Imagem de leitura — Ricardo Celma

16 08 2011

Art Deco, s/d

Ricardo Celma ( Argentina, 1975)

óleo sobre tela, 100 x 150 cm

http://ricardocelma.blogspot.com/

Ricardo Celma nasceu em Buenos Aires e, 1975.  Aos cinco anos de idade já demonstrava ter talento para as artes visuais.  Estudou pintura por 20 anos consecutivos quando foi aluno de Susana Mármol (1981-1982), Marcelo Plaza (1982-1983), José Alberto Marchi (1983-1985, 1990-1991), Claudio Barragán (1985-1986, 1989), Julio Barragán (1989), Carlos Fels (1991-1992), formou-se pela Escola Nacional de Belas Artes em 1997. http://ricardocelma.blogspot.com/





Imagem de leitura — Ernest Meissonier

11 08 2011

O leitor de branco, 1857

Ernest Meissonier (França, 1815-1891)

Óleo sobre tela

Museu do Louvre, Paris

Jean-Louis Ernest Meissonier nasceu em Lion em 1815.  Foi um pintor, ilustrador e escultor francês.  Estudou com Jules Potier, indo depois trabalhar no estúdio de Léon Cogniet.  Aos 19 anos começou a expor regularmente no Salão.  Pintor histórico, meticuloso e detalhista.  Morreu em Paris em 1891.

 





Anna Gavalda, lembra — Irmãos: uma relação mais que especial

11 08 2011

Uma igreja no campo, 1879

Paul Gauguin (França 1848-1903)

óleo sobre tela, 13 x 19 cm

Coleção Particular

As memórias que mais me embalavam quando eu morava fora do Brasil eram sempre baseadas no convívio com meus dois irmãos.  Quando nós três estávamos juntos, principalmente ao redor da mesa na casa de minha mãe, era como se estivéssemos num mundo à parte: velhas piadas reapresentadas, mensagens taquigráficas com um piscar de olhos e a nossa maneira peculiar de ver o mundo.  Tudo o que nos identificava estava à mostra.  As minhas visitas eram de algumas semanas, às vezes um mês, e meus irmãos sempre arranjavam um jeito de passarem pela casa de minha mãe depois do trabalho, na hora do almoço, num momento de folga para que pudéssemos reatar laços vividos na infância.  Ríamos muito.  Sempre.  E às vezes bastava um começar para os outros entrarem em sintonia.  Minhas cunhadas pareciam às vezes não acreditar nos idiotas em que seus maridos conseguiam se tornar, tão infantis, tão crianças.    Eram momentos mágicos.  Hoje parecem mais mágicos depois da morte súbita de meu irmão mais novo.

Uma bela escapada, de Anna Gavalda [Rocco: 2011] é um pequeno romance, delicado, límpido, que retrata especificamente esse relacionamento mágico entre irmãos. O casamento de um primo no campo, alavanca o encontro dos irmãos Garance, Simon, Lola e Vincente : duas moças e dois rapazes; dois solteiros, uma divorciada e um casado.  Eles passam juntos um fim de semana inesquecível, depois de escaparem dos festejos matrimoniais onde se encontraram.  É através dos olhos de Garance, a terceira da prole, que nos familiarizamos com o grupo. Com a escrita simples, accessível, característica da autora, os quatro irmãos aparecem como personagens completos, que Gavalda assina com sua conhecida habilidade de desenvolver retratos de pessoas comuns, com defeitos e qualidades que reconhecemos.  Seu forte, nos livros anteriores, permanece:  o uso de palavras corriqueiras e precisas para pincelar como numa tela, obra impressionista, o canto do cisne da juventude e a entrada, inescapável, da fase madura.

Anna Gavalda

A narrativa se dá através de pequenas anedotas, de vinhetas de comportamento.  Nelas percebemos um texto que descortina uma deslumbrante alegria de viver, ressalta o prazer da liberdade e assinala para o poder das pequenas alegrias, dos momentos breves, mas plenos, que preenchem nossos dias.  Entremeado entre fantasia e memórias de tempos melhores, Uma bela escapada é um livro de passagem, que define o momento de transição entre o jovem adulto ao adulto amadurecido.   Anna Gavalda, uma das mais queridas autoras francesas, relembra mais uma vez que seus textos não são tão fáceis quanto parecem.  Apesar de velada, a crítica social, de costumes, está presente ainda que oblíqua.   Mas mais importante ainda do que isso é a sua habilidade de descrever a felicidade, de demonstrar os pequenos nadas que nos fazem venturosos.   Leitura extremamente agradável e exuberante, com o toque de leveza caracteristicamente francês.  Um descanso para a mente, um fôlego para a alma.





A medida do mundo, de Daniel Kehlmann

2 08 2011

Vista das cordilheiras e dos monumentos dos povos indígenas da América, Paris, 1810, Alexandre von Humboldt.

