Imagem de leitura — Gad Frederik Clement

10 08 2009

Gad_Frederik Clement,( Dinamarca, 1867-1933)Childrens_PastimesPassatempos das crianças, 1905-1910

Gad Frederik Clement ( Dinamarca 1867-1933)

Óleo sobre tela

 

Gad Frederik Clement, ( Dinamarca 1867-1933).  Cursou a Real Escola de Belas Artes entre 1885-1892.  Até  1892 estudou com L. Tuxen e Frans Schwartz.    Seu trabalho inicialmente mostra grande influência do simbolismo e do impressionismo francês.  Viajou bastante pela França e mais tarde pela Itália onde se tornou um grande apreciador da arte renascentista.  Um artista talentoso.  Adotou inicialmente um estilo bastante simbolista, influenciado pelo que acontecia na França, tornando-se um dos primeiros pintores simbolistas da Dinamarca.  Aos poucos foi misturando outras influencias ao seu trabalho, sobretudo depois do conhecimento pessoal da arte pré-renascentista.  Já em 1900, na virada do século, passa a um estilo mais naturalista pintando principalmente retratos e paisagens.





Imagem de leitura — Piero di Cosimo

5 08 2009

Piero di Cosimo (1462-1521) Madona com Menino lendo, 1485-1490,osm, 83 x 56 cm Konigliche Sammlung. estocolmoMadona com Menino Jesus lendo, 1485-1490

Piero di Cosimo ( Itália, 1462-1521)

Óleo sobre madeira, 83 x 56 cm

Museu de Belas Artes de Estocolmo, Suécia

 

Piero di Cosimo —  Nasceu em Florença, entre 1461-1462, com o nome de batismo de Piero di Lorenzo.  Estudou com Cosimo Rosselli e sob a direção deste professor assistiu-o em algumas pinturas da Capela Sistina. Daí o seu nome, Piero di Cosimo.   Ficou conhecido pelo seu caráter excêntrico e por suas pinturas mitológicas.   Bastante influenciado por Leonardo, Lucas Signorelli e Filippino Lippi.    Talvez seja mais conhecido pelo retrato da bela Simonetta Vespucci, do que por qualquer outro de seus quadros.    Grande pintor da Renascença Italiana.





Imagem de leitura — Inha Bastos

30 07 2009

Inha Bastos (Brasil, 1949) Menina lendo, 2008, ost, 50x50

Menina lendo, 2008

Inha Bastos ( Brasil, 1949)

óleo sobre tela, 50x 50 cm

 

Inha Bastos é o nome artístico da pintora brasileira Maria das Graças Fontes Bastos, nascida em Itabuna,  na Bahia,  em 1949. Formada pela Escola de Belas Artes em Salvador, /UFBA 1970 / 1974.  Adolescente, descobriu sua vocação artística, quando recebeu um estojo de tintas de presente.  Inha Bastos tem participado de exposições coletivas e individuais em diversos estados brasileiros e no estrangeiro. Suas obras fazem parte do acervo de diversas instituições públicas e particulares.. Inha Bastos foi uma das artistas selecionadas para representar o Brasil no “ ano do Brasil na França” e seu trabalho ganhou destaque na imprensa francesa.





Os 10 mais na ficção americana da primeira parte de 2009, Amazon

29 07 2009

angela ursilloLendo no ônibus, no Japão, 2001.

Ângela Ursillo (EUA, contemporânea)

Trabalho totalmente digital, usando Painter.

 

Chegado o meio do ano, e com as vendas em baixa, a maioria das livrarias americanas que tem portal na internet anda pressionando bastante, através de emails as promoções e as chamadas especiais de títulos que acreditam estar dentro do seu perfil de comprador.  Recebi hoje da Amazon a lista das dez melhores publicações em ficção nos EUA para 2009, que rapidamente passo aqui para o blog.  Isso nos dará uma idéias do que pode estar a nosso caminho nas produções editoriais brasileiras, se estes livros realmente se mostram ter o sucesso já anunciado pela livraria digital.

 

Os dez mais da ficção publicada nos EUA em 2009.  Está em ordem alfabética pelo último nome do autor, como é praxe nos EUA.   

SWEETNESS AT THE BOTTOM OF THE PIE, de Alan Bradley.  È um livro de mistério.  Quando uma sagaz  menina adolescente com aspirações de ser uma futura química descobre um corpo na plantação de pepinos em sua casa, deixa de lado os cadinhos e corre atrás do assassino.

