Arqueólogos encontraram uma estátua de granito vermelho do antigo deus egípcio da sabedoria, Thoth. A descoberta foi anunciada pelo Ministério da Cultura do Egito neste domingo.
A escultura, de 3,5 m de altura e 140 cm de largura, foi encontrada durante escavações em Luxor, próximo ao templo do rei Amenhotep III, que governou o Egito há 3 mil anos. A estátua mostra Thoth como um homem com a cabeça de um babuíno.
O deus era considerado pelos antigos egípcios como o inventor da escrita. Outras imagens de Thoth o descrevem também com a cabeça de um íbis (ave com pescoço longo e bico comprido, e encurvado para baixo).
Em: Antologia Poética para a infância e a juventude, Henriqueta Lisboa, MEC, Rio de Janeiro: 1961
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Antônio Correia de Oliveira ( Portugal, 1878 —1960) poeta. Estudou no seminário de Viseu, indo depois para Lisboa onde trabalhou como jornalista no Diário Ilustrado. Ladainha (1897)
A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) apresentou na segunda-feira próxima passada, um fóssil quase completo de um superpredador, o tecodonte Prestosuchus chiniquensis , no município de Dona Francisca, no Rio Grande do Sul. Segundo a universidade, o animal viveu no período Triássico (há aproximadamente 238 milhões de anos) e é um ancestral dos dinossauros. O fóssil foi achado há cerca de 30 dias após chuvas que expuseram parte do material. Segundo universidade, os tecodontes eram um grupo de répteis ancestral aos dinossauros e também às aves.
O animal, segundo os pesquisadores, deveria ter aproximadamente 7 m de comprimento e pesar cerca de 900 kg. “Este é o maior esqueleto e em melhor estado de conservação já encontrado. (…) Esse achado tem enorme importância, com repercussão internacional, porque o conjunto completo pode nos dar informações amplas sobre este animal. Há diversos achados espalhados que se julga serem partes de prestosuchus. Agora, com todos os ossos, podemos certificar que realmente são desse tecodonte“, disse o paleontólogo Sérgio Cabreira.
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De fato a descoberta desse fóssil quase completo atraiu a atenção internacional. Segundo o paleontólogo Sérgio Cabreira, responsável pelo achado, a imprensa internacional não está acostumada com trabalhos na América do Sul. Países como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, defendem a sua própria cultura científica. “Aí, nesse conjunto, nós, brasileiros aqui do Sul, descobrimos algo completo com estruturas que não haviam sido encontradas antes. Isso mexe com o contexto“, afirma. De acordo em ele, o Brasil está em ascensão no cenário internacional e já é visto com respeito. “Não precisamos mais de suporte externo, temos estrutura.”
O pesquisador ressalta também que essa região do município de Dona Francisca é um dos sítios de fósseis mais importantes do mundo. “A área explorada ainda é pequena. Quando o processo de pesquisa for formatado realmente, nós vamos encontrar dezenas de fósseis“.
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A descoberta reflete um trabalho de seis anos de projeto, conta Sérgio Cabreira. “Temos feito vários achados de material na área. Há três anos, encontramos neste mesmo local, duas vértebras muito grandes desse Arcossauro. Nessa oportunidade, eu já tinha uma ideia do belo material que estava para encontrar. A erosão expôs uma margem do material e o limpamos. Entendemos que se travava de algo importante“, afirmou. Ele também acredita que esse animal tenha sido soterrado por uma enchente poucos dias após a sua morte. “Encontramos um fóssil com crânio, coluna cervical, cauda, em excelente estado de preservação. O fóssil fala por ele mesmo.” Depois da divulgação das imagens, paleontólogos de diversas regiões visitaram o local. O Prestosuchus chiniquensis representa o grupo dos primeiros arcossauros que atingiram um grande tamanho. “Não conseguiremos entender esse frisson da imprensa internacional se não olharmos para o cenário científico“, explicou referindo-se a todas as implicações históricas, científicas e sociais do trabalho.
