Imagem de leitura — Herman Jean Joseph Richir

8 06 2016

 

 

Hermann Jean Joseph Richir. Belgian (1866 -1942) An Interesting Read,Uma leitura interessante

Herman Jean Joseph Richir (Bélgica, 1866 -1942)

óleo sobre tela, 50 x 41 cm

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Imagem de leitura — Maggie Siner

6 06 2016

 

 

9126cd39649480fb4226d113e5c4ba9bWilliam lendo, 2001

Maggie Siner (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela, 55 x 70 cm





Imagem de leitura — Feng Chiang-Jiang

5 06 2016

 

 

Feng Chiang-Jiang (China, 1943)Sem título [Flowers in the house, Flores em casa]

Feng Chiang-Jiang (China, 1943)

Tinta e cor sobre papel





Imagem de leitura — Clare Atwood

3 06 2016

 

(c) Michael M. Atwood; Supplied by The Public Catalogue Foundation

Edith Ailsa Craig lendo na cama com seu gato, 1943

Clare Atwood (GB, 1866–1962)

óleo sobre tela

National Trust, Smallhythe Place





Imagem de leitura — Bo Bartlett

1 06 2016

 

BO Bartlett (EUA, 1955) Jackie lendo Aureole, 1999, óleo sobre tela, 45 x 61 cmJackie lendo Aureole, 1999

Bo Bartlett (EUA, 1955)

óleo sobre tela,  45 x 61 cm

 





Imagem de leitura — James Durden

31 05 2016

 

 

James Durden (GB, 1878-1964)Betty, Keswick Museum and Art GalleryBetty

James Durden (Grã-Bretanha,1878=1962)

óleo sobre tela

Keswick Museum and Art Gallery, Inglaterra





Imagem de leitura — Gavin Glakas

28 05 2016

 

 

Gavin Glakas The Day Before ProhibitionO dia antes da Proibição, 2008

Gavin Glakas ( EUA, contemporâneo)

www.gavinglakas.com





Resenha: “A mulher desiludida” de Simone de Beauvoir

26 05 2016

 

 

corot, interrupted readingLeitura interrompida, 1870

Jean-Baptiste Emile Corot (França, 1796-1875)

óleo sobre tela colado  em madeira, 92 x 65 cm

The Art Institute of Chicago, EUA

 

 

 

Fui à luta pelos direitos da mulher quando ainda morava nos Estados Unidos, membro da NOW [National Organization for Women] por alguns anos, participei de passeatas e de outras formas de protestos que pediam a igualdade de direitos e de salários entre homens e mulheres.   É surpreendente, portanto, até mesmo para mim, só agora vir a ler Simone de Beauvoir, a grande feminista francesa, que revolucionou o pensamento de milhares de mulheres do mundo inteiro, no período logo  após a Segunda Guerra Mundial.

Não sei quem tomou a decisão inicial de traduzir pela primeira vez esta série de três contos de Beauvoir e batizá-la com o título insípido de “Mulher desiludida” no lugar de “Mulher destruída” [La femme rompue] do original.  Quem quer que tenha sido cometeu um desserviço ao mundo literário e, sobretudo às leitoras brasileiras, diminuindo mais uma vez a mulher, a leitora, com a suavização da própria denúncia feita pela autora.  Vale lembrar que os portugueses não fizeram isso em suas edições, lá manteve-se o poder conotativo da palavra ‘destruída’.

 

A_MULHER_DESILUDIDA_14519813477367SK1451981347B

 

Quase cinquenta anos nos separam dessa publicação. É natural esperar que a realidade feminina tenha mudado, que alguns dos assuntos abordados nas  histórias pareçam distantes da nossa  realidade. É perturbador olhar à volta e constatar que ainda há um número desconcertante de comportamentos destrutivos no cotidiano feminino, semelhantes aos demonstrados nos contos de Beauvoir.  Talvez pareçam mais atenuados, disfarçados por outros rótulos, com viés moderno, mas lá estão, vivos na maneira de pensar feminina.

