O cometa, poesia infantil de João de Deus Souto Filho

10 05 2011

Cometa, século XVI.

Desenho de astrônomo turco, anônimo,

Do livro Tarcuma-I Cifr, de Maomé Kamalladin.

Univerisdades Rektolugu-Istambul

Turquia

O    cometa

João de Deus Souto Filho


O Cometa não é estrela
Nem planeta,
O Cometa é viajante
Estelar,
Grande rei andarilho,
De bela coroa
E cauda a brilhar…

Em: Jornal de Poesia

João de Deus Souto Filho, Geólogo e educador. Nasceu em 1957 na cidade de Carolina, MA.  É formado em Geologia pela Universidade Federal da Bahia, pós-graduado em Geo-Engenharia de Reservatórios de Petróleo pela UNICAMP (1994), Formado em Letras (Licenciatura) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1999). Desenvolve trabalho sobre a importância da formação de uma consciência de preservação dos recursos hídricos.

Obras infantis:

O quintal do Seu Nicolau, 1992

O aprendiz de jardineiro, teatro, 1992

O passeio da Cinderela, teatro, 1992

Brincadeira de palavras, inédito

Na ponta da pena, inédito.





O fim de semana das orquídeas, Jardim Botânico do Rio de Janeiro

3 05 2011

Quiosque de venda de um dos orquidáreos participantes da exposição no JBRJ.

A Exposição e Venda de Orquídeas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi um dos pontos altos de entretenimento carioca no fim de semana do Dia do Trabalho.  Este é um programa que há muito entrou para o calendário oficial do Rio de Janeiro e um dos poucos eventos que visito todos os anos,  pelo menos vez e algumas horas de observação.

Não sou conhecedora de orquídeas.  Nem mesmo tenho um jardim em casa.  Dedico-me exclusivamente à manutenção de quatro plantas domésticas, criadas em potes de barro, que miraculosamente parecem sobreviver e crescer sob os meus cuidados.  Sim, tenho predileção por plantas grandes, que virem pequenos arbustos dentro do meu apartamento.  E também por plantas que não sucumbam se me esquecer um dia de regá-las ou adubá-las. 

Já tive orquídeas em casa.  Aquelas que recebemos de presente de amigos que nos querem bem.  E mais de uma vez consegui que elas sobrevivessem por alguns anos dando flores anualmente.  Mas não imagino que qualquer uma delas tenha sobrevivido, florescendo  regularmente, por causa dos meus bons tratos.  A cada vez que uma delas dava flores fiquei tão surpreendida quanto se tivesse ganahdo na  Loteria Federal. 

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É verdade que elas gostavam muito do peitoril da minha varanda de serviço.  Lá, encarapitadas no décimo andar com seus corpos quase caindo janela abaixo, mas protegidas — como todas as outras plantas nesse lugar por uma barra de ferro para não caírem das alturas — elas recebiam duas horas de sol da manhã, chuva e a umidade generalizada e quase asfixiante dos ares de Copacabana.  Eram felizes…

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Mas eu não fazia absolutamente nada para que elas se sentissem bem… Daí a minha surpresa…  Nenhuma delas sobreviveu com a mudança de endereço.  Pena.  Gostaria de ter me lembrado de dizer aos moradores do meu apartamento, os que me seguiram no endereço, que ali era um lugar especial para se cultivar orquídeas…  Que elas gostavam… Mas quem sabe talvez tenham se mantido vivas pelo carinho e amor com que me foram dadas, para inicio de conversa…

Orquídeas são fascinantes.  Dão a impressão de grande delicadeza e fragilidade…  Basta prestar atenção às bordas de suas pétalas para vermos uma renda, às vezes quase franzida como um pequeno babado.  Isso as tona muito femininas.  Têm cores contrastantes e formatos muito diversos.   E ainda padrões de desenho em suas pétalas que podem ser só de uma cor, ou pontilhadas e até com pequenos quadriculados, como se se vestissem de acordo com a ocasião.   Podem ter grandes flores, ou minúsculas, uma ou cachos de florezinhas.   São um prazer para os olhos e chamam a  nossa atenção e a dos insetos que usufruem de seu pólen. 

