Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

6 06 2014

Augustus Earle, vista de botafogo, 1832Vista da planície de Botafogo, 1832

Augustus Earle (Inglaterra, 1793-1838)

aquarela

Acervo da Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro





Dia 3: Espelho, desafio da escrita, #PHpoemaday

3 06 2014

 

 

 

 

Aldemir Martins - Pássaro. Acrílica sobre tela, 60x81 cm, 1986,Pássaro, 1986

Aldemir Martins (Brasil,1922 – 2006)

acrílica sobre tela, 60 x 81 cm

 

Espelho

Espelho urbano na poça da calçada. Prédios ensolarados, pós-tormenta, alinham-se nas beiradas. O céu é puro azul. Tranquilidade efêmera. Uma lavadeira-mascarada vem banhar-se e perturba a superfície cristalina da imagem. Bom prenúncio: a cidade volta à sua rotina.


©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2014.





Dia 2: O céu de hoje, desafio da escrita, #PHpoemaday

2 06 2014

 

 

 

TúlioMugnaini (Brasil, 1895-1975), Ipanema, sd,Óleo sobre tela, 54x 72cmColeção ParticularIpanema, s.d.

Túlio Mugnaini (Brasil, 1895-1975)

Óleo sobre tela, 54x 72 cm

Coleção Particular

 

O céu de hoje

 

Leblon. Fim de madrugada. Manhã escura de outono. O sol às minhas costas acorda preguiçoso. De onde estou não distingo nem mar, nem céu. Só escuridão. Diversos tons de cinza me envolvem. O horizonte se apaga na distância. Resta a sombra assustadora, enegrecida e fria, soturna e altaneira do penhasco Dois Irmãos. Será um belo dia, céu limpo. E, no entanto, quando a luz se faz brilhar, não consigo esquecer a impávida presença da pedra fria, fatídica, nefasta, molhada, sinistra e escarpada, guardiã eterna do meu paraíso.

Nem tudo é festa no Rio de Janeiro.

 

©Ladyce West, Rio de Janeiro: 2014





Domingo, um passeio no campo!

1 06 2014

Bustamante Sá (1907-1988)Paisagem do Rio (1966)Óleo sobre tela, 38 x 46 cmPaisagem do Rio, 1966

Rubens Bustamente Sá (Brasil, 1907-1988)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

30 05 2014

Sandra Nunes, ilha_fiscal, ost, 60 x 80Ilha Fiscal, 2007

Sandra Nunes (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

www.sandranunes.com





Domingo, um passeio no campo!

25 05 2014

Antonio Mafra, Paisagem Rio-Petrópolis, 1949, ost,33x46cmEstrada Rio-Petrópolis, 1949

Antônio Mafra (Brasil, ?-?)

óleo sobre tela, 33 x 46 cm





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

23 05 2014

CAROLLO, Edy Gomes (1921) Largo do Boticário, o.s.t. 73 x 93Largo do Boticário, s/d

Edy Gomes Carollo (Brasil, 1921-2000)

óleo sobre tela, 73 x 93 cm





Serviço, uma arte em extinção no Rio de Janeiro

22 05 2014

 

 

Robin Cheers (EUA) browsing_the_stacks, 2007

Passando os olhos nas estantes, 2001

Robin Cheers (EUA, contemporânea)

www.robincheers.com

 

Na semana  passada uma amiga me recomendou a leitura do livro de Ana Miranda, O peso da luz:  Einstein no Ceará, publicado em 2013. Ela o estava lendo e gostando.  Saí do nosso encontro na sexta-feira e fui diretamente à uma pequena mas excelente livraria em um shopping ao lado de casa.  Eles não tinham e nunca tinham ouvido falar dessa publicação.  Esta é a minha livraria favorita por aqui, mas reconheço que é muito pequenina. O sistema eletrônico deles não é ligado ao mundo apesar de dar a impressão oposta por ter algumas telas de computação à vista.  Uma busca no meu celular mostrou que o livro havia sido publicado por uma pequena editora: Armazém da Cultura.  Nesta livraria ninguém se ofereceu para que eu encomendasse o livro através deles. Estranhei porque sou conhecida no local, freguesa antiga. Saí desapontada e me perguntando por que não havia interesse deles em satisfazer esta cliente?

Sábado pela manhã, saí para um passeio a pé e um almoço leve em uma livraria próxima, aqui na zona sul do Rio de Janeiro, no final do Leblon. Esta livraria é bem grande, tem um café-restaurante ao fundo onde sempre encontro amigos. Em geral é uma livraria bem badalada pela inteligência carioca frequentadora de noites de autógrafos diversas.  Lá, a mesma cena se repetiu. Não sabiam da existência do livro, não tinham ideia do que se tratava e, sinceramente, pela linguagem corporal não estavam interessados em saber do meu problema em localizar o livro. Ainda sugeriram que eu pudesse estar com nome do autor errado, porque o único livro recente de Ana Miranda era Semíramis. Desinteressados de verem o livro no meu celular eles trataram de me despachar o mais rápido possível. Esta livraria também não estava conectada à internet e não podia fazer uma busca para descobrir detalhes do livro. Rapidamente a atendente detrás do balcão de vendas para onde eu havia dirigido as minhas perguntas, se virou para o cliente seguinte, ignorando a minha frustração, incapaz de oferecer seus serviços para me ajudar nessa tarefa.

