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Capela Imperial do Amparo, Diamantina, 1954
Emeric Marcier (Romênia, 1916- França, 1990)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
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Capela Imperial do Amparo, Diamantina, 1954
Emeric Marcier (Romênia, 1916- França, 1990)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
Rachel Deacon (Inglaterra, contemporânea)
óleo sobre tela 90 x 70 cm
Minha filha Amparo, lendo, 1953
Rafael Estelles Bartual (Espanha, 1900-1985)
óleo sobre tela, 100 x 80 cm
Tema: ESPELHO
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Victória Albuquerque
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Mão direita,
Esquerda mão.
Cabeça nas nuvens,
Pé no chão.
Versificar,
Ver se está bem.
Cicatriz fina,
Aqui também.
Olhar brilhando,
As duas têm.
E o desconhecido
Habita o lado de cá também.
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Ana Carolina Souza
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Tantos espelhos
Um em cada canto
Tinha medo de perder
De perder-se
E perdeu
Tantos espelhos
Um em cada canto
Tinha medo de ser esquecida
De esquecer-se
E esqueceu
Esqueceu que era bela
Que era ela
Que era única…
De Enrique Coimbra outro tipo de contribuição:
Duas mulheres próximas à janela
Albin Amelin (Suécia, 1902-1975)
óleo sobre tela
Museus do Hermitage, São Petersburgo
Retrato de Vivian E.Dunton com livro, c. 1920
William Herbert Dunton (EUA, 1878-1936)
óleo sobre placa
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Igreja da Matriz, Cambuquira, 1963
José Maria de Almeida (Portugal, 1906- Brasil, 1995)
óleo sobre tela, 38 x 55 cm
Sidney Edward Dickinson (EUA, 1890-1980)
óleo sobre tela, 51 x 41 cm
Em leilão em 2008
Par de tamancos de couro, primavera de 1889, Arles
Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)
óleo sobre tela, 33 x 41 cm
Rijksmuseum Vincent van Gogh, Amsterdã
Auto-retrato com chapéu de palha, depois de 1782
Elisabeth Vigée-Lebrun (França, 1755-1842)
óleo sobre tela, 97 x 70 cm
National Galllery of Art, Londres
Descompasso: a imagem do espelho não é a que sinto cá dentro. Não que seja outra, mas assim, cara a cara, somos só duas. Onde estão as outras? Trago em mim todas as mulheres que sou e que já fui. E a semente das que serei no futuro.
Rebelde era o rótulo familiar da auto-afirmação. Hoje, em caminho próprio, já não pareço indócil. Ao contrário. Poucos percebem na maneira afável e no sorriso largo, a robusta determinação de que sou feita. Auto-contida, satisfaço-me comigo mesma por um longo tempo. Sou impaciente, mas aprendi a me controlar. Só os íntimos conhecem os sinais da ansiedade, companheira das madrugadas insones.
Os cabelos louro-escuro e revoltos, companheiros de infância, continuam a desafiar restrições; os olhos azul-acinzentados, facetados como um caleidoscópio, ainda são míopes. O riso fácil não cascateia mais com tanta freqüência. Não sou sentimental e não gosto de me expor. Sou reservada, até comigo mesma. Há uma esfinge que me questiona no auto-retrato, ainda preciso adivinhar o seu enigma.
©LadyceWest, Rio de Janeiro, 2014
DIA 1 — Autoretrato
Gertrude des-Clayes (Escócia/Canadá, 1879- 1949)
óleo sobre tela, 83 x 62 cm