 

EVERYTHING MATTERS, de Ron Currie, Jr. Ao nascer Junior Thibodeau é informado do momento exato em que o mundo vai acabar.  Esse conhecimento, revelado a ele por uma entidade desconhecida, faz com que ele se pergunte, constantemente, se vale a fazer qualquer coisa comum, vivenciar o dia a dia.  Aos poucos, através de experiências comuns ele e o leitor chegam a uma conclusão.

 

Ro Lohin (EUA, contemp), Subway Reader, 2005,ost

Leitor no Metrô, 2005

Ro Lohin, (EUA, contemporâneo)

Óleo sobre tela

 

EVERY MAN DIES ALONE, de Hans Fallada.  Trata da história verdadeira de um casal de Berlim, que independentemente, toma em suas mãos uma pequena e reservada resistência ao regime nazista. Este é um livro antigo, um resgate.  Seu autor morreu em 1947.

 

TINKERS, de Paul Harding.  Este é o primeiro romance de Paul Harding.  Nele, estão registradas as memórias de sua vida como uma faz-tudo, especializado principalmente no conserto de relógios,  e suas lembranças de seu pai, que como ele também era uma faz-tudo.  O pai sofria de crises epiléticas o que aparentemente dá um ar do inexplicável a esta curta narração.  Muito apreciado pela precisão de seu texto de menos de 200 páginas.  

 

THE VAGRANTS, de Yiyun Li.  A história se refere ao tempo da Revolução Cultural na China onde crianças denunciam seus pais, amantes traem seus parceiros, tudo para sua sobrevivência.  A narrativa começa com a história dos pais de Gu Shan, uma vítima do regime que é executada como contra-revolucionária.  O texto mostra como pequenos atos de corrupção, crueldade e medo, acabam com a moralidade da sociedade.  Este é o primeiro romance de Yiyum Li.

 

soraya-french (Teerã, Irã), Contemporanea, mixed media, 40x40

Jornal de Domingo, 2005

Soraya French ( Irã, contemporânea)

Técnica mista, 40 cm x 40 cm

 

BORDER SONGS, de Jim Lynch. Este romance tem como principal personagem o guarda de fronteira Brandon Vanderkool, que consegue uma série de apreensões de importância no trânsito entre os EUA e o Canadá, trazendo uma mudança generalizada a um trecho da fronteira entre os dois países que havia sido, até então, ignorado.

 

MILES FROM NOWHERE, de Nami Mun.  Este romance está centrado em Joon, personagem adolescente, que fugiu de casa.  É a história de diversas de suas aventuras que têm em comum um parâmetro de valores que as faz todas terem sentido.  Este é o primeiro romance de Nami Mun.

EVERYTHING RAVAGED, EVERYTHING BURNED, de Wells Tower.   Esta é uma coleção de contos do autor, muito apreciada pelo senso de humor, e por seus personagens fora da veia normal da sociedade.  

 

Yusuf Arakkal (Índia, 1945) Paper reading, óleo sobre tela,120 cm x 120 cm

Lendo o jornal, 2004

Yusuf Yakkal (Índia, 1945)

óleo sobre tela, 120 cm x 120 cm

 

CUTTING FOR STONE, de Abraham Verghese.  Marion e Shiva Praise Stone são gêmeos, nascidos de um relacionamento entre uma freira/santa e um pobre cirurgião, trabalhando ambos num hospital missionário em 1950 na Etiópia.  O autor é um médico e este é seu primeiro romance, uma obra em que ele demonstra o magnífico poder das artes medicinais.

 

LOWBOY, de John Wray.  Lowboy é o pseudônimo do personagem principal, Will Heller, um esquizofrênico que está certo de que o mundo acabará logo, corre em fuga atrás de uma solução, pelos caminhos do metrô de Nova York.   Romance muito apreciado pela descrição dos altos e baixos, do pulos e brancos, de uma mente doente.





