Limerique infantil de Tatiana Belinky — “minhocas”

23 02 2011
Zá Carioca empresário de minhocas, Ilustração Walt Disney.

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Ao ver uma velha coroca

fritando um filé de minhoca

o Zé Minhocão

falou pro irmão:

“Não achas melhor ir pra toca?”

Tatiana Belinky

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Em:  Poesia fora da estante, Vera Aguiar ( coord.), Simone Assumpção e Sissa Jacoby, Porto Alegre, Projeto: 2007

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Tatiana Belinky nasceu em São Petersburgo na Rússia em 1919.  Imigrou com a família para o Brasil, onde se instalaram em São Paulo.  Tatiana tinha 10 anos e idade.  Escritora, poeta, roteirista de tv, tradutora.   É hoje uma das mias importantes escritoras infanto-juvenis no país com mais de 120 obras publicadas.  Depois do curso secundário, estudou Filosofia na Faculdade São Bento, mas abandonou o curso em 1940 quando se casou com o médico Júlio de Gouveia.  Junto com o marido, criou muitas várias adaptações de histórias infantis para teatro.  Juntos  montaram peças para os teatros da Prefeitura de São Paulo e de lá pularam para encenações de peças no início da televisão no Brasil.  Trabalhou também como roteirista de programas para a televisão btrasileira desde 1952, na  extinta TV Tupi.  Desde 1985 escreve para jovens leitores.

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Algumas de suas obras infanto-juvenis ( não inclui peças de teatro, e dezenas e dezenas de traduções e adaptações de outros autores):

O caso dos ovos, 1985

O sapateiro remendão, 1987

Que horta, 1987

A alegre vovó Guida que é um bocado distraída, 1988

Cinco trovinhas para duas mãozinhas, 1988

A história da ursa-parda, 1988

Represália de Bicho, 1988

Histórias de Fantasma, 1989

Olhos de ver, 1989

Transplante de menina, 1989

Acontece cada uma…, 1990

Bidínsula e outros retalhos, 1990

As coisas boas do ano, 1990

Di-versos russos, 1990

Quatro amigos, 1990

Di-versos hebraicos, 1990

Saladinha de queixas, 1991

Tatu na casca, 1991

Assim, sim!, 1992

Bumburlei, 1992

Micha, 1992

Quem tem casa, casa?, 1992

Ratinho manhoso, 1992

Rimadinho, 1992

A ratinha presunçosa, 1993

Di-versos alemães, 1993

Grande cão curso, 1993

O caso do vaso, 1994

Bom remédio, 1995

O caçador valente, 1995

Beijo não!, 1997

Cachtanga artista por acaso, 1998

Diversidade, 1999

Que tal?, 1999

Coral dos bichos,  2000

Chorar é preciso?, 2001

Contanabos, o senhor das montanhas, 2001

Curto-circuito, 2001

O gato professor, 2001

Mandaliques (com endereço e tudo), 2001

O livro dos disparates, 2001

As três respostas, 2001

O samurai e a cerejeira, 2001

O simplório e o malandro, 2001

Ogro, 2001

Sou do contra: limeriques,  2001

Vrishadarbha e a Pomba, 2001

Acontecências, 2002

A aposta, 2002

Criança feliz: contos e cantos, 2o03

O que eu quero, 2003

Trazido pela rede, 2003

Um caldeirão de poemas, 2003

Mentiras… e mentiras, 2003

Aparências enganam, 2004

Cantiga do Tiribiri-biribim, 2004

O livro das tatianices, 2004

Vovô Majai  e as lebres, 2004

 Abc e numerais pra brincar é bom demais, 2005

 17 È Tov !, 2005

Kanniferstan, 2006

Limeriques para pinturas, 2006

A torre do Reno, 2006

Desatreliques, 2006

Limeriques da Coroa Implicante, 2006

Limeriques dos Tremeliques, 2006

Monstros e medos, 2006

Sete vezes sim!, 2006

Hoje é dia de festa!, 2006

As moedas estrelas, 2006

Um zoológico de papel, 2007

Bicholiques, 2007

O cão fantasma, 2007

Salada de limeriques, 2007

Limeriques da cocanha, 2007

Limeriques das causas e efeitos, 2007

O nariz, 2008

A charada do gorducho, 2009





Imagem de leitura — Antonio Capel

22 02 2011

Na cama, s/d

Antonio Guzmán Capel ( Espanha, 1960)

www.antoniocapel.com

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Antonio Carlos Guzman Capel pintor superrealista espanhol,  nascido em 1960 em Tetouan no Marrocos. Desde 1961 reside em Palencia na Espanha.  Já fez inúmeras exposições mas seu portal na internet é lacônico quanto à sua biografia.   Visite-o: www.antoniocapel.com





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22 02 2011

Multidão from MULTIDAO on Vimeo.





