O mundo animal de Otto EErelman

20 08 2013

littlle indruders, otto eerelmanOs pequenos invasores

Otto Eerelman (Holanda, 1839-1926)

lápis e aquarela sobre papel,  35 x 54 cm

Christie’s Auction House

Como prometido na página deste blog no Facebook, passo a postar, vez por outra, telas de pintores famosos por retratar animais. Aqui temos alguns dos trabalhos de Otto EErelman pintor holandês do século XIX (1839-1926) que se dedicou não só à pintura de gênero, mas principalmente ao retrato de cachorros e cavalos.

st bernard puppiesOs filhotes de São Bernardo, 1914

Otto Eerelman (Holanda, 1839-1926)

óleo sobre tela, 89 x 121 cm

Christie’s Auction House

1419Cachorrinhos dengosos, s/d

Otto Eerelman (Holanda, 1839-1926)

aquarela e lápis, naquim, guache sobre papel,  51 x 73 cm

Christie’s Auction House

tending the horses at a courtyardTratando dos cavalos no pátio

Otto Eerelman (Holanda, 1839-1926)

aquarela, guache e giz negro sorbre papel, 34 x 50 cm

Christie’s Auction House

a collie and her puppiesUma collie e seus filhotes

Otto Eerelman (Holanda, 1839-1926)

óleo sobre tela, 90 x 131 cm

A Fascinating Encounter, by Otto EerelmanUm encontro fascinante

Otto Eerelman (Holanda 1839-1926)

óleo sobre tela, 90 x 130 cm

1850_Pug_NestofPuppyPugsbyOttoEerelmanNinho com jovens Mastiffs

Otto EErelman (Holanda 1839-1926)

Aquarela, 50 x 70 cm

 

574501_287179831376072_113238925436831_670377_1380274494_nPara a festa

Otto Eerelman (Holanda, 1839-1926)

Aquarela sobre papel, 40 x 58 cm

574806_287179941376061_113238925436831_670383_1421260173_nUm King Charles Spaniel com cordão azul

Otto Eerelman (Holanda 1839-1926)

óleo sobre tela, 32 x 25 cm

557571_287180721375983_113238925436831_670416_1309612440_nNa neve

Otto Eerelman (Holanda 1839-1926)

óleo sobre tela, 52 x 40 cm

485769_287179184709470_113238925436831_670341_845861580_nUm passeio na neve

Otto Eerelman (Holanda 1839-1926)

óleo sobre tela, 60 x 90 cm

398201_287179684709420_113238925436831_670368_1160806804_nUm São Bernardo e um Dogue Alemão, 1891

Otto Eerelman (Holanda 1839-1926)

óleo sobre tela, 130 x 170 cm

542887_287179661376089_113238925436831_670367_1123856607_nPreparando a carruagem

Otto Eerelman (Holanda 1839-1926)

Lápis, giz, aquarela e guache sobre papel,  35 x 51 cm

318183_287179728042749_113238925436831_670371_433352530_nIndo passear

Otto Eerelman (Holanda 1839-1926)

óleo sobre madeira, 29 x 18 cm





Imagem de leitura — Nikolai Petrovich Bogdanov-Belsky

19 08 2013

Nikolai Petrovich Bogdanov-Belsky (Russia 1868-Alemanha 1945) mulher lendo no jardim, 1915Mulher lendo no jardim, 1915

Nikolai Petrovich Bogdanov-Belsky (Rússia, 1868-1945)

óleo sobre tela

Nikolai Petrovich Bogdanov-Belsky nasceu em Smolensk Governorate em 1868. Estudou na Academia de Arte Semyon Rachinsky; aprendeu a pintar ícones na Troitse-Sergiyeva Lavra em 1883 e pintura moderna na Escola de Pintura Escultura e Arquitetura de Moscou de 1884 a 1889, indo depois aprimorar sua tecnica em São Petersburgo na Academia Imperial das Artes nos anos de 1894 e 1895. Na década de 1890 foi para a França onde estudou e ateliês particulares.  Especializou-se em pintura de gênero, concentrando-se no retrato de camponeses, retratos e na paisagem no estilo impressionista. Faleceu em Berlim em 1945.





Manhã, poesia de Domingos Pellegrini

19 08 2013

Casarios e  igreja, s/d

Durval Pereira ( Brasil, 1917-1984)

óleo sobre tela 50 x 65 cm

Manhã

Domingos Pellegrini

Os galos disputando a alvorada

o retorno dos pés para as sandálias

o espelho que me olha e sempre cala

a pia minha mais gentil criada

Fogão com seu milagre que não falha

armário com modéstia tão calada

perto da geladeira dedicada

a resmungar tanto quanto trabalha

O céu a me espiar pelas janelas

novidades florindo no jardim

formigas a cuidar da vida delas

Sangrando sol varrendo as amarguras

sem pesadelos nem sonhos enfim

cada manhã me pare e inaugura

Em: Gaiola aberta: 1964-2004, Domingos Pellegrini, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil: 2005





Quadrinha da sabedoria

18 08 2013

pensando, Jonathan Greene, distant-thoughtsIlustração, “Pensamentos distantes”, Jonathan Green. www.jonathangreenstudios.com

Há tempo de flor… de espinho…
Tempo de ouvir… de falar…
Tempo de dar um tempinho…
Tempo.. de o tempo matar!

