Flores para um sábado perfeito!

15 11 2014

 

 

 

JOHN GRAZ (Genebra, 12 de Abril de 1891 SP, 27 de Outubro de 1890) - Fleurs. Guache. Ass. cid. mi 68 x 98 cmFlores

John Graz (Suíça/Brasil, 1891-1980)

guache sobre papel, 68 x 98 cm





Imagem de leitura — Emile Hornung

13 07 2014

 

 

Emile Hornung (Suiça, 1883-1956)Jovem mulher de cabelos negros lendo, c. 1920, pastel sobre papel,60 x 45 cm

 

Jovem mulher de cabelos negros e brinco de esmeralda lendo, c. 1920

Emile Hornung (Suiça, 1883-1956)

pastel sobre papel, 60 x 45 cm





Harry Quebert, um suspense multifacetado

20 06 2014

 

 

9659Retrato de Orleans, 1950

Edward Hopper (EUA, 1882-1967)

óleo sobre tela, 66 x 101 cm

Museu de Belas Artes de San Francisco

 

Semana de férias. Nada melhor do que um livro de suspense! Apesar de recomendado por quase toda a imprensa internacional, comecei a leitura desconfiada: não é fácil para um autor prender minha atenção por 570 páginas. Em geral, um bom livro, uma boa trama, não precisa de tantas horas da minha atenção. Mas neste caso, valeu a pena!

O mais surpreendente em A verdade sobre o caso Harry Quebert são os diversos níveis de tramas, de segredos e de suspense que, por causa da constância com que aparecem e reaparecem na narrativa, deixam o leitor descobrir novidades até a última página. Todos os detalhes são importantes na narrativa. Até mesmo aqueles que nos parecem parte do pano de fundo. Um mestre, o autor suíço, Joel Dicker, usa uma grande variedade de gêneros de texto: epistolar, narrativa, entrevistas, descrições, relatórios, trechos de romances, tudo bem dosado, para desenvolver uma trama complexa e fascinante.

 

A_VERDADE_SOBRE_O_CASO_HARRY_QUEBERT_1397667963P

A história, que começa simples e quase clichê, com um escritor de sucesso que se encontra sem escrever vendo os meses passarem e nenhuma ideia se firmar para o próximo romance contratado pela editora, logo logo prende a atenção e deixa de lado qualquer dúvida sobre a qualidade da trama.  Torna-se um romance policial, um romance de suspense,  de grande intensidade.  Com o narrador Marcus Goldman vamos e voltamos no tempo na tentativa de solucionar um crime acontecido mais de 30 anos atrás; acompanhamos seu esforço para salvar seu único amigo da cadeia e ainda testemunhamos sua tentativa de dar a volta por cima na própria carreira literária, que se encontra prestes a desabar. Aos poucos a leitura que já tem um grande ritmo desde o início, começa a pegar velocidade e é tão repleta de reviravoltas, de pistas que levam a lugar nenhum, surpresas inconcebíveis que o que resta ao leitor é, simplesmente, se entregar à manipulação do autor e deixar o texto correr pela montanha russa de altos e baixo das aventuras apresentadas. Totalmente cativante.

 

joel dickerJoël Dicker

Este é um thriller.  Um romance de mistério, uma história de suspense escrita por um jovem advogado, que faz desse texto um mostruário de suas muitas habilidades.  Se continuar assim teremos no futuro thrillers e suspenses de qualidade invejável. Excelente entretenimento.





Em três dimensões: Alberto Giacometti

12 05 2014

ALBERTO GIACOMETTI, Cachorro, MOMACachorro, 1951

Alberto Giacometti (Suíça, 1901-1966)

Bronze, 46 x 99 x 15 cm

MOMA, Museu de Arte Moderna, Nova York





Palavras para lembrar — Julien Green

7 03 2014

Johann Gottfried Steffan (Alemanha) Jovem mulher lendo,Jovem lendo à mesa

Johann Gottfried Steffan (Suíça, 1815- Alemanha, 1905)

“Uma biblioteca é a encruzilhada de todos os sonhos da humanidade”.

