Não conseguiremos entender esse frisson da imprensa internacional se não olharmos para o cenário científico“, explicou referindo-se a todas as implicações históricas, científicas e sociais do trabalho.

Existem leis que regem o patrimônio científico brasileiro. A divulgação das descobertas é essencial para criar uma guarda em torno desse patrimônio, segundo o paleontólogo. “Devemos expor esse material para disseminar a conquista de todos os brasileiros. Além disso, o fato permite com que a sociedade e os políticos tomem providências para o aproveitamento e cercamento de áreas.”

O fóssil do tecodonte Prestosuchus chiniquensis continuará sendo estudado em território nacional. Ele agora entra em um circuito de tratamento, com clima e acondicionamento adequados. Réplicas serão feitas antes que os cientistas possam manusear os fósseis encontrados.  Geralmente essas cópias é que são apreciadas em museus, enquanto a original é utilizada em pesquisas.

Fonte:  Portal Terra





Afinal, as penas pré-históricas não ajudavam a voar!!!

14 05 2010
Fóssil de Confuciusornis, pássaro pré-histórico de 120 milhões de anos. Divulgação/Science

Descobertas recentes em fósseis que mostram sinais de penas em alguns dos primeiros animais voadores, como o Archaeopteryx, causaram sensação no mundo arqueológico. Agora, surge a informação de que essas penas podem ter sido frágeis demais para uso em voo, sendo úteis apenas para planar.

 

Robert L. Nudds e Gareth J. Dyke dizem na edição desta semana da revista Science que a haste central das penas do Archaeopteryx e do Confuciusornis  eram muito mais delgadas que as hastes das penas dos pássaros atuais.  O Archaeopteryx viveu 145 milhões de anos atrás e o Confuciusornis veio depois, há 120 milhões danos.

 

Infelizmente, os cientistas não podem dizer, pelos fósseis, se as hastes eram ocas, como nos pássaros modernos, ou sólidas. Se ocas, as hastes delgadas teriam se dobrado como um canudinho de refrigerante se os animais tentassem bater as asas com força, disse Nudds, da Universidade de Manchester e do University College Dublin.   “Se fossem sólidas, as penas teriam se quebrado“, acrescentou.  “Não se pode excluir totalmente que houvesse algum tipo de geração de impulso nesses pássaros fósseis, mas o vigoroso bater de asas dos pássaros modernos sé extremamente improvável“, concluem os pesquisadores.

 

Nudds disse que a pouca capacidade de voo sugere que os pássaros primitivos viviam em árvores e saltavam para planar até uma outra árvore. Se pousassem no solo, poderiam escalar e ganhar altura antes de saltar novamente.  “Se Archaeopteryx e Confuciusornis eram planadores arbóreos, como meus dados sugerem, então isso também sugere que o voo das aves começou nas árvores e não no chão“, disse ele.

Fonte: Estadão online





Construtores das pirâmides do Egito, algumas descobertas

9 05 2010

 

Encontradas tumbas de construtores de pirâmides do Egito

Ossada de possível operário de 4 mil anos é encontrada junto as Pirâmides, em El Giza

Foto: AP

Arqueólogos egípcios divulgaram imagens de ossos e de um conjunto de tumbas encontrados nas proximidades das pirâmides de Khufu e Khafre em El Giza, no Egito. Os pesquisadores afirmam que os ossos eram dos trabalhadores que construíram as pirâmides e que, de acordo com a localização das tumbas, eles não eram escravos, como se acreditava anteriormente. Filmes e a mídia retrataram por muito tempo escravos trabalhando no deserto para construir as gigantescas pirâmides somente para encontrar uma morte miserável no fim de seus esforços, mas esse não parece ter sido o caso.

Essas tumbas foram construídas ao lado da pirâmide do rei, o que indica que essas pessoas não eram de forma alguma escravos“, disse Zahi Hawass, arqueólogo-chefe que lidera a equipe de escavação do Egito em entrevista à agência Reuters. “Se fossem escravos, não teriam o direito de construir suas tumbas ao lado da tumba do rei“, completou.

