Curiosidade literária

4 09 2023

Muitas mulheres encontraram barreiras para publicar livros.  Por causa disto muitas delas adotaram pseudônimos masculinos, ou nomes não identificáveis como femininos quando impressos.  Aqui vai a lista de 10 mulheres que usaram pseudônimos em seus livros e ficaram famosas:

 

1 – Amantine Lucile Aurore Dupin, (França, 1804-1876), pseudônimo George Sand

2 – Mary Ann Evans (Inglaterra, 1819-1880), pseudônimo George Eliot

3  – Louisa May Alcott, (EUA, 1832- 1888) pseudônimo A.M. Barnard

4 –  Violet Paget (França, 1856-1935),  pseudônimo  Vernon Lee

5 – Karen Blixen  (Dinamarca, 1885-1962), pseudônimo Isak Dinesen

6 – June Tarpé Mills (EUA, 1912-1988), pseudônimo Tarpé Mills

7 – Alice Bradley Sheldon (EUA, 1915-1987), pseudônimo James Tiptree, Jr.

8 – Joanne Rowling (Inglaterra, 1965), pseudônimos: J.K.Rowling e Robert Galbraith

9 – Christina Lynch e Meg Howrey (EUA, contemporâneas), pseudônimo Magnus Flyte

10 – Robyn Thurman (EUA, contemporânea), pseudônimo Rob Thurman

 





Viajando com Izabel da Rosa

23 07 2023

Sou inveterada leitora de autores que registraram suas viagens, memórias de exploradores de terras desconhecidas, matas virgens, ilhas perdidas nos oceanos mais distantes.  Desde as aventuras de Marco Polo, até  Rota da Seda por diversos autores, de Freya Stark à Amelia Earhart, leio regularmente livros de viagens.  Depois de casada, tive incentivo ainda maior: meu sogro também era apaixonado por esses livros. Mr. West era um viajante de poltrona, fascinado pela vida de seu filho e nora que a cada oportunidade iam de um canto a outro do mundo.  Viagens foi um dos pouquíssimos assuntos que eu e meu sogro tínhamos em comum, por isso mesmo o cultivamos através dos anos.  Tenho ou li, não li todos os que tenho, algumas dezenas de livros de viagens, alguns me impactaram mais, e esses nem sempre são os livros mais conhecidos. Mulheres viajantes sempre me atraem. 

Esta semana tive o prazer de ler as divertidas crônicas de viagem de minha amiga pessoal, Izabel da Rosa, Viagens e Emoções, que acabou de ser lançado pela editora Motres.  Foi o perfeito acompanhante para um fim de semana de temperaturas amenas, nos convidando a permanecer num cantinho aconchegante para ler.   Izabel da Rosa tem um grande senso de humor e não se acanha de mostrar algumas das gafes ou situações inesperadas por que passou nas inúmeras viagens que fez através do Brasil e do mundo.  Desde dificuldades linguísticas com o italiano, com o espanhol e assim por diante, quanto dificuldades culturais encontradas em países muito diferentes como o Marrocos.   Um momento de emoção foi registrado quando fotografa a certidão de casamento de seus antepassados, os Lourenço D’Ávila, de 1741, na Ilha Terceira, no Açores.  Ocasião que se equilibra com a própria descoberta da pluralidade brasileira em Itapiranga, no extremo oeste de Santa Catarina.  De aventura em aventura, vamos juntos com Izabel através do mundo da Índia à América do Sul.  Foi delicioso! 

Livros de viagem nos dão muitas informações: sobre o local visitado, o viajante, a época em que essas aventuras acontecem e também sobre o que a imaginação cultural denota. Por exemplo as descrições encontradas em Marco Polo sobre animais fantásticos são um exemplo do que o viés cultural pode criar.  No entanto, para entender a visão do viajante é preciso nos colocarmos em seus sapatos, época, habilidade de observação, valores.  Acabamos viajando para fora e para dentro de nós mesmos.  É sempre uma leitura interessante.