Julien Green





Palavras para lembrar — Ben Okri

20 10 2013

Jean-Etienne Liotard (Swiss artist, 1702-1789) La Belle LectriceA bela leitora, Marianne Lavergne, 1746

[sobrinha do pintor]

Jean-Étienne Liotard (Suiça, 1702-1789)

pastel sobre pergaminho

Rijksmuseum, Amsterdã

“Ler, assim como escrever, é um ato criativo. Se os leitores só trazem uma pequena porção de si para o livro, então eles verão só uma pequena porção de si mesmos refletida no livro”.

Ben Okri





Palavras para lembrar – Louisa May Alcott

5 12 2012

Felix Vallotton, (Suiça 1864-1925) Voltando do mar, 1924,ost, 81 x 100cm

Voltando do mar, 1924

Félix Vallotton (Suiça, 1865 – 1925)

óleo sobre tela,  80 x  100 cm

Musée d’Art et d’Histoire, Genebra, Suíça

“ Quero fazer algo esplêndido…

Algo heroico e maravilhoso que não será esquecido depois da minha morte…

Acho que escreverei livros”.

Louisa May Alcott





Tesouro de moedas celtas encontrado na Suiça

1 04 2012

Moedas de prata de origem celta encontradas na Basileia, ao noroeste da Suiça.

Um tesouro de 293 moedas celtas de prata foi descoberto em Fullinsdorf, no cantão da Basileia, ao noroeste da Suíça.   Primeiro foram algumas moedas apenas mal enterradas a poucos centímetros do solo.  Elas foram encontradas por um homem comum que trabalhava como olheiro de um sítio arqueológico.  Depois, tendo alertado a equipe responsável pelo sítio, foram descobertas mais moedas, quase trezentas ao todo, espalhadas por uma área de 50m², todas bem próximas à superfície.   Este achado é o maior número de moedas celtas já encontradas na Suiça.

Segundo Urs Wutrich, chefe do departamento de Cultura do país, trata-se da descoberta arqueológica mais importante já realizada na Suíça. “É o achado do século“.  As moedas foram, provavelmente, enterradas juntas. Cada peça tem cerca de um centímetro de diâmetro e apenas duas gramas. No total, pesam cerca de 500 gramas.

As moedas são de um tipo conhecido como quinários, uma pequena moeda de prata valendo metade de um denário. Quando foram emitidas pela primeira vez em Roma, em 211 a.C., essas moedas foram denominadas quinário porque  tinham o valor de cinco as (o equivalente a 5 quilos de moedas de bronze). Quando foram reeditados em 101 a.C., ainda valiam metade de um denário, ainda que a reforma monetária tenha feito o denário valer 16 as.  Isso significa que em 101 a.C. o quinário valia oito as.

Os celtas usaram as moedas romanas como modelo, mas  modificaram os detalhes. Suas moedas são menores, apenas um centímetro de diâmetro e dois gramas de peso.  Os quinários romanos tinham uma figura de capacete de Pallas, depois  a imagem de uma Vitória no anverso, e os Dióscuros ( as entidades divinas dos gêmeos Castor e Pólux) a cavalo no verso.

A versão celta também tem uma vitória de capacete no anverso, mas feito em estilo celta e um único cavalo celta no verso.  Essas moedas também tinham no verso escrito em grego, a palavra : KAΛETEΔOY, ou Kaletedou no alfabeto latino.

Existem dois tipos diferentes de quinários no tesouro,  uma moeda mais antiga e outra posterior, mas ambas com a palavra  Kaletedou.  Nós não sabemos quem ou o que ele representa, mas os arqueólogos acreditam que é um nome pessoal, provavelmente pertencente a um chefe gaulês. [NOTA da tradução: muitas das moedas gaulesas de origem celta, existentes no mercado numismático, têm essa palavra inscrita].

