Os bois, soneto de Olegário Mariano

24 02 2015

 

 

Georgina de Albuquerque,Fazenda com figuras e animais, óleo sobre tela,(c.1952) - 39 x 47 cm.Fazenda com figuras e animais, c. 1952

Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)

óleo sobre tela, 39 x 47 cm

 

 

Os bois

 

Olegário Mariano

 

É dolorosa a angélica atitude

Dos grandes bois lentos a trabalhar…

Sinto neles a força da saúde

A glória de viver para ajudar.

 

Da sua laboriosa juventude

Nada têm, pobres diabos a esperar…

Quem sabe? A vida pode ser que mude…

E eles se põem a olhar o campo, a olhar…

 

Tempo de safra. Brilham canaviais…

Gemem os carros e o rumor se irmana

À alma dos bois que geme muito mais.

 

Pacientemente seguem, dois a dois…

Há uma filosofia muito humana

No mugido e no olhar, tristes, dos bois…

 

 

Em: Toda uma vida de poesia: poesias completas (1911-1955) , Olegário Mariano, Rio de Janeiro, Editora José Olympio: 1957, 1º volume (1911-1931), p. 93

 





Domingo, um passeio no campo!

22 02 2015

 

Djanira,Paisagem tropical OST,50 x 60 Rio 1971Paisagem tropical, 1971

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1915-1979)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





O mundo animal de Carl Reichert

22 02 2015

 

 

 

Carl-Reichert-The-painter-disputeDisputa entre pintores,1903

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 24 x 30 cm

 

 

Carl_Reichert_DinnerpartyHora do jantar,1918

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 28 x 34 cm

 

 

Carl_Reichert_Auf_dem_Weg_zum_MarktA caminho do mercado,1918

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 17 x 24 cm

 

 

Carl_Reichert_Der_Liebling_der_Familie_1915O xodó da família,1915

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 27 x 21 cm

 

 

Carl-Reichert-XX-Cats-in-the-Boudoir-XX-Private-collectionGatinhos no boudoir, até 1918

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 24 x 18 cm

 

 

Carl_Reichert_MäuseCamundongos, s.d.

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

aquarela, guache e carvão sobre o papel, 22 x 20 cm

 

 

Z 017Dois mal comportados, s.d.

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre tela, 60 x 40 cm

 

 

Carl_Reichert_With_heaty_good_wishesCom os melhores votos, s.d.

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 31 x 23 cm

 

7b5a072eGata com filhotes, s.d.

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira

 

 

100394584_Carl_Reichert__18361918_2O aquário, s.d.

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira

 

 

Carl_Reichert_Jagdbeute_1912Caça à raposa, 1912

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

aquarela sobre papel, 15 x 21 cm

 

 

carl-reichertGatos com cacatua, 1898

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 47 x 30 cm

 

 

H0027-L18947365Depois da caça, s.d.

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 44 x 55 cm





Flores para um sábado perfeito!

21 02 2015

 

A. FONZARI. Vaso com flores - o.s.t. - 37 x 46 cm - assinado no cie.Vaso com flores, s/d

Adolfo Fonzari (Itália/Brasil, 1880-1959)

óleo sobre tela, 37 x 43 cm





As flores do jambeiro vão caindo, poesia de Augusto Frederico Schmidt

21 02 2015

 

Olímpia Couto,Composição c árvore vestse,1989, 90 x 70cmComposição com árvore, 1989

Olímpia Couto (Brasil, contemporânea)

vinil sobre tela colado em eucatex, 90 x 70 cm

www.olimpiacouto.com.br

 

 

As flores do jambeiro vão caindo

 

 

Augusto Frederico Schmidt

 

As flores do jambeiro vão caindo.

E aos poucos reina em sangue a madrugada.

Deste alto, o olhar domina ao longe

O mar tranquilo e azul.

E no mar, um veleiro vai fugindo

E o vento o afasta para longe,

para o reino que não sei.

 

Foge o veleiro e foge o tempo,

Para onde vão?

Não sei.

Vejo apenas as sombras

E as estrelas,

E mesmo a magra lua

Se esconderam;

E que no mar,

As asas claras de um veleiro

Fogem para um reino que não sei.

 

Em: Eu te direi as grandes palavras – seleção poética, Augusto Frederico Schmidt, Rio de Janeiro, José Aguilar:1975, p. 134





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

18 02 2015

 

 

2324-legumes-40-x-50Ronaldo Boner Junior, ost.Legumes

Ronaldo Boner Jr (Brasil, 1974)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm





Cachorrinhos, o cinema e a moda

18 02 2015

 

09bebb208340b9af3edd39659e014c6cCachorros jogando pôquer, 1903

C. M. Coolidge (EUA, 1844-1934)

Para a companhia de charutos, Brown & Begelow

 

A vantagem de uns dias de folga é que tive tempo de perambular pela rede. É impressionante a quantidade de informações a que temos acesso se nos deixarmos levar de link a link. Surfar me parece um pouco rápido demais. Perambular é mais o meu ritmo.

