5 de dezembro, dia de Krampus. Quem é aquela figura estranha ao lado de Papai Noel?

5 12 2011

Krampus moderno, art digital.

Se você ainda não ouviu falar no Krampus, não se preocupe, poucas pessoas o conhecem.  Mas quem o conhece, não esquece.  O Krampus [grafia alemã] é um ser mítico, fantástico  — definitivamente um ser do Mal —  muito conhecido das populações das aldeias e  cidadezinhas dos Alpes.  Ele também habita a imaginação européia através do folclore na Áustria, Alemanha, Alsácia,  Suíça, Eslovênia, e demais áreas  das montanhas alpinas.  Faz parte da cultura local desde tempos imemoriais.  Apesar de muito antigo e limitado geograficamente aos Alpes, sua influência afeta alguns costumes natalinos de outras terras, até hoje.

De acordo com as lendas, Krampus começa as festividades do Natal na noite do dia 5 de dezembro.  Ele é um companheiro de São Nicolau, ou como dizemos por aqui, de Papai Noel.  Ele é o contraponto ao Papai Noel, e ao invés de dar presentes às criancinhas das aldeias, Krampus invade as casas das pessoas e retira delas as crianças que foram más, que mentiram, que fizeram pirraça…  E ele as leva.  Nada de presentes para crianças más…

Cartão de Natal com as representações de Krampus e São Nicolau, século XX, década de 20-30.

Krampus não é nada mais nada menos do que a inserção nas festividades natalinas de um demônio bastante conhecido nessas regiões e já temido por todos, que foi incorporado pelo cristianismo.  Ele aparece lado a lado com o mais bondoso dos santos, aquele que distribui presentes às crianças.  Assim, ajuda a equilibrar as forças do bem e do mal, servindo como um freio social, como um lembrete de que  as  crianças precisam ser boazinhas e comportadas para ganharem presentes de Natal: presentes não vêm automaticamente .  Foi uma maneira inteligente de manter em cheque as crenças pagãs que teimavam em ressucitar.   Já no século IV da nossa era, o Papa Gregório, havia aconselhado Santo Agostinho a permitir que esse personagem pagão fosse incorporado às festividades desde que fosse rebatizado.  Krampus é o novo nome dessa entidade: Percht ou Perchta.  Bartl,  Ruprecht, Knecht Ruprecht, são alguns dos muitos outros nomes de Krampus.

Krampus e São Nicolau.

Perchta era uma deusa pagã da região alpina, que aparece em duas formas: ou sedutora belíssima, branca como a neve, ou como um demônio em trapos.  A ela cabia a vigilância dos animais no início do inverno e a visita às casas para se certificar de que a fiação da lã estava sendo feita corretamente.  Seu dia festivo era o dia 6 de janeiro e sua festa foi incorporad às festas da Epifania no calendário cristão.

São Nicolau acompanhado por Krampus, cartão postal 1901.

Até hoje, tradicionalmente, jovens rapazes das regiões Alpinas se vestem como Krampus – principalmente na cidade que é centro de comércio na Bavária, chamada Berchtesgaden, e desfilam acompanhando São Nicolau, durante as primeiras duas semanas de dezembro.

Procissão de São Nicolau acompanhado de seus ajudantes Krampus.  Região alpina da Alemanha.

Até 1969, quando a Igreja Católica Apostólica Romana retirou do seu calendário oficial a Festa de São Nicolau, celebrada no dia 6 de dezembro, grande ênfase dessa procissão e das travessuras feitas pelos rapazes vestidos de Krampus, era dada à noite do dia 5 de dezembro, véspera do dia da festa em que trocava-se presentes na região.

São Nicolau chega à cidade acompanhado de Krampus, cartão de Natal da Bavária.

Os rapazes reproduziam o que todos sabiam que Krampus fazia:  andavam sem objetivo nas ruas, alarmando as crianças, colocando medo naquelas que haviam se comportado mal e arrastavam pesadas correntes de ferro aumentando a algazarra.  A imagem de Krampus é aquele ser com uma longa língua vermelha, coberto de pelos, carrega correntes e tem na mão um freixo de galhos de madeira com o qual ameaça as crianças que se comportam mal ou que não sabem suas lições.

Krampus levando as crianças embora.

Na Áustria, Krampus pode mais comumente  ter chifres e cascos de cabra no lugar dos pés.  Sua aparência é a de um diabo, como é representado mais comumente.   Foi só no final do século XIX, por volta de 1890 que sua imagem começou a aparecer nos cartões de Natal acompanhando São Nicolau.   Aparecia frequentemente com os dizeres “Gruss vom Krampus” [Saudações de Krampus] ou com a frase “Brav Sein!” [Comporte-se!].

Menino ameaçado por Krampus.

No final do século XIX a popularidade de Krampus era grande e passou a fazer suas aparições também ao norte da Alemanha.

Krampus com as crianças.

Krampus estava sempre pronto a punir as crianças que não se comportavam.  E evidentemente colocava-as em fila e as levava para algum lugar.  Ainda não consegui descobrir para onde iam.

Visitas: São Nicolau e Krampus.  As crianças parecem apavoradas!

Saudações de Nicolau!