Viajando?…

14 07 2023





Onda no Youtube Shorts

1 07 2023

Soube ontem que há nova onda nos Shorts do YouTube:  pessoas mostrarem a cada mês, ou cada semana, francamente não sei o período mais comum, os livros que baixaram, compraram ou obtiveram para ler no Kindle, o aparelho de leitura digital da Amazon.  Seria como um passeio pela biblioteca.

Achei curiosa essa moda; não sei quanto tempo vai durar.  Tudo na internet dura pouco. Mas resolvi fazer uma lista, uma vez por mês e mostrar o que tenho na biblioteca o que está sendo lido, o que foi lido.  Mas aí será só nos livros digitais.  Ainda tenho mais de milhar de livros em papel, em casa.

O curioso é que tenho comprado livros no papel depois de tê-los lido na versão digital.  Há diversos motivos: gostei tanto que quero poder manusear suas páginas; gostei e quero emprestar para amigos que acho que deveriam ler; li em língua estrangeira e quero marcar passagens em português, para uso aqui, ou nos grupos de leitura.  Mesmo com esta despesa extra, ainda sai muito mais em conta financeiramente e me dou ao luxo de experimentar gêneros e autores que se tivesse que pagar mais, provavelmente faria meia-volta volver.

Aqui estão as duas telas dos livros mais recentes no meu Kindle.  Há um livro que aparece duas vezes, porque rolei a imagem para cima e para baixo e mesmo assim não consegui fazer a captura muito bem.

A tela da direita mostra dois livros sendo lidos ao mesmo tempo, ambos com um pouco mais de 45% de leitura.

William Safire, Scandalmonger, romance histórico passado na última década do século XVIII, 1790s, cuja intenção é mostrar o lado do avesso dos patriarcas, formadores do experimento americano de democracia.

Robert Schnakenberg, Secret Lives of Great Authors, que repleto de curiosidades estranhas sobre alguns dos mais conhecidos escritores de língua inglesa é uma das dez fontes de informações que tenho usado para a postagem semanal CURIOSIDADE LITERÁRIA, neste blog.

Miss Read, Gossip from Thrush Green, sexto livro da série Thrush Green, livros de puro entretenimento cujas histórias leves se passam na pequena cidade inglesa mencionada no título. Tudo sempre acaba bem no final. Excelente leitura para uma viagem.  Comprei ontem, em oferta especial.  Não sei quando vou ler.  Mas gosto de tê-lo em mãos.

Abigail Williams, The Social Life of Books: reading together in the Eighteenth Century Homes.  Estou em processo, segunda metade, de escrever um livro sobre um quadro importante do Século XVIII.  Devo lançá-lo daqui a uns oito meses.  E no momento, com a pesquisa sobre o assunto principal já digerida, volto minha atenção ao contexto em que foi criado.  Fiquem atentos… será interessante.

Christopher P. Jones, Great Paintings Explained — esse livro não será necessariamente lido.  Começo em agosto um curso de história da arte: Obras Primas.  Em cada aula, uma obra é mostrada e contextualizada. Este é o segundo curso com este tema que leciono.  Já dei Obras Primas e os alunos gostaram tanto que acabou sendo um curso sem fim.  Durou aproximadamente ano e meio com uma obra por semana.  Comprei para ter novas ideias sobre o que outros autores considerariam obras importantes.  Boa parte dos alunos já terá feito primeiro curso e repetir não está nos meus planos.

Carmen Korn, Filhas de Uma Nova Era: A história de quatro mulheres que enfrentaram os momentos cruciais do século XX. Este livro foi uma das sugestões de leitura de um grupo que tenho.  Eles escolheram outro livro para o mês de julho, que eu já tinha lido.  Então comprei este para saber se é tão bom quanto imagino. Curiosidade pura.

Na outra página do Kindle, a primeira da esquerda para a direita, temos mais livros que ainda não li. 

