Filhotes fofos: fuinha sul-africana

25 11 2012

Foto: Dave Stevenson para Rex Features.

Nascidas no Jardim Zoológico de Londres este par de fuinhas sul-africanas (meerkat) chega pela primeira vez à beira da toca.  Curiosas e interessadas na vida do lado de fora, mostraram-se bem alertas, mas sem coragem de colocar uma patinha sequer do lado de fora, mesmo tendo uma plateia humana lhes dando incentivos para que saíssem dali.  As fuinhas sul-africanas nascem em tocas de famílias de fuinhas, famílias grandes de até  30 membros.  Essas tocas são feitas de buracos que se comunicam uns com os outros num sistemas bastante complexo de tuneis.  Em geral as fuinhas bebês ficam na toca durante as primeiras duas a três semanas de vida.

Fonte: Daily Mail





O viajante noturno, conto infantil de Wilson W. Rodrigues

24 11 2012

Murucututu

Chico Martins (Brasil, contemporâneo)

aquarela

Flickr

O viajante noturno

Wilson W. Rodrigues

Aquele ruflar agitado de asas acordava todos na floresta, fosse noite escura, fosse noite estrelada, fosse noite de lua.

A corujinha, curiosa, perguntava:

— Que é que ele vai fazer, mamãe?

A Coruja-mãe, anideando-a sob as asas, respondia sempre:

— Dorme, filhinha.

Na perambeira, Gavião-mirim espigava a cabecinha para vê-lo passar, mas o Gavião puxava o filho para o buraco:

— Deixa de ser metediço.

Mais adiante o Murucututuzinho, assustado, também indagava:

— Para onde ele vai tão depressa?

E o velho Murucututu:

— Cala a boca, netinho.

Lá para a Serra, o Araguari-menino, abandonado pelos pais, sempre o via passar voando. E como não tinha ninguém para perguntar, numa madrugada gritou para o viajante noturno:

— Passarinho que voas tanto e todas as noites passas por aqui, para onde vais tão ligeiro e tão feliz?

E o Sem-Fim respondeu:

— Vou buscar o Sol. Vou buscar o Sol.

***

Em:  Contos do Rei Sol, Wilson W. Rodrigues, Rio de Janeiro, Estado da Guanabara, Editora Torre, s/d; ilustrado por Percy Lau.

Wilson Woodrow Rodrigues (Brasil, 1916) Nasceu em Salvador, BA.  Foi poeta, folclorista e jornalista, escritor e professor.

Obras:

A caveirinha do preá,  Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Desnovelando, Arca ed., s/d, Rio de Janeiro

O galo da campina, Arca ed,: s/d, Rio de Janeiro

O pintainho, Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Por que a onça ficou pintada, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A rãzinha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Três potes, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

O bicho-folha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A carapuça vermelha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Bahia flor, 1948 (poesias)

Folclore Coreográfico do Brasil, 1953

Contos, s/d

Contos do Rei-sol, s/d

Contos dos caminhos, s/d

Pai João, 1952

Lendas do Brasil, s/d

Sombra de Deus, s/d





O Rio de Janeiro encantado de Lucia de Lima

21 11 2012

Enseada de Botafogo, s/d

Lucia de Lima ( Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 50 x 60 cm

www.luciadelima.com

Uma das coisas de que mais gosto no trabalho de Lucia de Lima é a felicidade!  Ela consegue, na minha opinião, retratar o estado de espírito carioca: livre, leve e solto.

Rio Panorâmico

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 20 x 50 cm

www.luciadelima.com

Vamos e venhamos é delicioso observar todas as coisas que acontecem simultaneamente em cada tela.  São os detalhes de parapentes, pessoas de bicicletas, barquinhos na enseada de Botafogo, helicópteros e assim por diante.

Ararinhas azuis

Lucia de Lima (Brasil, conteporânea)

acrílica sobre tela, 35 x 27 cm

www.luciadelima.com

Além da paisagem carioca, Lucia de Lima mostra também grande sensibilidade para assuntos ecológicos.  Telas que representam a abundante natureza carioca, com flores que tomam conta da superfície, são em geral o ponto de partida para a representação de pássaros e  de espécies que correm perigo de extinção, como no caso das ararinhas azuis da tela acima.