Krampus, São Nicolau, crianças e gatinho.

As visitas que Krampus fazia às casas das pessoas para verificar quem era bom e quem não era, não só fizeram algum sucesso nas artes gráficas como também, devidamente digeridas, sanitarizadas e embelezadas vieram a fazer parte do panorama cultural dos Estados Unidos, terra que acolheu imigrantes de todo o mundo cada qual com suas tradições e hábitos culturais.  O resultado são referências a tradições de outros lugares do mundo, no dia a dia americano.  No caso da celebração do Natal há uma evidente correspondência entre outros aspectos ao da letra de uma das músicas mais conhecidas de Natal, nos EUA: Santa Claus is coming to town. [Papai Noel está chegando].  Vejamos se não é uma referência a dupla alpina que ocupa as nossas atenções hoje?

You better watch out                                                  
You better not cry   
Better not pout 
I’m telling you why
Santa Claus is coming to town 
He’s making a list 
And checking it twice;   
Gonna find out Who’s naughty and nice 
Santa Claus is coming to town     
He sees you when you’re sleeping  
He knows when you’re awake 
He knows if you’ve been bad or good  
So be good for goodness sake! 
O! You better watch out!
You better not cry
Better not pout   
I’m telling you why
Santa Claus is coming to town 
Santa Claus is coming to town
——

É melhor tomar cuidado
É melhor você não chorar
Melhor não emburrar
Estou dizendo porque
Papai Noel está vindo para cá
Ele está fazendo uma lista
E verificando-a duas vezes;
Vou descobrir quem é levado e quem não é
Papai Noel está vindo para a cidade
Ele vê quando você está dormindo
Ele sabe quando  está acordado
Ele sabe se você foi mau ou bom
Então, seja bom pelo amor de Deus!
O! É melhor tomar cuidado!
É melhor você não chorar
Melhor não emburrar
Estou dizendo porque
Papai Noel está vindo para a cidade
Papai Noel está vindo para a cidade .

Não tenho mais informações sobre Krampus além de saber que  depois de quase desaparecer, voltou a ser invocado e a fazer suas trapalhadas na mesma região em que nasceu.  Krampus é hoje em dia um dos personagens que gera festas, eventos, e todo tipo de manifestação cultural na Áustria, na Bavária, na região alpina.

A seguir outras imagens de Krampus encontradas em cartões ou em postais de Natal.

São Nicolau e Krampus.

Menina implorando a Krampus.

Krampus entra em casa um pouquinho à frente de São Nicola…

Menina com boneco de Krampus na mão.

Papai Noel com boneco Krampus nas mãos.

Obra digital século XXI, Krampus no jardim, São Nicolau na casa.




Os leitores sugerem: livros para adolescentes, neste Natal e sempre

4 12 2011

Ilustração, autoria desconhecida.

Está na hora de novo: que livros comprar para os jovens que conhecemos?  Este ano farei duas postagens sobre o assunto: a primeira, hoje.  Aqui estarão os livros sugeridos pelos leitores do blog.  Trata-se de leitura que adolescentes possam gostar.  E os títulos foram todos sugeridos pelos leitores.  A próxima postagem tratará dos livros que eu selecionei como minhas escolhas para presentes esse ano, independente do que os leitores sugeriram.  Foram muitas as séries e grande a variedade.  Por causa disso peço que leiam com atenção porque está um pouco mais misturado do que nas postagens anteriores, i. e. aventura e vampiros; romance, tópicos jóvens, autores brasileiros e estrangeiros.  Paciência.  A gente chega lá.

Ao todo, 91 diferentes títulos foram mencionados.  Poucos, muito poucos já haviam sido citados nesse blog, anteriormente.  Foram repetidos quando entraram nos mesmos parâmetros dos demais.   A seleção foi baseada nos seguintes parâmetros:

1 – Títulos mencionados mais de uma vez por diferentes pessoas.

2 – Verificação de notas dadas por leitores em portais especializados como SKOOB, por exemplo.  Não postei livros com menos e 60% de aprovação.

3 – Alguns autores foram mencionados como:  todos os JK Rowling, todos os….  Esses estão mencionados no final.

4 – A esmagadora maioria dos votos foi para autores estrangeiros.  Fiz uma pequena lista de menção honrosa no final dessa postagem sugerindo os autores brasileiros mencionados.

PS: A lista não está em ordem nenhuma significativa.  Tentei variar os assuntos, senão poderíamos ter uma postagem em que os primeiros 8 itens fossem VAMPIROS, por exemplo.

Querido diário otário  — série

de Jim Bentom, Editora Fundamento [ www.editorafundamento.com.br]

Capas dos primeiros 6 volumes.

Por enquanto são 12 livros acompanhando a vida de Jamie Kelly.  Ela mora com a mãe, que é uma péssima cozinheira, o pai e seu adorável cachorro com o indicativo  nome de Fedido, um beagle, que como todos os cães de sua espécie tem um odor específico, nesse caso desagradável e que brinca e namora seu brinquedinho “Nojogosma”, nome dado por Jamie ao brinquedo.  Também vive com ela a filha do Fedido, Fedidita, que tem como mãe Framboesa. Jamie estuda no Colégio Mackerel, onde sua a menina Isabella Vinchella,  de 12 anos como ela, aparece como “malvada” ou “cruel”, na maioria das vezes.  Na escola ela também conhece Angelina, uma menina loura e “gloriosamente” bonita que Jamie odeia.  Angelina, porém, se mostra melhor que Isabella em algumas partes. Outros alunos  fazem parte do grupo de personagens das histórias, entre eles Lucas Ribas, o ” 8º garoto mais bonito da escola “, por quem Jamie é apaixonada.

