Pensando o espaço urbano verde: o ACROS em Fukuoka, no Japão

26 06 2012

O edifício Acros Fukuoka.

Um dos edifícios mais interessantes visualmente que integram o verde com arquitetura está no Japão na cidade de Fukuoka.  É o edifício ACROS, mais comumente chamado de Acros-Fukuoka, construído em 1994.  Ele é um oásis, de aproximadamente 5.400 m², construído pelo homem na forma de meio-zigurate.  Tem terraços enormes em que foram plantadas incialmente mais de 35.000 plantas de 76 espécies  — e que hoje incluem 50.000 plantas de 120 variedades — que parecem cascatear dos 60 m de altura do edifício até encontrar o parque ao nível térreo. Visualmente unidos pela vegetação, esses terraços  dão continuidade ao parque como se fossem uma elevação natural.  Isso porque no lugar de vegetação rasteira, comum no paisagismo combinado à arquitetura, os terraços têm árvores, arbustos, plantas de diversas alturas,  que acentuam a percepção de uma composição mais natural à medida que o jardim cresce morro acima.

Vista aérea do edifício ACROS-Fukuoka e seu parque.

O edifício tem duas fachadas diferentes.  Do lado norte,  ele é semelhante a outros edifícios comerciais para escritórios.  Tem uma longa e alta fachada de vidro e uma entrada elegante,  como caberia a uma construção desse porte, na rua de maior prestígio no setor financeiro da cidade.  Do outro  lado e escondido de quem vem pela rua, o edifício  se abre para um paraíso verde com jardins suspensos.  Cada andar pode desfrutar de vista com densos jardins, repletos árvores e plantas que dão flores em diferentes épocas do ano:  uma natureza em festa.   O edifício permite, dessa maneira, que se desfrute das quatro estações, em qualquer andar, mesmo que se trabalhe em um escritório.

Vista lateral do Acros-Fukuoka, com lateral do canal para o porto.

Projetado pela firma do arquiteto argentino Emilio Ambasz and Associates, Inc. o edifício incorporou, ao lado sul, sem que isso tivesse sido requisitado, o parque Tenjin [ Tenjin Central Park] no terreno ao lado, preservando o único espaço verde, público, remanescente na cidade de Fukuoka.  Com terraços que vão até o topo do edifício, culminando num belvedere de onde se pode observar o porto e a cidade, a construção leva em consideração além do bem-estar de quem ali trabalha, aspectos de conservação do meio ambiente, através de seus telhados verdes – em cada andar – que reduzem o consumo de energia porque mantêm a temperatura do interior do prédio mais constante e confortável.  Esses telhados também captam água da chuva e servem de habitação para centenas de espécies de insetos, pássaros e outros pequenos animais.  Os jardins também são utilizados para lazer, exercícios físicos, meditação, além de  descortinar uma bela vista do porto de Fukuola e terras adjacentes. O paisagismo dessa construção ficou a cargo do engenheiro Nihon Sekkei Takenaka Corporation.

Vista do alto de uma das plataformas do jardim do edifício Acros-Fukuoka.

O lado sul também é o que exibe uma curiosa fachada: um plano inclinado de jardins em terraços que é quebrado no meio por uma torre de vidro gigantesca.  Isso não só traz à fachada uma dimensão escultórica como serve plenamente para trazer interesse aos espaços exterior e interior do edifício. a coluna de vidro permite que a luz difusa do dia penetre nos quatorze andares do edifíco trazendo ainda maior bem-estar aqueles que trabalham lá.

Vista lateral dos andares superiores, lado sul.

São 97.252 m² de espaço funcional nesse edifício.  Neles estão incluídos uma sala de exposição, um museu, um teatro para 2.000 pessoas, instalações para conferências, escritórios do governo e particulares, e diversos níveis de estacionamento subterrâneo além de lojas.  A estrutura de aço e concreto armado é composta de 14 andares acima do nível térreo e 4 andares abaixo da terra.