Existem leis que regem o patrimônio científico brasileiro. A divulgação das descobertas é essencial para criar uma guarda em torno desse patrimônio, segundo o paleontólogo. “Devemos expor esse material para disseminar a conquista de todos os brasileiros. Além disso, o fato permite com que a sociedade e os políticos tomem providências para o aproveitamento e cercamento de áreas.”
O fóssil do tecodonte Prestosuchus chiniquensis continuará sendo estudado em território nacional. Ele agora entra em um circuito de tratamento, com clima e acondicionamento adequados. Réplicas serão feitas antes que os cientistas possam manusear os fósseis encontrados. Geralmente essas cópias é que são apreciadas em museus, enquanto a original é utilizada em pesquisas.
Fóssil de Confuciusornis, pássaro pré-histórico de 120 milhões de anos. Divulgação/Science
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Descobertas recentes em fósseis que mostram sinais de penas em alguns dos primeiros animais voadores, como o Archaeopteryx, causaram sensação no mundo arqueológico. Agora, surge a informação de que essas penas podem ter sido frágeis demais para uso em voo, sendo úteis apenas para planar.
Robert L. Nudds e Gareth J. Dyke dizem na edição desta semana da revista Science que a haste central das penas do Archaeopteryx e do Confuciusornis eram muito mais delgadas que as hastes das penas dos pássaros atuais. O Archaeopteryx viveu 145 milhões de anos atrás e o Confuciusornis veio depois, há 120 milhões danos.
Infelizmente, os cientistas não podem dizer, pelos fósseis, se as hastes eram ocas, como nos pássaros modernos, ou sólidas. Se ocas, as hastes delgadas teriam se dobrado como um canudinho de refrigerante se os animais tentassem bater as asas com força, disse Nudds, da Universidade de Manchester e do University College Dublin. “Se fossem sólidas, as penas teriam se quebrado“, acrescentou. “Não se pode excluir totalmente que houvesse algum tipo de geração de impulso nesses pássaros fósseis, mas o vigoroso bater de asas dos pássaros modernos sé extremamente improvável“, concluem os pesquisadores.
Nudds disse que a pouca capacidade de voo sugere que os pássaros primitivos viviam em árvores e saltavam para planar até uma outra árvore. Se pousassem no solo, poderiam escalar e ganhar altura antes de saltar novamente. “Se Archaeopteryx e Confuciusornis eram planadores arbóreos, como meus dados sugerem, então isso também sugere que o voo das aves começou nas árvores e não no chão“, disse ele.
Sábio trabalhando no seu gabinete no Rio de Janeiro, 1827
Jean-Baptiste Debret (França 1768-1848)
aquarela
Fundação Raimundo de Castro Maia, Rio de Janeiro
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Jean-Baptiste Debret (Paris 1768 — Paris 1848) foi um pintor e desenhista francês. Integrou a Missão Artística Francesa (1816), que fundou, no Rio de Janeiro, uma academia de Artes e Ofícios, mais tarde Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionou pintura. De volta à França (1831) publicou Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1834-1839), documentando aspectos da natureza, do homem e da sociedade brasileira no início do século XIX.
O arqueólogo Yahiel Zelinger mostra parte do aqueduto que foi usado por Jerusalém durante quase 600 anos
Foto: AP
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Arqueólogos afirmaram nesta terça-feira terem desenterrado um aqueduto do século XIV que abasteceu Jerusalém por aproximadamente 600 anos. Fotografias do século XIX mostram os dominadores otomanos utilizando a estrutura construída em 1320.
O aqueduto foi encontrado durante obras de reparo em um sistema moderno de abastecimento de água. Já que os trabalhos na cidade costumam ser acompanhados por autoridades da arqueologia, os cientistas puderam vislumbrar a estrutura antiga.
Os pesquisadores afirmam ter encontrado duas das nove sessões arqueadas de uma ponte de cerca de 3 m na zona oeste da cidade antiga. De acordo com os arqueólogos, apesar de saberem que o aqueduto existia, encontrá-lo deu um vislumbre do complexo sistema de pontes utilizado por séculos para levar a água a seu destino.