O livro das estrelas — trilogia

de Erik L’Homme, editora Rocco [www.rocco.com.br]

O livro das estrelas é um dos maiores êxitos editoriais dos últimos tempos no mundo e principalmente na França, terra natal do auto que foi distinguido com vários prêmios literários.  É uma trilogia baseada em ficção fantasiosa sobre um garoto chamado Guillemot que tem entre 12 e 13 anos e vive com a mãe no vilarejo de Troil, no país de Ys, localizado entre dois mundos: o Mundo Certo (o nosso) e o Mundo Incerto, que é um lugar assustador com criaturas horríveis e também governado pela “Treva” (que ninguém conhece).

Qadehar, o Feiticeiro – O Livro das Estrelas – vol. 1

Em uma ilha chamada Ys, localizada entre o Mundo Certo e o Mundo Incerto, vive Guillemot, um menino de 12 anos que vai participar de uma emocionante aventura, recheada de poderes mágicos e tramas sombrias. Tudo começa quando o garoto encontra o feiticeiro mais importante de Ys. Os poderes do menino começam a se manifestar e Qadehar, o feiticeiro, o ajuda a descobrir o mistério que envolve o seqüestro de sua maior inimiga. A primeira aventura fantástica da trilogia O Livro das Estrelas, uma jornada de outro mundo.

O Senhor Sha – O Livro das Estrelas – vol. 2

Guilherme de Troll, o Aprendiz de Feiticeiro, escapou por um triz às forças malignas do Mundo Incerto. Depois de muitas aventuras, concentra-se agora na aprendizagem da magia. Mas a ameaça de um ataque ainda paira sobre a Ilha Perdida e os feiticeiros da Guilda concebem um plano para atacar a Escuridão – um plano condenado ao fracasso.  Torna-se evidente que há um traidor em Gifdu e a desconfiança recai sobre o Mestre de Guilherme, Qadehar. Mas quem é, afinal, o sinistro Lorde Sha que se infiltrou no mosteiro? Porque motivo quer encontrar Guilherme? Saberá ele onde se encontra O Livro das Estrelas?

O Rosto da Treva – O Livro das Estrelas – vol. 3

Último volume da trilogia O LIVRO DAS ESTRELAS : A notícia caiu como uma bomba na Ilha Perdida: Guilherme estava refém da Escuridão, o adversário mais temível que jamais enfrentara. Ao mantê-lo prisioneiro, a Escuridão esperava desvendar os últimos segredos de O Livro das Estrelas.  Para o libertar, um grupo de Cavaleiros, liderado por Qadehar, alia-se aos Homens Livres do Mundo Incerto e, juntos, partem à procura do Aprendiz de Feiticeiro.  Por seu lado, os amigos de Guilherme tudo fazem, também, para o resgatar, enquanto na torre, onde se encontra prisioneiro, este trava uma luta sem tréguas com a Escuridão.  Apesar dos seus poderes extraordinários, será Guilherme capaz de resistir à Escuridão, essa entidade maléfica que ameaça dominar os Três Mundos?

Ilustração “Family Matters”, sem indicação de autoria.

A morada da noite — série

de P.C. Cast e Kristin Cast, Editora Novo Século [ www.novoseculo.com.br]

Os primeiros 5 volumes de um total de 12 prometidos.

Esta é uma série de doze livros, lançada originalmente em 2007, e criada pela autora norte-americana P.C. Cast, com co-autoria de sua filha Kristin Cast.  A série inclui os títulos: Marcada, Traída, Escolhida, Indomada, Caçada, Tentada, Despertada, entre outros.  Nesses volumes seguimos a história da adolescente Zoey Redbird.  No mundo que Zoey, a nossa adolescente-heroína, habita vampiros sempre existiram entre os humanos e convivem tranquilamente com eles.  O que os torna diferentes são as marcas que têm no corpo.  Um dia, Zoey é marcada com o símbolo dos vampiros e se vê obrigada ir para A morada da noite, num universo alternativo, deixando para trás amigos, namorado e a família.  Lá ela terá um treinamento necessário para sua vida adulta como vampira. Ela passa por várias transformações, que podem torná-la vampira, ou matá-la, caso seu corpo rejeite a mudança.

Marley & Eu: a vida e o amor ao lado do pior cão do mundo

de John Grogan, Editora Prestígio [www.ediouro.com.br]

Este é um livro de não-ficção escrito pelo jornalista norte-americano John Grogan.  Através de uma narrativa em primeira pessoa, o autor relata a história real de seu cachorro da raça labrador,  chamado Marley, durante os treze anos em que foram companheiros de vida.  John e Jenny eram recém-casados e estavam começando a sua vida juntos, quando levaram para casa Marley, “um bola de pêlo amarelo em forma de cachorro”, que, rapidamente, se transformou num labrador enorme e encorpado de 43 quilos.    Era um cão como não havia outro nas redondezas: arrombava portas, estragava paredes, babava nas visitas, comia roupa do varal alheio e abocanhava tudo a que pudesse. De nada lhe valeram os tranqüilizantes receitados pelo veterinário, nem a “escola de boas maneiras“, de onde, aliás, foi expulso. Mas, acima de tudo, Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional.


