Quadrinha infantil: sapo de J. Kopke

2 05 2009

sapo-assustado

 

 

 

Eu sou um pobre sapo

Que vivo a vida inteira

Debaixo de uma pedra

Do rio aqui na beira.

 

(J.  Kopke)

 

 

Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício:  Passe para prosa, com suas palavras, esta quadrinha.

 

 

Em: Exercícios de Linguagem e Matemática: 2ª série primária, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1958, p. 26





Renatinho foi ao circo, poesia infantil de Vicente Guimarães

29 04 2009

circo

 

 

 

 

 

Renatinho foi a o circo

 

 

Vicente Guimarães

 

 

Renatinho foi ao circo

E voltou entusiasmado;

Estava alegre e feliz,

Mas um pouco impressionado.

 

Gostou muito dos atletas,

Também do malabarista,

Deu vivas ao domador,

Palmas ao equilibrista.

 

Mas quando a casa chegou,

Depois da grande função,

Foi contar ao papaizinho

Sua nova resolução:

 

— Quando eu crescer, quero ser

Um palhacinho brejeiro,

Para dar a cambalhota

No centro do picadeiro.

 

 

 

Em: João Bolinha virou gente, de Vicente Guimarães (vovô Felício), Rio de Janeiro, Editora Minerva, sem data.

 

———

 

 

Vicente de Paulo Guimarães, [Vovô Felício] ( Cordisburgo, MG, 1906 – 1981) — Poeta, contista, biógrafo, jornalista, autor de Literatura Infanto-Juvenil (1979), funcionário público, educador, membro da Academia Brasileira de Literatura (1980), prêmio Monteiro Lobato -ABL (1977). Em 1935, Vicente criou em Belo Horizonte a revista “Caretinha”, dedicada a jovens leitores; dois anos depois, foi o responsável pelo suplemento infantil do jornal “O Diário”.  Um dos projetos de sucesso foi a revista “Era uma vez”, que começou a circular em 1947.  Criou também no mesmo ano a Revista do Sesinho, para divertir e educar as crianças.

 

 

Obras:

 

Tranqüilidade

O pequeno pedestre

Campeão de futebol

Os bichos eram diferentes

Frangote desobediente

João Bolinha virou gente

Boa vida de João Bolinha

Histórias divertidas

Lenda da palmeira, 1944

Quinze minutos de poder

Os três irmãos, 1978

Festa de Natal, 1964

Rui, 1949

O pastorzinho de Pouy, 1957

Princesinha do Castelo vermelho

Gurupi

Marisa, a filha da Mireninha

Vida de rua, 1954

Era uma vez uma onça

O tesouro da montanha

Anel de vidro, 1956

História de um bravo, 1960

Gurupi

Ultima aventura do sete de ouros

Aventuras de um cachorrinho vira lata

Princesinha do Castelo Vermelho

História de uma menina pobre

A fama do jabuti

O macaquinho Guili

Bilac, história de um príncipe, 1968

Biografia de Rui Barbosa para a infância, 1965

Joãozito, infância de João Guimarães Rosa, 1971

Nonô, o menino de Diamantina, 1980

O menino do morro – Machado de Assis, 1980

Coleção vovô Felício –  em seis volumes





Para comemorar os 150 anos do nascimento de Alberto de Oliveira

28 04 2009

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Libélulas, s/d

Kashimira Jahveri (Índia)

Gravura em metal

 

 

 

Libélula

 

 

Alberto de Oliveira

 

 

 

À flor da água do tanque ou da corrente

Voa a fugaz libélula erradia

De asas de vidro e prata, à flor somente,

Que, como vivo espelho, arde e irradia;

 

Somente à flor…  Que importa, refulgente,

Ao fundo algum tesouro lhe sorria,

Ouro haja, ou lama?  Passa indiferente,

Folga, doudeja, toda se extasia

 

À flor… que isso lhe basta ao leve e brando

Vôo: trêmula e clara refletida

Na água acenando-lhe a ilusão celeste.

 

Como que sabe, à flor somente voando

Que aprofundar as cousas, como a vida,

É tirar-lhes o encanto que as reveste.

 

 

 

Em: Poesias completas de Alberto de Oliveira, org. Marco Aurélio Melo Reis, 3 vols, Rio de Janeiro, Núcleo Editorial da UERJ, 1979, 3° volume.

 

 

 

 

 

alberto-de-oliveira-biografiaa 

 

 

Alberto de Oliveira (Antônio Mariano A. de O.), farmacêutico, professor e poeta, nasceu em Palmital de Saquarema, RJ, em 28 de abril de 1857, e faleceu em Niterói, RJ, em 19 de janeiro de 1937. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupou a Cadeira nº 8, cujo patrono, escolhido pelo ocupante, é Cláudio Manuel da Costa.

