
Lagoa Rodrigo de Freitas, 1894
João Baptista da Costa (Brasil, 1865-1926)
óleo sobre madeira, 25 x 61 cm

Lagoa Rodrigo de Freitas, 1894
João Baptista da Costa (Brasil, 1865-1926)
óleo sobre madeira, 25 x 61 cm
Coruja vermelha sobre fundo negro, 1957
Pablo Picasso (Espanha 1881-1973)
Cumbuca de terracota parcialmente cinzelada, vitrificada
número 3/150
[Christie’s]
Em 12 de maio de 2020 coloquei aqui neste blog uma pequena postagem sobre Picasso e a coruja de Antibes. Corujas foram um tema contínuo na obra do artista espanhol desde os anos 40 até o anos 60 do século passado. Ontem vi que mais uma coruja de Picasso entrava no mercado com venda em leilão, resolvi portanto postar algumas das corujas de Picasso que venho colecionando. Não, ainda não esgotei minha coleção de fotos desse tema na obra dele. Espero que gostem.
Coruja em uma cadeira com ouriços do mar, 1946
Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)
óleo sobre tela
A grande coruja da neve, autorretrato, 1957
Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)
Coruja, Natal, 1949
Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)
desenho
Coruja
Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)
Cerâmica
Coruja, 1957
Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)
medalhão em faiança, série de 100
pintado em frente e verso
Portrait of Benedictus de Spinoza, c. 1665
Anônimo
óleo sobre tela
Biblioteca Herzog August, Wolfenbüttel
Biografias de intelectuais famosos, pensadores, podem facilmente se tornar narrativas que se perdem nas explicações teóricas sobre as contribuições dos retratados. Essas podem desinteressar o leitor comum, nem sempre motivado para aulas teóricas na leitura de entretenimento. Ou, na tentativa de agradar a maior público esses livros podem pecar também ao passarem por cima de teoria representativa da contribuição dos biografados no intuito do texto ser melhor digerido pelo público não especializado. Esse não é o caso de O segredo de Espinosa, de José Rodrigues dos Santos [Planeta: 2023]. Esse é um livro muito bem escrito, cobrindo a vida do filósofo Baruch Espinosa, nascido na Holanda, judeu marrano de origem portuguesa. que trata por meio de diálogos, uma boa parte dos posicionamentos de Espinoza, fazendo-os acessíveis ao leitor sem entediá-lo.
Essas ponderações são ainda mais pertinentes quando se trata de uma obra que traz ao leitor o papel da religião no dia a dia, assim como na vida do Estado. Espinosa foi um dos grandes defensores da separação entre Igreja e Estado. Levando a racionalidade de Descartes a nível não imaginado anteriormente. Considerado o filósofo que abre a era da modernidade nos estudos filosóficos, ele está hoje entre os filósofos mais influentes do mundo atual. Toda essa importância poderia tornar O segredo de Espinosa difícil de ler, difícil de interpretar, mas José Rodrigues dos Santos fez um excelente trabalho cobrindo desde a infância de Espinosa até seus últimos dias.
Além de ser fiel aos argumentos de Baruch Espinosa, José Rodrigues dos Santos presenteia o leitor com deliciosas vinhetas da vida na Holanda do século XVII, historicamente confirmadas, assim como eloquentes cenas da política local, da população em revolta. Não se recusa tampouco a delinear com precisão as questões religiosas e culturais complexas da época.
“Ao longo da Breestraat viam-se as lojas e os armazéns a exibirem os produtos mais variados; muitos provenientes de empresas neerlandesas como a Companhia das Índias Orientais e a Companhia das Índias Ocidentais, outros de empresas portuguesas como a Carreira das Índias e a Companhia Geral do Comércio do Brasil, outros ainda de navios oriundos de Veneza, de Antuérpia, de Hamburgo ou de outros pontos, incluindo saques efetuados por corsários marroquinos. As prateleiras enchiam-se assim de porcelanas de Cantão e de Nuremberg, tapetes de Esmirna, tulipas de Constantinopla, sedas de Bombaim e de Lyon, pimenta das Molucas, sal de Setúbal, linho branco de Haarlem, lã de Málaga, faiança de Delft, sumagre do Porto, açúcar do Recife, madeira de Bjørgvin, tabaco de Curaçau, marfim de Mina, azeite de Faro. Havia ali de tudo e de toda a parte, como se o bairro português de Amsterdã fosse o bazar dos bazares, o mercado do mundo.“
Esse é um romance histórico, uma biografia cuidadosamente construída, que explora a maneira como Espinosa desenvolveu levou adiante as ideias de Descartes. A obra afirma a retidão de seu caráter, expõe a maneira como as publicações se espalhavam no século XVII, e trabalha a narrativa de tal forma que o leitor não deseja parar de ler. Foi um presente conhecer esse autor português. Irei procurar outras de suas obras. Recomendo sem qualquer restrição, foi para minha lista de favoritos.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.