George Bataille, Literature and Evil.  Há tempos estou para ler este livro.  Foi mencionado em outra leitura que fiz.  Ensaios estão entre as minhas leituras favoritas e neste livro o conhecido pensador francês se dedica a oito diferentes escritores. Será lido em breve. De bônus a ridículo preço abaixo de um dólar,  comprei também do mesmo autor The Accursed Share, ensaio sobre economia. Leituras sobre economia são uma necessidade para quem lida com história cultural e da arte.  Mas não sei quando me dedicarei a ele.  Galápagos de Kurt Vonnegut está naquele patamar conhecido como “sempre quis ler mais”… Vonnegut… veremos.  O quarto livro deste grupo já está lido, 71%.  Um de meus hobbies, vocês verão ao longo destas postagens, é ler sobre a Idade Média.  Sempre aprendo algo que em geral incorporo nas minhas aulas.

O livro do cantinho tem história particular.

Marcelo Gleiser, The Dancing Universe: from creation myths to the big bang – já li duas vezes o mesmo livro em português: A dança do Universo.  A última vez em leitura em conjunto com um grupo de amigas.  Todas as 3ªs feiras à noite, nos encontrávamos via Zoom e líamos juntas por hora e meia em voz alta, todo o livro.  Levamos mais ou menos um ano, porque a cada encontro discutíamos e tirávamos dúvidas umas com as outras.  Esta maneira de ler já tinha tido sucesso na leitura de 21 Lições para o Século 21, de Yuval Noah Harari. Este ano começamos um livro que está nos deixando de queixo caído com quanto estamos aprendendo. Trata-se de História da Riqueza no Brasil, de Jorge Caldeira.  Mas isso é outro assunto.  Enfim, marquei de dar uma ajuda no inglês para um rapaz estudando física, e tive a ideia de lermos juntos The Dancing Universe.  Foi eu comprar o livro em inglês, para ele resolver dar um tempo no aprendizado.  Por isso ele se encontra ali na pilha do Kindle.

Vamos ver se este tipo de postagem quer no YouTube quer no blog tem algum interesse.  Como sempre gosto de saber o que outros estão lendo, se vejo alguém com um livro na mão espicho o pescoço para ver pelo menos o título, é possível que seja algo interessante.  Veremos. 

Preciso avisar, no entanto, que continuo lendo livros no papel.  E às vezes também compro no Kindle depois de ler no papel.  Li emprestado Laços de Domenico Starnone.  Gostei muito.  Estou para fazer uma resenha, gostei tanto que devolvi o livro de papel à sua dona e comprei a versão digital.  Haja compras dobradas!





Leitura é mágica…

7 06 2023
Ilustração de Ludvik Glazer-Naudé.




Leitura é mágica…

11 05 2023
Ilustração de Andrew Degraff




Imagem de leitura — Oscar Pereira da Silva

20 04 2023

Senhora lendo “O Paiz”,1885

Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867-1939)

óleo sobre tela, 31 x 25 cm.





Curiosidade literária

27 03 2023

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A escritora inglesa Enid Blyton (1897-1968), falecida há mais de cinquenta anos, continua conhecidíssima no mundo inteiro por suas obras para crianças e adolescentes. Seus livros, continuamente reimpressos, são lembrados por adultos até hoje. Lembranças das aventuras das gêmeas no colégio Santa Clara, o grupo dos cinco detetives, a sociedade secreta dos sete amigos, todos são personagens queridos e firmemente enraizados na memória de milhares de adultos. Enquanto para as gerações mais recentes, Enid Blyton seria conhecida pelas séries televisivas dos anos 90 ao início do século XXI de Nodi [Noddy], o menino de madeira que vivia numa casinha em Toyland. Sua proeminência no mundo infanto-juvenil não é exagero: seus livros estão entre os mais vendidos do mundo, mais de 600 milhões de cópias desde a década de 1930. A escritora conta com oitocentas obras. Por causa disso foi acusada de usar escritores profissionais para produzir tanto. Negou veementemente e nunca foi confirmado o uso de ghost-writers.

É surpreendente, portanto, descobrir que a autora não gostava de crianças. Era conhecida pelos gritos constantes com os filhos reclamando do barulho que faziam. Vizinhos relataram a preferência da escritora por uma das filhas, favorecendo-a sempre que possível. Imogen, outra filha, relata em suas memórias que ela e a irmã eram levadas e obrigadas a permanecer em um aposento da casa, com a porta aberta, de tal maneira que pudessem ver a mãe e seus convidados, crianças, fãs e leitoras, recepcionadas pela escritora.





