
Mãe e filho, gravura de revista publicada 1885, Dinamarca.
Mãe é palavra que encerra
a força do verbo amar,
que nenhum poder da Terra
já conseguiu suplantar.
(Lucina Long)

Mãe e filho, gravura de revista publicada 1885, Dinamarca.
Mãe é palavra que encerra
a força do verbo amar,
que nenhum poder da Terra
já conseguiu suplantar.
(Lucina Long)

Os raios mais fracos (vermelho), intervalo médio (verde) e demais emanações de energia (azul).
A Nasa, agência espacial americana, divulgou em seu site a imagem de um pulsar – estrela de nêutrons pequena e densa – situado na região central de uma nebulosa planetária que possui um formato semelhante a uma grande mão, conforme os cientistas. O PSR B1509-58 foi fotografado pelo telescópio espacial Chandra X-ray em uma zona ocupada pela grande nuvem de gás e poeira, com mais de 150 anos-luz de extensão.
Mesmo sendo pequeno (em torno de 19km de diâmetro), o pulsar emite uma poderosa energia composta por íons e elétrons que é capaz de criar estruturas intrigantes e complexas ao seu redor, como a “mão cósmica” da fotografia. A análise da estrela de nêutrons foi realizada a partir de fotos captadas pelo Chandra X-ray: raios X mais fracos (vermelho), intervalo médio (verde) e demais emanações de energia (azul).
Os pulsares são os restos de estrelas que entraram em colapso, fenômeno também conhecido como supernova. Na maioria das vezes, estas estrelas de nêutrons possuem um campo gravitacional até 1 bilhão de vezes superior ao da Terra. No entanto, o PSR B1509-58 surpreende os astrônomos pela gigantesca energia – a força gravitacional é cerca de 15 trilhões de vezes maior que a do nosso planeta.
De acordo com os cientistas, a combinação de uma rápida rotação com o forte campo magnético do PSR B1509-58 fazem com que ele seja um dos geradores eletromagnéticos mais potentes da galáxia.

Cientistas acreditam que apenas os buracos negros são mais densos que o interior das estrelas de nêutrons.
Cientistas da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, registraram a incrível densidade e força molecular de uma estrela de nêutrons – objeto astronômico formado pelo resto do colapso gravitacional de uma estrela durante uma supernova. Segundo eles, a crosta ao redor do astro seria dez bilhões de vezes mais forte que o aço ou qualquer outro metal encontrado na Terra.
Somente os buracos negros são mais densos que as estrelas de nêutrons. Estimativas apontam que uma colher de chá do material retirado do seu interior pode pesar cerca de 100 milhões de toneladas.
De acordo com os pesquisadores, o principal objetivo da pesquisa foi avaliar os riscos de como a atração gravitacional intensa destes corpos poderia provocar ondulações no espaço-tempo. Os cientistas também sugeriram que o estudo poderia levar a uma nova compreensão sobre tremores estelares ou gigantes erupções de uma magnastar (estrela de nêutrons com intenso campo magnético).

Estrela de nêutrons.
Uma estrela de nêutrons se forma quando o núcleo de ferro descartado por uma explosão de uma supernova não consegue mais suportar seu próprio peso. Num instante os átomos colapsam, elétrons se fundem com prótons, para formar uma esfera neutra de matéria com a densidade de um núcleo atômico. A estrela de nêutrons assume então o diâmetro de uma cidade de tamanho médio na Terra.
Fontes:

Ama de leite, ilustração de Ivan Wasth Rodrigues (Brasil 1927-2008), para Casa Grande e Senzala em quadrinhos.
Ricordanza della mia gioventú
Augusto dos Anjos
A minha ama-de-leite Guilhermina
Furtava as moedas que o Doutor me dava.
Sinhá-Mocinha, minha mãe, ralhava…
Via naquilo a minha própria ruína!
Minha ama, então, hipócrita, afetava
Susceptibilidades de menina:
” — Não, não fora ela –” E maldizia a sina,
Que ela absolutamente não furtava.
Vejo, entretanto, agora, em minha cama,
Que a mim somente cabe o furto feito…
Tu só furtaste a moeda, o oiro que brilha…
Furtaste a moeda só, mas eu, minha ama,
Eu furtei mais, porque furtei o peito
Que dava leite para tua filha!
Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (PB, 1884 — MG, 1914) foi um advogado e poeta brasileiro, identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano. Mas muitos críticos, como o poeta Ferreira Gullar, concordam em situá-lo como pré-moderno. É conhecido como um dos poetas mais críticos do seu tempo, e até hoje sua obra é admirada tanto por leigos como por críticos literários.
Ilustração Maurício de Sousa.
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Puc-Rio) já está com as incrições abertas para o seu 1° Concurso de Artes Visuais, para candidatos de todo o país. A partir do tema RIO DE JANEIRO: PAISAGEM E ARQUITETURA, os participantes devem mostrar a cidade do Rio de Janeiro por meio de pinturas, gravuras e desenhos. As obras podem ser desenvolvidas a partir de técnicas de acrílica, vinílica, óleo, aquarela, guache, têmperas, mista, mosaico e gravura. As inscrições podem ser realizadas até 3 de julho, no campus da universidade (Rua Marquês de São Vicente 225, Gávea, Rio de Janeiro), na Coordenação de Atividades Comunitárias e Culturais [CACC], sendo necessária a entrega da obra no ato da inscrição, ou via Correios. Mais informações no site:
www.ccesp.puc-rio.br/minhaalmapinta
FONTE: O Jornal do Comércio, 8,9 e 10 de maio de 2009, [edição impressa], página C-6.