 

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Corri então a outra livraria, a dois quarteirões dali, no mesmo bairro. Essa é parte de uma cadeia grande. Situação semelhante.  Mas devo dizer, para ser justa, o tratamento foi muito mais afável e com maior calor humano.  Os empregados pelo menos fizeram um esforço para amenizar a minha frustração.  Haviam sido, obviamente, treinados para tentarem satisfazer o cliente.

Não entendo do que está por trás de uma livraria.  Não é meu papel saber as limitações de uma livraria, de seus problemas em representar uma editora. Isso é papel para o proprietário do estabelecimento.  O meu é vir com o dinheiro e comprar aquilo que eles aparentemente se propõem a vender.  Não acreditei que eu não pudesse achar um livro de uma escritora brasileira do calibre de Ana Miranda, em todas as livrarias do Rio de Janeiro.  Mas este sendo o caso, não entendo os motivos que fizeram com que não houvesse interesse em preencher o meu pedido em qualquer uma das três livrarias visitadas. Não se tratava de um “João da Silva” que publicou seu livro na impressora de casa.

Acabei achando o livro, em uma livraria bem maior.  Esta tem o catálogo online, possui um acervo generoso e conexões no Brasil inteiro. Entendo que algumas livrarias não tenham livros de editoras menores ou menos conhecidas. Principalmente livrarias independentes. Mas me aborrece ver que ninguém teve o interesse de me SERVIR, ou seja de achar para mim aquilo que eu procurava. Nenhuma  das três se ofereceu para que eu encomendasse com elas a compra do livro.  Francamente esse comportamento não acontece em uma livraria no exterior.

Falta aqui aquele senso de que custa muito dinheiro ao proprietário do estabelecimento trazer o cliente à sua porta. É dinheiro investido em anúncios, em manter a loja aberta, os empregados trabalhando; investimento na página da internet, na página das redes sociais [mesmo que as redes sociais sejam gratuitas, há que colocar uma pessoa trabalhando nessas páginas] e até mesmo o custo do aluguel numa das áreas mais nobres da cidade. Tudo isso é custo.  E é alto. Quando aquele cliente entra na loja precisa sair satisfeito com o tratamento que teve. Todas três livrarias foram reprovadas porque nenhuma delas ofereceu uma solução, criativa ou não, para esta cliente que queria comprar.

Em outros países um telefonema para a competição estaria em ordem.  A livraria reservaria o livro lá no outro estabelecimento, que compete com ela. Ou pediria  a alguém, um empregado, que fosse à livraria competidora e comprasse o livro. Sim, eles não teriam o lucro imediato, mas teriam a minha fidelidade.  Em outros países, não deixar o cliente sair sem uma solução para o seu problema é o lema do comércio. “Pode deixar, teremos o volume aqui, amanhã de manhã“, ou “a Sra. fique tranquila, levamos o volume até sua casa amanhã“.  Ao invés de criticar em um tom irônico o cliente que deseja o livro de uma pequena editora, como me aconteceu na segunda parada, o vendedor diria: “interessante esta editora, precisaremos ver que mais podem ter em seu catálogo…”  Mesmo que seja simplesmente por educação. Em outros lugares do mundo, já tive livros entregues no meu hotel, até mesmo na próxima cidade da viagem… É essa a atenção de que o cliente precisa. Enfim o cliente é rei, ele manda, porque é ele quem compra. Sem o consumidor não há comércio. Depois, no futuro, essas livrarias irão reclamar, dizer que as vendas online as obrigaram a fechar.  Dirão que não aguentaram porque a competição era muito grande. Mas o que faltou foi a consciência de que o cliente que entrou naquele estabelecimento precisa sair satisfeito, não importa a dificuldade, o exotismo de sua necessidade.

Ainda não comecei a ler o livro de Ana Miranda. Ele se encontra entre outros cinco livros comprados na mesma tarde, na livraria em que o encontrei. Estão empilhados porque compro muitos livros. Repousam sobre a mesa de trabalho, ao lado do computador.





Domingo, um passeio no campo!

18 05 2014

VICENTELEITE(1900-1941)Cosme Velho,osm,38 x 46cmCosme Velho, 1930

Vicente Leite (Brasil, 1900-1941)

óleo sobre madeira, 38 x 46 cm





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

16 05 2014

Marcio Schiaz (Brasil 1965), Urca, 2008, osmUrca, 2008

Márcio Schiaz (Brasil, 1965)

óleo sobre madeira