Jardim Botânico

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 40 x 50 cm

www.luciadelima.com

Lucia de Lima pode ser encontrada passeando pelo Jardim Botânico muitas vezes ao mês.  Ela admite que o local lhe serve de inspiração para todo o verde, toda a mata e para os pássaros que retrata em seus quadros: diferentes flores, palmeiras, arbustos, árvores encontram um refúgio nessas telas coloridas.

O menino e o Cristo

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 70 x 30 cm

www.luciadelima.com

Outra característica da pintora são os formatos das telas.  Muitas delas fogem aos padrões mais conhecidos, como são as telas acima: O menino e o Cristo assim como Rio Panorâmico também já mostrada nessa postagem.  É mais uma das maneiras em que revela jovialidade e o prazer que tem ao se dedicar à pintura.

Devaneios IV

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 40 x 50 cm

www.luciadelima.com

Tenho acompanhado o trabalho dela pelos últimos anos e noto algumas tendências, como é natural que aconteça com qualquer pessoa que usa a sua criatividade todos os dias, como é o caso.  Lucia tem desenvolvido esta série a que deu o nome de Devaneios, em que o contorno das montanhas da cidade, ou a aparência de ruas e locais conhecidos e reconhecíveis, deram lugar ao que ela mesma chama de sonhos, devaneios, ou seja, paisagens oníricas, que combinam muitos aspectos que aparecem em outras séries.  Nesse exemplo acima, vemos flores, barcos, pássaros, uma fila interminável de automóveis subindo o morro, e de pessoas — crianças? — em fila indiana.  A vegetação é abundante e rica como nas matas cariocas.  Quanto mais olhamos,  mais decobrimos.

Corcovado e Lagoa

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 33 x 41 cm

www.luciadelima.com

Até o bondinho do Corcovado subindo de Laranjeiras para o Cristo vemos nessa tela.  Foi há muitos anos atrás, que notei pela primeira vez, vendo uma das telas de Lucia, que a Lagoa Rodrigo de Freitas tem hoje o formato de um coração.  Nesta tela vemos alguns elementos muito comuns da paisagem neste local: helicópteros — há um heliporto perto, pessoas treinando remo — há alguns conhecidos clubes de remo com sede na Lagoa, a Praia de Ipanema no cantinho da direita e assim por diante. Podemos passar muito tempo descobrindo detalhes.

Pássaros em extinção

Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 40 x 50 cm

www.luciadelima.com

A preocupação com a preservação da Natureza e da Mata Atlântica está sempre presente no trabalho da pintora.  Entre uma profusa vegetação vemos alguns dos pássaros cuja existência está em perigo.  Lucia mora no sopé da mata do Corcovado e está em constante contato com a natureza. Que ela a ama e presta atenção no verde que a circunda é óbvio.  Resta a nós fazer o mesmo.  Para maiores informações sobre essas e outras obras visitem o portal da artista. Aproveito para agradecer à Lucia pelas imagens que cedeu para esta postagem.

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Para comemorar os 5.000.000 [cinco milhões]  de visitas a este blog, marca a que devemos chegar nos  próximos 5 dias, começo hoje, com Lucia de Lima, uma série de postagens só com trabalhos de artistas brasileiros.  Não vou prometer uma determinada frequência, porque ser blogueira não é a minha profissão principal e não posso garantir que terei sempre muito tempo para organizar essas postagens.  Mas imaginei algo em torno de uma ou duas vezes por mês.  Por que não usar esse blog para divulgar alguns de nossos artistas?  Obrigada a todos que nos acompanham.





O verde do meu bairro: Extremosa, ou Resedá

11 11 2012

Há algumas extremosas no meu bairro.  Sei que elas são muitas vezes vistas com desagrado, quase como uma praga, porque foram usadas para a arborização em muitas cidades brasileiras, em ruas movimentadas, em detrimento de outras espécies.  Nessa escolha importaram as qualidades: beleza, baixa altura, raízes que não destroem as calçadas e resistência.  A extremosa ou resedá não é nativa do Brasil e  pode criar problemas para muitas das árvores nativas de maior porte.  Talvez seja por isso, que nos EUA, nos estados  onde morei – Maryland, Virginia, Washington DC e Carolina do Norte–  elas são usadas em grande escala só nos canteiros do meio das estradas,  embelezando, delimitando e, por causa de sua baixa estatura, ajudando a bloquear a luz de caminhões vindos no sentido contrário.  Também são usadas nas beira de estradas, com uma boa separação de grama entre elas e a vegetação nativa.  Podemos ver na foto abaixo, um exemplo de como são usadas. Claro que muitas pessoas plantam resedás em seu jardim, mas simplesmente como um foco de cor para o verão, uma única árvore, onde podem ser vigilantes quanto às pragas.