Boavista Sport Club: exemplo de gerenciamento para o futebol e para as artes

22 02 2011
Margarida e Donald vão a uma vernissage em Patópolis, ilustração Walt Disney.

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Meu primeiro emprego fora da sala de aula — diretora de uma galeria de arte, num centro cultural, uma ONG, nos EUA —  foi uma marco positivo na  minha vida profissional.  Nos quase 4 anos que fiquei por lá, aprendi muito sobre gerenciamento de projetos artísticos, coisa que nenhum dos cursos de graduação ou de pós havia pensado em me ensinar, por anos e anos.  Adorei.  Só saí de lá, porque fui morar na Argélia.  Mas nesse período eu, a galeria e a ONG ganhamos com as nossas diferenças, eu mais do que eles…

O objetivo da galeria era fazer a primeira exposição SOLO de um artista plástico que estivesse em início de carreira, mas que já estivesse a caminho de uma vida auto-suficiente nas artes.   A galeria não era o foco principal desse centro cultural, que também tinha um auditório para 120 pessoas, shows nos fins de semana, de música, principalmente jazz em suas inúmeras variações; uma companhia de teatro, formada por alunos e professores de teatro nas nossas próprias salas de aula; um laboratório de fotografia e cursos de fotografia (antes das fotos digitais); cursos de pintura a óleo, aquarela, desenho; cursos de música: violão e piano;  curso de jóias em prata e ouro; curso de encadernação de livros; cursos para a 3ª idade, das mais variadas matérias; e uma série de conferências às terças à noite de tirar o fôlego.  É claro tínhamos um bom bar e uma lojinha-boutique de presentes, não seria EUA sem essa última.

Localizados numa cidade universitária de 400.000 pessoas contando com os alunos,  a meio caminho entre Nova York e Miami, o centro cultural era onde músicos se apresentavam de maneira íntima, quando em turnês.  Pequeno, liberal, criativo o centro cultural era estimado pelos artistas por sua concepção informal e por facilitar uma apresentação, além de um dinheirinho,  nas viagens entre o norte e o sul do país.  Funcionávamos quase 24 horas por dia, porque precisávamos pagar salários, fazer manutenção diária de limpeza das instalações à pintura de paredes, promover os eventos.   A manutenção estava entre os nossos maiores gastos, e além das pessoas pagas, todos nós ajudávamos.  Era essencial: ninguém gasta dinheiro num show ou numa peça de teatro, ninguém compra uma obra de arte ou passa horas-dias num curso  num lugar emporcalhado, sem trato.

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Pateta faz a limpeza do sótão de sua casa, ilustração Walt Disney.

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E precisávamos aumentar a renda sempre.  Isso porque queríamos expandir, melhorar a nossa programação, continuar vivos.   Um grupo criativo sempre aparece com novas idéias do que fazer.  O problema é: como? e com que dinheiro?   Tínhamos algumas fontes de renda essenciais vindas de organizações filantrópicas, e doação em dinheiro ou em materiais de companhias nacionais, locais e de indivíduos.  A importância de fontes de renda de organizações filantrópicas era tão grande que havia uma pessoa paga pela ONG o ano inteiro para competir — por 365 dias, 24 horas, 7 dias por semana – pelo apoio dessas instituições, preenchendo papelada para competição de bolsas governamentais ou daquelas oferecidas por fundações.  Tínhamos também um contador que – porque eu estava sempre do lado que gastava — me parecia um capataz de fazenda cafeeira, que com o chicote na mão: não deixava nada sair do controle, nem por um único mês.  Qualquer projeto que fizéssemos tinha que responder às perguntas iniciais: Quem? O quê? Quando?  Quanto se gasta?  Lucro estava sempre à vista.  Sim, tínhamos que ter lucro.  Éramos uma organização não-lucrativa, mas isso não quer dizer que não iríamos ter lucro para pagar pelos nossos gastos.  Só porque éramos uma ONG, não justificava que se tivesse a intenção de perpetuamente depender do dinheiro alheiro.  Na verdade, a maioria das instituições filantrópicas que nos sustentavam, requeriam que pudéssemos provar que tínhamos condições de nos sustentar.  Senão, não nos dariam apoio.

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Tio Patinhas toma um banho de dinheiro revigorante, ilustração Walt Disney.

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Lembrei-me dessa época, no sábado, 19 de fevereiro, quando li no jornal O GLOBO, caderno de Esportes, o artigo de Carlos Eduardo Mansur — Boavista, um produto em exposição. [não achei o artigo na internet, ainda que o jornal tenha uma versão virtual.] Mansur comenta que o Boavista – que disputará com o Flamengo o título pelo Campeonato Carioca de 2011 —   é um time pequeno que tem surpreendido a todos.  Mansur lembra que o time é diferente dos demais por ter como objetivo a venda de jogadores, por isso, fazer uma boa partida, mostrar a que vieram, está na pauta do projeto do clube.