Uma festa de 15 anos…

17 03 2023
Mulherizinhas, ilustração de Becca Stadtlander.
Faço parte de um grupo virtual de leitores. Chamado Livro Errante, originário do Orkut, esse grupo, que no momento é fechado, comemora 15 anos de existência. Trocamos livros através do Brasil, cobrimos todo o território nacional. E aos poucos, à medida que íamos nos conhecendo, hoje somos muito amigos, nossos projetos se multiplicaram. Não só “esquecemos” livros em lugares públicos, mas sempre sob liderança de Regina Porto Valença, nos aventuramos a projetos maiores.
 
Hoje comemoramos a data construindo o acervo de uma biblioteca em Pernambuco. Cada um dos membros do grupo, voluntariamente, está contribuindo com 15 livros NOVOS, para crianças, adolescentes e jovens adultos. As entregas começaram hoje e cada um de nós se sente muito feliz com a perspectiva.
 
Em 15 anos CONSTRUÍMOS o acervo de TRÊS Bibliotecas carentes. É um prazer inigualável. É um prazer saber que podemos fazer diferença.
 
Comemorem comigo, a iniciativa de Regina Porto Valença, e façam um projeto de ajuda a bibliotecas carentes.
 




Peregrina elege as melhores leituras de 2022

31 12 2022

Este ano não li tanto quanto no passado.  Foi um ano muito difícil para mim, exaustivo física e emocionalmente.  Assim mesmo, com  muitas horas agonizantes, ao fazer esta lista, vi que dei conta de mais leituras do que imaginei.  Foram lidos quarenta livros e quatro livros abandonados  Reli alguns porque foram escolhas de grupos de leitura.  Mas não contei entre estes quarenta.

 

O último duelo, Eric Jager

A filha do fazedor de reis, Philippa Gregory

Berta Isla, Javíer Marías

Gente ansiosa, Fredrik Backman

Vozes de Batalha, Marina Colasanti

O pianista da estação, Jean-Baptiste Andrea

A boa sorte, Rosa Montero

O lugar, Annie Erneaux

Diário de um velho louco, Jun’ichiro Tanizaki

A biblioteca da meia-noite, Matt Haig

Gente ansiosa, Fredrik Backman

A ridícula ideia de nunca mais te ver, Rosa Montero

Dôra Doralina, Rachel de Queiroz

Oscarina, Marques Rebelo

Talvez você deva falar com alguém, Lori Gottlieb

A noiva ladra, Margaret Atwood

Eliete: a vida normal, Dulce Maria Cardoso

Tudo é rio, Carla  Madeira

Sobre os ossos dos mortos, Olga Tokarczuk

Antes que o café esfrie, Toshikazu Kawaguchi

Herança, Miguel Bonnefoy

A última livraria de Londres, Madeline Martin

Oito assassinatos perfeitos, Peter Swanson

A casa de doces, Jennifer Egan

Os anos, Annie Ernaux

Persépolis, Marjane Satrapi

Ninféias negras, Michel Bussi

A ordem do dia, ÉricVuillard

Sete anos bons, Etgar Keret

Cães negros, Ian McEwan

Primeiros contos de Truman Capote, Truman Capote

Querida Kombini, Sayaka Murata

A Writer’s Notebook, Somerset Maugham

A lição de anatomia, Nina Siegel

Golden Ladies Age, Sylvia Barbara Soberton

A velha senhora, Simenon

Widow to widow, Genevive Davis Ginsburg

A palavra pintada, Tom Wolfe

Sobretudo de Proust, Lorenza Foschini

Confissões de um jovem romancista, Umberto Eco

 

ABANDONEI

Um milhão de pequenas coisas, Jodi Picoult  – não era meu momento para tanta violência emocional

A lista de Brett, Lori Nelson Spielman — trama romântica juvenil de má qualidade

Uma rosa só, Muriel Barbery — esta não  é a Muriel Barbery de A elegância do ouriço.  Entediante.