Entendo que tudo é uma questão de moda.  Através de documentação, sabemos que a moda como imaginamos hoje — de qualquer item — é documentada desde o século XIV, no final da Idade Média ou início da Renascença, dependendo de como você classifica a época.  Reis, príncipes, duques e demais nobres, banqueiros e grandes mercadores  começaram a se vestir melhor com tecidos finos importados das terras orientais pela Rota da Seda. É a época em que itens de luxo como livros com iluminuras começaram a ser colecionados e roupas elegantes especialmente confeccionadas. O luxo ia aos poucos aparecendo, desafiando as rígidas leis suntuárias em exercício, até então, por toda a Europa.

Além disso sempre achei que conhecia a grande influência que os meios de comunicação exercem no público, do século passado ao presente.  Cinema e televisão são meios de impacto muito grande.  Mas confesso que fiquei surpresa ao ver quantificada e colocada em gráfico a influência do cinema na moda para a adoção de certas raças de cachorros, como animais de estimação.  O gráfico abaixo me surpreendeu. É de um artigo publicado no Pacific Standard, chamado o Efeito Beethoven: o cinema nos leva à preferência de certas raças de cachorro. O título do artigo explica o conteúdo e o gráfico. Nele podemos ver  a raça do cachorro, o nome do filme, o ano em que foi lançado e a sucessiva popularidade daquele tipo de cachorro, com o pico de demanda. Fiquei surpresa.

 

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Flores para um sábado perfeito!

14 02 2015

 

GUIGNARD, Alberto da Veiga Guignard, Vaso de Flores, Óleo sobre Madeira, 22 X 19Vaso de flores, 1961

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)

óleo sobre madeira, 22 x 19 cm





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

13 02 2015

 

 

FERNANDO CORRÊA E CASTRO (1933)Restaurante dos Esquilos no Alto da Tijuca-Rio,ost,38 x 46Restaurante dos Esquilos,  no Alto da Tijuca, s.d.

Fernando Corrêa e Castro (Brasil,1933)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm





Livros, os melhores do século XXI pela BBC, quais deles você já leu?

11 02 2015

 

Alex Cree contemporary Great Britain Bridget Reading 2005Bridget lendo, 2005

Alex Cree (Inglaterra, contemporâneo)

www.alexcree.co.uk

 

Os ingleses são mestres de listas.  Já expliquei anteriormente que gosto de listas porque ela me fazem pensar sobre assuntos que passariam em branco… Os melhores livros do século XXI já foram causa de postagem aqui em abril do ano passado quando o jornal inglês The Guardian fez a pergunta a seus leitores: “daqui a cem anos que livros publicados no século XXI ainda serão lidos?”  — Se interessado, aqui está a minha resposta.

Desta vez, falo da lista feita pela BBC sobre os melhores livros do século até o momento e pergunto: você já leu algum deles?

 

1 – A fantástica vida breve de Oscar Wao — de Junot Diaz, publicado no Brasil pela Record.

2 – O mundo conhecido — de Edward P. Jones, publicado no Brasil pela José Olympio

3 – Wolf Hall — de Hilary Mantel, publicado no Brasil pela Record.

4 –  Gilead — de Marilynne Robinson, publicado no Brasil pela Nova Fronteira.

5 –  As Correções — de Jonathan Frazen, publicado no Brasil pela Cia das Letras

6 – As incríveis aventuras de Kavalier e Clay — de Michael Chabon, publicado no Brasil pela Record

7 –  A visita cruel do tempo — de Jennifer Egan, publicado no Brasil pela Intrínseca

8 – Billy Lean’s Long Hallftime Walk — de  Ben Fountain, sem publicação no Brasil

9 – Reparação —  de Ian McEwan — publicado no Brasil pela Cia das Letras

10 – Meio Sol Amarelo — de Chimamanda Ngozi Adichie, publicado no Brasil pela Cia das Letras

11 – Dentes Brancos — Zadie Smith, publicado no Brasil pela Cia das Letras

12 – Middlesex — de Jeffrey Eugenides, publicado no Brasil pela Cia das Letras

 

LISTA DA BBC

 

De posse desta lista vou passar o Carnaval no ar condicionado, lendo. Na mesinha de cabeceira estão: Middlesex — versão em inglês comprado no seu lançamento (2003) e ainda não lido, mas outros membros da casa leram e gostaram.  Dentes Brancos, versão em português também não lido apesar de comprado quando publicado no Brasil, por recomendação do marido.  Wolf Hall que está na mesma situação. MAS, há algo a meu favor: conheço boa parte dos autores por outras publicações…  Por que ainda não li estes livros?  Prestem atenção ao número de páginas…. Tem que ser muito bom para que valha toda a dedicação.  Há alguns autores que têm crédito comigo: Hilary Mantel é uma autora cujas obras conheço desde os tempos em que morei fora do Brasil. Já li muitos de seus romances… Já ouvi ótimas opiniões sobre Meio Sol Amarelo, mas acabo de ler Americanah da mesma autora e vou dar um tempo. Ian McEwan também é velho conhecido e Reparação já vi duas vezes no cinema.  Preciso espaçar o envolvimento com o tema, apesar de gostar bastante de sua prosa.

Mas saio deste Carnaval certamente enriquecida por alguma excelente leitura.

E você, o que vai ler neste Carnaval?