Vista do espaço interior do Acros-Fukuoka.

O exterior do edifício é sem dúvida impressionante, mas o espaço interior também é muito bem desenvolvido: um grande átrio semicircular e um saguão com pórtico triangular criam uma espaçosa entrada que desliza para a vegetação no lado de fora.

Interior do Acros-Fukuoka.

O cuidado com o bem-estar de quem ali trabalha também pode ser observado na construção de espelhos d’água nos terraços.  Conectados por pulverização ascendente de jatos de água, eles criam uma falsa cachoeira, que disfarça o ruído da cidade. Estas piscinas ficam acima do átrio de vidro no interior do edifício central, trazendo luz difusa para o interior.

Vista dos caminhos no jardim do Acros-Fukuoka.

Vista do edifício Acros-Fukuoka do lado oposto ao jardim.

Entrada pelo jardim.

Vista para o teto do saguão no térreo.

Vista vol d’oiseau.





O verde do meu bairro — a alamanda

8 03 2012

Grade de proteção a um edifício com alamanda.

Cá pelas minhas bandas as trepadeiras ornamentais estão tomando conta dos jardins.  Muito popular vermos, por cima das grades que protegem os edifícios, a  Alamanda, ou como minha avó chamava, Dedal de dama.

Gosto bastante do movimento verde dos jardins aqui no Rio de Janeiro.  Muros e gradís estão cada vez mais bonitos, embelezados por uma grande variedade de trepadeiras,  que nessa época do ano – alto verão — derramam um colorido vibrante por sobre o que poderíamos considerar aspectos menos estéticos das cercas, muros e grades de proteção das casas e edifícios.

A Alamanda é uma ótima planta para esse fim.  Eu mesma, quando morei num outro apartamento, num outro edifício, em Copacabana, coloquei a Alamanda “chorando” da fachada dos meus janelões no 10º andar para o andar de baixo.  Planta de muito efeito ornamental, ela precisa, pelo menos por aqui, de pouca atenção, de muito sol, e não pode ser molhada demais.   No meu caso, num longo patamar de 4 metros de comprimento, ela precisava de um pouco mais de atenção, porque estávamos à beira mar e o ar salgado nem sempre incentiva as plantas a darem o melhor de si.

Suas flores, em formato conico  têm 5 pétalas.

Descobri que ela pode ser encontrada em quase todo o território nacional, menos naqueles lugares – e são poucos – cujas temperaturas podem chegar sistematicamente abaixo de 7º centígrados. Ela é uma trepadeira muito utilizada no paisagismo porque não só tem flores bonitas e abundantes, como porque sua folhagem brilhante e espessa, com folhas ovais, pode ser também bastante decorativa. Precisa ser cultivada em pleno sol, em solo fértil, rico em matéria orgânica e com regas regulares.

Agora, prestem atenção, não deve ser plantada onde criancinhas pequenas e filhotes de animais possam querer experimentar comer de suas belas flores e folhas, porque é uma planta tóxica.

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Características:

  • Nome Científico: Allamanda cathartica
  • Sinonímia: Allamanda herndersonii
  • Nome Popular: Alamanda, dedal-de-dama, carolina, alamanda-amarela
  • Família: Apocynaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Brasil
  • Ciclo de Vida: Perene

Para mais informações consulte aqui: O Jardineiro

 Então, que tal sugerir ao seu síndico o plantio dessa bela trepadeira e embelezar também a sua moradia, ou a sua rua?




O verde do meu bairro: Iuca elefante!

10 02 2012

Um dos prazeres de andar nas ruas do Rio de Janeiro é descobrir a estação para floração de diversas plantas que encontramos nos jardins das casas e edifícios que nos cercam.  Há duas semanas fiquei muito feliz de dobrar uma rua próxima à praia e me deparar com essa Iuca elefante, florida, completamente florida.  Plantada de frente para o mar ela parecia estar em seu elemento, feliz com o calor do verão carioca.