O sucesso de qualquer empreendimento depende de se entender bem, seu principal objetivo. E depois, gerenciá-lo.  Isso feito, as forças do universo colaboram com você.  Por que a maioria dos empreendedores quando em palestras sobre abertura de negócios enfatiza que se escreva a META da empresa?   Porque ajuda seus donos a sempre se lembrarem do que é necessário ser feito, para não se perder o rumo.

O que o Boavista tem que parece diferente dos outros times cariocas?  É gerenciado como uma empresa que precisa ganhar dinheiro: a Big Ball.  Esta empresa, que controla o time desde 2004, é formada por 3 investidores.  A exemplo de muitos times europeus, a Big Ball gerencia os  profissionais do futebol,  paga seus salários em dia, e investe no bem estar de seu maior patrimônio: o jogador.

É impossível saber através do artigo se Carlos Eduardo Mansur aprova esse sistema.  Seus parágrafos iniciais deixam dúvida:

Quem lançar um olhar objetivo, prático, despido de romantismo, poderá concluir que a chegada do Boavista à semifinal da Taça Guanabara consagra um momento empresarial de fazer futebol.  Um olhar purista talvez reprove uma organização em que o resultado meramente esportivo não é o propósito final.  Seja qual for a corrente de pensamento, uma coisa é certa.  No Boavista, não há rodeios...”

Ora, ora, o futebol, assim como as artes plásticas, é um grande negócio.  O romantismo não cabe na gerência de qualquer um desses empreendimentos.   No futebol, deixemos o romantismo para os torcedores, nas artes ele fica com os compradores.  O erro está em pensar o contrário.

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Pateta joga uma pelada, ilustração Walt Disney.

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Vamos “dar uma espiadinha” nos nossos preconceitos.  Historicamente, em terras lusitanas, quem podia lucrar, fazer dinheiro, eram os nobres e o rei.  Por idiossincrasia, esses não podiam mostrar que se interessavam por ele; nem mesmo levavam uma moeda, que fosse,  consigo mesmos.  Fora eles, quem fazia dinheiro eram os que o emprestavam aos nobres e ao rei, com juros: os judeus, párias da sociedade, mas indispensáveis.  Essa premissa nos levou a considerar – entre outros parâmetros de origem religiosa – que o dinheiro não só era sujo como não deveria estar envolvido com aquilo que realmente amamos.  Puxa, que carma!

Assim, o futebol, por atrair as nossas paixões, não precisa ser levado a sério a ponto de pagar seus jogadores em dia, de requerer um comportamento socialmente responsável de seus ídolos.  Que não paga, não tem moral para exigir nada.  Exemplos abundam à nossa volta de times que são irresponsáveis com seus caixas.  Nas artes, vemos pretensos centros culturais – mantidos com dinheiro alheio — entregues às goteiras, às moscas, aos ratos, porque “denigre” as artes, a preocupação com o dinheiro.  Em ambos os casos a porta para a falcatrua, para o mal gerenciamento, para a pobreza de espírito, para as panelinhas  fica entreaberta, senão escancarada.

Teremos dado um grande passo para o desenvolvimento cultural no Brasil, quando considerarmos nossas organizações artísticas, a exemplo do Boavista Sport Club, um empreendimento que pelo menos seja auto-sustentável.

©Ladyce West, 2011





Imagem de leitura — Ray Lago

21 02 2011

Lendo, Nottingham Castle Park, s/d

Ray Lago ( EUA, contemporâneo)

aquarela sobre papel

http://www.raylagoart.com

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Ray Lago (EUA, contemporâneo) é conhecido principalmente por seus desenhos de quadrinhos.  Nascido nos EUA, trabalhou inicialmente como ilustrador free-lancer para revistas como  Reader’s Digest, Scholastic Books, Doubleday & Co.  e mais tarde trabalhou também para alguns programas na televisão americana.   Depois de alguns anos resolveu abandonar este caminho na profissão e se dedicar ao que realmente gostava de fazer:  quadrinhos.   Voltou a estudar e foi aluno do pintor realista Burton Silverman.  hoje dedica-se princiaplmente à industria dos quadrinhos.  Visite o seu site: http://www.raylagoart.com





A morte do cisne, por John Lennon da Silva — FABULOSO!

21 02 2011




O Carnaval no Rio, de Américo Fluminense, texto integral, Revista KÓSMOS, 1907

21 02 2011

O entrudo no Rio de Janeiro, 1823

Jean-Baptiste Debret ( França 1768-1848)

Aquarela sobre papel

Museu da Chácara do Céu

Rio de Janeiro

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O carnaval no Rio

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(NOTAS LIGEIRAS PARA UMA CRÔNICA)

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O Carnaval dos nossos antepassados era o entrudo.

