Imagem de leitura — Steve Henderson

4 04 2015

 

4ProvincialAfternoon,by Steve Henderson, oil, 38x48Tarde no campo

Steve Henderson (EUA, 1957)

óleo sobre tela, 96 x 121 cm

www.stevehendersonfineart.com





Flores para um sábado perfeito!

4 04 2015

 

Tomoo Handa (1906-1996) - Vaso com flores - Óleo sobre tela - 73 x 92 cm - 1952Vaso com flores, 1982

Tomoo Handa (Japão/Brasil, 1906-1996)

óleo sobre tela, 73 x 92 cm





Copacabana no início, por Pedro Nava

4 04 2015

ana vasco, copacabnaCopacabana, 1901

Anna Vasco (Brasil, 1881-1938)

óleo sobre tela

“Às vezes saímos para fazer visitas. Eu gostava das da zona sul e nascente Copacabana. O mar era entrevisto de longe, logo que se desembocava nos altos do Túnel Velho. Lá íamos visitar a grande amiga de tia Alice, solteirona e rica, que a todos impressionava pela dignidade de sua presença, pela miopia e pela peruca que usava aberta no meio da testa e esculpindo dois bandós simétricos de cabeleira de santo de pau. Sua vida era austera e piedosa: sempre condenava as fraquezas e escorregões da carne.  Assim atravessou mocidade, a segunda mocidade, ficou madura, mas ao galope dos quatro cavaleiros do apocalipse da menopausa — arranjou seu Landru. Não a matou — mas foi roendo aos poucos seus prédios, suas apólices, suas joias, suas ações, suas pratas, seus cristais, suas porcelanas e quando já não havia o que cardar, plantou a noiva de tantos anos. Morreu abandonada pelo moço (que ela achava a cara de George Walsh), curtida de paixão e marginalizada pela família. Sua pobreza tornava-a mais culpada aos olhos dos sobrinhos. Eu gostava de sua casa, de seu beijo estalado, do seu sempiterno bolo de aipim e do seu convite sugestão amplidão azul. Vamos menino! tire os sapatos e vá brincar na areia! Ia e pasmava. As  ondas vinham altas, empinadas, lisas, oscilantes, como que hesitantes, como se se fossem cristalizar naquele bisel ou coagular-se naquele dorso redondo da serpente marinha coleando do Leme à Igrejinha; paravam um instante de instante, suspensas um instante, decidiam de repente e deflagravam quebrando num estrondo barulhos luzes marulhos espumas — se procurando nos leques se sobreabrindo  sobre as areias. Era mais ou menos no Posto 5 e ainda havia conchas para apanhar, tatuís para desentocar no praiol deserto e impoluído. Ou simplesmente andar, sentindo nas solas nuas a frescura da praia molhada e seu derrobamento  sob os pés inseguros, ao retorno das águas. …”

Em: Chão de Ferro: memórias 3, Pedro Nava, Rio de Janeiro, José Olympio: 1976, 2ª edição, p. 76





Imagem de leitura — Georgios Iakovidis

3 04 2015

 

 

cartaGeorgios Iakovidis(gRECIA)A carta, 1919

Georgios Iakovidis (Grécia, 1853-1932)

óleo sobre tela





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

3 04 2015

 

Agostinho Batista de Freitas (1927-1997) “Bondinho do Pão de Açúcar” (1974) Óleo sobre tela 42 x 64 cm.Bondinho do Pão de Açúcar, 1974

Agostinho Batista de Freitas (Brasil, 1927-1997)

óleo sobre tela, 42 x 64 cm





Camille Paglia e o ensino dos clássicos

3 04 2015

 

 

 

Raffaello,_concilio_degli_dei_02O conselho dos deuses, 1518

Rafael Sanzio (Urbino, 1483-1583)

Afresco

Villa Farnesina, Roma

 

 

 

Sean Salai, S. J. — Na sua opinião como classicista, o que os antigos gregos e romanos nos ensinam como seres humanos?

Camille Paglia — Sigo os passos de meu herói cultural, Oscar Wilde, não concordo com a implícita suposição moralista que a literatura ou a arte “ensinam” algo para nós. Elas simplesmente abrem a nossa visão para um mundo maior, ou nos permitem ver o mundo através de uma lente diferente. A cultura greco-romana que está se afastando rapidamente da educação universitária americana, é uma das duas tradições fundamentais da civilização ocidental; a outra é a judaico-cristã. Essas tradições se entrelaçaram e se influenciaram mutuamente ao longo dos séculos, produzindo uma complexidade titânica do ocidente, tanto para o bem quanto para o mal. Ignorar ou minimizar o passado greco-romano é colocar antolhos intelectuais, mas é isso que vem exatamente acontecendo à medida que as faculdades abandonam gradualmente, a grande, cronológica, visão panorâmica da antiguidade clássica, em cursos de dois semestres, que fora enfatizada no passado. A trajetória, agora, está no “presentismo”, uma concentração míope na sociedade desde a Renascença – por falar nisso, um termo humanístico nobre, que está sendo descartado implacavelmente e substituído pela amorfa entidade marxista, “Proto-Modernidade”.

 

 

Em: “The Catholic Pagan:10 questions for Camille Paglia“, America: the national catholic review, 25 de fevereiro de 2015.

[Tradução é minha]

LINK





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

1 04 2015

 

Gino Bruno - Natureza Morta - O.sEucatex - 54x45Natureza Morta, s.d.

Gino Bruno (Itália/Brasil, 1899-1977)

óleo sobre eucatex,  54 x 45 cm





Imagem de leitura — Hans Olaf Heyerdhal

31 03 2015

At the Window. 1881 Hans Olaf Heyerdahl. Swedish, (1857-1913)À janela, 1881

Hans Olaf Heyerdhal (Noruega, 1857-1913)

óleo sobre tela, 46 x 38 cm

Galeria Nacional, Oslo





” A língua portuguesa”, José Eduardo Agualusa

31 03 2015

mb_1894_cam2A redenção de Cam, 1895

Modesto Brocos (Espanha/Brasil, 1852-1936)

óleo sobre tela, 199 x 166 cm

MNBA [Museu Nacional de Belas Artes], Rio de Janeiro

“A verdade é que ainda persiste em Portugal uma certa saudade imperial e, sobretudo, uma enorme ignorância no que diz respeito à história do próprio idioma. É sempre bom recordar que antes de Portugal colonizar a África, os africanos colonizaram a Península Ibérica durante oitocentos anos. A língua portuguesa deve muito ao árabe. A partir do século XVI, com a expansão portuguesa, a língua começa a enriquecer-se, incorporando vocábulos bantos e ameríndios, expressões e provérbios dessas línguas, etc.. A minha língua é esta criação coletiva de brasileiros, angolanos, portugueses, moçambicanos, caboverdianos, santomenses, guineenses e timorenses. A minha língua é uma mulata feliz, fértil, generosa, que namorou com o tupi e com o ioruba, e ainda hoje se entrega alegremente ao quimbundo, ao quicongo ou ao ronga, se deixando engravidar por todos esses idiomas.”

Em: “Um brinquedo de criar prodígios“, José Eduardo Agualusa, O Globo, 30/03/2015, 2º caderno, página 2.





Palavras para lembrar — Doris Lessing

31 03 2015

SASHA HARTSLIEF  (4) (Africa da Sul, 1974) Leitura com gato, ostMoça e gato, 2011

Sasha Hartslief (África do Sul, 1974)

óleo sobre tela, 67 x 70 cm

www.sashahartslief.co.za

 

 

“Se você lê, você aprende a pensar por si mesmo”.

Doris Lessing