Por que elas são olhadas com desconfiança?  Sua praticidade – fácil reprodução, manutenção e raízes que não prejudicam calçadas – levou muitos municípios brasileiros a plantarem quase que exclusivamente as extremosas em suas vias públicas.  Isso não só leva à possibilidade de monocultura, como pode afetar as árvores nativas porque o resedá é suscetível ao abrigo de pragas, como erva de passarinho, que vivem da habilidade de extrair seus nutrientes das árvores em que se instalam.  Seu uso tem sido desencorajado.  Mas mesmo assim, é um belo respingo de cor na paisagem, que, aqui no Rio de Janeiro, atravessa duas estações: primavera, verão.

Natural da Índia e da China, os primeiros pés de extremosa foram trazidos para os EUA ainda no século XVIII, mais precisamente em 1790, pelo botânico francês André Michaux (1746-1802), autor entre outros das obras: Histoire des chênes de l’Amérique, 1801 [História dos carvalhos da América] e Flora Boreali-Americana, 1803 [Flora da América do Norte].

A extremosa (Lagerstroemia indica) recebe diversos nomes no Brasil: Resedá, Suspiros, Julieta, Árvore-de-júpiter, Flor-de-merenda, Mumiquilho.  Caiu no gosto popular por causa de sua função decorativa.  Tem flores  em forma de espigas.  Dependendo da região onde é plantada floresce no verão ou no verão e na primavera (como é o caso aqui no Rio de Janeiro, onde a primavera é quente).  Suas flores podem ser de três cores: branca, rosa ou vermelha.  Deve ser podada durante o inverno e as flores aparecerão na ponta dos ramos que foram podados.   Suas folhas são elípticas alongadas.  Nas regiões frias a árvore perde todas as folhas no inverno.  Chega aos 6 metros de altura.

Para maiores informações:

Meu cantinho





Filhotes fofos: leopardo

5 11 2012

Leopardos, foto: Grant Atkinson, The Grosby Group.

O fotógrafo especialista em vida selvagem Grant Atkinson registrou o momento em que uma fêmea de leopardo carrega seu filhote na boca para tirá-lo de um esconderijo onde estava para se proteger de predadores. O pequeno animal ficou escondido na ‘toca’ enquanto a mãe foi à caça de alimentos em Botswana, no sul da África. Depois de ver a mãe, o filhote ficou tão animado que tentou brincar com ela.  Atkinson estava seguindo a fêmea quando ela foi até o esconderijo. Foi então que ele viu o filhote saindo pelo buraco.  Mais tarde,  os dois foram para um novo esconderijo, onde o filhote ficou protegido e a mãe se deitou alerta.

Fonte: TERRA





Boas novas: Corujas Caburé-acanelado (Aegolius harrissii) descobertas em SP

1 11 2012

Um casal de corujas  caburé- acanelado, coruja rara de peito amarelado, — como esta da fotografia acima — foi registrado e monitorado por pesquisadores em duas fazendas da empresa Duratex, no município de Lençóis Paulista, no centro-oeste do Estado de São Paulo. As aves iniciavam o ciclo reprodutivo quando foram avistadas, no final de 2011. A espécie não era conhecida na região, segundo o pesquisador Flávio Ubaid, especialista em aves do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu. “Os registros mais próximos estão a mais de 150 km. Também realizamos novos registros na região de Franca e no sudoeste de Minas Gerais”, explicou.

Ele acredita que o registro preenche uma lacuna considerável na área de ocorrência do caburé. O achado levou Ubaid a publicar, em parceria com os pesquisadores Fábio Maffei, Guilherme Moya e Reginaldo Donatelli, artigo na revista The Bulletin of the British Ornithologists Club, conceituada publicação inglesa de ornitologia.

Caburé-acanelado é o nome popular da espécie Aegolius harrisii, uma ave de rapina da família dos estrigídeos, a mesma das corujas. A ave mede 20 cm de comprimento e habita bordas de matas. Embora existam diversos registros de sua presença em vários locais do Brasil, os hábitos dessa espécie são pouco conhecidos. Os pesquisadores vão retomar as observações ao casal na primeira semana de novembro, quando as aves reiniciam o ciclo de reprodução.