Imagem de leitura — Gerard Dou

26 07 2009

gerard dou

Velha senhora lendo, (Retrato da Mãe de Rembrandt), 1630

Gerard Dou ( 1613-1675)

Óleo sobre madeira 71 x 55,5 cm

Museu Rijksmuseum, Amsterdã

 

 

Gerard Dou —  Filho de um gravador e pintor em vidro, Gerard Dou começou sua vida de artista plástico pintando sobre vidro.  Em 1628 começou a estudar com Rembrandt, onde aprendeu a arte dos contrastes de luz, a arte do claro-escuro.   Sua especialidade acabou sendo as cenas iluminadas a luz de vela que o fizeram bastante popular  na Holanda do século XVII.    Pintou principalmente pintura de gênero, em que pessoas são retratadas no seu ambiente do dia a dia.  Ficou conhecido pela meticulosa maneira de pintar, pela acurada precisão da representação de texturas diversas.  Gozou de uma excelente reputação internacional e diversos monarcas europeus colecionaram seus trabalhos.  Morreu em Leiden, onde nasceu, e de onde nunca se sentiu tentado a sair.





Imagem de leitura — Ikeda Terukata

6 07 2009

Ikeda Terukata (Japão 1883-1921) lady reading

 

Senhora lendo, s/d

Ikeda Terukata (Japão, 1883-1921)

Xilogravura policromada

 

Ikeda Terukata nasceu no Japão em 1883.  Foi aluno de Mizumo Toshikata e mais tarde de Kawai Gyokudo.  Expôs seus trabalhos em Benten,  Participou em 1901, com Kaburagi Kiyokata e Yamanaka Kodo da formação do grupo Ukokai cujo objetivo era melhorar a arte do ukiyo-e, que havia deteriorado numa arte com temas superficiais e de gênero. Suas xilogravuras que refletem o estilo contemporâneo ukiyo-e (retratos do mundo flutuante)  foram publicadas por Akiyama Beumon.  Suas gravuras relatando a guerra sino-japonesa tiveram publicação de Rukuda Kumajiro.  Recebeu inúmeros prêmios durante sua carreira e seu mais querido tema foram as bijin (mulheres lindas).  Teve trabalhos publicados postumamente em 1924, agrupados sob o título: Novas Belezas Ukiyo-e.





Livros decorativos, só?

4 07 2009

caixa economica

Caixa Econômica Federal, Rio de Janeiro.

 

A postagem de ontem a noite [ Sobre livros e decoração ] me fez pensar muitas vezes no Centro Cultural da Caixa Econômica aqui no Rio de Janeiro.  Este é um lugar que visito regularmente.  Tem grandes exposições e shows.  O último que vi lá foi de Dori Caymmi, no início do mês de junho.  Além do mais, está a uns passos da estação do metrô da Carioca.  Em suma: um lugar fácil de ir, com uma ótima programação.

 

caixa economica hall

Hall de entrada do Centro Cultural da Caixa Econômica, RJ.

 

Este Centro Cultural fica no edifício-sede da Caixa na Avenida Almirante Barroso, no centro da cidade.  Sua arquitetura é muito interessante, um pouco grandiosa mas por outro lado o espaço tem mais de 6.000 metros quadrados, um teatro de arena, dois cinemas, três galerias de arte, uma cafeteria, uma bombonière, além de salas de oficinas e ensaios, como bem explica o Portal da Caixa.    Há detalhes de grande charme tais como a escadaria que leva ao mezanino e o grande painel de Bandeira de Mello ocupando boa parte da chegada a este mezanino.  

 

café e livraria caixa economica 2

Café e Livraria do Centro Cultural da Caixa Econômica, RJ.

 

Mas há algo de curioso, um quebra-cabeças sem igual, nesta organização: o Café e Livraria administrado pelo SENAC, no mezanino.  É um café.  Só café.  Não há nenhuma livraria.  Nem biblioteca.  Nem exposição de livros.  Os livros que vemos – e vemos de fato muitos livros nas paredes, são exclusivamente estampados de papel de parede.  Fica um charme sem dúvida, principalmente porque aquece, torna mais habitável uma arquitetura sem alma e sem calor humano, como este gigante saguão que percebemos pelas fotos acima e abaixo.  

 

café e livraria caixa economica 1

Café e Livraria do Centro Cultural da Caixa Econômica no Rio de Janeiro. 

 

Por que, então, o nome: Café e Livraria?   Como livraria?  Os livros não existem a não ser como tromp l’oeil!  É tudo falso.  Por quê?   

O Centro abriu ao público em 2006.  E é possível que originalmente tenham pensado num café/livraria como estava e ainda está tão em moda.  E é quase provável que  até hoje os administradores do CCCEF  não tenham tido a oportunidade de conquistar algum empresário, alguma companhia,  algum visionário que quisesse abrir uma livraria no local.  Não me surpreende.  Há muito pouco tráfico de visitantes e pedestres.  Não me parece um lugar de sucesso para uma livraria, principalmente porque com tantos centros culturais no Rio de Janeiro todos com livrarias quase morrendo de inanição e com o grande número de  portais na internet vendendo livros, há de ser muito difícil manter um negócio de venda de livros, neste lugar.  Mas então, por que manter a idiossincrasia?

