Vaso com flores
Cláudio Arena (Brasil, 1945)
óleo sobre tela, 18 x 24 cm
Vaso com flores
Cláudio Arena (Brasil, 1945)
óleo sobre tela, 18 x 24 cm
Marie-Henri Beyle, conhecido como Stendhal, 1840
Olof Johan Södermark (Suécia, 1790 — 1848)
óleo sobre tela, 62 x 50 cmv
Museu de Versailles
Outeiro da Glória visto da Praça Paris, 1938
Yoshiya Takaoka (Japão/Brasil, 1909-1978)
aquarela, 31 X 42 cm
Anunciação
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela
Perdemos no Brasil, um dos nossos maiores pintores do século XX. Reynaldo Fonseca, nascido em 1925, faleceu hoje aos 94 anos. Pintor único, que não se deixou levar por modismos e que não negou a influência clássica que o orientou através do mundo misterioso que construiu. Pintor figurativo conseguiu se apoderar do silêncio para rodear suas imagens. Silêncio no gesto demorado que todos parecem ter. O gesto congelado, pesado, imutável. Sua obra é repleta de poesia. É meditativa. Com ele fomos obrigados a refletir sobre o mundo que nos rodeia. Em cada obra, um momento de pausa. Um momento de autoconhecimento. Um pintor, que lidando com a tela plana, nos levou a considerar as profundezas da alma. Acredito as artes plásticas brasileiras estejam de luto. Perdemos um GRANDE pintor.
Mulher bordando, 1969
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
Estendendo lençóis, 1977
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925-2019)
óleo sobre tela, 81x 100cm
O Cachorro, 2003
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
Óleo sobre tela, 81 x 100 cm
Menina com bambolê, 1975
Reynaldo Fonseca (1925 – 2019)
nanquim sobre papel, 14 x 19 cm
Duas figuras, 2005
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
O Silêncio, 1976
Reynaldo Fonseca (Brasil 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 22 X 16 cm
Moça deitada, 1961
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
guache sobre papel, 15 x 20 cm
Col. Gilberto Chauteaubriand
Mulher com abano, 1997
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela
Afeto, 1993
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 100 x 81 cm
Menina no espelho, 1968
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 100 x 81 cm
Menina com maçã, 1974
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 -2019)
óleo sobre tela, 75 x 60 cm
Menina, 1956
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
técnica mista sobre papel, 48 x 31 cm
Figura feminina, 2008
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 0- 2019)
óleo sobre tela 46 x 38 cm
O Menino com Coelho, 1977
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)]
óleo s chapa de madeira industrializada, 22 x 16 cm
Menino, 1979
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
Figura, 1984
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 -2019)
óleo sobre tela, 45 x 36 cm
O Menino e a borboleta, 2008
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Menino, 1973
Reynaldo Fonseca (1925 – 2019)
óleo sobre cartão, 31 x 23 cm
Escola de dança, 1976
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
Óleo sobre tela, 81 X 100 cm
Janela para o mar, 2002.
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 -2019)
óleo sobre tela, 120 x 152 cm
Moringa e fruta, 1970
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 -2019)
óleo sobre tela, 54 x 73 cm
Vaso de flores, 1953
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 -2019)
técnica mista, óleo sobre cartão, 63 x 49cm
I got music
Ana Goldberger (Brasil, 1947)
acrílica sobre tela, 70 x 70cm
Afresco com pintura de cobras e pavão.
Um antigo oratório de mais de 2.000 anos foi descoberto nas ruínas da cidade romana de Pompeia, preservado em meio às cinzas vulcânicas após a devastadora erupção do Monte Vesúvio em 79 EC que destruiu a cidade e matou 16.000 pessoas. Paredes vermelho-sangue e pinturas de touros, bem como cenas encantadoras de pássaros delicados, árvores e cobras apareceram à medida que arqueólogos foram limpando as paredes vizinhas ao altar. O altar, que se denominava lararium, está muito bem preservado.
Oratório, larário.
O altar, que se denominava lararium, está muito bem preservado. Na Roma Antiga, os larários eram espaços para um oratório na entrada das casas das famílias, onde oferendas e orações eram feitas aos espíritos daquela casa, chamados lares. [Mesma origem da nossa palavra LAR, em português (ETIM lat. Lar,Lăris ‘deus protetor da casa, domicílio, lareira’)]. Além deste belo santuário, na sala onde ele ficava, havia uma piscina elevada e um jardim, características que sugerem este local ter pertencido a uma família muito afluente. No momento, arqueólogos tentam descobrir a quem esta casa pertencia.
Limpando as cinzas
Massimo Osanna, chefe do sítio arqueológico de Pompeia, descreveu a descoberta como “uma sala maravilhosa e enigmática que agora precisa ser estudada em profundidade“. A sala, que ainda não foi totalmente escavada, está embutida na parede de uma pequena casa e apresenta pinturas dos principais deuses romanos nos rituais domésticos.
Pinturas de animais em uma cena de jardim encantado são típicas do estilo romano ilusionista, com um pavão desenhado ao longo do fundo de uma parede para dar a aparência de que ele estava andando no jardim.
Massimo Osanna mostra detalhes da pintura.
Outra parede desta sala está pintada de vermelho sangue e decorada com uma grande cena de caça, com cães caçando um javali e um cervo. Outra pintura retrata um homem com a cabeça de um cão, que os especialistas sugerem que poderia ser uma versão romanizada do deus egípcio Anúbis. Os santuários eram comuns às famílias romanas. Cada casa tinha um lararium de algum tipo, mas apenas as pessoas mais ricas poderiam ter um lararium dentro de uma câmara especial com uma piscina elevada e decorações sumptuosas, como essas, lembrou a professora Ingrid Rowland, historiadora da Universidade de Notre Dame.