(Dirce Davenia Guayato)





São Paulo, texto de Luiz Marcondes Rocha

17 08 2013

Manoel Costa,Colheita de café,1984,ose, 55 x 46 cmColheita do café, 1984

Manoel Costa (Brasil, 1943)

óleo sobre eucatex, 55 x 46 cm

 São Paulo

Luiz Marcondes Rocha

A cidade de São Paulo continuava nesse período a crescer industrialmente. Houve, na segunda metade do mandato presidencial de Prudente de Morais, uma queda vertical do preço do café. SE em 1889 o preço médio de uma saca de 60 quilos era de quatro libras, caíra a uma libra e meia em 1897. A responsabilidade da crise era atribuída ao aumento da produção, pois que, de 1889 a 1897, passou de quatro para oito milhões de sacas numa produção mundial de doze milhões.

Essa crise, se embaraçou em parte o desenvolvimento industrial de São Paulo, não o paralisou de todo. É que já se consolidavam as condições iniciadas em 1886, com a estruturação, embora incipiente, de um comércio interno crescente ano a ano, proporcionando avanços sucessivos  do setor de indústrias, ainda que sem uma ordenada orientação. Entre essas condições, destacava-se o fato de ter o Estado se ter transformado no maior produtor de café do mundo, bem como o aumento progressivo da população, vegetativo e imigratório. Destaque-se ainda o trabalho assalariado e o nível, embora não muito elevado, mas bem superior ao negro escravo, do padrão de vida do italiano imigrante.

A mentalidade progressista aqui formada tinha a sua origem na ambição que vinha das Bandeiras, levando o bandeirante heróico aos riscos e tocaias dos sertões, à cata de índios para vendê-los e à busca do ouro imaginando e executando o comércio mais rendoso do que as circunstâncias lhe permitiam, sem  se atemorizar dos perigos das florestas traiçoeiras. A ambição do estrangeiro, que aqui aportava não trazendo nada, mas com grande disposição para o trabalho e encontrando um ambiente de igualdade e uma riqueza em pleno desenvolvimento, unia-se ao espírito do paulista, ajudando a apressar a grande marcha do maravilhoso desenvolvimento.

. . . . . . . . . . . . . . . . . .

O empreiteiro era em geral pessoa experimentada, com bons conhecimentos da lavoura e que se encarregava, mediante contrato, da derrubada de matas virgens e da plantação de novos cafezais.

Com o dinheiro economizado, oriundo das empreitadas, o empreiteiro adquiria terras e se incluía no rol dos pequenos proprietários, iniciando a sua própria fazenda.

Pagava-se em média, para formar um cafezal, quatrocentos réis  por pé, pertencendo ainda o fruto do quarto ano ao empreiteiro. Em pouco tempo se transformavam duzentos alqueires  de terra bruta em uma fazenda de 200 mil pés-de-café.

Em: Café e Polenta:romance histórico, Luiz Marcondes Rocha, São Paulo, Martins: 1964, pp.55-56

Luiz Marcondes Rocha (Brasil, ? -? ) advogado, formado pela Faculdade de Direito da Cidade de São Paulo em 1938. Escritor.

Obras:

Café e Polenta: romance histórico, 1964

A luta econômica do brasileiro, 1967

Maria Rica, s/d





Palavras para lembrar — Thomas Carlyle

17 08 2013

Nello Iovene, (Itália, 1935) O estudante, 1970,50 x 60O estudante, 1970

Nello Iovene (Itália, 1935)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

“A melhor universidade é uma boa coleção de livros”.

Thomas Carlyle





Nas asas das horas, poesia de Olegário Mariano

16 08 2013

SwallowsWisteriaAndorinhas na glicínia, s/d

Virgínia Lloyd-Davies (EUA, contemporânea)

aquarela, 45 x 69 cm

www.joyfulbrush.com

Nas asas das horas

Olegário Mariano

As asas das horas passam ligeiras

Como andorinhas riscando o ar…

Ruídos de penas de aves viajeiras

Que as minhas penas vêm aumentar.

Porque no vôo do tempo a vida

Passa com as horas, de braços dados.

Quanta poesia mal compreendida!

Quantos amores mal compensados!

E as horas passam levando a vida

Como andorinhas nos céus nublados.

E os rios passam levando a vida…

Tudo que corre, tudo que voa,

O vento… as águas… E, na corrida,

Quanto castelo no ar se esboroa,

Quanta esperança desiludida!

E pelos ares, angustiado

Coro de vozes longe ressoa:

“Tempo maldito! Tempo apressado!

Ventos bravios! Águas correntes!