A heroína de “A idade da discrição”, primeiro conto da obra, não consegue aceitar que seu filho adulto pense diferente dela. Ela perdeu o poder sobre o jovem profissional.  Mas sua perda é muito maior e bem mais profunda. Seus medos são vários, o pior deles é o preconceito contra o envelhecimento.  É uma intelectual que agora duvida de sua capacidade intelectual porque sua última publicação não tem o sucesso esperado.  Também seu corpo, assim como o filho a trai, não é mais jovem: “um corpo de velho, apesar de tudo, é menos feio que um corpo de velha, disse a mim mesma… [49]. Tudo contribui para seu desequilíbrio.

O terceiro conto que dá título ao livro mostra o desequilíbrio emocional de uma mulher cujo marido, o centro de sua vida, tem um relacionamento extraconjugal. Mas a traição serve como alavanca para sua destruição.  Subitamente Monique percebe que outros aspectos de sua vida não podem mais sustentá-la no mundo idealizado em que vivia. Há a perda da juventude e a realização do tempo que passa.  Há o esvaziamento do ninho e a surpresa ao perceber que seu marido teria gostado que ela tivesse trabalhado, que ainda fosse uma profissional. “As mulheres que não fazem nada não suportam as que trabalham.”, ele diz [107]. A observação a fere.  O fracasso do casamento ela chega a atribuir à maneira como educou as filhas. E ainda perpetua o sofrimento, pois àquela que segue seus passos, que se torna a dona de casa que ela foi, Monique não poupa:  ela a vê com o mesmo filtro com que concebe sua própria imagem.  É um momento revelador e profético sobre a perpetuação do preconceito na próxima geração.

 

simone-de-beauvoirSimone de Beauvoir

 

Infelizmente, A mulher desiludida ainda é atual. À primeira vista parece que já atravessamos um longo caminho: temos maior liberdade sexual;  grande número de mulheres é profissional.  Muitas mantêm trabalho fora de casa, mesmo que, por vezes, só o façam por necessidade, mesmo que casadas.  Mas basta aprofundar este olhar para perceber que ainda precisamos de uma variedade de mudanças na sociedade, sobretudo na maneira de encarar a vida.  Os três contos de Beauvoir são histórias complexas e ambíguas, principalmente a segunda história, “Monologo”, que é um vômito verbal das frustrações de uma mulher contra tudo e contra todos.  Mas todos os contos apontam para uma mudança de rumo para as mulheres, e do papel que os homens exercem em nossas vidas.  De fato, os homens nos contos não são particularmente fortes.  Há em todos um comportamento covarde,  inábil, anêmico, vacilante.  Para que uma mulher nova exista, há de haver também um novo parceiro mais preparado, eficaz e decisivo. Os dois precisam mudar.  Talvez seja por isso que as mudanças não tenham sido mais radicais nos últimos cinquenta anos.

Esta não é uma leitura leve. Bastante deprimente.  Revoltante muitas vezes.  Mas importante:  uma lembrança do caminho percorrido e uma perspectiva sobre aquele por vir. Ainda há muito trabalho pela frente.

 





Imagem de leitura — Bernard van Orley

24 05 2016

 

 

Bernard_van_Orley_-_Joris_van_Zelle_-_WGA16695Joris van Zelle, 1519

Bernard van Orley (antes de 1491- 1541)

óleo sobre painel de carvalho, 39 x 32 cm

Museus Reais de Belas Artes da Bélgica





Palavras para lembrar — Emily Dickinson

23 05 2016

 

 

Frederick Simpson Coburn (Canadian, 1871-1960) – The LetterA carta, c. 1905

Frederick Simpson Coburn (Canadá, 1871-1960)

óleo sobre tela, 77 x 62 cm

Coleção Particular

 

 

“Não há melhor fragata que um livro para nos levar a terra distantes.”

Emily Dickinson