Natureza morta, 1947
Christina Balbão (Brasil, 1917-2007)
pastel sobre papel, 48x66cm
UFRGS
Objetos sobre a mesa, 2004
Victor Arruda (Brasil, 1947)
óleo sobre tela, 130 x 110 cm
O enterro de Siegfried
William Brown Macdougall (Escócia, 1868-1936)
do livro The fall of the Nibelungs, de Margaret Armour, Londres, 1897.
Beatriz Bracher
Paisagem com casario em Caxambu, MG, 1952
Virgílio Tenório Filho (Brasil, ?)
óleo sobre madeira, 29 x 35 cm
Big Sky Country
Chad Gowey (EUA, 1987)
“No conto popular não importa o nome nem o local ou o tempo, cada personagem é uma peça para a história funcionar. Por isso ela pode ser recontada eternamente que permanecerá sempre a mesma história. “A moura torta”, “Chapeuzinho Vermelho”, cultura popular. Num conto de autor ou num romance é diferente, são as palavras, exatamente aquelas palavras, que constroem aquela história para sempre única, os personagens crescem, têm nomes, a ação tem idade, finca-se em um tempo. É obra de um homem e não de um povo.“
Em: Antônio, Beatriz Bracher, Editora 34: 2010
Beryl
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela, 71 X 58 cm
Figura femina, 1961
Edgar Oehlmeyer (Brasil, 1909-1967)
óleo sobre placa, 40 x 30 cm
Figura feminina, 2018
Ney Cardoso (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 74 x 65 cm
Camponesa, 1927
Rodolpho Amoêdo (Brasil,1857-1941)
óleo sobre cartão, 23 x 18 cm
Figura Feminina, 1952
Samson Flexor (Moldávia-Brasil, 1907-1971)
óleo sobre tela, 100 x 80 cm
Figura feminina, 1958
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)
óleo sobre tela, 74 X 61cm
Hanna Andersen com cachorrinho no colo
Alfred Andersen (Noruega-Brasil, 1860-1935)
óleo sobre tela, 61 X 47 cm
Figura feminina
Antonio Gomide (Brasil, 1895-1967)
óleo sobre madeira, 30 x 22 cm
A jovem com chapéu de plumas, 1887
Augusto Duarte (Brasil,1848-1888)
óleo sobre madeira, 32 X 24 cm
Mulher com leque, Bahia, 1953
Tadashi Kaminagai (Japão-França, 1899-1982)
óleo sobre tela, 73 x 60 cm
Figura de mulher, 1956
Oswaldo Teixeira (Brasil, 1905 – 1974)
óleo sobre tela, 65 x 55 cm
Mercedes, 1943
Iberê Camargo (Brasil, 1914-1994)
óleo sobre tela, 46 x 42 cm
Retrato de mulher, década de 1890
João Timótheo da Costa (Brasil, 1879-1932)
óleo sobre tela, 56 x 56 cm
Sem título, 2013
Lucia Helena Redig de Campos (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Café na margem esquerda do Sena
Leslie Ficcaglia (EUA, contemporânea)
Orwell [George] não era um escritor dado à imaginação. Ele precisava de acontecimentos concretos sobre os quais basear, aquela pessoa entrando num local cujas ações poderia descrever. Seu primeiro livro Down and Out in Paris [Na Pior em Paris e Londres] foi consequência de sua estadia em Paris — lavando pratos em um restaurante e sobrevivendo como um boêmio na Margem Esquerda [do Sena] — e vivendo junto aos pedintes do Leste de Londres [East London].
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Tradução livre: Ladyce West
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