Já nos tempos coloniais jogavam-no desembaraçadamente.  As máscaras eram tidas como prejudiciais à ordem pública, serviam para ciladas, para os levantes e crimes.   Em 1720, quando em Minas Gerais, o bando do mestre do campo Pascoal Guimarães desceu, alta noite, do Morro Velho sobre a moradia do prepotente ouvidor Martinho Vieira, os que o guiavam vinham mascarados.  Dizem também que foi um mascarado quem assassinou o prisioneiro Almirante Du Clerc, em 1710, na casa que o governador desta cidade lhe dera por prisão na rua Direita…  Outros crimes misteriosos são atribuídos a embuçados com máscaras.  E certo é que a máscara foi tida como traiçoeira e criminosa, por quanto, em diversas épocas os governadores desta cidade mandavam fazer públicos vários alvarás proibindo o seu uso.

Por essas proibições o entrudo constituiu-se o mais apreciável folguedo carnavalesco.

Havia grande prazer nesse jogo brutal.  Em algumas ruas grupos entrudescos agarravam os transeuntes a pulso, violentado-os, metiam-nos dentro de uma tina e, por sobre carga, toda a família do folgação despejava sobre a vítima jarros e barris d’água.   Visitar alguém nesses três dias era uma temeridade.  Só se animava a fazê-lo os que achavam graça no banho à força…ou não tinham escravos para abastecer a sua casa do precioso líquido.  Assim o banho chegava a ser providencial.

O processo mais delicado dessa terrível pagodeira consistia no arremesso de limões de cera cheios d’água simples ou perfumada com essência de benjoim e canela, e jatos de seringas de irrigação.  O fabrico desses limões tornou0se uma pequena indústria que ocupava por longos meses as famílias cariocas.  Durante dezembro e janeiro muitas casas no Rio de Janeiro viviam em verdadeira azáfama, a fabricar esses projéteis, mas nem sempre com a cautela necessária à integridade física do próximo, porque alguns limões excediam a espessura de seus invólucros o quanto deveriam ter de bem aferido para não esborrachar narizes nem amachucar o rosto das vítimas.  As seringas menos mal faziam contrapunham, porém, maior banho.  Colaborando com a seringa apareciam frequentemente o moringue, o jarro, o alguidar e o barril.

A água não bastava, porque se era limpa poderia, quando muito, provocar bronquites, plurises, pneumonias, o que era preciso, o que era necessário, era ridicularizar a vítima, fazê-la irrisória, escorraçá-la com a vaia, e o obrigá-la a arrastar o seu ridículo por onde passasse.

Assim, como banho cobriam-na de farinha de trigo ou polvilho, algumas vezes de pós de sapato ou vermelhão.  Este hábito esteve muito em voga entre a gente do povo, mormente os negros.  A estampa de Debret que reproduzimos adiante, é um quadro de costumes.  Aí está a pagodeira em todas as suas minúcias.  Aí estão a seringa em ação, a tina preparada, os limões para a batalha e o polvilho posto  ao serviço da folia. Nada lhe falta, nem mesmo a assuada dos que assistiam o ataque à crioula de anágua curta e cabeção rendado.

A introdução dos bailes carnavalescos populares sem corrigir logo este estúpido folguedo, veio indiretamente modificá-lo.  Foi em 1847 que eles estavam em maior voga.  Um hotel que aqui existiu, com o título de Hotel di Itália, dava-os como alguma animação e a Sociedade Constante Polka aumentava-lhes o brilho com a assistência dos seus associados.    Ao mesmo tempo o Tívoli, que era um estabelecimento de recreio, na chácara n. 9 do Campo d’Aclamação (Campo de Sant’Anna, em nossos dias Praça da República) engalanava-se para a alegria das quatro noites de Carnaval.  Em 1849 o Tívoli transformou-se, sob o título de Paraíso, num aprazível botequim campestre com salas de jogos e pavilhão para danças, então os seus bailes tornaram-se famosos, tal o preparo, o brilhantismo, a concorrência que tiveram.  O Teatro S. Francisco e o Salão da Floresta também deram bailes devendo-se notar que por causa perdida pela negligência das crônicas da época,  o empresário do Salão da Floresta arrepiou carreira publicando na quarta-feira de cinzas daquele ano, solene protesto de não mais dar bailes carnavalescos….  A partir desse tempo os bailes públicos carnavalescos entraram nos nossos costumes e com eles veio o atrativo das fantasias e o prazer da máscara em tal desenvolvimento, que em 1851, foram organizadas duas sociedades carnavalescas: o Congresso das Sumidades e a União Veneziana.