Cheguei em casa com sede de saber mais sobre essa beleza.  E descobri que seu nome científico é Yucca elephantipes, natural da Guatemala e do México, portanto da América Central.  É uma arbusto que pode chegar a 6 metros de altura  [o da foto deve ter uns 4 metros ou um pouquinho mais].  É uma planta bem resistente que gosta de sol pleno, chegando a meia sombra e consegue viver com pouca água, podendo ser regada só uma vez por semana.   Gosta de solos arenosos ricos em matéria orgânica com ótima drenagem e do clima quente e seco, por isso evidentemente está entre as plantas favoritas dos jardins à beira-mar no Rio de Janeiro.

Suas flores são assim como mostra a foto, em cachos, a maioria empinada.  Como se fossem um grupo grande de pequenas campânulas.  Cachos de vistosas “conchinhas” que contrastam bastante com as folhas alongadas, que têm uma aparência de espinhosa, mas não têm espinhos, nem na pontinha.  Dizem que as flores duram bastante tempo e por isso podem ser usadas em arranjos florais.  Floresce no final da primavera e no verão.

Este arbusto encontra-se no Rio de Janeiro, à beira da praia do Leblon.  Disse-me o porteiro/jardineiro que não é planta que se pode.  As informações que consegui na internet indicam que ele estava certo, que se deve simplesmente retirar as folhas secas.  Só quando adulta ela poderia ser podada.  Mas tem uma natureza agreste que não convida à poda.

Bela opção para um jardim costeiro.  Encanta.  Foi um prazer passar um quarto de hora à volta desse exemplar.

NOME CIENTÍFICO: Yucca elephantipes

NOME POPULAR: Iuca-elefante,vela-de-pureza

FAMÍLIA: Agaviaceae.

CICLO DE VIDA: Perene.

ORIGEM: Guatemala e México.

PORTE: DE 4 a 6 metros de altura.





O verde do meu bairro: pau-formiga

3 06 2011
Pau-formiga em flor.

O mês de maio aqui no Rio de Janeiro é agraciado com uma das florações mais espetaculares nas árvores tropicais usadas no paisagismo dos terrenos de casas e edifícios de apartamentos.  O responsável pela bela mudança da paisagem é o pau de formiga.  Esta árvore de folhas largas arredondadas como muitas das belas folhagens tropicais é uma das árvores favoritas dos jardins arborizados do Leblon.   Extremamente vistosas, as flores aparecem em maio em grupos saindo de um só ramo, como se fossem ramalhetes pré-arrumados,  prontos para um arranjo decorativo.

Chama-se Pau-formiga, por uma característica muito interessante: seu tronco é oco e sempre serve de moradia para um formigueiro, em geral de formigas tachi, que protegem essa árvore dos herbíforos.   É uma árvore perfeita também para a paisagem urbana se não estiver atrapalhada por fios elétricos, porque além de vistosa com bela floração ( tanto a planta macho quanto a fêmea), cresce até 20 metros de altura, fazendo um grande e majestoso contraponto a plantas e outras árvores de menor porte.  E como não têm raízes que danifiquem as calçadas são ideais para o uso nas cidades.

É natural do Brasil.  Como tal, é de grande valia nos processos de reflorestamento.   Só a planta fêmea tem floração colorida, que vai do vermelho alaranjado ao rosa pálido.    As plantas macho têm floração mais delicada, tímida e acinzentada, mas também são extremamente decorativas.  É bom lembrar que ambas as árvores são necessárias para a propagação.   O pau-formiga é uma árvore perfeita para plantio no sudeste brasileiro, já que fica feliz e satisfeita com o clima quente e úmido.  E gosta de sol e de solo fértil, enriquecido, úmido e bem irrigado.   São árvores que crescem muito empertigadas, certinhas, sem se esparramarem e têm a forma de um grande cilindro ou de uma grande pirâmide.  Assim sendo, não devem ser podadas para não perderem as características que as fazem tão especiais.   Multiplicam-se por sementes, e crescem ainda mais felizes se forem fertilizadas no verão e na primavera.   Floradas no final do outono e no inverno, dependendo da região.  No Rio de Janeiro pau-formiga é a árvore do Dia das Mães, floresce no mês de maio.