Arqueólogos acreditam que as moedas encontradas na Suiça foram enterradas por volta de 80-70 a.C.  E que ainda que tenham sido encontradas espalhadas, elas provavelmente foram enterradas juntas, por alguém tentando escondê-las em local seguro. Não há evidência arqueológica de qualquer localidade ou estrutura em lugar próximo ao da descoberta. Mas sabemos que os celtas habitualmente enterravam seus bens para guardá-los, às vezes perto de um santuário, cuja divindade se tornava guarda permanente.

Atualmente não há como se saber o poder de compra dessas moedas de prata, bronze e ouro na área, naquela época, mas as evidências sugerem que economizar dinheiro acontecia com maior frequência nas áreas ao redor de centros urbanos.  Isso quase não acontecia nas aldeias agrícolas ou em áreas semi-urbanas, características da maioria dos assentamentos das tribos locais celtas.  Na área Füllinsdorf, quem estaria habitanto a região nesse período seriam os Rauraci, uma tribo cliente do helvécios, que  viveu do comércio intra-regional e internacional com os povos do Mediterrâneo.  Ela estava  bem estabelecida na área já no primeiro século a.C.

Depois de 80 a.C., o comércio dessa região foi declinando, pois a área estava particularmente perturbada por guerras locais entre líderes tribais.  Havia pressão dos povos germânicos contra as forças invasoras de Roma.  Com isso a população começou a deixar as áreas menos povoadas em busca da segurança que as cidades fortificadas lhes davam.  Essa tensão crescente levou os helvécios, que habitavam o que hoje é a Suíça, a planejarem, junto com tribos celtas, uma migração em massa para a costa atlântica do que hoje é o território da França.  Isso aconteceu no ano 61 a.C.  Júlio César os impediu. E essa se tornou sua primeira vitória nas Guerras da Gália.

Para quem puder ou estiver interessado em ver esse tesouro, as moedas encontradas em Füllinsdorf estão em exposição no Museu do Cantão da Basileia de 31 de março de 2012 a  23 de setembro deste ano.

Fontes: Terra, The History Blog





Imagem de leitura — Frédéric Dufaux

27 08 2011

Jovem lendo recostada em banco, 1902

Frédéric Dufaux (Suiça, 1852-1943)

óleo sobre tela,  40 x 28 cm

Auguste-Frédéric Dufaux nasceu em Genebra em 1852.  Teve as primeiras aulas de desenho com seu pai o pintor Frédéric Guillaume.  Mais tarde entrou para a Escola de Belas-Artes de Genbra onde estuda com Barthélemy Menn.  Depois de formado sai em viagem para França e Itália.  Trabalha em Florença com Luigi Rubio.  Especializa-se em pintura de gênero e pequenas paisagens.  Dedica-se também à escultura.  Premiado na Exposição Universal de Paris em 1889.  Morreu em Genebra em 1943.





Imagem de leitura — Félix Vallotton

3 01 2010

A leitura abandonada, 1924

Félix Vallotton  (Suiça, 1864-1925)

óleo sobre tela

Paris, Musée de Beaux-Arts

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Félix Vallotton nasceu em Lausanne, na Suíça em 28/12/1865, numa família de classe média alta.  Aos dezessete anos foi para Paris onde estudou na Academia Julian.  Começou sua carreira artística pintando retratos, fazendo-se conhecer mais tarde por cenas de interior (pintura de gênero).  Foi por aqui que desenvolveu sua maneira própria de pintar, seu estilo caraterístico:  trabalhando com pequenas e precisas pinceladas, prestando atenção aos detalhes.  Começou a se interessar pela gravura em metal em 1897, mas se apaixonou pela xilogravura e produziu um  grande número de xilogravuras e ficando bastante famoso com elas.  Também desenhou muitos pôsteres.  Em 1897, ele se desvencilhou dos laços que havia mantido com a Societé de Artistes Français e entrou no Salon des Indépendents, onde foi inicialmente muito atacado pelos críticos mais conservadores.   Juntou-se ao movimento dos Nabis e participou de suas exposições.  Em 1900 ganhou a cidadania francesa.  Expos freqüentemente na companhia de Bonnard, Vuillard e Rouseel.   Morreu em Paris, em 19/12/1925.