Ilustração de Joseph Leyendecker.
O livro é o portão de acesso
à liberdade e ao saber.
E nem sequer cobra ingresso:
basta abri-lo, entrar… e ler!
(Antônio Augusto de Assis)
Ilustração de Joseph Leyendecker.
O livro é o portão de acesso
à liberdade e ao saber.
E nem sequer cobra ingresso:
basta abri-lo, entrar… e ler!
(Antônio Augusto de Assis)
Ilustração de Mae Besom.
Hélio Pellegrino
Colho a sombra das coisas
sob o sol
Como quem colhe frutas
Em: Minérios Domados, poesia reunida, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco: 1993, p. 79.
Pierrot, Colombina e Arlequim, 1919
[ilustração para o Balé Carnaval)
George Barbier (França, 1882-1932)
Litogravura policromada
Menotti del Picchia
— O teu beijo é tão quente, Arlequim
— O teu sonho é tão manso, Pierrot
Pudesse eu repartir-me
encontrar minha calma
dando a Arlequim meu corpo…
e a Pierrot a minh’alma!
Quando tenho Arlequim,
quero Pierrot tristonho,
pois um dá-me o prazer,
o outro dá-me o sonho!
Nessa duplicidade o amor todo se encerra:
um me fala do céu… outro fala da terra!
Eu amo, porque amar é variar,
e em verdade, toda a razão do amor
está na variedade…
Penso que morreria o desejo da gente
se Arlequim e Pierrot fossem um ser somente.
Porque a história do amor
só pode escrever-se assim:
um sonho de Pierrot…
e um beijo de Arlequim!
Este poema é baseado na fala final de Colombina em Máscaras, (1920)de Menotti del Picchia.
–
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Alice Havers (Inglaterra, 1850-1890)
–
–
Geir Campos
–
Pluma e silêncio, vinha pela vida
aceita com resignação, conquanto
talvez em hora alguma pretendida.
Pressente no ar o aviso da partida
— urge tentar o eterno: um voo, um canto,
um gesto nunca ousado, alguma prece…
Canta, e se vai. O canto permanece.
–
Em: Antologia Poética para a Infância e a Juventude, selecionado por Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, Instituto Nacional do Livro:1961,p. 86.
Êta mulher jogo duro!
Por mais que eu implore e tente,
não me garante o futuro…
Só quer saber de … presente!
(João Costa)
Ilustração Roger Wilkerson.
Nas lojas sempre envolvido,
não tem crédito jamais…
– ou por ser desconhecido,
ou conhecido demais !…
(Rodolpho Abbud)
Baía de Guanabara vista do Morro D. Marta, s/d
Araújo Lima (Portugal/Brasil, 1883-1958)
óleo sobre tela, 32 x 44 cm
Rômulo C. Wanderley
Seria para mim uma aventura rara
se o Destino, ficando mais amigo,
deixasse contigo
viver, tranquilamente, o nosso amor,
sob o edênico esplendor
do céu da Guanabara.
Céu azul, que recorda o Norte do Brasil,
e, às vezes, a manhãs da fria Escandinávia…
E como um artista apaixonado, eu traçaria
o teu gracioso perfil
junto à Pedra da Gávea.
Depois,
bem felizes os dois,
inebriados diante da paisagem,
e ardendo ao calor desse profundo amor,
cairíamos febris, em frente ao mar,
para amar…
para amar…
Em: Panorama da Poesia Norte- Rio-Grandense, Rômulo C. Wanderley, Rio de Janeiro, Edições do Val: 1965, p. 83
Sydney Anne Neuwirth (EUA, contemporânea)
aquarela sobre papel, 75 x 60 cm
Flora Figueiredo
Querem um verso,
mas não sou capaz.
Vejo a palavra fraturar
as entrelinhas,
tento soldá-las,
ma não são minhas.
Rompeu-se o verbo
e me deixou para trás.
Em: Amor a céu aberto, Flora Figueiredo, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1992, p. 49
Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 27 x 35 cm
Henrique Simas
Invisível é o ar
Invisível é a nuvem desfeita no céu
Invisível é a sombra que geme na noite
Invisível é a pérola no fundo do mar
Invisível é a marca do ressentimento
Invisível é a estrela que passou.
Invisível também és tu
Garça encantada da lagoa!
Em: Horizonte Vertical: poemas, Henrique Simas,prefácio de Alceu Amoroso Lima, Rio de Janeiro, Olímpica: 1967, p.90
John William Waterhouse (Inglaterra, 1849-1917)
óleo sobre tela
Coleção Particular
Precisa-se de uma bola de cristal
que mostre um futuro grávido de paz:
que a paz brilhe no escuro
com o brilho especial que algumas
palavras possuem
mas que seja mais do que a palavra,
mais do que promessa:
seja como uma chuva que sacia a sede da terra.
Em: Classificados Poéticos, Roseana Murray, Belo Horizonte, Miguilim:1984, 17ª edição, p. 38
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