Amêndoa, Nedjema, ridícula tentativa de sensualidade

Ainda devo algumas resenhas.  Todas começadas assim que terminei a leitura, mas nenhuma acabada.  Ficará para este ano que entra, contanto que meu mundo se estabilize.

Foram oito os livros selecionados como os melhores de 2022.  Nada mal.  20% de  toda leitura. Foi difícil colocar alguma ordem entre eles.  São  diferentes, oferecem variadas aventuras e enfoques.  Mas escolhendo os três melhores.  Os outros cinco ficam todos no mesmo escalão: 4º lugar.

 

1º lugar

SINOPSE

Do consagrado autor de Coração tão branco e Os enamoramentos. É possível dizer que conhecemos uma pessoa, mesmo tão próxima, quando boa parte do que ela diz e faz permanece nas sombras?

Berta Isla e Tom Nevinson não passavam de adolescentes quando se conheceram e se apaixonaram. Em 1974, poucos anos depois das primeiras trocas de olhares no colégio madrilenho, já eram marido e mulher. Berta não sabia, mas Tom – filho de pai inglês e mãe espanhola, fluente em várias línguas e capaz de imitar sotaques e dicções com perfeição – fora recrutado para o serviço secreto britânico pouco antes do casamento. Tom engana Berta como pode, até que um incidente horripilante o obriga a revelar a atividade a que dedica boa parte dos dias. A regra, acatada por ela ao descobrir que o marido é um espião, e que deve valer por toda uma vida, é não fazer perguntas. Berta concorda, assim, em ignorar metade da existência de Tom, o que inclui a natureza de seus atos e os lugares por onde ele andou. Vivemos no escuro, diz ela, e mal conhecemos a pessoa com quem estamos casados. O quanto ainda há em Tom daquele adolescente que Berta conheceu e por quem se apaixonou?

Javier Marías retorna, aqui, ao tema da espionagem, eixo da monumental trilogia Seu rosto amanhã. Com a prosa elegante de sempre, disseca não apenas os perigos e dilemas morais de se levar uma vida dupla, mas as marcas que as zonas de sombra podem deixar no afeto e na intimidade.

“Haverá melhor romancista vivo que Javier Marías?”
The Independent

2º lugar

SINOPSE

O lado mais sombrio da humanidade, o trauma do passado, uma história de amor. Com sua prosa única, McEwan está em seu melhor em Cães negros.

June e Bernard, membros do partido comunista inglês, se conhecem em Londres, em 1946. Apaixonam-se perdidamente e decidem se casar. Mas durante a lua-de-mel, na França, um acontecimento misterioso altera para sempre a percepção de mundo de June. Anos depois, os dois acabam se separando.

No fim dos anos 1980, Jeremy, o genro do casal, tenta compreender como um amor tão profundo não resistiu às diferenças ideológicas. E é lendo os escritos da sogra que ele descobrirá o que ocorreu anos atrás.

Tendo como pano de fundo a Europa pós-Segunda Guerra e as marcas deixadas pelo conflito, McEwan usa seu estilo cristalino para elaborar com precisão uma história sobre o lado mais sombrio da humanidade, e seu constante ataque ao amor.

“Brilhante. Uma reflexão impressionante sobre o poder do amor.”
The New Yorker

3º lugar

SINOPSE

Com “Dôra Doralina”, Rachel une o Nordeste ao Rio, e é exatamente nessa união que surge o romance de amor. Sem ser um romance policial, a obra registra uma realidade regional que termina por nos inserir no quadro histórico da formação brasileira . A história de amor que une Dôra ao Comandante, sem sacrificar os personagens menores nos envolve e suas presenças completam a galeria dos que se destacam não apenas neste romance, mas em toda a obra de Rachel. A romancista conferiu a Dôra uma sensível dimensão humana, quando a vemos vivendo, amando, sofrendo, como símbolo e imagem de nossa própria condição. São duas personalidades que fascinam – das Dores. Maria das Dores e o seu comandante. Aqui está o amor como liberdade. Liberdade é a paixão da obra de Rachel.