Nome Científico: Triplaris brasiliana

Sinonímia: Triplaris brasiliensis, Triplaris pyramidalis

Nome Popular: Pau-formiga, Pau-de-novato, Formigueiro, Novateiro, Pau-de-formiga, Paliteiro, Taquari, Pajeú, Tachi, Tangarana

Família: Polygonaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: Brasil

Ciclo de Vida: Perene

Fonte:  Jardineiro





O verde do meu bairro: hibisco-colibri

11 05 2011

Hibisco-colibri, [Malvaviscus arboreus]

Nos fundos do edifício onde eu morava quando era criança, aqui no Rio de Janeiro, havia um muro alto que dava para os fundos de uma escola.  Ao longo desse muro, no nosso jardim, estavam plantados hibiscos-colibris, como os da foto acima.  A minha lembrança dessas plantas vai além do contraste do verde escuro de suas folhas com o vermelho-alaranjado das flores que nunca se abrem.  Elas vão além também dos beija-flores que tremulavam em vôos rápidos em torno dessas flores.  Minhas memórias estão associadas ao gosto de mel que sentíamos quando chupávamos suas pétalas, após retirarmos o fundo da flor [a sépala]. E sugávamos.  Fazíamos isso quando não havia nada melhor para fazer, quando as brincadeiras se esgotavam ou quando esperávamos nossos amigos descerem para brincar.   Na verdade não era muito doce, tinha uma lembrança do gosto de mel.  Como gosto, não era lá nada demais.  Mas gostávamos de fazer isso porque demonstrávamos  nossos conhecimentos, nossa sabedoria adquirida ‘na rua’.

Esses hibiscos, não existem nos Estados Unidos – na parte continental – onde morei por muitos anos.  Tampouco sobrevivem no Mediterrâneo e vizinhanças, por onde também permaneci alguns anos.  E toda vez que eu vinha ao Brasil, visitar a família, ficava encantada com o colorido exemplar desses arbustos, que abundam na paisagem urbana do Rio de Janeiro.   Agora, residente da cidade, faço parte daqueles que fotografam a beleza tropical dessa planta.  Adoro-a!  Se eu tivesse um jardim, esse hibisco certamente teria um lugar reservado.

Hibisco-colibri

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Salta aos olhos a luxúria de suas flores vermelhas ao encontro da folhagem.  Esse é um arbusto que pode chegar a uns quatro metros de altura e parece ter flores o ano inteiro, ainda que aqui no Rio de Janeiro,  os meses de outono parecem trazer maior abundância nessas plantas.  É nativo do Brasil, da América do Sul e do México.  Tem a peculiaridade de ter flores, vistosas que nunca se abrem. Permanecem fechadas, próprias mesmo para os biquinhos longos dos beija-flores que as adoram.  Dá uma única flor, por ramo, na ponta, e pende como um sininho solitário.  Mas o efeito é espetacular, quando vemos muitos “sininhos” vermelhos…  É muito usada em cercas vivas, ou, como no caso mostrado na foto, debruçando-se sobre um muro.   É um arbusto lenhoso que exige pouca manutenção, mas precisa de sol, abundante e solo fértil. Não se dá bem no frio, nem em lugar de geada.  Sua reprodução é por estaquia de galhos e se reproduz facilmente.