Parede vermelho-sangue com cena de caça.
Abaixo do nicho do santuário há uma prateleira-altar coberta com traços de oferendas queimadas no local há quase dois mil anos. O altar é decorado com pinturas de ovos – um símbolo romano de fertilidade – e é possível que os restos queimados fossem oferendas de comida que também representavam fertilidade, como figos, nozes ou mais ovos.
Detalhe da cabeça de um cavalo.
As pinturas espalhadas pelo local foram preservadas em cinza vulcânica após a erupção do Monte Vesúvio em 79 EC. Camadas grossas de rocha e cinzas expelidas durante os dois dias de erupção impediram que a luz solar e a água alcancem esses artefatos por quase dois milênios. Essas mesmas nuvens de cinzas que cobriram Pompeia preservaram as cores e as pinturas murais neste local que agora foi descoberto repleto de imagens de pássaros, plantas e animais diversos.
Paredes da sala
Revista History, Outubro 12, 2018.

Até o tigre ouviu a sua história
Mary Alayne Thomas (EUA, contemporânea)
Dick e Dutch, 1977
Robert K. Abbett (EUA,1926-2015)
óleo sobre eucatex, 87x 101cm
Depois do almoço, 1986
Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)
óleo sobre eucatex, 22 x 30 cm
O Botânico, filhote de Setter inglês, 1996
Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)
óleo sobre eucatex, 22 x 30 cm
Perus Timberlake, c. 1970
Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)
óleo sobre eucatex, 60 x 76 cm
Trazendo o potro, 1974
Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)
óleo sobre eucatex, 66 x 86 cm
Gansos da neve no Lago Candlewood, Connecticut
Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)
óleo sobre eucatex, 44 x 59cm
Primeira galinha do mato [tetraz] de Shannon
Robert K. Abbett (EUA, 1926 – 2015)
óleo sobre eucatex, 60 x 74 cm
Todos cansados, 1978
Robert K. Abbett (EUA, 1926 – 2015)
óleo sobre eucatex, 50 x 76 cm
Freddy Ligeirinho, o faisão
Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)
óleo sobre eucatex, 44 x 79 cm
Perdizes e pointer
Robert K. Abbett (EUA, 1926 – 2015)
óleo sobre eucatex, 59 x 92cm
Na moita, 1995
Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)
óleo sobre eucatex, 40 x 50 cm
Stonewall Brittany, 1990
Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)
óleo sobre eucatex, 50 x 96 cm
Lago Leeper, 1981
Robert K. Abbett (EUA, 1926 – 2015)
óleo sobre eucatex, 60 x 91 cm
Vida na montanha no outono, 1970
Zhang Daqian (China, 1899 -1983)
pergaminho montado e enquadrado, tinta e cor sobre painel dourado japonês
58 x 43 cm
Coleção Particular
Um dos mais colecionados artistas chineses nas últimas décadas, Zhang Daqian, nasceu na província de Sichuan, veio de família de artistas e foi com sua mãe e irmãos mais velhos que aprendeu a pintar. Seguiu o tradicional aprendizado copiando grandes mestres, e aos poucos favoreceu o conhecimento de dois grandes artistas chineses Shitao (1642-1707) e Bada Shanren (1626-1705). Em 1941 sua vida artística deu uma importante virada: foi estudar, acompanhado de outros artistas, por dois anos consecutivos o mural de pinturas budistas nas cavernas de Mogao e Yulin em Dunhuang. Este estudo o transformou em grande conhecedor e colecionador de arte.
Durante a Guerra Sino-Japonesa, estudou a tradicional pintura de figuras Tang-Song e a antiga pintura de paisagem monumental. Aprendeu tecnicas que usaria mais tarde em seu próprio trabalho, tornando-se particularmente conhecido por suas pinturas de lótus, inspiradas em obras antigas.
No entanto, na década de 1950, quando começou a ter um problema de visão, Zhang Daqian passou a utilizar a antiga técnica de pintura chinesa do espirro. Ou seja, depois de embeber o papel de sua aquarela com água, o pintor então espirra tinta que se espalha de maneira errática, mas mesmo assim ainda um tanto controlada pelo pintor. E daquela “mancha” colorida no papel, o pintor então produz o trabalho dando-lhe dimensões, perspectivas e sentido. De todos os seus trabalhos, estes são os mais valiosos.
Proibido de voltar à China desde 1949, por causa do clima político, Zhang residiu em vários lugares, incluindo Mendoza, na Argentina, São Paulo, Brasil, Carmel, Califórnia até se estabelecer definitivamente em Formosa, onde faleceu.
A aquarela acima é um bom exemplo das cores se misturando para formar a montanha em que vemos em seu cimo uma pequena aldeia. Todas as cores da montanha foram misturadas e trazidas à cena pela técnica do espirro. Para nós do Ocidente essa técnica lembra a dos expressionistas abstratos da década de 1950, onde o acaso (até certo ponto controlado) tem papel de importância no resultado final.
Há na internet diversos vídeos com o pintor Zhang Daqian demonstrando sua maneira de pintar. Vale a pena procurar.

Charles Dickens, 1843
Margaret Gillies (Inglaterra, 1803-1887)
Aquarela e guache sobre marfim