A fantástica fábrica de chocolate

de Roald Dahl, Editora Martins Fontes

Atenção:  algumas livrarias ainda têm esse livro, mas o portal da Martins Fontes não reconhece o livro como em oferta para venda.

Ninguém sabia o que acontecia dentro daquela fábrica de chocolate. Havia gente trabalhando nela, claro, mas ninguém entrava e ninguém saía. Só saíam os doces e os chocolates, bem embrulhadinhos, prontos para serem vendidos. Um dia, os portões da fábrica se abriram para os cinco felizardos ganhadores do Cupom Dourado – e o mistério se desvendou. O leitor é convidado a conhecer o rio de chocolate, a grama de açúcar mentolado, os caramelos de cabelo e mil outras delícias – tudo isso na companhia do incrível Sr. Wonka, o dono da Fantástica Fábrica de Chocolate.

O menino do dedo verde

de Maurice Droun, editora José Olympio [www.record. com.br]

Era uma vez Tistu, um menino diferente de todo mundo, um menino muito feliz, que nasceu e foi criado com todo o luxo que seus belos pais – donos da maior fábrica de canhões do mundo – podiam dar e o dinheiro podia comprar. Morava numa mansão – a “Casa-que-Brilha” – e tinha criados que o adoravam.   Com uma vidinha inteiramente sua, o pequeno de olhos azuis e cabelos loiros deixava impressões digitais que suscitavam o reverdecimento e a alegria. As proezas de seu dedo verde eram originais e um segredo entre ele e o velho jardineiro, Bigode, para quem seu polegar era invisível e seu talento, oculto, um dom do céu.  Com as aulas do Senhor Trovões, ele entra em contato com a violência urbana cotidiana e conhece a infelicidade e a tristeza. Inconformado, Tistu decide mudar o mundo apenas com o toque de seu dedo verde, começando pela cidade onde mora, Mirapólvora.

George e o Segredo do Universo George e a Caça ao tesouro Cósmico

De Lucy e Stephen Hawking, Editora Ediouro [www.ediouro.com.br]

George e o Segredo do Universo

Radicais, os pais de George não o deixam ter acesso à tecnologia. Mas junto com a amiga Annie e um supercomputador, eles farão uma viagem de aventura e aprendizado pelo espaço sideral. Um enredo criado para mostrar as revolucionárias idéias e conceitos de Física e Astrofísica de Stephen Hawking sobre o Universo, de uma forma divertida para o público infantil.

George e a Caça ao Tesouro Cósmico

Esta empolgante aventura não é só uma história emocionante em busca de um tesouro cósmico. Mas também uma forma divertida de conhecer a ciência do nosso Universo. Stephen Hawking, um dos mais importantes cientistas do mundo, se uniu a sua filha Lucy, para tornar a ciência atraente e empolgante para jovens e adultos. George e a caça ao tesouro cósmico é a continuação do bestseller George e o Segredo do Universo.

Ilustração de Abgail Zambon.

Soul Love – À noite o céu é perfeito!

de Lynda Waterhouse,  Editora Melhoramentos

Atenção:  Este livro só pode ser achado em sebos. Sugiro que procurem na Estante Virtual [www.estantevirtual.com.br] Coloquei-o aqui na lista dado o grande número de votos que recebeu e pelas resenhas quase que unanimemente elogiosas.

Jenna não quer trair os amigos e não revelará o que se esconde por trás de sua expulsão do colégio, assumindo toda a culpa sozinha. Como castigo sua mãe a levou para passar algum tempo com uma tia numa tediosa cidadezinha do interior. É lá que Jenna encontra Gabe, um rapaz autêntico, melancólico e reservado. Completamente diferente de todas as outras pessoas ela conhece. É inevitável: Jenna se apaixona por ele. Será que Gabe é sua alma gêmea? Ele mostra a Jenna a beleza de um céu noturno sem nuvens, escuro, um contraste perfeito para o brilho das estrelas. E, em meio a livros, música, poesia e noites estreladas, o sentimento entre eles se torna cada vez mais forte. Mas Cleo, uma garota antipática que tem uma ligação muito estranha com Gabe, não está gostando nada desse romance. Afinal, ela não quer que ninguém mais saiba o grande segredo de Gabe…

Coração de Tinta

De Cornelia Funke, Editora Companhia das Letras [www.companhiadasletras.com.br]

Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição.

É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado Coração de tinta. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada.

Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de Coração de tinta um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente seqüestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu.

