Mulher lendo em casa, 1910
Félix Vallotton (Suíça, 1865-1925)
óleo sobre tela, 100 x 81 cm
Museu Leon-Dierx, Reunião
Mulher lendo em casa, 1910
Félix Vallotton (Suíça, 1865-1925)
óleo sobre tela, 100 x 81 cm
Museu Leon-Dierx, Reunião
Retrato de Joseph-Carle-Paul-Horace Delaroche,1851
Paul Delaroche (França, 1797-1856)
óleo sobre tela, 63 x 41 cm
Coleção Particular
Cenáculo, 1931
Alessandro Pomi (Itália,1890-1976)
óleo sobre tela,
Coleção Banca Popolare FriulAdria.
Menina
Albert Franck (Holanda, 1899-1973)
óleo sobre tela
Giorgio Agamben
Muitas mulheres encontraram barreiras para publicar livros. Por causa disto muitas delas adotaram pseudônimos masculinos, ou nomes não identificáveis como femininos quando impressos. Aqui vai a lista de 10 mulheres que usaram pseudônimos em seus livros e ficaram famosas:
1 – Amantine Lucile Aurore Dupin, (França, 1804-1876), pseudônimo George Sand
2 – Mary Ann Evans (Inglaterra, 1819-1880), pseudônimo George Eliot
3 – Louisa May Alcott, (EUA, 1832- 1888) pseudônimo A.M. Barnard
4 – Violet Paget (França, 1856-1935), pseudônimo Vernon Lee
5 – Karen Blixen (Dinamarca, 1885-1962), pseudônimo Isak Dinesen
6 – June Tarpé Mills (EUA, 1912-1988), pseudônimo Tarpé Mills
7 – Alice Bradley Sheldon (EUA, 1915-1987), pseudônimo James Tiptree, Jr.
8 – Joanne Rowling (Inglaterra, 1965), pseudônimos: J.K.Rowling e Robert Galbraith
9 – Christina Lynch e Meg Howrey (EUA, contemporâneas), pseudônimo Magnus Flyte
10 – Robyn Thurman (EUA, contemporânea), pseudônimo Rob Thurman
Sou inveterada leitora de autores que registraram suas viagens, memórias de exploradores de terras desconhecidas, matas virgens, ilhas perdidas nos oceanos mais distantes. Desde as aventuras de Marco Polo, até Rota da Seda por diversos autores, de Freya Stark à Amelia Earhart, leio regularmente livros de viagens. Depois de casada, tive incentivo ainda maior: meu sogro também era apaixonado por esses livros. Mr. West era um viajante de poltrona, fascinado pela vida de seu filho e nora que a cada oportunidade iam de um canto a outro do mundo. Viagens foi um dos pouquíssimos assuntos que eu e meu sogro tínhamos em comum, por isso mesmo o cultivamos através dos anos. Tenho ou li, não li todos os que tenho, algumas dezenas de livros de viagens, alguns me impactaram mais, e esses nem sempre são os livros mais conhecidos. Mulheres viajantes sempre me atraem.
Esta semana tive o prazer de ler as divertidas crônicas de viagem de minha amiga pessoal, Izabel da Rosa, Viagens e Emoções, que acabou de ser lançado pela editora Motres. Foi o perfeito acompanhante para um fim de semana de temperaturas amenas, nos convidando a permanecer num cantinho aconchegante para ler. Izabel da Rosa tem um grande senso de humor e não se acanha de mostrar algumas das gafes ou situações inesperadas por que passou nas inúmeras viagens que fez através do Brasil e do mundo. Desde dificuldades linguísticas com o italiano, com o espanhol e assim por diante, quanto dificuldades culturais encontradas em países muito diferentes como o Marrocos. Um momento de emoção foi registrado quando fotografa a certidão de casamento de seus antepassados, os Lourenço D’Ávila, de 1741, na Ilha Terceira, no Açores. Ocasião que se equilibra com a própria descoberta da pluralidade brasileira em Itapiranga, no extremo oeste de Santa Catarina. De aventura em aventura, vamos juntos com Izabel através do mundo da Índia à América do Sul. Foi delicioso!
Livros de viagem nos dão muitas informações: sobre o local visitado, o viajante, a época em que essas aventuras acontecem e também sobre o que a imaginação cultural denota. Por exemplo as descrições encontradas em Marco Polo sobre animais fantásticos são um exemplo do que o viés cultural pode criar. No entanto, para entender a visão do viajante é preciso nos colocarmos em seus sapatos, época, habilidade de observação, valores. Acabamos viajando para fora e para dentro de nós mesmos. É sempre uma leitura interessante.
Soube ontem que há nova onda nos Shorts do YouTube: pessoas mostrarem a cada mês, ou cada semana, francamente não sei o período mais comum, os livros que baixaram, compraram ou obtiveram para ler no Kindle, o aparelho de leitura digital da Amazon. Seria como um passeio pela biblioteca.
Achei curiosa essa moda; não sei quanto tempo vai durar. Tudo na internet dura pouco. Mas resolvi fazer uma lista, uma vez por mês e mostrar o que tenho na biblioteca o que está sendo lido, o que foi lido. Mas aí será só nos livros digitais. Ainda tenho mais de milhar de livros em papel, em casa.