TERRA





UK: conhecimentos sobre cientistas em declínio

29 10 2012

Luizinho, Zezinho e Huguinho chegam em casa com novidades.  Ilustração de Walt Disney.

Uma recente pesquisa na Inglaterra soou um alarme sobre o ensino das ciências naqueles país. Proporcionalmente, poucos dos 1.000 jovens entrevistados souberam reconhecer alguns dos maiores e mais importantes inventores e descobridores do mundo das ciências, cientistas que revolucionaram nosso entendimento do mundo.  Além disso, esses jovens têm informações erradas sobre diversos inventos científicos.  Uma pequena porção dos resultados dessa pesquisa, feita pela  Haier’s Let Children Dream comparceria do Museu de Ciências do Reino Unido,  foi publicada hoje no jornal The Independent.

Entre os itens que causaram surpresa:

— só 45% dos entrevistados reconheceram Albert Einstein.

— só 37% conseguiram identificar Charles Darwin.

— só 38% identificaram Thomas Edison

— só 25% identificaram Louis Pasteur.

— só 39% identificaram Isaac Newton;

No entanto,

— 68% dos entrevistados conseguiram identificar corretamente Mark Zuckerberg, o criador do Facebook.

Que esse alerta sirva também para os nossos pais e professores? Como anda o seu conhecimento de ciências?

FONTE: The Independent





Gorilas de volta ao habitat natural

25 10 2012

Pela primeira vez, uma família inteira de gorilas irá retornar ao seu habitat natural. O grupo de onze membros da espécie gorila ocidental das terras baixas, que está em um zoológico no condado de Kent, na Inglaterra, irá para uma reserva natural, no Gabão. A família inclui um macho de 30 anos, de aproximadamente 100 quilos, que havia sido salvo das mãos de caçadores ilegais, cinco fêmeas e cinco filhotes de idades que variam de 6 anos a 8 meses, que foram criados em cativeiro.

Cinquenta e um primatas já foram soltos na selva individualmente em áreas seguras de proteção animal, no período de 1996 e 2006,  pela mesma instituição —  The Aspinall Foundation.  Esses animais foram soltos depois de viver em cativeiro, mas nunca isso foi tentado com um grupo tão grande quanto esse.  A fundação Aspinall  atua no Gabão e no Congo, países onde os gorilas foram caçados até sua extinção. Ela irá fornecer medicamentos e comida extra para ajudar na adaptação deles.

Na selva, este grupo será nômade e se movimentará pela floresta em busca de comida, provavelmente a cada dois dias. A família deve ser liberada em janeiro de 2013.

Damian Aspinall, que criou a fundação, disse que a única justificativa para se manter animais em cativeiro no século XXI seria para participar de programas de reprodução de espécies em perigo de extinção para depois reintroduzí-las à vida selvagem.  A Fundação Aspinall já cruzou 135 gorilas, 33 rinocerontes negros, 123 leopardos, 33 gibões de Java, 104 macacos langures de Java e 20 elefantes africanos nos seus programas de acasalamento em cativeiro.

FONTE: Terra e Heart





O verde do meu bairro — Ixora Chinesa

20 10 2012

Vocês já notaram como jardins têm moda? Isso mesmo, fica na moda um certo tipo de planta, de arbusto, de flor e aos poucos antigos pés disso ou daquilo dão lugar a uma nova espécie, a uma nova folhagem.  De uns quinze anos para cá os jardins do meu bairro começaram a aparecer com algumas plantas interessantes, bonitas, com flores de cores brilhantes… Não estou reclamando.  Mas, acho que a moda leva os jardins a terem todos mais ou menos a mesma cara, principalmente quando são os porteiros que trabalham os jardins e costumam se concentrar nas plantas de maior efeito pelo menor trabalho.

Aqui no meu bairro, no Rio de Janeiro, há uma abundância de jardins de edifícios residenciais floridos o ano inteiro com essa planta que está em todo canto, retratada acima.   Alguns a chamam de Alfinete-gigante.  Mas é mais conhecida com Ixora-chinesa, ou Ixora-vermelha.  Não é uma planta nativa do Brasil.  É originária do Extremo Oriente: Malásia e China.  É planta asiática tropical, da família das Rubiaceae.  Por isso se dá tão bem no clima carioca.

Entrada de edifício residencial.