 

 

Obras poéticas:

 

Canções românticas (1878)

Meridionais, com introdução de Machado de Assis (1884)

Sonetos e poemas (1885)

Versos e rimas (1895)

Poesias completas, 1ª. série (1900)

Poesias, 2ª. série (1906)

Poesias, 2 vols. (1912)

Poesias, 3ª. série (1913)

Poesias, 4ª. série (1928)

Poesias escolhidas (1933)

Póstumas (1944)

Poesia, org. Geir Campos (1959)

Poesias completas de Alberto de Oliveira, org. Marco Aurélio Melo Reis, 3 vols.

 





Quadrinha infantil da boa aluna

28 04 2009

escrevendo

 

 

 

Que eu seja grande vadia

Não quero que pensem, não!

Não falto à escola um só dia

Sabendo sempre a lição.

 

 

 

 

Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício:  Passe para prosa, com suas palavras, esta quadrinha.

 

 

Em: Exercícios de Linguagem e Matemática: 2ª série primária, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1958, p. 32





Boas Maneiras VII

27 04 2009

espirro

O espirro chega sem aviso.

Usar o lenço…  é preciso.





Quadrinha infantil de Moyses Augusto Torres

24 04 2009

noite

 

 

 

 

O luar de  minha terra

é de prata e diamante…

Quer no vale, prado ou serra,

parece ser mais brilhante.

 

 

(Moyses Augusto Torres)





Boas maneiras VI

23 04 2009

visitas

Com as visitas seja amável,

todos vão achar isto adorável.





Navio Pirata, poema para uso escolar, Ribeiro Couto

23 04 2009

pirateship

 

 

 

Navio Pirata

 

Ribeiro Couto

 

 

Navio pirata

Num mar confidente,

Levando ouro e prata;

Percorre caminhos

Sabidos somente

Dos gênios marinhos;

 

 

Pela madrugada

Uma luz cansada

Olha nas vigias;

E outra luz responde

Nas águas vazias

— Não se sabe onde.

 

 

 

 

 

 

 

Em: Poemas para a infância: antologia escolar, ed. Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, Ediouro, s/d.

 

 

 

Rui Esteves Ribeiro de Almeida Couto (Santos, 12 de março de 1898 — Paris, 30 de maio de 1963), mais conhecido simplesmente como Ribeiro Couto, foi um jornalista, magistrado, diplomata, poeta, contista e romancista brasileiro.

 

Foi membro da Academia Brasileira de Letras desde 28 de março de 1934 (ocupando a vaga de Constâncio Alves na cadeira 26), até sua morte.

 

 

Obra

 

Poesia

 

O jardim das confidências (1921)

Poemetos de ternura e de melancolia (1924)

Um homem na multidão (1926)

Canções de amor (1930)

Noroeste e alguns poemas do Brasil (1932)

Noroeste e outros poemas do Brasil (1933)

Correspondência de família (1933)

Província (1934)

Cancioneiro de Dom Afonso (1939)

Cancioneiro do ausente (1943)

Dia longo (1944)

Arc en ciel (1949)

Mal du pays (1949)

Rive etrangère (1951)

Entre mar e rio (1952)

Jeux de L’apprenti Animalier. Dessins de L’auteur. (1955)

Le jour est long, choix de poèmes traduits par l’auter (1958)

Poesias reunidas (1960)

Longe (1961)

 

 

Prosa

 

A casa do gato cinzento, contos (1922)

O crime do estudante Batista, contos (1922)

A cidade do vício e da graça, crônicas (1924)

Baianinha e outras mulheres, contos (1927)

Cabocla, romance (1931);

Espírito de São Paulo, crônicas (1932)

Clube das esposas enganadas, contos (1933)

Presença de Santa Teresinha, ensaio (1934)

Chão de França, viagem (1935)

Conversa inocente, crônicas (1935)

Prima Belinha, romance (1940)

Largo da matriz e outras histórias, contos (1940)

Isaura (1944)

Uma noite de chuva e outros contos (1944)

Barro do município, crônicas (1956)

Dois retratos de Manuel Bandeira (1960)

Sentimento lusitano, ensaio (1961)





Quadrinha para crianças de Luciana Long

21 04 2009

jardineira-2-margaret-evans-priceJardineira, ilustração de Margaret Evans Price.

 

 

Planta do bem a semente

em solo limpo e seguro,

e colherás certamente,

lindas flores no futuro.

 

 

 

Quadrinha de Luciana Long





Boas Maneiras V

20 04 2009

vizinha

Quando a vizinha encontrar,

não deixe de cumprimentar.