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São abertamente sensuais, mostrando a função de suas flores a qualquer um, sem embaraço.  Essa característica sensual, despudorada tornou a orquídeas num dos maiores símbolos do movimento feminista no mundo, assim como tema de fascínio para artistas diversos.  As pintoras americanas Georgia O´Keefe e Judy Chicago são alguns dos nomes que vêm à mente quanto ao uso da imagem da orquídea como um exemplo do feminino na arte e na vida.

   

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Além disso, elas fazem qualquer fotógrafo amador, como eu, parecer de primeira linha.  São fotogênicas.  E curiosamente variadas.  No caso acima, que até parece que o desenho da orquídea está refletindo o desenho da grade ao fundo do orquidário.  Um detalhe que seria do agrado de qualquer profissional da fotografia. 

Orquídeas remetem a luxo, a esplendor, a ocasiões especiais.  No meu aniversário de 18 anos meu pai me trouxe uma orquídea de presente, numa bela caixa transparente.  Orquidários,  por outro lado, sempre me fazem pensar na Belle Époque.  Até mesmo este, do Jardim Botânico, tem aquele ar de estufa, grande o suficiente para guardar centenas de espécimes, com colunas separando uma ilha central do restante do espaço. A luz indireta, sua brancura, a maneira com que o ar parece  que lembra as estufas inglesas da virada do século, onde damas da sociedade tomavam chá e recebiam amigas…

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Ninguém deve se surpreender, portanto, que este tipo de exposição e venda, com competição entre diversos orquidários — a maioria deles vinda das cidades  serranas do estado do Rio de Janeiro — Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo [com pouquíssima representação este ano por causa do desastre das chuvas do início deste ano] atraia tanta gente.  Foi realmente de impressionar as centenas e centenas de pessoas que estiveram no Jardim Botânico neste fim de semana e que também aproveitaram a ocasião para adquirir um, dois, seis, uma dúzia, de orquídeas variadas. 

Se você nunca visitou esta exposição marque na sua agenda o primeiro fim de semana em que o domingo caia em maio, para o ano que vem.  Confirme depois com o próprio Jardim Botânico para saber detalhes do evento.  Prepare-se para uma pequena fila na entrada e no orquidário tamanha é a população interessada.  Mas vale a pena!  Não esqueça de trazer sua máquina fotográfica, porque mesmo sendo amador, suas fotos parecerão de profissional.  Será uma ocasião para apreciar as belezas da natureza tropical e o ambiente mais que agradável de um dos mais belos jardins do mundo.





Filhotes fofos: urso pardo

2 05 2011

Dois filhotes de urso pardo siberiano brinca, no parque animal Hagenbeck, em Hamburgo na Alemanha. Os ursinhos, machos, nasceram no dia 24 de janeiro deste ano, brincam com a mãe, chamada de Mascha e recebem carinho e proteção.

O urso pardo siberiano é, atualmente, o segundo urso mais alto que se conhece, chegando a 3 m de altura quando em pé, e pode pesar mais de 650 kg. No verão ele se alimenta basicamente de salmão e trutas. No inverno, a alimentação é composta de nozes e peixes. Quando faminto, pode vir a comer peixes mortos e vegetação graminoide.

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, o número de exemplares do urso pardo diminuiu nos últimos anos na América do Norte, Europa e Ásia. No entanto, a população continua grande em diversos locais.

Fonte: Terra





Meu blog tornou-se neutro na pegada carbônica! E o seu?

24 04 2011

Hoje, minha contribuição ao meio ambiente foi tornar este blog neutro na sua pegada carbônica.  O processo é simples e vou explicá-lo aqui.

1) Você faz uma postagem sobre o assunto como estou fazendo aqui.

2) Adicione o botão MY BLOG IS CARBON NEUTRAL no texto como faço abaixo ou, preferencialmente,  ao lado, junto com outros links como também  farei assim que acabar de postar este texto.

3) Mande um email com o link para essa postagem para:  CO2-neutral@kaufda.de

4) Eles plantam uma árvore pelo seu blog em Plumas National Forest no norte da Califórnia.  Depois de replantarem esse parque, o replantio passará para outras localidades — veja no portal.

Plantam uma árvore para cada endereço eletrônico que usar esse link com o botão MY BLOG IS CARBON NEUTRAL.

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Faça isso e neutralize a pegada carbônica do seu blog pelos próximos 50 anos!




Mastodontes, antigos habitantes de Minas Gerais

20 04 2011
 
Mastodonte, ilustração de Jorge Blanco, 2005.

