Ilustração de Mae Besom.
Verão
Hélio Pellegrino
Colho a sombra das coisas
sob o sol
Como quem colhe frutas
Rio, 24/2/80
Em: Minérios Domados, poesia reunida, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco: 1993, p. 79.
Ilustração de Mae Besom.
Hélio Pellegrino
Colho a sombra das coisas
sob o sol
Como quem colhe frutas
Em: Minérios Domados, poesia reunida, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco: 1993, p. 79.
Pierrot, Colombina e Arlequim, 1919
[ilustração para o Balé Carnaval)
George Barbier (França, 1882-1932)
Litogravura policromada
Menotti del Picchia
— O teu beijo é tão quente, Arlequim
— O teu sonho é tão manso, Pierrot
Pudesse eu repartir-me
encontrar minha calma
dando a Arlequim meu corpo…
e a Pierrot a minh’alma!
Quando tenho Arlequim,
quero Pierrot tristonho,
pois um dá-me o prazer,
o outro dá-me o sonho!
Nessa duplicidade o amor todo se encerra:
um me fala do céu… outro fala da terra!
Eu amo, porque amar é variar,
e em verdade, toda a razão do amor
está na variedade…
Penso que morreria o desejo da gente
se Arlequim e Pierrot fossem um ser somente.
Porque a história do amor
só pode escrever-se assim:
um sonho de Pierrot…
e um beijo de Arlequim!
Este poema é baseado na fala final de Colombina em Máscaras, (1920)de Menotti del Picchia.
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
Neste carnaval sem fim
do mundo que Deus nos deu,
fantasiei-me de mim
e ninguém me conheceu.
(Maria Helena Vaquinhas de Carvalho)*
*Como apareceu na Coluna Falando de Trova, de José Ouverney.
–
–
Alice Havers (Inglaterra, 1850-1890)
–
–
Geir Campos
–
Pluma e silêncio, vinha pela vida
aceita com resignação, conquanto
talvez em hora alguma pretendida.
Pressente no ar o aviso da partida
— urge tentar o eterno: um voo, um canto,
um gesto nunca ousado, alguma prece…
Canta, e se vai. O canto permanece.
–
Em: Antologia Poética para a Infância e a Juventude, selecionado por Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, Instituto Nacional do Livro:1961,p. 86.
Êta mulher jogo duro!
Por mais que eu implore e tente,
não me garante o futuro…
Só quer saber de … presente!
(João Costa)
Ilustração Roger Wilkerson.
Nas lojas sempre envolvido,
não tem crédito jamais…
– ou por ser desconhecido,
ou conhecido demais !…
(Rodolpho Abbud)
Baía de Guanabara vista do Morro D. Marta, s/d
Araújo Lima (Portugal/Brasil, 1883-1958)
óleo sobre tela, 32 x 44 cm
Rômulo C. Wanderley
Seria para mim uma aventura rara
se o Destino, ficando mais amigo,
deixasse contigo
viver, tranquilamente, o nosso amor,
sob o edênico esplendor
do céu da Guanabara.
Céu azul, que recorda o Norte do Brasil,
e, às vezes, a manhãs da fria Escandinávia…
E como um artista apaixonado, eu traçaria
o teu gracioso perfil
junto à Pedra da Gávea.
Depois,
bem felizes os dois,
inebriados diante da paisagem,
e ardendo ao calor desse profundo amor,
cairíamos febris, em frente ao mar,
para amar…
para amar…
Em: Panorama da Poesia Norte- Rio-Grandense, Rômulo C. Wanderley, Rio de Janeiro, Edições do Val: 1965, p. 83
Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 27 x 35 cm
Henrique Simas
Invisível é o ar
Invisível é a nuvem desfeita no céu
Invisível é a sombra que geme na noite
Invisível é a pérola no fundo do mar
Invisível é a marca do ressentimento
Invisível é a estrela que passou.
Invisível também és tu
Garça encantada da lagoa!
Em: Horizonte Vertical: poemas, Henrique Simas,prefácio de Alceu Amoroso Lima, Rio de Janeiro, Olímpica: 1967, p.90
Cartão postal francês com os três reis magos, provavelmente virada do século XIX-XX.
Cassiano Ricardo
E para ouvir a sua história
vieram três reis encantados:
um vermelho, o que lhe trouxe
a manhã como presente;
outro branco, o que lhe havia
feito presente do dia;
outro preto, finalmente,
rosto cortado de açoite.
O que lhe trouxera a Noite…
Em: Martim Cererê, Cassiano Ricardo, Rio de Janeiro, José Olympio: 1974, 13ª edição, p. 67.
Chico Bento sai para passear, ilustração de Maurício de Sousa.
Passarinho que cantais
Do primeiro de janeiro,
Canta, canta a liberdade,
Qu’eu choro meu cativeiro.
Trova coletada por Afrânio Peixoto, em Trovas Brasileiras, 1944.
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