Tobias Lolness:  A Vida na Árvore

De Timothée de Fombelle, Editora Rocco [www.rocco.com.br]

Bem-vindo à Árvore, um mundo em miniatura onde as pessoas medem menos de dois milímetros de altura e a Natureza tem todo o poder sobre os seres vivos. É lá onde mora Tobias, de 13 anos. Como seu pai, o professor Lolness, recusa-se a revelar o segredo que pode pôr em risco a vida na Árvore, sua família é condenada à morte. Para fugir da perseguição, eles são obrigados a deixar os Cumes e se exilar nos Galhos-Baixos. Assim, em meio à luta pela própria sobrevivência, Tobias acaba conhecendo lugares e pessoas nunca antes imaginados e também a brava e bela Elisha Lee.

Tobias Lolness: Os olhos de Elisha

de Timothée de Fombelle, Editora Rocco [www.rocco.com.br]

O herói de 13 anos e apenas um milímetro e meio de altura que emocionou leitores em mais de vinte países, abocanhou diversos prêmios literários e foi aclamado pela crítica em todo o mundo está de volta. Tobias Lolness, protagonista da série de mesmo nome escrita pelo francês Timothée de Fombelle, sobreviveu a grandes desafios desde que sua família foi exilada devido às cobiçadas descobertas científicas de seu pai em Tobias Lolness – A vida na Árvore. Nesse volume, uma enorme cratera foi aberta no interior da grande Árvore e os galhos foram invadidos por musgos e parasitas, controlados por um terrível tirano. A população dos Galhos Baixos vive subjugada, e Elisha Lee foi feita prisioneira. Tobias sabe que não pode fechar os olhos para a situação de miséria, opressão e medo que se instalou. E resolve lutar por liberdade, justiça e pelo seu grande amor. Conseguirá o pequeno herói vencer mais esta batalha?

Rangers: a ordem dos arqueiros, 1 -12 volumes

de  John Flanagan, Editora Fundamento [www.editorafundamento.com.br]

Aqui a foto de 6 dos 12 volumes dos Rangers, muito mencionado entre os meus leitores.

Sinopse do primeiro volume:

Durante a vida inteira, o pequeno e frágil Will sonhou em ser um forte e bravo guerreiro, como o pai, que ele nunca conheceu. Por isso, ficou arrasado quando não conseguiu entrar para a Escola de Guerra.   A partir daí, sua vida tomou um rumo inesperado: ele se tornou o aprendiz de Halt, o misterioso arqueiro, que muitos acreditam ter habilidades que só podem ser resultado de alguma feitiçaria.
Relutante, Will aprendeu a usar as armas secretas dos arqueiros: o arco, a flecha, uma capa manchada e… um pequeno pônei muito teimoso. Podem não ser a espada e o cavalo que ele desejava, mas foi com eles que Will e Halt partiram em uma perigosa missão: impedir o assassinato do rei.   Essa será uma viagem de descobertas e aventuras fantásticas, na qual Will aprenderá que as armas dos arqueiros são muito mais valiosas do que ele imaginava.

Os 11 volumes seguintes seguem a história dessa saga.

Menções honrosas para os seguintes escritores:

Brasileiros: 

Marcos Rey, Pedro Bandeira, Lygia Bojunga, José Mauro de Vasconcellos, Luiz Alfredo Garcia-Roza.

Estrangeiros:

Sidney Sheldon, Stepheny Meyer, Emily Giffin, Aprilynne Pike, Annie Bryant, Anne Rice.

NOTA: É importante que você leia a sinopse desses livros — procure na internet — antes de comprá-los.  Leitores de 12 a 17 anos se desenvolvem de maneiras diferentes, tem preferências próprias e experiências de vida diversas.  É importante que se leve em consideração a temática para sugerir livros ou presentear com livros.





Poema de Natal, Walmir Ayala

3 12 2011

Sagrada Família sob uma palmeira, 1508, tondo

Rafael Sanzio de Urbino, (Itália, 1483-1520)

tondo, óleo

The Edinburgh National Gallery, Escócia

[Nota: Tondo é uma palavra da Renascença Italiana, que quer dizer uma obra de arte em forma circular, quer seja uma pintura ou uma escultura.  Na história da arte manteve-se esse nome em quase todas as línguas com o mesmo significado: inglês, francês, alemão, etc.  No Brasil, no entanto, talvez por não termos muitas obras do período renascentista, a palavra tondo é raramente usada e uma obra de arte redonda, em geral posterior, é com frequência chamada de medalhão. ]

Poema de Natal  (1963)

Walmir Ayala

Se não nascesses

como cerraríamos tranquilamente os olhos

no lençol do tempo?

Se não nascesses

como entender a noite com seus fantasmas e seus doces

perfumes,

como entender a insônia?

Se não nascesses

como aceitar o aceno ardente dos mortos,

seus olhos de saudade em nossos olhos

de espanto?

Se não nascesses

onde encontrar ainda forças para o canto?

Novembro de  1963

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      





Pintarroxo, o pássaro do Cartão de Natal por excelência!

3 12 2011

Pintarroxo, década de 1990

O pintarroxo, pássaro comum na Europa, no norte da África e ao oeste da Ásia, talvez seja o pássaro com maior participação nas representações do espírito natalino, no hemisfério norte.  Seu equivalênte na América do Norte, o Robin Americano, marca presença até os dias de hoje.