Há muito tempo, digamos há 60.000 anos atrás, uma parte de Minas Gerais era habitada por uma considerável população de mastodontes.  Mastodontes eram antepassados dos elefantes que conhecemos nos dias de hoje.  Eles viviam tanto na América do Norte como na América do Sul, e deixaram de existir há 10.000 anos atrás. 

Os mastodontes tinham aproximadamente 3 metros de altura e pesavam próximo de 7 toneladas, eram herbívoros, comiam folhas e ramos de árvores, gramíneas e frutos. Por causa disso, seus dentes eram adaptados à digestão de folhas macias. 

O nome científico dos mastodontes brasileiros é Stegomastodon waringi .  Seu tamanho era semelhante ao do elefante asiático e um pouco menor do que mastodontes encontrados em outros lugares das Américas.

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Os fósseis de um grande grupo de mastodontes, com  indivíduos de todas as idades, de bebês a idosos  – quase 40 animais , o maior grupo das Américas – foram descoberto na cidade de Araxá em Minas Gerais.  A morte desses paquidermes  pode ter sido causada por uma grande enchente que enterrou todos os membros dessa mesma “tribo” ao mesmo tempo.  

O mastodonte não habitava só a área de Minas Gerais.  Era na verdade um animal bastante comum no território brasileiro;  vestígios de sua existência aparecem em 23 dos nossos estados.  Sendo animais tão interessantes é uma pena que tenham ficado sem estudo por muito tempo.  Mas eis que alguém com boa visão e espírito empreendedor, o paleontólogo Leonardo Avilla da Unirio, decidiu há alguns anos estudar os ossos desses mastodontes que haviam ficado esquecidos nas gavetas do Museu de Ciência da Terra.  Financiada pela Faperj sua pesquisa rende ótimas informações sobre a vida na pré-história brasileira e conhecimento do hábitos e costumes desses antigos animais. 

No próximo mês de maio dos dias 11 a 13 acontecerá a terceira edição da JORNADA de ZOOLOGIA DA UNIRIO, onde trabalhos relacionados aos grandes animais como preguiças de 6m de altura, estarão sendo apresentados.

FONTES: GLOBO, Jornal da Ciência,





Descobertas e mais descobertas paleontológicas no RS e na Espanha…

25 03 2011

 

Tiajudens eccentricus, no Rio Grande do Sul.

No Rio Grande do Sul

Uma equipe de paleontólogos das Universidades Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Federal do Piauí (UFPI) e de Witwatersrand (África do Sul) descobriu fósseis de um vertebrado herbívoro com dentes de sabre em Tiarajú, na região central do Rio Grande do Sul.

Segundo a UFRGS, o animal era um terápsido (antiga linhagem de vertebrados que deu origem aos mamíferos) que viveu no Período Permiano da Era Paleozoica – pelo menos 260 milhões de anos atrás.  Este período foi sucedido pelo Mesozóico, quando os dinossauros apareceram.

Apesar de não ser muito grande (tinha o tamanho de uma anta), o espécime chama a tenção por seus dentes de 12 cm.  Os pesquisadores chegaram à conclusão de que era uma nova – e estranha – espécie e a nomearam de Tiarajudens eccentricus.  Seu nome se refere a Tiaraju,  distrito de São Gabriel no estado do Rio Grande do Sul.   Além da arcada dentária o Tiajudens contava com 26 dentes largos, semelhantes aos nossos molares, no céu da boca.  Acredita-se que eles servissem para mastigar folhas.

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— “Os incisivos, posicionados na maxila, tinham serrilha para arrancar as plantas, muito parecidos com os que encontramos hoje nos ruminantes.  Os dentes do palato mastigavam, o que era uma novidade, porque proporcionava melhor digestão” — disse Juan Carlos Cisneros, paleontólogo da Univerdidade do Piauí.

Os pesquisadores destacam também que é o mais antigo registro de terápsido que tinha a capacidade de mastigar e o mais antigo de um herbívoro com dentes de sabre – característica comum em alguns carnívoros extintos, como o famoso tigre dentes de sabre, mas rara em herbívoros.

Os cientistas acreditam que os longos dentes eram usados em lutas entre membros da mesma espécie ou como defesa contra predadores. A descoberta está publicada na revista científica Science.