As tumbas encontram-se no planalto de El Giza, na fronteira oeste do Cairo, na entrada de uma necrópole de um quilômetro e meio de comprimento e têm 4.510 anos de existência.   Essas descobertas podem lançar luz sobre a forma como os trabalhadores viviam e comiam na época e podem ser as maiores descobertas arqueológicas do século XXI.  

Foto: Reuters
Trabalhadores atravessam local onde uma nova coleção de tumbas foi encontrada ao lado da pirâmide de Khufu, no dia 11 de janeiro.

O arqueólogo encontrou anteriormente trabalhos de grafite nas paredes por trabalhadores que se denominavam “amigos de Khufu” – mais um indício de que não eram escravos. As tumbas, no planalto de El Giza, na fronteira oeste do Cairo, têm 4.510 anos de existência e se encontram na entrada de uma necrópole de um quilômetro e meio de comprimento.

Hawass disse que havia provas de que fazendeiros no Delta e no Alto Egito enviaram 21 búfalos e 23 ovelhas para o planalto todos os dias para alimentar os trabalhadores, acreditando-se ser 10 mil – cerca de um décimo da estimativa de 100 mil do historiador grego Heródoto. Esses fazendeiros eram isentos de pagar impostos ao governo no antigo Egito – evidência que enfatiza o fato de que estavam participando de um projeto nacional.

A primeira descoberta das tumbas dos trabalhadores em 1990 aconteceu acidentalmente quando um cavalo tropeçou numa estrutura de tijolo há 10 m do local de enterro.

Fontes:  Terra  , Reuters , Terra

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Quase simultaneamente arqueólogos apresentaram um selo de 3 mil anos encontrado no Egito

O selo está escrito em acadiano e foi feito durante o reino da Babilônia, há cerca de 3.750 anos
Foto: EFE

Um fragmento de um selo descoberto ao norte da cidade do Cairo, no Egito, foi apresentado nesta segunda-feira pelo Conselho Superior de Antiguidades do país. A peça foi descoberta por uma delegação de arqueólogos austríacos que trabalhavam na região. Segundo os pesquisadores, o selo está escrito em acadiano e foi feito durante o reino da Babilônia, há cerca de 3.750 anos. A língua acádia foi uma das línguas usadas no período na região da antiga Mesopotâmia.

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Fonte: EFE





Filhotes fofos: lêmures

8 05 2010
Foto: AFP

A lêmure Susen carrega seus bebês nas costas, no jardim zoológico de Dresden, na Alemanha.





O maior cemitério da Espanha pré-histórica

8 05 2010

Hoje, perambulando pela rede descobri esse vídeo das escavações feitas na Espanha, quando descobriram, em meados de Janeiro de 2009, a maior sepultura pré-histórica daquele país.  Não resisti e trouxe para cá, não só o vídeo como a notícia original como apareceu no Portal Terra há um ano e meio atrás.

“Os arqueólogos descobriram perto de Murcia (sudeste) uma sepultura com o maior número de restos humanos jamais encontrados na Espanha, anunciou o governo regional.

O sítio arqueológico “Camino del Molino”, no município de Caravaca de la Cruz, contém pelo menos 1,3 mil indivíduos enterrados em torno do ano 2400 a.C. até 1950 a.C, segundo comunicado da prefeitura de Murcia.

Segundo a secretaria regional de Cultura e Turismo, trata-se do sítio pré-histórico com o maior número de corpos já encontrado.

A descoberta desta jazida permitirá estudar a população completa de um habitat pré-histórico dessas dimensões, analisando as questões relacionadas a idade da morte, doenças, dietas e diferentes traços antropométricos”.

Fonte: Portal Terra





Filhotes fofos: elefantinho

2 05 2010

Foto: AP

Um elefante, com quatro dias de vida, passeia com sua mãe em Whipsnade, Inglaterra. O filhote, ainda sem nome, nasceu com 124 kg