Ora aparece em grupos, ora sozinho.  Quase sempre piando, cantando, feliz da vida, pousado num galho de azevinho coberto de neve.

Cartão postal de Natal de 1913, com pintarroxos na cerca nevada.

Sempre aparecem com o peito estufado deixando aparente a plumagem avermelhada característica da espécie.

É representado repolhudo, com a plumagem eriçada, como os pássaros fazem para se esquentar no frio.

Cartão de Natal, EUA.

Cartão postal de Natal, Inglaterra.

Cartão postal de Natal, EUA.

Cartão de Natal, década de 1970: pintarroxo na paisagem.

Cartão postal de Natal, décadas de 1920-30 , período Art Deco, EUA.

Pintarroxos do peito vermelho em vôo.  Cartão postal de Natal,  1930.

Cartão de Natal, final do século XX, EUA.

Cartão de Natal com pintarroxo num tronco, neve e azevinho, EUA.
Sete pintarroxos em galho coberto de neve, cartão de Natal, por A.F. Lydon.

Pintarroxos são também os pássaros que se apresentam, na época de Natal, personificados, ou seja, agindo de maneira como dos homens:  trazendo cartas como carteiro, segurando velas, passeando com carrinho de bebê, como mostram as fotos a seguir.

Vestidos de carteiros, eles vêm entregar à janela os desejos de um Feliz Natal.

Uma família de pintarroxos passeia, empurrando o carrinho com dois bebês pintarroxos, na neve, Inglaterra.
Que toda a alegria possa iluminar as horas do seu Natal!” [acredito que seja da Inglaterra]

O bom pintarroxo, cartão de Natal da época Vitoriana, com mendigos, Inglaterra.

Pintarroxos com roupinhas de humanos, se alimentando na neve.  França, década de 1970.




A árvore de Natal de Jean Lou, texto de Gregório José

2 12 2011

A árvore de Natal de Jean Lou:

um conto de Natal

Gregório José

 –

A história passa-se perto de uma aldeia de Vesges, numa casa isolada, próximo de uma floresta de pinheiros.

— Papá, perguntou Jean Lou, quando acordou – Quero uma árvore de Natal.  Os meus amigos da aldeia vão todos ter uma.

–Mas tu não tens necessidade de uma árvore de Natal, respondeu-lhe o pai.  – Há tantas em volta da casa.

— Não árvores de Natal, são pinheiros.

— É a mesma coisa.

Oh, não, não era a mesma coisa, pensou o filho.  Para um pinheiro se tornar uma árvore de Natal, é preciso que se ilumine, e que tenha prendas para os meninos!

Jean Lou sentiu o coração encher-se de desgosto.  A mamã tinha morrido na Primavera, e op ai, sozinho com dois filhos, não substituía a sua ternura.  Mas Jean não perdera de todo a esperança e perguntou ao irmão mais velho, Lucien, — O que é preciso para ter uma árvore de Natal.

Ora os pintarroxos, essas avezinhas simpáticas de babete vermelho, vão próximo das casas, não têm medo das pessoas, mas vivem sempre isoladas.  Jean Lou entrou em casa,  colou o rosto  contra o vidro da janela e observou atentamente a estrada.  Era o entardecer.  Um pintarroxo pousou nela, de seguida um outro sobre um arbusto. O coração do menino saltou acelerado, enquanto via um terceiro pousar sobre um tufo de ervas.

— Um, dois, três… contou o rapazinho.

— Vejo-os, vejo os três pintarroxos, vou ter a minha árvore de Natal!

Precipitou-se de encontro a Lucien, que regressava do campo: — Vou ter minha árvore de Natal!

— Mas que se passa?  Admirou-se Lucien, que tinha esquecido a brincadeira.

— Vi três  pintarroxos juntos!

—  Juntos?  Uns ao lado dos outros?

— Não. Um na estrada, outro num arbusto e outro sobre a relva.  Mas vi-os ao mesmo tempo.  Vou ter a minha árvore de Natal?

— Sem dúvida, prometeu o irmão, perante tanta alegria.  Mas como?

Lucien bem gostaria de dar essa alegria ao seu irmãozinho, mas como encontrar uma verdadeira árvore de Natal?

Após o jantar, Lucien foi dar um passeio, procurando uma idéia. Pinheiros não faltavam.. e quando acariciava um dos mais bonitos, a percebeu-se de um suave murmúrio: “eu farei uma bonita árvore de Natal, se tu quiseres…”

— Não posso levar-te para casa.

— Trarás o teu irmão junto de mim.

— Mas… falta-te tudo, para seres uma árvore de Natal.

— Podemos encontrar tudo aqui.  Tenho amigos, a neve, a geada, as corujas, os silvados, a lua, o céu e até mesmo as aranhas, que estão escondidas no celeiro.  Os meus amigos poderão ajudar-te, não queres?

Então a neve disse:  “Tornarei branco o pinheiro, como se fosse de arminho”; a geada pronunciou: “Fá-lo-ei brilhar como se estivesse salpicado de diamantes”; os silvados: “Nós temos bonitas bagas vermelhas”;  as corujas prometeram dissimularem-se nas ramagens e abrindo e fechando os olhos brilhantes, substituírem as lâmpadas elétricas.

