Ilustração. Desconheço a autoria.
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Logo que bota o seu ovo,
A galinha que é a tal,
Para fazer propaganda
Arma um barulho infernal!
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(Walter NIeble de Freitas)
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Logo que bota o seu ovo,
A galinha que é a tal,
Para fazer propaganda
Arma um barulho infernal!
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(Walter NIeble de Freitas)
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Homem de Estado, cientista,
Padre, engenheiro, doutor…
Nenhum deles haveria,
Se não fosse o Professor.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Costurando, s/d
Oscar Pereira da Silva ( Brasil, 1867-1939)
óleo sobre tela
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Laura Esteves
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Queria minha avó de volta,
ligeirinha, caminhando
pela antiga alameda.
As balas de limão e laranja
envoltas em papel de seda.
As rezas do ventre-virado,
Simpatias, mau-olhado:
“Deus te fez,
Deus te criou,
Deus tire o mal
que em ti entrou.”
Galho de arruda murcho,
doente já sorrindo,
moeda na palma da mão.
“Precisa não”.
“É só uma ajuda”.
Lá ia o rico dinheiro
Para a fezinha do bicho.
“Sonhei com leque, vai dar pavão.
Grande falseta: leque de ar e cor,
Só podia mesmo ser borboleta”.
Minha avó, matreirinha,
arrumava um jeito de ser feliz.
Foi ela quem me ensinou sobre
alegria, astúcia e sorte.
Foi ela quem demonstrou:
Mulher é sempre mais forte.
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Em: Poesia simplesmente, ed. Roberto Pontes, Rio de Janeiro, ed. autor: 1999.
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Laura Esteves nasceu no Rio de Janeiro. É escritora e poeta. Faz parte do Grupo Poesia Simplesmente.
Mônica e Magali no cinema, ilustração Maurício de Sousa.–
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Se Deus nos deu dois ouvidos
e um só meio de falar,
sejamos, pois, comedidos
mais no dizer que escutar.
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(Amilton Monteiro)
Isaac e Rebeca, [ também conhecido como A noiva judia] c. 1666-1667
Rembrandt Harmenszoon van Rijn (Holanda, 1606-1669)
óleo sobre tela
Rijksmuseum, Amsterdã, Holanda
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de Rembrandt
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Odylo Costa Filho
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Pesada de ouro, vimos juntos
de ouro vestida, espessamente,
aquela noiva que o pintor
carregou de ouro — e ouro somente.
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Não estava, porém, no ouro
que, óleo sobreposto, a vestia,
mas no seu rosto o êxtase pleno
de tranquilidade e alegria.
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E era o rosto, e não o vestido,
que nos jurava que seria
feliz para jamais aquela
luminosa noiva judia.
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Em: Boca da noite, Odylo Costa Fº, Rio de Janeiro, Salamandra: 1979.
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Odylo Costa Filho (MA, 1914- RJ 1979) jornalista, cronista, novelista e poeta. Membro da Academia Brasileira de Letras.
Obra:
Graça Aranha e outros ensaios, 1934
Distrito da confusão, crônicas, 1945
A faca e o rio, novela, 1965
Tempo de Lisboa e outros poemas, poesia, 1966
Maranhão: São Luís e Alcântara, 1971
Cantiga incompleta, poesia, 1971
Os bichos do céu, poesia, 1972
Notícias de amor, poesia, 1974
Fagundes Varela, nosso desgraçado irmão, ensaio, 1975
Boca da noite, poesia, 1979
Um solo amor, antologia poética, 1979
Meus meninos e outros meninos, artigos, 1981 [póstuma]
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Lua Cheia… Céu de prata…
Há cordas em vibração…
E, baixinho, a serenata
nos embala o coração.
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(Ermelinda Amazonas de Almeida)
Leitura à luz da lâmpada, 1973
Daniele Akmen (França, 1945)
acrílica sobre tela, 116 x 89 cm
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Nos momentos de alegria,
Ou nas horas de aflição,
O livro é um companheiro,
É um amigo, um irmão.
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(Walter Nieble de Freitas)
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A verdadeira Poesia
não se prende a nenhum laço:
na tristeza, ou na alegria,
ela ocupa o mesmo espaço.
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(Moysés Augusto Torres)
René Magritte ( Bélgica, 1898-1967)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
National Gallery of Art, Washignton DC
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O lavrador consciente,
Que sabe reflorestar,
Quando tomba uma floresta,
Planta outra em seu lugar!
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(Walter Nieble de Freitas)
Ilustração: Bolinha posa para fotografia subindo na árvore.–
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Martins D’Alvarez
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Meninos, amai as árvores!
Pois elas são como nós…
Têm coração nas raízes
E as folhas falam, têm voz.
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Não devemos machucá-las;
Elas também sentem dor.
E são tão boas… Dão sombra,
E os seus frutos nos dão cor.
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Elas morrem para dar
Conforto ao nosso viver…
Do leito, para sonhar,
Ao carvão para aquecer.
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Sejamos irmãos das árvores!
Façamos-lhes festas mil!
A árvore é a fada da pátria…
Foi quem deu nome ao Brasil!
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