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Ilustração original do texto, revista Kosmos, 1907, sem indicação de autor.

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O aparecimento das sociedades carnavalescas não foi o bastante para por cobro ao entrudo brutal,  grande parte da população sentia prazer em se molhar e entregar-se delirantemente às suas violências, das quais, uma vez por outra, resultavam conflitos mais ou menos graves; outra parte, porém, propendia para a alegria do Carnaval mascarado e fantasiada e essa queixava-se da dificuldade em sair à rua formar bandos, organizar passeatas por causa dos vexames, contrariedades e prejuízos a que ficaria exposta com o desbragamento do entrudo.

Fizeram, então uma persistente campanha contra o entrudo.  A polícia empregou energia, perseguindo os entusiastas desse divertimento.  Os primeiros resultados dessa perseguição apareceram em 1854, cujo carnaval correu animadíssimo, vendo-se pelas ruazinhas cariocas carruagens com famílias fantasiadas, muitos máscaras avulsos e alguns montando cavalos azaejados.  Dois anos depois, em 1856, o chefe de Polícia Dr. Alexandre Joaquim de Sequeira conseguia reprimir o entrudo.  Datam desse tempo as vitórias do Carnaval do Rio.  O Congresso das Sumidades Carnavalescas obtinha grande sucesso com as suas passeatas, que ficaram memoráveis.  Em 58, a União Veneziana, estimulada pela vitória das Sumidades, organizou um suntuoso préstito, em que figuravam Felipe I de Castela, o duque de Buille, um Montmoroncy, o conde de Charnay,  capitão das guardas de Maria Antonieta, o marquês de Salures , o conde d’Arcos, o cavalheiro Ruy Lopes de Villa Lobos… em suma,  numeroso conjunto de reis, príncipes, duques, marqueses, condes, barões, cavalheiros e pajens.  Apesar da mistura das idades históricas e dos personagens, a marcha da União Veneziana assumiu a importância de um acontecimento social.  A população prestou-lhe ovações atirando-lhe flores e confeitos, saudando-a com palmas e bravos. Durante muitos anos essa passeata foi narrada e comentada e os nossos bisavós arregalando os olhos, suspendendo a pitada, murmuravam ainda cheios de assombro: Que luxo! que dinheirão!

Apareceram por esse tempo, os Zuavos, com o título: banda marcial da Sociedade Euterpe, e, segundo cremos, o celebérrimo Zé Pereira, o tremendo rompe-rasga do charivari pagodeiro.

O infatigável cronista de nosso passado, o sr. Vieira Fazenda, em um dos seus interessantes folhentins da Notícia, o de 15 de fevereiro de 1904, conta-nos o aparecimento desse barulhento e alegre estúrdio carnavalesco, mas esqueceu-se de nos dizer o ano em que isso foi.  É de crer que fosse por essa ocasião ou mais um ano depois ou menos um ano antes, que o incansável Zé Pereira zabumbou pelas ruazitas lôbregas da populosa sebastianópolis.  A data precisa escapou à pena, senão à memória do narrador dos nossos costumes e modos d’antanho;  em compensação tivemos o nome do seu primeiro zabumbador, que o cronista lega à posteridade.

Chamava-se José Nóbrega de Azevedo Paredes, tinha a profissão de sapateiro e era de origem portuguesa.  Foi o José Nóbrega quem, por uma tarde de nostalgias, numa segunda-feira de carnaval na Corte do império do Brasil, sob o reinado do sr. D. Pedro II, o formidável Zé P´reira das folias minhotas.   E teve êxito completo, foi um sucesso!

Toda a suja cidadezinha,  esconsa e fedorenta, estremeceu ao ruído ritmado da estrondosa pandorga; e se o Nóbrega tinha pulso capaz de vencer um touro, melhor teve-o para zabumbar galhardamente no couro curtido dum boi.  O sapateiro da rua São José, sem calcular o resultado da sua pândega nem prever a celebridade que o esperava, fez mais rápida escola com alegre barulhada dos bombos do que com a perícia da sua sovela.

De então em diante os Zé Pereiras surgiram às dúzias, aos centos.  As sociedades agarraram-se-lhe com fervor e toda a doidice do Carnaval e animou-se com esse retumbante bater de tambores e bombos.   No sábado do Momo, após o badalar das 10 horas do Aragão de S. Francisco de Paula, a barulhada começava.  Parecia que  um sopro de loucura passara sobre a cidade.  Em diversas ruas o Zé Pereira estrugia.  Ajuntavam-lhe buzinas, cornetins, campainhas.  Era o seu domínio.  Mas esse útil ao Carnaval porque distraiu o povo das brutalidades do entrudo.  Começou, então, o Carnaval das ruas.  Os princezes passeavam a sua capa de belbutina e os seus calções de cetim; ao arremedo de falsificados pajens medievais traziam cabeleiras de cachos frisados, e pregavam obreias pequeninas e multicores no rosto.