Yehiel Zelinger, chefe da escavação afirma que o primeiro aqueduto da cidade data de 2 mil anos atrás, quando a população começou a buscar água em Belém, a 22 km de distância. O aqueduto encontrado foi substituído durante o período Otomano por canos de metal e então acabou enterrado.
Lêdo Ivo, (AL 1924 )–jornalista, poeta, romancista, contista, cronista e ensaísta, nasceu em Maceió, AL, em 18 de fevereiro de 1924. Eleito em 13 de novembro de 1986 para a Cadeira n. 10, sucedendo a Orígenes Lessa, foi recebido em 7 de abril de 1987, pelo acadêmico Dom Marcos Barbosa.
Obras:
As imaginações, poesia, 1944
Ode e elegia, poesia, 1945
As alianças, romance, 1947
Acontecimento do soneto, poesia, 1948
O caminho sem aventura, romance, 1948
Ode ao crepúsculo, poesia, 1948
Cântico, poesia, 1949
Linguagem, poesia, 1951
Lição de Mário de Andrade, ensaio, 1951
Ode equatorial, poesia, 1951
Um brasileiro em Paris e O rei da Europa, poesia, 1955
O preto no branco, ensaio, 1955
A cidade e os dias, crônicas, 1957
Magias, poesia, 1960
O girassol às avessas, ensaio, 1960
Use a passagem subterrânea, contos, 1961
Paraísos de papel, ensaio, 1961
Uma lira dos vinte anos, reunião de obras poéticas anteriores, 1962
Ladrão de flor, ensaio, 1963
O universo poético de Raul Pompéia, ensaio, 1963
O sobrinho do general, romance, 1964
Estação central, poesia, 1964
Poesia observada, ensaios, 1967
Finisterra, poesia, 1972
Modernismo e modernidade, ensaio, 1972
Ninho de cobras, romance, 1973
O sinal semafórico, reunião de sua obra poética, 1974
José Ferraz de Almeida Júnior (Brasil, 1850- 1899)
óleo sobre tela — 141 x 172 cm
Pinacoteca do Estado de São Paulo
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Já era tempo de José Ferraz deAlmeida Júnior ser honrado com uma exposição de seu trabalho na sua cidade natal. Um dos grandes expoentes da arte brasileira do final do século XIX, finalmente vai ser conhecido e se possível reconhecido por seus conterrâneos. O pintor que como muitos de sua época, estudou fora do Brasil, teve a coragem de voltar ao país e procurar, encontrar e desenvolver um vocabulário imagístico próprio, totalmente brasileiro. Suas obras captam uma realidade regional que foi pouco explorada por seus companheiros de profissão na época e que além do valor artístico que demonstram, esses quadros têm o valor de documentos de época, documentos de valores.
Com o tema “Homem e Natureza”, 20 das principais obras do pintor que integram o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo completam a exposição. “Caipira Picando Fumo“, de 1893, um dos destaques do acervo. A mostra faz parte das comemorações dos 160 anos do nascimento do pintor, além de comemorar os 400 anos da fundação de Itu.
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Paisagem do Sítio Rio das Pedras, 1899
José Ferraz de Almeida Júnior (Brasil, 1850-1899)
óleo sobre tela — 57 x 35 cm
Pinacoteca do Estado de São Paulo
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A curadoria de Ana Paula Nascimento ressalta nessa exposição os quadros que representam a temática de Almeida Júnior, mostrando a preocupação do pintor de valorizar o caipira e sua cultura: “Caipiras Negaceando” (1888), “Cozinha Caipira” (1895) e “O Violeiro” (1899)[ foto acima], demonstram esse cuidado do pintor. Almeida Júnior foi um pintor que viveu exclusivamente de sua arte, assim sendo, grande parte do acervo do pintor é dedicada aos retratos de pessoas ilustres, que fazia por encomenda. [Por exemplo, neste blog, Retrato de D. Joana Cunha] Mas Almeida Júnior também se dedicou ao retrato da natureza à sua volta, pintando com cuidado locais favoritos de seus passeios pelos arredores de Itu: “Cascata do Votorantim” (1843) e “Paisagem do Sítio Rio das Pedras” (1899) [foto acima] são dois exemplos de seu paisagismo nessa exposição.