Palavras para lembrar — Samuel Johnson

23 05 2014

 

 

 

bea_readingBeatrice lendo, s.d.

Ben Fenske (EUA, 1978)

óleo

www.benfenske.com

 

“Um homem revira metade de uma biblioteca para fazer apenas um livro.”

Samuel Johnson





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

21 05 2014

Carlos Anesi,Natureza morta,sd,ostcse, 90 x 105Natureza morta, s/d

Carlos Anesi (Argentina, 1945 – Brasil, 2010)

óleo sobre tela, 90 x 105cm





Imagem de leitura — Marie Aimée Eliane Lucas-Robiquet

20 05 2014

 

 

 

marieaime_lucasrobiquet_marieaime_lucasrobiquet_18641959-47-1

Enriquecimento pelo saber, s/d

Marie Aimée Eliane Lucas-Robiquet (França, 1864-1959)

óleo sobre tela, 94 x 122 cm

Coleção Particular, EUA





Nossas cidades — Vila Velha

19 05 2014

??????????Convento da Penha, Vila Velha, ES, s/d

Levino Fanzeres (Brasil, 1884-1956)

óleo sobre tela, 54 x 81 cm





Imagem de leitura — Mikhail Anikeev

19 05 2014

 

 

 

Mikhail Anikeev (b.1925)  Russia, Leitura, 1962, ost

 Leitura,1962

Mikhail Anikeev (Rússia, 1925)

óleo sobre tela





Domingo, um passeio no campo!

18 05 2014

VICENTELEITE(1900-1941)Cosme Velho,osm,38 x 46cmCosme Velho, 1930

Vicente Leite (Brasil, 1900-1941)

óleo sobre madeira, 38 x 46 cm





Flores para um sábado perfeito!

17 05 2014

Ingres Speltri (1940)Vaso de flores em fundo vermelho,sd,ost, 102x97cmVaso de flores em fundo vermelho, s./d.

Ingres Speltri (Brasil, 1940)

óleo sobre tela, 102 x 97cm





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

16 05 2014

Marcio Schiaz (Brasil 1965), Urca, 2008, osmUrca, 2008

Márcio Schiaz (Brasil, 1965)

óleo sobre madeira





Minutos de sabedoria — Marquês de Maricá

16 05 2014

 

 

 

tarsilado amaral-operarios-1933-ost, 150 x 205cm,acervo governo de sao pauloOperários, 1933
Tarsila do Amaral (Brasil, 1886-1973)
Óleo sobre tela, 150 x 205 cm
Acervo do Palácio do Governo do Estado de São Paulo

 

“Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto.”

 

 

MARQUES-DE-MARICA-2

 Marquês de Maricá





Albrecht Dürer nos Países Baixos

15 05 2014

 

 

Durer, retrato de homem em sua viagem à Holanda e Bélgica.Retrato de homem com vista de Sint-Michielsabdij, na Antuérpia, 1520
Albrecht Dürer (Alemanha, 1471-1528)
Ponta de prata sobre papel, 13 x 19 cm
Musée Condé, Chantilly

 

No dia 3 de agosto de 1520 chegava à Antuérpia Albrecht Dürer, acompanhado de sua esposa e de uma empregada. Ele viajava para confirmar com Carlos V a pensão que lhe havia sido dada. A essa altura Dürer já era muito conhecido na Europa em grande parte por causa das extraordinárias xilogravuras que produzira.

Hoje, preparando notas para uma futura aula, tive o prazer de recordar algumas passagens do diário que o pintor manteve enquanto viajava, que não só nos deixa entrever  a vida no início do século XVI na Antuérpia, assim como o respeito com que o pintor era tratado por diversos dignitários nas cidades por onde passou.

Não sei se o diário de Albrecht Dürer já foi traduzido para o português. Uma breve pesquisa na internet me deu a impressão de que não foi. Vou traduzir para vocês do inglês uma passagem para que tenhamos a visão de um pouquinho do gosto da época

Domingo, era dia de Santo Osvaldo, os pintores me convidaram para o salão da sua guilda, a mim e à minha esposa e empregada. Todo o serviço era de prata e havia outros ornamentos suntuosos e carnes preciosas. Todas as esposas também estavam lá. E à medida que fui levado à mesa todos os convidados ficaram em pé em ambos os lados da mesa como se eu fosse um grande senhor. E entre eles havia homens de grande estatura social, que se comportaram com muito respeito e grande cortesia para comigo, e prometeram fazer todo o possível em seu poder me satisfazer.  E enquanto eu lá estava sentado com toda essa honra, o Síndico [Adrian Horebouts] de Antuérpia, veio com dois serventes e me presentearam com quatro recipientes de vinho em nome dos conselheiros da cidade de Antuérpia, e pediram para que ele dissesse que eles queriam dessa forma mostrar o respeito que tinham por mim e assegurar sua boa vontade. Pelo qual eu lhes retornei o meu agradecimento, modestamente oferecendo os meus serviços. Depois disso veio Mestre Peter [Frans], o marceneiro da cidade  e me presenteou com dois recipientes de vinho e com a oferta de seus serviços. Então, depois de termos nos divertido por muito tempo até tarde, eles nos acompanharam até a casa com lanternas, com muita honra. E me rogaram para que eu estivesse sempre confiante da boa vontade deles, e prometeram que qualquer coisa que eu quisesse fazer, eles estariam prontos para ajudar. Então eu lhes agradeci e fui dormir.”

 

Travel Diary, Dürer, em W.M. Conway, Literary Remains of Albrecht Dürer (Cambridge; University Press, 1889): text slightly revised by J.B.R.

Encontrado em The Portable Renaissance Reader, editado por James Bruce Ross e Mary Martin McLaughlin, New York, The Viking Press: 1958, p. 227-28