Fazia-se espírito.  Dominós impiedosos troçavam e intrigavam.  Alguns tornaram-se notáveis, e se os designava pela cor, porque guardavam rigoroso incógnito.

Dessa alegria, dessa animação surgiu a Boêmia, que, dizia França Júnior num folhetim da Gazeta de Notícias, de 7 de março de 1878, “marcou uma era memorável no Carnaval.  Foi o império do Chicard do espírito”.

Essa sociedade era composta dos mais elegante leões do tempo e foi ela que introduziu aqui o vestuário chicard, de gavarni, dando à Madame Niobey, costureira parisiense domiciliada no Rio, uma larga e longa celebridade por ter sido a confeccionadora da maior parte dessas fantasias.

Com a Boêmia, vieram os Estudantes da  Heidelberg, a Internacional, o Clube X, e outras mas já sem o caráter familiar dos primeiros, exceção do Clube X que afinal, teve de desistir de suas pretensões e ceder ao carnaval licencioso que Paris criava.

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Ilustração original do texto, revista Kosmos, 1907, sem indicação do autor.

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Apareceram também os diabinhos vermelhos, os velhos, cabeçudos, de enormes casacas com pães da rala por botões e báculos; o ás-de-copas, em camisas de mulher e trazendo por capacete um vaso,  que não é de sala…   E, pouco a pouco, os estalos fizeram a sua entrada; ao princípio alegremente atirados, dando uma nota ruidosa mas inofensiva aos folguedos; depois ultrapassando os limites d’alegria para entrar nos impulsos da perversidade, queimando roupas, chamuscando braços e colos.  E, sorrateiramente, sob maneiras de elegância e galanteios, surgiu a bisnaga, discreta, esguichando finamente, à guisa de um pulverizador, produtos das retortas de Lubin e Pinaud, conceituados perfumistas da época.

Não obstante os males provocados pelos estalos e a vulgarização das bisnagas, as sociedades folgavam e divertiam o povo.  O Carnaval do Rio de Janeiro ganhara foros de grande festa.  Arredadas, como foram, as famílias, os préstitos carnavalescos ostentavam um luxo que o maillot fazia deslumbrante.

Os bailes nos teatros iam perdendo a sua animação de outrora, porque as sociedades deixaram de os frequentar para se precaverem contra os contínuos conflitos que neles se davam, conflitos em que um pobre francês de nome Cosenave perdeu a vida.

Todos os anos surgiam novos clubes.  Eram os Fenianos, os Acadêmicos do Koenigcher, os Inimitáveis,  a Paulicéia Vagabunda, os Estudantes de Salamanca, que cantavam à guitarra peteneras e malaguenhas,  e grupos mais ou menos numerosos e efêmeros, como os das Sabichonas, Fragata Fraca, Corveta Terrível, Parasitas de Casacas, aos quais se reuniam clubes musicais, na sua maioria franceses…

Desapareciam uns, surgiam outros.

O Congresso das Sumidades desorganizou-se, em 63 já não existia; dez anos depois pretenderam reorganizá-lo com o título de Novas Sumidades; mas a sua existência não logrou duração.  Os Zuavos (Isto é, a Euterpe) passaram a ser Tenentes do Diabo, os Democráticos formaram-se com dissidentes de outras sociedades.

À proporção que se formavam novas sociedades, que seus préstitos atingiam a um luxo extraordinário, para cujas alegorias eram disputadas a ouro as mais bonitas alcasarinas, as mais moças e vistosas mundanas e os espirituosos máscaras da rua cediam lugar aos capoeiras vestidos de diabo, trazendo as caudas de rabo de velame, aos princezes armados para o que desse e viesse de porta-voz colossal, e mortes e macacos que escondiam nos cintos as navalhas assassinas.  E com isso o entrudo ressurgia.  As delicadas bisnagas, de fino jato de pulverizadores,  passaram a bisnagões que jorravam esguichos de repuxos; os limões não só de cera, também de borracha re-entravam na cena.   As mulheres, que faziam parte dos préstitos das sociedades, viam-se obrigadas a se munirem de chicotinhos de montaria para castigar os que as molhavam brutalmente.