— ” Alguns estudos já haviam encontrado fósseis do Paleozóico no Pampas.  Por isso, resolvemos intensificar a pesquisa naquela região.  Foi assim que chegamoso ao Tiarajudens.  Além do crânio, encontramos vestígios de uma pata e de outras partes do corpo, que ainda estão sendo estudadas, e que permitirão, em breve, outras descobertas sobre a espécie.   Por enquanto sabemos que era um animal adulto, e provavelmente macho.  As fêmeas não deviam ter dentes de sabre ou então eles eram mais curtos.” — esclareceu Cisneros.

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Enquanto isso, na Espanha….

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Narulagus Rex
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Pesquisadores do Instituto Catalão de Paleontologia (ICP) descobriram fósseis de um coelho gigante na ilha de Minorca, na Espanha. A descoberta foi publicada no Journal of Vertebrate Paleontology. O coelho, de nome científico Nuralagus rex, viveu há cerca de 5 milhões de anos e pesava entre 12 e 15 kg, cerca de 10 vezes o peso de um coelho nos dias de hoje.

A pesquisa indica que o mais curioso deste coelho gigante é o fato de ele não poder pular e se mover com as mãos e os pés colocados ao chão – característica de animais como ursos e capivaras. O estudo aponta que a existência deste mamífero roedor pode ser entendida pelo motivo de o ecossistema da ilha de Minorca não ter predadores para esta espécie.

A pressão seletiva sobre os ecossistemas insulares gera a limitação de recursos, o que implica a ausência de predadores. Não podemos comparar com o que acontece hoje, porque a atividade humana levou à introdução de novas espécies e à caça“, disse Meike Köhler, co-autora do artigo e chefe do grupo de pesquisa de Paleontologia do ICP.

FONTES: Portal Terra e O Globo, edição impressa.





Um gigante chileno: Atacamaticán, um dinossauro herbíforo

19 03 2011

 

Criação artística de como deveria ser o Atacamaticán.

Um gigante chileno: esta é a melhor descrição do Atacamaticán, um dinossauro herbívoro que habitou o norte do Chile há cerca de 100 milhões de anos.  Seu nome deriva do  deserto do Atacama localizado na região norte do país, um dos desertos mais áridos do mundo.  A notícia foi divulgada na revista científica Anais da Academia Brasileira de Ciências.

O Atacamatitán chilensis é o primeiro dinossauro a ser batizado no Chile“, afirmou  o paleontólogo David Rubilar, integrante da equipe que realizou a descoberta.

Esta nova espécie fóssil permitirá ampliar o conhecimento dos dinossauros na América do Sul e representa uma grande contribuição para a paleontologia nacional“, acrescentou o pesquisador.

Trata-se de uma nova espécie de dinossauro gigante, o titanossauro, herbívoro, com pescoço e cauda muito longos.  Ele teria cerca de oito metros de comprimento e pesaria próximo a  cinco toneladas. A particularidade desse dinossauro são suas pernas mais magras, reflexo da geografia do local onde esses animais viveram no passado e de sua alimentação, segundo o cientista.

Sua particularidade foi diagnosticada a partir das vértebras do dorso e da cauda e pelo formato do fêmur, mais fino do que em que qualquer titanossauro já descoberto“, explicou Rubilar.  “Não é nem o maior nem o menor, sua principal característica distintiva está no fêmur“, acrescentou o especialista.

Os restos desse dinossauro foram encontrados em 2000 onde fica hoje o deserto do Atacama, o mais árido do mundo, localizado no extremo norte do Chile com uma extensão de mais de 100.000 km2 e com períodos de até 300 anos sem chuvas.

O Atacamaticán se alimentava dos frutos das araucárias, o que indica que, naquela época, o deserto do Atacama não era um lugar tão árido como agora“, explicou Rubilar, paleontólogo do Museu de História Natural do Chile.

FONTE: AFP





No Maranhão: Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis

17 03 2011

Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis, ilustração de reconstrução.

 Cientistas brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ), anunciaram ontem,  [16/03], no lançamento da publicação Anais da Academia Brasileira de Ciências, a descoberta de um dinossauro gigante, a que se deu o nome de Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis.  Este é o maior dinossauro carnívoro já encontrado no Brasil. Viveu no nordeste brasileiro, mais especificamente, no Ilha de Cajual (MA), onde foi encontrado.

