Imagem de leitura — Hans Hamza

21 06 2015

 

 

Hans Hamza (Wien 1879-1945) Hans Hamza (Wien 1879-1945) Wachauerin, signiert Hans Hamza, Öl auf Holz, rückseitig wie oben betitelt, 19 x 13,7 cm, gerahmt, (W)Bela jovem camponesa

Hans Hamza (Áustria, 1879-1945)

óleo sobre madeira, 19 x 13 cm

 





Flores para um sábado perfeito!

20 06 2015

Chico Ferreira - Bule com Flores - 50 x 40 cm - AST - Ass. CIE e Dat. 1980Bule com flores, 1980

Chico Ferreira (Brasil, 1949)

acrílica sobre tela, 50 x 40 cm





As Garças, fábula de Leonardo da Vinci

20 06 2015

 

 

egret-lyse-anthonyGarça

Lyse Anthony (EUA, contemporânea)

aquarela, 24 x 16 cm

Lyse Anthony

 

 

 

Mais uma fábula de Leonardo da Vinci.  Quem  segue este blog  já sabe que além de grande pintor, arquiteto e cientista, o gênio da Renascença italiana também ficou conhecido por sua arte de conversar, e também de contar histórias.  Leonardo escreveu e anotou fábulas e contos populares, lendas e anedotas, organizando-as em volumes diversos.   Algumas dessas lendas foram traduzidas por Bruno Nardini e publicadas no Brasil em 1972.  Transcrevo aqui a fábula  As Garças do volume de Leonardo chamado: Lendas, H. 9r.)  Em: Fábulas e lendas, Leonardo da Vinci, São Paulo, Círculo do Livro: 1972, p. 42

 

 

As Garças

 

O rei era um bom rei, porém tinha muitos inimigos. As garças, leais e fiéis, estavam preocupadas. Havia sempre a possibilidade, principalmente à noite, dos inimigos cercarem o palácio e aprisionarem o rei.

— Que devemos fazer? pensaram elas. — Os soldados, que deveriam estar de guarda, estão dormindo. Não podemos confiar nos cães, pois estão sempre caçando e sempre cansados.  Nós é que temos que guardar o palácio e deixar nosso rei dormir em paz.

Então as garças decidiram tornarem-se sentinelas. Dividiram-se em grupos,  cada grupo zelava por uma área, com mudanças de guarda em horas determinadas.

O grupo maior postou-se no prado que cercava o palácio. Outro grupo colocou-se do lado de fora de todas as portas. E o terceiro decidiu ficar no quarto do rei, a fim de vigiá-lo o tempo todo.

— E se nós adormecermos? perguntaram algumas garças.

— Temos um modo de evitar adormercermos, respondeu a mais velha de todas. — Cada uma de nós vai ficar segurando uma pedra com o pé que estiver levantado enquanto permanecermos paradas. Se uma de nós dormir, a pedra cairá no chão e o barulho a acordará.

Todas as noites, desde então, as garças vigiam o palácio, mudando a guarda de duas em duas horas. E nenhuma, ainda, deixou cair a pedra.





Sublinhando…

20 06 2015

 

 

Johan Patricny (Suécia 1976) Mulher lendo, 2004, aquarelaMulher lendo, 2004

Johan Patricny (Suécia, 1976)

Aquarela

www.johanpatricny.com

 

 

“Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:

não amar, é sofrer; amar, é sofrer demais!”

 

 

Menotti del Picchia (Brasil, 1892-1988) em Juca Mulato, publicado em 1917.





Imagem de leitura — Stephan Giannini

19 06 2015

 

 

MorningTeaAndNewsByStephanGianniniChá matinal e notícias

Stephan Giannini (EUA,contemporâneo)

óleo sobre tela

www.stephangiannini.com





Rio de Janeiro comemorando 450 anos!

19 06 2015

 

 

RADA DIMITTOVA OU RADOMIRA CORREIA DA SILVA-SERIE ESQUINAS DO RIO RUA URUGUAI E BARAO DE MESQUITA-Ost,33 X 40 CM-1980Esquina da Rua Uruguai e Rua Barão de Mesquita, 1980

Radda Dimittrova [Rússia, radicada no Brasil]

óleo sobre tela, 33 x 80 cm






Biografias são ficção, nada mais

17 06 2015

 

 

lendo segredosCarequinha e Bolinha conversam sobre o livro: Segredos

 

 

Fiquei muito feliz com a decisão da Suprema Corte do Brasil de permitir toda e qualquer biografia. Biografias, semelhantes a obras de outros gêneros são obras de ficção. E, portanto, proibi-las seria proibir a própria ficção. Demos um passo à frente para a cultura brasileira. Minhas razões para celebrar o evento se enraízam na convicção de que uma narrativa é sempre ficcional. Com exceção daquilo que podemos provar por equações matemáticas, todo o resto é narrativa.

Para uma historiadora isso é gritante. Ver os mesmos dados serem contados, interpretados por diferentes gerações e diferentes culturas, mostra de maneira explícita o quanto dependemos da visão e da interpretação de quem narra. Sei que posso resgatar dados, procurá-los, ir atrás de testemunhas. Posso encontrar pistas do que poderia ter acontecido, quer no passado distante, quer nas últimas 24 horas. Mas não posso nunca deixar de reconhecer que tudo, absolutamente tudo, é ficção. Nem mesmo duas pessoas que participam de um mesmo ato, conseguem narrar objetivamente aquilo que lhes aconteceu. Cada qual tem seu enfoque pessoal, cada qual vem de um lugar interno, pessoal, diferente. A subjetividade está sempre presente. E como não há memória sem narrativa, todo o passado em comum que temos como grupo familiar ou nação é subjetivo, é interpretação, é ficção.

Não há necessidade de vermos o mundo divididos em extremos: verdade x mentira. Nem tudo é branco ou preto. Tudo é cinza. Cinza porque nossa interpretação do que já foi cai indubitavelmente no subjetivismo do narrador.

Não há historiador objetivo. Não há relato objetivo. No momento em que um acontecimento, um fato, um evento passa pelo ser humano ele é subjetivo. Daí a minha satisfação de se permitir que a ficção continue no Brasil. Proibir a escrita de biografias, sobretudo daqueles que se colocaram como líderes musicais, políticos, sociais, para um grande público é proibir a maneira criativa de interpretação que fazemos deles.

Ganhamos todos com a decisão da Suprema Corte.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

17 06 2015

 

 

JOSÉ CARLOS DOS SANTOS, DITO FLORÊNCIO - (Brasil,1947)Natureza morta - óleo sobre tela - 24 x 41 cm - 1990 -Natureza morta com mangas, 1990

Florêncio [José Carlos dos Santos] (Brasil, 1947)

óleo sobre tela, 24 x 41 cm





Cuidado, quebra! Figura Maia do século VIII

16 06 2015

 

 

METROPOLITAN, sec viii, figura em ceramica maia,Figura em indumentária completa, século VII-VIII

Cultura Maia, Península do Yucatan, México

Cerâmica policromada, 29 cm de altura

Metropolitan Museum, Nova York

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