Demais, parece que o entrudo, apesar da sua bruteza, das moléstias que provocava e dos conflitos que despertava, afinava-se perfeitamente com a nossa educação, porque muita gente boa tinha-lhe queda.  O Sr. Vieira Fazenda conta-nos que o Sr. D. Pedro II, quando em Petrópolis, não passava incólume sob a saraivada dos limões e esguichos das bisnagas.  Sua majestade achava-lhes graça e ao retornar a palácio, molhadinho como qualquer mortal, ria-se a bom rir dos desrespeitos das lindas veranistas petropolitanas.  Um jornalista houve, e dos mais célebres em nosso tempo, que comprava limões de cheiro aos milheiros.  E a pequenina redação do seu jornal, na rua do Ouvidor, transformava-se num verdadeiro arsenal, num depósito bélico de entrudo.  Dizem que, d’uma feita, andando a polícia a reprimir o entrudo, o alegre e gordo jornalista pediu ao delegado Macedo de Aguiar que subisse à sala da redação para intimar o numeroso grupo de damas e senhoritas a abandonar o divertimento.  Era um ardil.  O delegado subiu e mal punha o pé na sala uma legião de moças acometia-o de tal modo que, para sair, teve necessidade de mandar o seu ordenança buscar outras roupas em sua casa.

Contudo o Carnaval resistia, brilhava com a riqueza dos seus préstitos, atraía à cidade uma grande massa da população.

O Club X exibia uma caravana oriental montada em camelos, que mandara vir da Ásia, propositalmente para esse fim; os Tenentes, Fenianos, Inimitáveis e Democráticos, rivalizavam em riqueza de vestuários e espírito nas críticas, porque as sociedades tendiam ao aproveitamento jocoso dos fatos, mais salientes do ano.  Apareceram os Carbonários, Pingas, Filantes, Cínicos, Femmes Parisiennes, Badanas, Regresso do Rocambole, Tagarelas do Diabo ou Velhos Esponjas e, antes de todos os clubes de curta duração, os Cucumbis, que faziam suas danças selvagens nas ruas.

A pouco e pouco as sociedades mais dinheirosas desfaleciam, liquidavam seus últimos recursos.  Em 1878 só estavam em campo os Fenianos, Tenentes e Democráticos; os demais, mesmo o novo Club X, sucumbiu.  E aquelas três entravam num grave período de rivalidades que teve por desfecho uma tremenda luta, porfiada a cacete e pedradas, em um terça-feira, no momento em que Fenianos e Tenentes se cruzaram na rua do Hospício, esquina dos Ourives ou Quitanda.

Daí por diante, ou melhor dizendo, durante dois a três anos foi o entrudo quem fez o carnaval.

A seringa volveu a participar ativamente dos folguedos, não já a seringa de irrigação, mas a de borracha, destinada a outros usos; os limões atingiram as proporções disformes, deixaram de ser limões, transformaram-se em bananas, laranjas, abacaxis, jacas, melancias, pelo tamanho e pela forma: quem os levasse pela cara apanhava um banho completo e uma tapona de ver estrelas…entre chuva; as bisnagas pesavam litros e pareciam mangueiras de bombeiros, o polvilho e o pó de sapato entraram em atividade.

Não satisfeitos com isso os entrudistas voltaram às bombas de jardim e aos baldes d’água, e a perversidade, que é quem tira partido dos desregramentos, entrou a encher bisnagas com água suja e líquidos corrosivos e a fabricar limões que rivalizavam com cathaos na dureza e poder ofensivo. Para coroamento dessa obra de feios costumes e relaxamento policial não faltou a bordoada.  Quem descesse à cidade para assistir o carnaval, deveria dar graças a Deus quando voltasse sem chapéu e com as roupas em frangalhos, porque muitos voltavam com os olhos queimados, a cabeça em pontos falsos e o braço numa tipóia!…

Enquanto assim corria o Carnaval, os Cucumbis, como o Zé-Pereira n’outro tempo, mudavam o aspecto dos folguedos, comunicando a sua selvageria aos instintos rudes do povo.  Dir-se-ia uma afinidade.  Deles nasciam os cordões, esses horríveis, fétidos, bárbaros cordões, que dão ao nosso Carnaval de hoje algo de boçal e selvagem com a sua imutável melopéia de adufes e pandeiros e a babugem desbocada de suas cantilenas.  Quanto o Zé-Pereira, apesar de sua pobreza de ritmo, tem de ruidosamente alegre, esses tantãs e bufe-bufe dos cordões possuem de bruto, atroador, irritante e estúpido.

Já não há alegria nem espírito, há berreiro de taba, de mistura com uivos de africanos em samba.  E para completar a insipidez de um carnaval de cabindas e botocudos o lança-perfume vai abrindo caminho ao entrudo como outrora a bisnaga, pequenina, discreta e perfumada.

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[Texto integral, mas com grafia atualizada para facilitar a leitura.  As duas ilustrações em preto branco são as ilustrações originais do texto que também tinha a reprodução de O Entrudo de Debret, em preto e branco.  Troquei-a para uma reprodução colorida.]