Cá pelo meu bairro não a deixam crescer muito.  A moda por aqui é deixá-la crescer só até um metro do chão, mais ou menos.  Mas pode chegar a dois metros de altura.  Deve ficar linda assim.   E em geral é plantada como cerca viva ou melhor dizendo, acompanhando as grades dos edifícios, porque cercas vivas por aqui não oferecem a tranquilidade de segurança de que os cariocas precisam.  Frequentemente elas são usadas como delimitadores de áreas do jardim, acentuando os caminhos para entrada de pedestres ou a beirada do caminho para as garagens.

Há uma papelaria aqui perto cuja entrada fica bem recuada do meio fio, sendo uma construção mais moderna do que a própria rua, foi construída numa linha imaginária, que estabelece um futuro alargamento dessa rua que data do século XVIII.  Assim, o dono da papelaria, para “mostrar o caminho das pedras”, colocou diversas jardineiras na calçada em duas colunas paralelas, para acentuar a entrada do estabelecimento.  Teve que colocar jardineiras porque a calçada não lhe pertence. Mas, ficou bonito para quem chega.

O mais interessante é que a Ixora-chinesa parece dar flores o ano inteiro.  São grandes pompons compostos de minúsculas flores de quatro pétalas.  De longe parecem até gerânios, e sei que às vezes as ixoras-chinesas são chamadas de gerânios selvagens, por causa da aparência dessas flores.  Mas não têm nada a ver.   Por aqui só tenho visto exemplares cujas flores tem tonalidade, laranja, damasco, salmão.  Mas sei que existem flores de outras tonalidades: branca e vermelha.

verde 9

Para maiores informações veja:

O Jardineiro.





Júbilo e tristeza: DNA de dinossauros não pode ser recuperado

18 10 2012

Cena do filme Parque dos dinossauros, I.

Foi com um misto de júbilo e tristeza que li esta semana que o DNA de dinossauros não poderá ser recuperado.  A ideia de que Michael Crichton se valeu para escrever o livro de suspense e aventura Jurassic Park, que nas mãos de Steven Spielberg se tornou um sucesso de bilheteria no cinema, não é viável.  Minha alegria veio de saber que não passaremos pelos perigos possíveis de termos, nas mãos de governos ou companhias particulares inescrupulosos, a possibilidade de criação dessas feras.  Mas tristeza porque tenho uma curiosidade imensa, que não conseguirá ser satisfeita, em relação a esses seres bestiais.

Tudo já indicava, no mundo científico, que a “reconstituição dos dinossauros” não seria possível.  Mas na dúvida havia sempre uma pequena brecha, uma centelha de esperança, de vermos um dia um dinossauro vivo, até que cientistas na Nova Zelândia descobriram o tempo máximo de estocagem de material genético.

Cena do filme Parque dos dinossauros, I.

Depois que a célula morre, enzimas começam a desfazer os ligamentos entre os nucleotídeos que formam a estrutura do DNA. Micro-organismos ajudam então na decomposição.  No entanto, a expectativa de manutenção das características de DNA são em geral dependentes da proximidade de água, que aumenta a rapidez da decomposição. Água na terra onde se encontra um osso de dinossauro, por exemplo, deveria poder estabelecer o ritmo de degradação do DNA.

Foi justamente essa determinação que se mostrou bastante difícil, principalmente porque há muitos fatores tais como temperatura, ataque de micróbios, condições do meio ambiente, oxigenação que podem alterar a velocidade do processo de decomposição. Comparando DNA de diferentes idades da mesma espécie assim como diferentes níveis de decomposição, os cientistas foram capazes de determinar que em 521 anos o DNA perde metade das conexões entre nucleotídeos.

Mas ainda há muito que se descobrir.  Os pesquisadores afirmaram que a idade do DNA afeta quase 38% da degradação – eles usaram ossos do moa, para o estudo.  Outro fatores tais quais preservação, maneira de estocagem de produto escavado, a química do solo e até mesmo a época do ano em que o animal morreu podem contribuir como fatores que diferenciam os níveis de degradação, fatores que ainda precisam ser estudados.

E lá se vai a porta da esperança de se ver um desses animais do passado, talvez, um preso em âmbar, “renascido”.  A porta se abre mais cautelosa, oferecendo só uma frestinha de esperança…  Mas quem sabe?  Talvez, num futuro longínquo possamos ainda reviver, ressoprar a centelha da vida num desses animais pré-históricos…

FONTES: Terra, Nature