O céu oferecia as estrelas, para enfeitar as pontas dos ramos, e a Lua estenderia os seus raios brilhantes, para colorir as pinhas e os brinquedos de madeira que Jean teria.

Lucien regressou a casa, contentíssimo.  Mas de repente, pensou que se tinha esquecido das aranhas.  Que poderiam elas oferecer?  Foi ao celeiro.

— Fizeste bem em vir, disseram elas, poderemos tornar a árvore verdadeiramente bela.  Lançaremos fios de alto a baixo, e a envolveremos numa rede de renda.

— Mas os vossos fios são escuros e tristes?!?!

— Não.  A geada prateará os nossos fios, verás.

A noite de Natal chegou.

O pai tinha comprado um lindo bolo.  Jantaram e deitaram-se.  Assim que pressentiram que o pai dormia, Lucien agasalhou muito bem o irmão e saíram silenciosamente.

Ao  dobrar a esquina da estrada, Jean parou fascinado.  A Árvore de Natal estava ali, grande e tão bem enfeitada que nada poderia haver de mais belo.

Os ramos cintilavam.  Longos fios prateados envolviam-na e as corujas  escondidas abriam e fechavam os olhos alternadamente.

Jean nem se preocupava com os brinquedos, pendurados pelo irmão:  um pífaro feito de um junco, animais feitos à faca, um cachimbo e misteriosos saquinhos com berlindes, bonbons e outras coisas.

A Lua dava um tom dourado a tudo.  As estrelas cintilavam docemente nas extremidades dos ramos, enquanto ao longe, o som mavioso dos sinos subia e chegava até eles.

Foi assim que Jean, o menino órfão de mãe, pode ter, para ele só nessa noite, a mais linda árvore de Natal.

Tradução do livro Les Contes de Perrette

Em:  Comércio do Seixal e Sesimbra, Semanário,  17 de dezembro de 2010, Ano IV, nº 129





Quadrinha pelo Natal das crianças

2 12 2011

Deus na terra… Eis o Natal!

Repicam sinos… Festanças…

Feriado nacional          

no coração das crianças!

( J. G. de Araújo Jorge)





Cartões de Natal com pássaros

1 12 2011

Cartão de Natal dos Estados Unidos, com a pomba da paz.

Volto a postar — a primeira vez em 2011 —  belas imagens de cartões de Natal, que foram recolhidas ao longo do ano.  Na organização dessas imagens percebi que os cartões de Natal brasileiros, atuais,  em sua grande maioria se restringem ou à imagem da Natividade ou à figura de Papai Noel.  Ambas são imagens apropriadas para a época que revelam duas facetas dessa festa.  No entanto, há outras tradições que na migração para o Brasil se perderam.  Dentre elas está a associação de pássaros ao Natal. Pelo menos quando consideramos o desejo de um Feliz Natal.

Cartão postal comemorando a passagem de 1910 para 1911.

Muitas das tradições natalinas européias puderam se adaptar melhor aos países do Novo Mundo que tinham climas semelhantes na época do Natal.  Assim, muito da imaginária representando neve, frio, inverno, tão familiar aos imigrantes da Polônia, Alemanha, Rússia, França, Irlanda, Inglaterra,  e  até mesmo aqueles do norte da Itália  pode ser transposta sem problema de adaptação para a América do Norte: tanto Canadá como Estados Unidos.

Mas é curioso imaginar que as imagens relacionadas ao Natal  com tantos elementos que são abundantes no Brasil: pássaros, a flor bico de papagaio — que é originalmente do México e simboliza o Natal lá fora –  [poinsettia], não fizeram parte da nossa imagística natalina.  A própria Poinsettia só entrou no nosso Natal, via EUA.  Quando os brasileiros começaram a viajar mais para lá e descobrir que essas plantas fazem parte da decoração de qualquer lugar — casa ou instituição do governo, restaurante, hotel, e todo tipo de loja.

Cartão de Natal, americano, com trocadilho Cheery (alegre) também é associado ao ruido dos pássaros.

A tradição de pássaros na representação do Natal reverte à mesma necessidade de re-nascença que o espírito de Natal evoca.  Já na época anterior ao nascimento do Menino Jesus, havia celebrações na Europa no solstício de inverno quando símbolos da vinda da primavera eram trazidos para dentro de casa — daí a árvore de Natal, feita de um pinheiro, que é uma árvore que não perde as folhas no inverno.  O seu tom verde lembrava a primavera.  E o pássaro, que sobrevive na neve é uma lembrança perfeita dessa re-nascença.

Cartão de Natal russo com pássaros na neve.

Outro caso semelhante ao da poinsettia  foi o do pinguim, um pássaro natural do hemisfério sul,  que só entrou no vocabulário imagístico do Natal, através de cartões estrangeiros,  vindos não só dos Estados Unidos como da Rússia.  Associado ao gelo, ele teria sido perfeito para fazer parte primeiro do nosso Natal.  Mas chegou aqui via hemisfério norte, onde ele não habita.  Que interessante!

Cartão de Natla da Escandinávia.

Cartão de Natal, EUA.