 

bookshelf 2

Papel de parede com desenho de estante elegante.

 

Porque livros transformam lugares.  Eles dão aconchego e fazem de qualquer ambiente local propício para a troca de idéias, para conversas variadas.  Os livros nos alimentam, suas idéias nos embriagam.  Assim, eles parecem, para as pessoas que deles se rodeiam, trazer um espírito de confraternização semelhante ao que vemos entre amigos depois de uma farta ceia, regada a um bom vinho.  Além disso, eles abafam os sons, tornando qualquer ambiente mais íntimo. 

Nas revistas de decoração estrangeiras eles aparecem com freqüência.  Por que será que por aqui eles só aparecem em números ímpares, casados com outros elementos decorativos, como mencionei anteriormente?   Será que ainda mantemos, no fundo, no fundo, aquela desconfiança da palavra escrita que prevaleceu durante a Inquisição?  Será que continuamos a tradição católica que desconfiava da Reforma de Lutero porque ele pedia que se lesse a Bíblia?  Será que ainda não nos liberamos desta desconfiança sobre a palavra escrita que foi um componente decisivo da nossa história durante a colonização portuguesa no Brasil?





Imagem de Leitura: Silvana Cimieri

30 06 2009

silvana cimieri (Italia 1964) O livro Azul, 1994,ost,70x50cm

O livro azul, 1994

Silvana Cimieri ( Itália, 1964)

Óleo sobre tela, 50 x 70 cm

 

Silvana Cimieri tornou-se  assistente e aluna de Lorenzo Alessandri em1987.  Em 1991 participou de sua primeira exposição, uma coletiva na Galeria La Telaccia em Torino.   Dois anos mais tarde, em 1993, Silvana Cimieri passou a estudar com Antonio Nunziante.   Desde então produz regularmente e em suas obras pode-se definir influências e aproximação estética de outros artistas italianos contemporâneos: Aldo Salvatori e Américo Mazzota.  Dona de um estilo próprio Silvana Cimieri continua trabalhando e expondo regularmente.





Imagem de leitura — Lucília Fraga

25 06 2009

LuciliaFRaga(1895-1979)Leitura,osm,62x46

Leitura, s/d

Lucília Fraga ( Brasil, 1895 – 1979)

Óleo sobre madeira  62 x 46 cm

 

Lucília Fraga (BA, 1895 — SP, 1979) professora, desenhista e pintora brasileira, de estilo figurativo.

 Nascida em Caetité, na Serra Geral, alto sertão da Bahia, mudou-se com a família para Jaú e depois para São Paulo.

 Começou sua formação artística, com Henrique Bernadelli, no Rio de Janeiro e com Pedro Alexandrino e Antônio Rocco, em São Paulo . Suas irmãs Anita e Helena também foram artistas plásticas. Suas obras podem ser encontradas em coleções particulares, alcançando boa cotação no mercado. O Centro Cultural São Paulo e a Pinacoteca do Estado de São Paulo possuem obras suas em seus respectivos acervos.

Sua última exposição foi em Santos, em 1970. Dentre seus ex-alunos destacam-se as artistas Ernestina Karman e Colette Pujol.





Imagem de leitura: Arcângelo Ianelli

18 06 2009

Arcangelo Ianelli, Leitura, 1945, desenho  a carvão, 55 x 43

Leitura, 1945

Arcângelo Ianelli ( Brasil, 1922-2009)

Desenho a carvão

55 x 43 cm

 

Arcangelo Ianelli (São Paulo, SP 1922- São Paulo, SP 2009). Pintor, escultor. Inicia-se no desenho como autodidata. Em 1940, estuda perspectiva na Associação Paulista de Belas Artes e, em 1942, recebe orientação em pintura de Colette Pujol. Dois anos depois freqüenta o ateliê de Waldemar da Costa com Charoux, Fiaminghi e Maria Leontina. Durante a década de 50 integra o Grupo Guanabara com Manabu Mabe, Takaoka, Jorge Mori, Tomoo Handa, Tikashi Fukushima e Wega Nery, entre outros. Inicialmente figurativo, volta-se à pintura abstrata a partir de 1960. Participa de importantes exposições no Brasil e no exterior.