Não corram tanto! Vão devagar!…”

E as andorinhas indiferentes

Passam ligeiras, riscando o ar…

Em: Toda uma vida de poesia: poesias completas, volume II (1932-1955), Olegário Mariano, Rio de Janeiro, José Olympio: 1957, pp: 552-553

 





Imagem de leitura — Jan van Eyck

15 08 2013

1152px-Retable_de_l'Agneau_mystique_(1) detalhe MariaPainel da Virgem Maria, 1432

Um dos painéis do Retábulo da Catedral de Ghent

Jan van Eyck (Flandres, c. 1390-c. 1440)

óleo sobre madeira

Igreja de São Bavo, Ghent, Bélgica

Jan van Eyck nasceu um pouco antes de 1395 em Maaseik, em Flandres, hoje Bélgica.  Um de quatro irmãos todos pintores. Chamado de alquimista e de inventor da pintura a óleo – o que não é verdade, mas foi quem levou a pintura a óleo a um nível nunca antes imaginado. Foi membro da corte, embaixador, agente secreto, uma lenda em sua própria era. Um dos maiores pintores que o mundo ocidental já conheceu. Faleceu por volta de 1441 em Flandres.

Pintores na época de Jan van Eyck não eram treinados em academias ou universidades. Eram educados enquanto trabalhavam como aprendizes — por anos — nas oficinas de outros artistas já estabelecidos na guilda de São Lucas. No sistema de oficinas ou ateliês, a um único homem seria dado o crédito para uma pintura em que muitas pessoas haviam trabalhado. A um artista aprendiz pode ser dada a tarefa de pintar fundos ou brocados, fazer cópias e pastiches para venda comercial, ou simplesmente preparar  os painéis de madeira e moagem de pigmentos. Além de completar as tarefas atribuídas pelo mestre, assistentes nas oficinas criavam seu próprio trabalho no estilo de seu mestre.





A difícil arte da matemática na Grécia antiga, texto de Leonard Mlodinow

13 08 2013

Domenico-Fetti_Archimedes_1620Arquimedes pensativo, 1620

Domenico Fetti (Itália, 1588-1623)

óleo sobre tela, 98 x 73 cm

Galeria de Obras dos Velhos Mestres [Gemaldegalerie Alte Meisters] Dresden

Você reclama das aulas de matemática?  Pois veja a difícil arte da matemática da Grécia antiga:

“…em Atenas, no século V a. C., no ápice da civilização grega, uma pessoa que quisesse escrever um número usava uma espécie de código alfabético. As primeiras nove das 24 letras do alfabeto grego representavam os números que chamamos de 1 a 9. As seguintes nove letras representavam os números que chamamos 10, 20, 30 e assim por diante. E as seis últimas letras, além de três símbolos adicionais, representavam as primeiras nove centenas (100, 200 e assim por diante, até 900). Se você tem problemas com a artimética hoje em dia, imagine como seria subtrair ΔΓΘ de ΩΨΠ! Para complicar ainda mais as coisas, a ordem na qual as unidades, dezenas e centenas eram escritas não importava: às vezes as centenas vinham em primeiro, às vezes em último e às vezes a ordem era ignorada completamente. Para completar, os gregos não tinham zero.

O conceito de zero chegou à Grécia quando Alexandre invadiu o império Babilônico, em 331 a. C. Mesmo então, embora os alexandrinos tenham começado a usar o zero para denotar a ausência de um número, ele não era empregado como um número por si só. Na matemática moderna, o número 0 possui duas propriedades fundamentais: na adição, é o número que, quando somado a qualquer outro, deixa-o inalterado, e na multiplicação é o número que, quando multiplicado por qualquer outro, mantém-se ele próprio inalterado. Esse conceito não foi introduzido até o século IX, pelo matemático indiano Mahavira.

Mesmo depois do desenvolvimento de um sistema numérico utilizável, passariam-se muitos séculos até que as pessoas reconhecessem adição, subtração, multiplicação e divisão como as operações aritméticas fundamentais — e, lentamente, percebessem que certos símbolos convenientes poderiam facilitar bastante sua manipulação.”

Em: O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas, Leonard Mlodinow, tradução Diego Alfaro, Rio de Janeiro, Zahar: 2009, p. 44-45





Na ribeira deste rio, poema de Fernando Pessoa

9 08 2013

Archimedes Dutra,Pescador na beira do rio,1932,ost, 27 x 35 cmPescador na beira do rio, 1932

Archimedes Dutra (Brasil, 1908-1983)

óleo sobre madeira, 27 x 35 cm

Poema

Fernando Pessoa

Na ribeira deste rio

ou na ribeira daquele

passam meus dias a fio.

Nada me impede, me impele,

me dá calor ou dá frio.

Vou vendo o que o rio faz

quando o rio não faz nada.

Vejo os rastros que ele traz,

numa sequência arrastada,

do que ficou para trás.

Vou vendo e vou meditando,

nem bem no rio que passa

mas só no que estou pensando,

porque o bem dele é que faça

eu não ver que vai passando.

Vou na ribeira do rio

que está aqui ou ali,

e do seu curso me fio,

porque, se o vi ou não vi,

ele passa e eu confio.

Em: Antologia poética para a infância e a juventude, Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, Instituto Nacional do Livro: 1961, p. 150-151.