O Oxalaia quilombensis  — cujo nome homenageia Oxalá,  divindade masculina mais respeitada na religião africana e  também os quilombos, povoações que construídas por escravos fugidos que existiam na ilha — media de 12 a 14 metros de comprimento, pesava entre 5 e 7 toneladas e viveu há cerca de 95 milhões de anos.  

Essa descoberta foi a estrela da apresentação, onde os pesquisadores do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostraram que ao encontrarem os vestígios do pré-maxilar, com sete dentes, e da narina do dinossauro, constataram que o réptil tinha mais semelhanças com outros dinossauros encontrados na costa da África do que com os descobertos até hoje em terras brasileiras, tais como os répteis da Bacia do Araripe.  Verificaram também que o Oxalaia quilombensis, quando comparado a dinossauros da mesma espécie, mas encontrados na costa africana, tem dimensões significativamente maiores do que seus pares da África.   A familiaridade entre esse dinossauro e os encontrados na África nos lembra que há 115 milhões de anos as terras da América do Sul e da África ainda eram unidas, permitindo a livre migração de um lado ao outro de fauna e de flora (atrvés de sementes), pois o Oceano Atlântico ainda não separava os dois modernos continentes. 

Uma das características dos Espinossaurídeos são dentes mais finos e mais fracos  do que os encontrados em outros dinossauros carnívoros.  Essas características levou cientistas a pensarem, por muito tempo, que esses dinossauros se alimentassem de peixes.   Mas há pouco tempo foi descoberta uma mordida de um Espinossaurídeo na vértebra do pescoço de um pterossauro.  Isso mudou tudo e hoje então sabemos que eles tinham uma dieta mais variada, pois podia se alimentar de répteis.   Os Espinossaurídeos reinavam absolutos como maiores carnívoros do país.  Fora eles, não há qualquer outra espécie que ostente mais de 8 metros de comprimento no Brasil.

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A pesquisadora Elaine Machado mostra as partes achadas e o desenho de reconstrução.

O Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis tinha espinhos neurais muito alongados que formavam a vela – uma estrutura nas costas como um leque.  Seu crânio lembrava o dos crocodilos porque também era longo. 

Fonte: O GLOBO, versão impressa.





Minha profissão: Cris Bauer, analista de sistemas

15 03 2011

Cris Bauer

Esta é a quinta entrevista com o título Minha profissão, que foca em jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico, comércio exterior, veja links abaixo.

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Cris Bauer, analista de sistemas

Perfil

Mil caminhos a seguir e seguindo todos. OK, nem sempre os caminhos são compatíveis, mas não perco um único cruzamento! Para aqueles que acreditam, uma perfeita geminiana.

 Que tipo de trabalho você faz?

Sou Analista de Sistemas e trabalho com sites para internet e produtos voltados para Telefonia Celular, como jogos, promoções, etc. Há pouco abri uma loja de perfumaria e presentes personalizados. Uma forma de não virar uma “nerd’.

Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Sim!  Me formei em Ciência da Computação e em Comunicação Social. A junção dos dois cursos é meu diferencial no meu trabalho, pois consigo fazer a interface entre a área de tecnologia e todas as outras áreas – marketing, comercial, jurídico e principalmente, o cliente externo.

Também escrevo para um jornal local e até mesmo para a loja, os cursos me ajudaram bastante. Consegui bastante noção administrativa, de logística, desembaraço para lidar com os clientes. Com isso, basta liberar a criatividade.

Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

Difícil dizer,  pois eu já trabalhava na área durante o curso de Computação, então eu mesma ia “escarafunchando” tudo o que eu achava interessante.

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O que você faz para continuar a se atualizar?

Estou sempre em contato com várias pessoas de diversas empresas acompanhando todas as novidades. Leio bastante revistas, blogs, sites especializados.

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

Inglês! A tecnologia está realmente integrada em todo o mundo e um único projeto engloba equipes de vários países. Espanhol tem sido um grande diferencial.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Primeiro preste atenção na área que realmente goste. Nada pior do que tentar trabalhar com algo que não gostamos. Segundo lugar, tenha calma e não se entusiasme com as “profissões da moda”. Estude com carinho o mercado de trabalho e as perspectivas de crescimento, levando em conta a região onde mora e sua disponibilidade/vontade de se mudar ou não.

Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Tenho um blog que anda meio abandonado, mas onde escrevo de vez em quando.

www.crisb.zip.net

Também estou no Twitter, mas uso mais para informações informais

@crisbauer

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Veja outras profissões: 

BIBLIOTECÁRIA 

MÚSICO 

COMÉRCIO INTERNACIONAL

FOTÓGRAFO





O verde do meu bairro: abricó de macaco

14 03 2011

Abricó de Macaco Couroupita guianensis Aubl.; Lecythidaceae]

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Uma das grandes vantagens de se morar fora da nossa terra natal é ter olhos diferenciados na volta, olhos “quase estrangeiros” que se deliciam com as coisas que os nativos nem sempre percebem ser tão singulares.  A minha visão do Brasil e do Rio de Janeiro, certamente voltou diferente, e contrário ao que muitos pensam, quase tudo, que nos faz o que somos, é positivo.  O negativo é menor e felizmente corrigível.  Ou seja com uma boa educação conseguiremos resultados ímpares.

A nossa flora, não só a nativa, mas a importada há muitos séculos, como a mangueira, está entre as coisas mais extraordinárias que temos.  E esses exemplos de tropicalismo verde nos enchem os olhos sem que notemos, sem nos darmos conta de que são raros os lugares do mundo com a abundância de variedades de verde presentes  no nosso dia a dia.  Assim sendo, começo hoje pequenas postagens sobre a nossa exuberância tropical, me concentrando nas plantas, nas árvores, naquilo verde que encontro no meu bairro e ruas periféricas que percorro nas caminhadas matutinas.  

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Abricó de macaco

Sem dúvida uma árvore esdrúxula.  Não há como negar.  Prestem atenção: é uma árvore alta,  pode chegar aos 30 metros quando em seu habitat natural [as cultivadas são mais baixas],  que dá flores e frutos, não em sua copa, mas em seu tronco.  Florida é um assombro da natureza.  Flores grandes, carnudas e perfumadas: rosadas, com lustro como se fossem enceradas…  As abelhas as adoram.  As mamangabas também.  Ainda bem, porque sem elas, não haveria polinização.   O abricó de macaco dá frutos ao alcance das mãos.  Poderíamos imaginar ser uma árvore de um mítico paraíso, de uma “terra em que se plantando tudo dá”, de um local onde não se precisa nem subir num tronco para colher um fruto.  Mas… nem sempre é assim…  Apesar de serem comestíveis, seus frutos em geral são apreciados só pelos pássaros e animais:  quando maduros, a polpa exala um cheiro muito desagradável aos seres humanos.  Assim os frutos, que são bem grandes, redondos com quase 20 cm de diâmetro, e podem pesar 3 kg, são deixados ao léu.  O fruto tem uma casca meio dura, como uma casquinha de árvore e tem a mesma cor,  mas a polpa é bastante apreciada por pássaros e … macacos.   Daí o nome:  abricó de macaco.

É nativa do Brasil.  Da Amazônia.  Pensem bem, que outro lugar do mundo poderia ter tanto charme?  Porque ela é amazônica,  também é nativa dos nossos vizinhos:  Peru, Equador, Colômbia, Guiana, Suriname,  e Venezuela.

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Por causa de seus frutos pesados e do mau cheiro das polpas maduras, não é recomendado o uso dessas árvores para calçadas, para lugares próximos às residências.  Mesmo assim o Rio de Janeiro tem um número muito grande dessas árvores ladeando ruas.  A da foto está na Praça Santo Dumont, na Gávea.

De acordo com FLORES NA WEB, para produção de mudas:

Recolher os frutos no chão logo após sua queda natural, quebrando-os manualmente para a retirada das sementes imersas na polpa suculenta. Para isso, lava-se a polpa em água corrente dentro de uma peneira, separando-se as sementes e deixando-as secar a sombra. Um kg de sementes contém aproximadamente 3500 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é inferior a 120 dias. Para obtenção de mudas, colocar as sementes para germinação logo que colhidas e preparadas em canteiros semi-sombreados ou diretamente em embalagens individuais contendo substrato organo-argiloso (solo vegetal argiloso com esterco bem curtido). Cobri-las com uma camada de 1 cm do mesmo substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 8-15 dias e a taxa de germinação é geralmente superior a 80%. Após 5-7 meses com as mudas alcançando 6-10 cm de altura já podem ser levadas para o plantio no local definitivo. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido, podendo atingir 3,5 m de altura aos 2 anos.