Para maiores informações:    Jardineiro





O verde do meu bairro: abricó de macaco

14 03 2011

Abricó de Macaco Couroupita guianensis Aubl.; Lecythidaceae]

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Uma das grandes vantagens de se morar fora da nossa terra natal é ter olhos diferenciados na volta, olhos “quase estrangeiros” que se deliciam com as coisas que os nativos nem sempre percebem ser tão singulares.  A minha visão do Brasil e do Rio de Janeiro, certamente voltou diferente, e contrário ao que muitos pensam, quase tudo, que nos faz o que somos, é positivo.  O negativo é menor e felizmente corrigível.  Ou seja com uma boa educação conseguiremos resultados ímpares.

A nossa flora, não só a nativa, mas a importada há muitos séculos, como a mangueira, está entre as coisas mais extraordinárias que temos.  E esses exemplos de tropicalismo verde nos enchem os olhos sem que notemos, sem nos darmos conta de que são raros os lugares do mundo com a abundância de variedades de verde presentes  no nosso dia a dia.  Assim sendo, começo hoje pequenas postagens sobre a nossa exuberância tropical, me concentrando nas plantas, nas árvores, naquilo verde que encontro no meu bairro e ruas periféricas que percorro nas caminhadas matutinas.  

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Abricó de macaco

Sem dúvida uma árvore esdrúxula.  Não há como negar.  Prestem atenção: é uma árvore alta,  pode chegar aos 30 metros quando em seu habitat natural [as cultivadas são mais baixas],  que dá flores e frutos, não em sua copa, mas em seu tronco.  Florida é um assombro da natureza.  Flores grandes, carnudas e perfumadas: rosadas, com lustro como se fossem enceradas…  As abelhas as adoram.  As mamangabas também.  Ainda bem, porque sem elas, não haveria polinização.   O abricó de macaco dá frutos ao alcance das mãos.  Poderíamos imaginar ser uma árvore de um mítico paraíso, de uma “terra em que se plantando tudo dá”, de um local onde não se precisa nem subir num tronco para colher um fruto.  Mas… nem sempre é assim…  Apesar de serem comestíveis, seus frutos em geral são apreciados só pelos pássaros e animais:  quando maduros, a polpa exala um cheiro muito desagradável aos seres humanos.  Assim os frutos, que são bem grandes, redondos com quase 20 cm de diâmetro, e podem pesar 3 kg, são deixados ao léu.  O fruto tem uma casca meio dura, como uma casquinha de árvore e tem a mesma cor,  mas a polpa é bastante apreciada por pássaros e … macacos.   Daí o nome:  abricó de macaco.

É nativa do Brasil.  Da Amazônia.  Pensem bem, que outro lugar do mundo poderia ter tanto charme?  Porque ela é amazônica,  também é nativa dos nossos vizinhos:  Peru, Equador, Colômbia, Guiana, Suriname,  e Venezuela.

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Por causa de seus frutos pesados e do mau cheiro das polpas maduras, não é recomendado o uso dessas árvores para calçadas, para lugares próximos às residências.  Mesmo assim o Rio de Janeiro tem um número muito grande dessas árvores ladeando ruas.  A da foto está na Praça Santo Dumont, na Gávea.

De acordo com FLORES NA WEB, para produção de mudas:

Recolher os frutos no chão logo após sua queda natural, quebrando-os manualmente para a retirada das sementes imersas na polpa suculenta. Para isso, lava-se a polpa em água corrente dentro de uma peneira, separando-se as sementes e deixando-as secar a sombra. Um kg de sementes contém aproximadamente 3500 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é inferior a 120 dias. Para obtenção de mudas, colocar as sementes para germinação logo que colhidas e preparadas em canteiros semi-sombreados ou diretamente em embalagens individuais contendo substrato organo-argiloso (solo vegetal argiloso com esterco bem curtido). Cobri-las com uma camada de 1 cm do mesmo substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 8-15 dias e a taxa de germinação é geralmente superior a 80%. Após 5-7 meses com as mudas alcançando 6-10 cm de altura já podem ser levadas para o plantio no local definitivo. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido, podendo atingir 3,5 m de altura aos 2 anos.