Maternidade, s/d
Eliseu Visconti (1866 – 1944)
Óleo sobre tela, 60 x 81 cm
Coleção Particular
Eliseu D’Angelo Visconti (Salerno, Itália 1866 – Rio de Janeiro RJ 1944). Pintor, desenhista, professor. Vem com a família para o Rio de Janeiro, entre 1873 e 1875, e, em 1883, passa a estudar no Liceu de Artes e Ofícios, com Victor Meirelles (1832 – 1903) e Estêvão Silva (ca.1844 – 1891). No ano seguinte, sem deixar o Liceu, ingressa na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, tendo como professores Zeferino da Costa (1840 – 1915), Rodolfo Amoedo (1857 – 1941), Henrique Bernardelli (1858 – 1936), Victor Meirelles e José Maria de Medeiros (1849 – 1925). Em 1888, abandona a Aiba para integrar o Ateliê Livre, que tem por objetivo atualizar o ensino tradicional. Com as mudanças ocorridas com a Proclamação da República, a Aiba transforma-se na Escola Nacional de Belas Artes – Enba. Visconti volta a freqüentá-la e recebe, em 1892, o prêmio de viagem ao exterior. Vai à Paris e ingressa na [i]École Nationale et Spéciale[/i] des Beaux-Arts [Escola Nacional e Especial de Belas Artes]; cursa arte decorativa na [i]École Guérin[/i], com Eugène Samuel Grasset (ca.1841 – 1917), um dos introdutores do Art Nouveau na França. Viaja à Madri, onde realiza cópias de Diego Velázquez (1599 – 1660), no Museo del Prado [Museu do Prado], e à Itália, onde estuda a pintura florentina. Em 1900, regressa ao Brasil e, no ano seguinte, expõe pela primeira vez na Enba. Executa o ex-libris para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e vence o concurso para selos postais e cartas-bilhetes, em 1904. Em 1905 é convidado pelo prefeito da cidade, engenheiro Pereira Passos, para realizar painéis para a decoração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre 1908 e 1913, é professor de pintura na Enba, cargo a que renuncia por descontentamento com as normas do ensino. Retorna à Europa para realizar também, entre 1913 e 1916, a decoração do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e só se fixa definitivamente no Brasil em 1920. Segundo alguns estudiosos, é considerado um praticante do Art Nouveau e do desenho industrial e gráfico no Brasil, com obras em cerâmica, tecidos e luminárias.

Ilustração: Margarita Philosophica, 1503, à esquerda o matemático romano Boethius (475-524), à direita o matemático grego, Pitágoras (570 AC- 475AC).
Isso indica que cálculo mental ‘recicla’ antigo sistema neuronal, originariamente dedicado ao espaço físico. O processo mental de somar e subtrair utiliza o mesmo circuito cerebral que controla o movimento dos olhos para a direita ou a esquerda, segundo pesquisadores franceses.
A descoberta indica que o cálculo mental “recicla” um antigo sistema neuronal, originariamente dedicado a visualizar e compreender o espaço físico, para poder realizar esta tarefa mais complicada. A explicação neurobiológica é que atividades como a escrita e a matemática são recentes demais para que a seleção natural dedique mecanismos cerebrais específicos, afirma um estudo publicado nesta quinta-feira, 7, na revista Science.
André Knops, do Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica da França, e cientistas utilizaram dados de ressonâncias magnéticas para ensinar um software a prever a direção da movimentação do olhar de várias pessoas, para a direita ou a esquerda, com base na atividade neuronal do cérebro.
Os pesquisadores pediram aos indivíduos para realizar cálculos mentais – somas ou subtrações -, e comprovaram que o programa podia prever que exercícios tinham realizado, só com base no registro da atividade cerebral.
As pessoas estudadas pelo computador resolveram os problemas matemáticos usando números e outros símbolos e conjuntos de pontos, mas, em todos os casos, o movimento do olho para a direita foi relacionado com a soma, enquanto para a esquerda significava subtração.

Abacus, Ilustração de Jillian Tamaki ( Canada)
A exceção foram os participantes árabes, que leem da direita para a esquerda tanto números quanto palavras, e nos quais aconteceu o contrário, disse Knops. O estudo confirma que o desenvolvimento da matemática nos humanos não provém de uma nova parte “matemática” do cérebro, mas usa uma já existente para codificar as operações aritméticas. Neste caso, o circuito que já tinha sido desenvolvido para os movimentos espaciais à esquerda e à direita demonstrou ser adequado para subtrair e somar números.
Os resultados da pesquisa podem servir para adaptar melhor a aprendizagem da matemática às características dos processos mentais implicados, acrescentou.
No entanto, segundo o cientista, já há provas sólidas de que pelo menos a divisão e a multiplicação dependem de diferentes tipos de representação que não estão tão ligados à dimensão esquerda-direita.
“Neste caso, parece desempenhar um papel mais importante recorrer a dados pertencentes à memória de longo prazo“, explicou.

(Ermírio Barreto Coutinho da Silveira)

Avenida Atlântica, Rio de Janeiro.

Ilustração: Maurício de Sousa
Mãe
Sérgio Caparelli
De patins, de bicicleta,
de carro, moto, avião
nas asas da borboleta
e nos olhos do gavião
de barco, de velocípedes
a cavalo num trovão
nas cores do arco-íris
no rugido de um leão
na graça de um golfinho
e no germinar do grão
teu nome eu trago, mãe,
na palma da minha mão
Em: Poesia fora da estante, ed. Vera Aguiar, Porto Alegre, Editora Projeto: 2007, 13ª edição.