O curioso é que tenho comprado livros no papel depois de tê-los lido na versão digital. Há diversos motivos: gostei tanto que quero poder manusear suas páginas; gostei e quero emprestar para amigos que acho que deveriam ler; li em língua estrangeira e quero marcar passagens em português, para uso aqui, ou nos grupos de leitura. Mesmo com esta despesa extra, ainda sai muito mais em conta financeiramente e me dou ao luxo de experimentar gêneros e autores que se tivesse que pagar mais, provavelmente faria meia-volta volver.
Aqui estão as duas telas dos livros mais recentes no meu Kindle. Há um livro que aparece duas vezes, porque rolei a imagem para cima e para baixo e mesmo assim não consegui fazer a captura muito bem.
A tela da direita mostra dois livros sendo lidos ao mesmo tempo, ambos com um pouco mais de 45% de leitura.
William Safire, Scandalmonger, romance histórico passado na última década do século XVIII, 1790s, cuja intenção é mostrar o lado do avesso dos patriarcas, formadores do experimento americano de democracia.
Robert Schnakenberg, Secret Lives of Great Authors, que repleto de curiosidades estranhas sobre alguns dos mais conhecidos escritores de língua inglesa é uma das dez fontes de informações que tenho usado para a postagem semanal CURIOSIDADE LITERÁRIA, neste blog.
Miss Read, Gossip from Thrush Green, sexto livro da série Thrush Green, livros de puro entretenimento cujas histórias leves se passam na pequena cidade inglesa mencionada no título. Tudo sempre acaba bem no final. Excelente leitura para uma viagem. Comprei ontem, em oferta especial. Não sei quando vou ler. Mas gosto de tê-lo em mãos.
Abigail Williams, The Social Life of Books: reading together in the Eighteenth Century Homes. Estou em processo, segunda metade, de escrever um livro sobre um quadro importante do Século XVIII. Devo lançá-lo daqui a uns oito meses. E no momento, com a pesquisa sobre o assunto principal já digerida, volto minha atenção ao contexto em que foi criado. Fiquem atentos… será interessante.
Christopher P. Jones, Great Paintings Explained — esse livro não será necessariamente lido. Começo em agosto um curso de história da arte: Obras Primas. Em cada aula, uma obra é mostrada e contextualizada. Este é o segundo curso com este tema que leciono. Já dei Obras Primas e os alunos gostaram tanto que acabou sendo um curso sem fim. Durou aproximadamente ano e meio com uma obra por semana. Comprei para ter novas ideias sobre o que outros autores considerariam obras importantes. Boa parte dos alunos já terá feito primeiro curso e repetir não está nos meus planos.
Carmen Korn, Filhas de Uma Nova Era: A história de quatro mulheres que enfrentaram os momentos cruciais do século XX. Este livro foi uma das sugestões de leitura de um grupo que tenho. Eles escolheram outro livro para o mês de julho, que eu já tinha lido. Então comprei este para saber se é tão bom quanto imagino. Curiosidade pura.
Na outra página do Kindle, a primeira da esquerda para a direita, temos mais livros que ainda não li.
George Bataille, Literature and Evil. Há tempos estou para ler este livro. Foi mencionado em outra leitura que fiz. Ensaios estão entre as minhas leituras favoritas e neste livro o conhecido pensador francês se dedica a oito diferentes escritores. Será lido em breve. De bônus a ridículo preço abaixo de um dólar, comprei também do mesmo autor The Accursed Share, ensaio sobre economia. Leituras sobre economia são uma necessidade para quem lida com história cultural e da arte. Mas não sei quando me dedicarei a ele. Galápagos de Kurt Vonnegut está naquele patamar conhecido como “sempre quis ler mais”… Vonnegut… veremos. O quarto livro deste grupo já está lido, 71%. Um de meus hobbies, vocês verão ao longo destas postagens, é ler sobre a Idade Média. Sempre aprendo algo que em geral incorporo nas minhas aulas.
O livro do cantinho tem história particular.
Marcelo Gleiser, The Dancing Universe: from creation myths to the big bang – já li duas vezes o mesmo livro em português: A dança do Universo. A última vez em leitura em conjunto com um grupo de amigas. Todas as 3ªs feiras à noite, nos encontrávamos via Zoom e líamos juntas por hora e meia em voz alta, todo o livro. Levamos mais ou menos um ano, porque a cada encontro discutíamos e tirávamos dúvidas umas com as outras. Esta maneira de ler já tinha tido sucesso na leitura de 21 Lições para o Século 21, de Yuval Noah Harari. Este ano começamos um livro que está nos deixando de queixo caído com quanto estamos aprendendo. Trata-se de História da Riqueza no Brasil, de Jorge Caldeira. Mas isso é outro assunto. Enfim, marquei de dar uma ajuda no inglês para um rapaz estudando física, e tive a ideia de lermos juntos The Dancing Universe. Foi eu comprar o livro em inglês, para ele resolver dar um tempo no aprendizado. Por isso ele se encontra ali na pilha do Kindle.
Vamos ver se este tipo de postagem quer no YouTube quer no blog tem algum interesse. Como sempre gosto de saber o que outros estão lendo, se vejo alguém com um livro na mão espicho o pescoço para ver pelo menos o título, é possível que seja algo interessante. Veremos.
Preciso avisar, no entanto, que continuo lendo livros no papel. E às vezes também compro no Kindle depois de ler no papel. Li emprestado Laços de Domenico Starnone. Gostei muito. Estou para fazer uma resenha, gostei tanto que devolvi o livro de papel à sua dona e comprei a versão digital. Haja compras dobradas!