Em:  Kósmos, revista artística, científica e literária, Ano IV, número 2, Fevereiro de 1907, Rio de Janeiro.

NOTA:

Américo Fluminense foi um dos pseudônimos do escritor  Gonzaga Duque.

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Retrato de Gonzaga Duque [pseudônimo:  Américo Fluminense], 1908

Eliseu Visconti ( Brasil, 1866-1944)

óleo sobre tela, 52 x 91 cm

Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

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Luiz Gonzaga Duque Estrada (RJ 1863 — RJ, 1911) foi um jornalista, crítico de arte, pintor e escritor.   Atuou na imprensa carioca escrevendo em jornais e revistas importantes da cidade: O Paiz, A Semana, Diário de Notícias, Folha Popular, Kósmos e Fonfon, entre outros.

Obras:

A Arte Brasileira,  1888

Mocidade Morta, 1899

Graves e frívolos,  1910

Horto de Máguas, contos, 1914 – póstuma

Contemporâneos, s/d





Minha Profissão: Letícia Alves, bibliotecária

20 02 2011

Letícia Alves

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Iniciamos hoje  a série de postagens com jovens profissionais.  São pequenas entrevistas que têm como objetivo auxiliar aqueles que precisam tomar uma decisão sobre a profissão a seguir.  Muitos  leitores deste blog estão no processo de considerar o que fazer, como planejar o futuro.  Estas entrevistas, esperemos, irão nos lembrar das diversas possibilidades que cada um tem. 

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Letícia Alves, bibliotecária

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Perfil:

Sou uma pessoa sempre ávida por novidades, inquieta e por isso me canso rapidamente da rotina. 

Que tipo de trabalho você faz?

Eu catalogo mapas e plantas de Arquitetura, disponibilizando esses materiais para consulta via catálogo da biblioteca na Internet e nos terminais locais. Atendimento ao usuário, orientação de pesquisa e normalização de trabalhos científicos.

Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Sim, eu trabalho no campo em que me formei. Me formei em Biblioteconomia na Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2004 e defendi meu mestrado na mesma instituição em 2009. Atualmente, sou bibliotecária na Escola de Arquitetura da UFMG.

Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

À época do meu curso seria necessário o aprendizado do formato MARC (ferramenta internacional de intercâmbio de informação entre sistemas de dados), além do estudo de materiais especiais como os mapas que trabalho atualmente. Mas tive notícias que na nova grade curricular do curso de Biblioteconomia da UFMG já contempla essas duas deficiências que apontei.

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O que você faz para continuar a se atualizar?

Leio artigos científicos da área, livros, sites da internet e procuro participar de cursos de aperfeiçoamento ministrados pela própria universidade para os bibliotecários do sistema de bibliotecas da UFMG.

Você precisa usar alguma língua estrangeira freqüentemente?

Sim. Francês, Inglês e Espanhol.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Ter em mente o que gosta de fazer, perspectiva de atuação no mercado, e atualização constantes mesmo enquanto estiver estudando. Escolher mesmo o que gosta, pois escolher a profissão da moda ou por dinheiro não é a melhor solução.

Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Meu twitter é @leticialves, lá eu posto de tudo inclusive nada de interessante também, ou digamos, não científico.

E tenho um blog que pode ser considerado pessoal, onde posto sobre coisas do cotidiano, filmes, músicas, poemas e afins.

O endereço dele é: http://tempestade-jesuisentraindechercher.blogspot.com/





Fim do horário de verão, atrase o seu relógio de uma hora!

20 02 2011
Tico e Teco no início do dia, ilustração Walt Disney.




Imagem de leitura — Rembrandt

18 02 2011

Tito lendo, 1656  [Retrato do filho do pintor]

Rembrandt Harmenszoon van Rijn ( Holanda, 1606 — 1669)

óleo sobre tela,  70,5 x 64 cm

Kunsthistorisches Museum, [Museu da História da Arte], Viena

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Rembrandt Harmenszoon van Rijn ( 1606 — 1669) pintor e gravador holandês,  um dos maiores nomes da pintura européia de todos os séculos.  Começou a estudar pintura ainda em Leiden, com Jacob van Swanenburgh.  Mais tarde foi aluno  em Amsterdã de Pieter Lastman, um famoso pintor da época.  Abriu seu primeiro ateliê com o pintor  Jan Lievens em 1624 aos 18 anos de idade.   Retratista de extraordinário valor, Rembrandt logo se estabeleceu como pintor de renome.  Ensinou por quase vinte anos a quase todos os importantes pintores holandeses do século XVII, deixando uma escola de pintura que se prolongou através do século seguinte e que foi revisitada no século XIX.   Não só pintou retratos, também se dedicou a ilustrações e a cenas bíblicas.