Há duas aves comumente associadas ao Natal que devem sua participação nessa festa através do folclore inglês.  Elas são o ganso e a perdiz.  O ganso natalino [ que é sempre gordo] parece ter  origem na obra de Charles Dickens ” A Christmas Carol” [ Um Canto de Natal] de 1843.  Esse ganso de Natal continua a aparecer em cartões recentres com desejos de felicidades, fora mesmo da Grã-Bretanha.  É uma das imagens mais comuns nos Estados Unidos.

Cartão de Natal, século XXI, EUA.

Mais tradicional do que o ganso, e muito mais popular é a perdiz, em geral representada numa pereira, com frutos.  A razão é a letra da música de Natal, folclórica,  The Twelve Days of Christmas  [ Os doze dias de Natal ], cujo refrão, é “my true love sent to me, a partridge in a pear tree”  [meu verdadeiro amor me mandou, uma perdiz numa pereira.]Acredita-se que essa canção, que seria cantada do dia 24 de dezembro à véspera do Dia de Reis,  tenha tido sua origem na França, mas sua popularidade na Inglaterra deve-se à tradução publicada em inglês pela primeira vez em 1780, fazendo sucesso desde então.  É uma parlenda, em que se enumera itens sempre repetindo os itens anteriores à medida que a música aumenta de tamanho.

Cartão de Natal, inglês com a perdiz numa pereira.

No hemisfério norte, um dos poucos pássaros que não migra para o sul na época do inverno é o cardeal, que está entre os símbolos do Natal favoritos dos artistas gráficos.  Suas penas de um rico e brilhante vermelho servem de ponto de contraste com o verde dos pinheiros e os planos brancos da neve.  Aliás é bom lembrar sempre que Natal com neve não é tão comum assim nos Estados Unidos, e nem mesmo na Europa ocidental.  O Natal é muito cedo na estação do inverno para ser coberto de neve como o caracterizamos.  É frio sim, mas grande parte do território americano não tem neve no Natal.

Cartão de Natal com cardeal, EUA, 1990.

Cartão de Natal, Canadá.

Cardeal pousado num ramo de azevinho, cartão de Natal.

Há pássaros usados de toda maneira nos cartões de Natal.  Daqui por diante farei simplesmente a postagem sem comentários.  Há alguns diferentes.  Mais um parágrafo só no final.

Coruja da Neve, EUA.

Coruja em vôo.

Pássaros com calendário.

Pássaros se alimentando.

Alimentando os pássaros, Escandinávia.

Alimentando os pássaros, Inglaterra.

Bem, continuarei amanhã com outras postagens de pássaros, muito interessantes.  É bom para entrarmos no espírito da estação, não é mesmo?  Até.





Quadrinha pelo Natal

1 12 2011
Natal na cidade, ilustração Tasha Tudor (EUA, 1915-2008).

Na matriz dobram os sinos,

acompanhando o coral;

na alegria dos meninos

todos cantam o Natal.

(Antônio Seixas)





Numas palhinhas deitado, poesia de João Saraiva

24 12 2010

di_cavalcanti__natal_1969_oleo_sobre_tela_1288898415-edit

 

Natal, década  1960-70

Di Cavalcanti (Brasil 1897 – 1976)

óleo sobre tela

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Numas palhinhas deitado

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                              João Saraiva

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Numas palhinhas deitado,

abrindo os olhos à luz,

loiro, gordinho, rosado,

nasce o Menino Jesus.

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Uma vaquinha bafeja

seu lindo corpo divino,

de mansinho, que a não veja

e não se assuste o Menino.

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Meia-noite. Canta o galo.

Por essa Judéia além

dormem os que hão de matá-lo

quando for homem também.

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E, pensativa, a Mãe Pura

ouve, fitando Jesus,

os rouxinóis na espessura

de um cedro que há de ser cruz!…

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Extraído de “O Natal na Poesia”, artigo de Dom Marcos Barbosa publicado no Jornal do Brasil de 24/12/81

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João Baptista Pinto Saraiva (1866-1948), pseudôniomo: Belonaria, poeta português, nascido na cidade do Porto.

Obras:

Serenatas: primeiros versos, poesia, 1886

Sátiras, poesia, 1905

Líricas e sátiras, poesia, 1916

Máscaras: tríptico em versos, poesia, 1925

O grêmio literário: figuras e episódios de outros tempos, prosa, 1934

Sinfaníadas, poesia, 1938





Mais uns antigos postais de Natal — os anjos

24 12 2010

Cartão Postal, primeiras décadas do século XX, 1908-1912

E muitos países é o anjo no Natal  não está só associado ao aviso aos pastores sobre o nascimento do Menino Jesus.  Em muitos lugares os anjos são quem trazem  a árvore de Natal, ou que a acende.

Anjo acendendo velas na árvore, cartão postal de 1910-1920.

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Anjo de Natal com guirlanda, data desconhecida, cartão de Natal.

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Anjo de Natal, França, 1900

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Cartão de \Natal, França

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Cartão de Natal, Estados Unidos.

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Cartão de Natal, Inglaterra.

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Anjo do Natal, trazendo a árvore…  Grã Bretanha.

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E aqui ele vem acompanhado de São Nicolau [ hoje, aqui no Brasil, Papai Noel]

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Cartão de Natal, França.