Férias são para se fazer o que não se faz no cotidiano, para alargar horizontes, experimentar novos caminhos.  Apesar de não ter tirado férias, formalmente, passei o mês de julho brincando fora da caixa.  Minhas pseudo-férias incluíram uma vida repleta de  exposições de arte, festival do cinema feminino, mesas-redondas literárias e científicas, concertos, visitas com amigos que há tempos não via.  Um julho delicioso,  cheio de atividades que me tiraram da rotina, alimentaram o descanso, aliviaram a tensão.  Foi assim que encontrei e acabei me deliciando com o romance de Daniel Kehlmann,  A medida do mundo, [Cia das Letras: 2007].

Talvez tenha sido sincronicidade ler esse romance alemão um dia depois de ter assistido ao arrebatador filme de Woody Allen, Meia-noite em Paris [2011].  O que une estas duas obras é justamente a visita que se faz a uma época passada [cada qual num século e em países diferentes], a um específico local que borbulha com novas idéias, teorias.  Em ambas as obras sentimos a eletricidade dos principais pensadores que se interconectam, trocam idéias, se referem uns aos outros e nos fazem desejar que tivéssemos sido contemporâneos de seus protagonistas: Kant, Daguerre, Goethe, entram e saem das páginas desse romance com a facilidade com que uma limusine leva Gil [Owen Wilson] das ruas de Paris contemporânea aos encontros com os mais famosos escritores e artistas radicados naquela cidade nas primeiras décadas do século XX.

A medida do mundo é um romance baseado nas biografias de dois dos maiores cientistas que por razões diferentes saem de suas zonas de conforto e medem o mundo:  Humboldt vem para a América do Sul e mede tudo o que vê, das montanhas às margens dos rios.  Sua procura é incessante.  Ambientada no Novo Mundo a narrativa assume característica de uma aventura exacerbada por um realismo fantástico.  Gauss, por outro lado, nunca saiu de seu torrão natal: mede o mundo através de equações matemáticas ancoradas nas estrelas e por indução.  Assim como a narrativa de Humboldt parece espelhar a aventura sul-americana, o estilo literário que envolve a vida de Gauss reflete sua vida mais precisamente dimensionada. Suas vidas aparecem em capítulos intercalados, com uma narrativa bem-humorada e cativante, não se tem em nenhum momento a sensação de estranheza, mesmo tendo o autor deliberadamente diferenciado a maneira de retratá-los.

Daniel Kehlmann

Daniel Kehlmann trata todo o texto com cativante ironia e humor, além de fazer com poucas e precisas pinceladas, um retrato da efervescência intelectual da época.  Acabamos percebendo que mentes brilhantes podem vir em qualquer formato. As vidas de Gauss e Humboldt são comparadas e contrastadas dando-nos uma visão generosa das diferentes maneiras de se atingir objetivos pessoais. Esse não é um livro em que descobrimos detalhes biográficos da vida de cada cientista: essa não é a proposta.  Temos sim, ao final do romance, uma percepção rica das dificuldades corriqueiras da época, fartamente adubadas pela extraordinária imaginação do autor que nos lembra de cheiros e sons; do desconforto das viagens em carruagens, das dores de noites dormidas em desconfortáveis colchões;  da arrogância da nobreza e de sua filantropia.  Tudo retratado com leveza e ironia.  Uma leitura deliciosa diferente do que se poderia esperar de um romance histórico, de uma biografia ou até mesmo de um livro sobre cientistas.  Invista nessa leitura, não se arrependerá.





Imagem de leitura — Vittorio Matteo Corcos

8 07 2011

Sonhos, 1896

Vittorio Matteo Corcos (Itália, 1859-1933)

óleo

Galeira Nacional de Arte Moderna, Roma

Vittorio Matteo Corcos nasceu em 1859.  Estudou  Academia de Belas Artes de FDlorença com Enrico Pollastrini.  Pasou algum tempo em Nápoles entre 1878 e 1879 estudando com Domenico Morelli, cujas associações com o mundo literário foram de grande influência sobre o pintor.  Foi para Paris em 1880 onde freqüentou com alguma regularidade o ateliê do retratista  Léon Bonnat, que havia se especializado nos retratos da elite social parisiense Retornou à Itália em 1886, depois de haver exposto nos salões de Paris por cinco anos, desde 1881.   Estabelecendo-se em Florença, em 1887, Corcos teve uma carreira estável, especializando-se nos retratos aristocráticos.  Na virada do século XX já se tornara um famoso retratista. Morreu em 1933.





Por um Brasil Literário

8 07 2011





Imagem de leitura — Maryse Cloutier

25 06 2011

A leitora, s/d

Maryse Cloutier (Canadá, 1971)

22x30cm  — ténica não especificada

www.marysecloutier.com

Maryse Cloutier nasceu em Asbestos,na província de Quebec no Canadá em 1971. Desde pequena se interessou por desenho. Suas habilidades foram percebidas na sala de aula, quando professores sempre a chamavam para fazer projetos de turma.  Seus cadernos eram repletos de desenhos. Sua paixão pela natureza e animais a levou a ser uma técnica de saúde animal, mas a necessidade de pintar e desenhar falou mais forte depois que fez um mural para um menino.  Depois disso passou a usar regularmente o pincel, esmerando-se em pintar com acrílico e outras técnicas. Foi aluna de Lorraine Doucet com quem aprendeu a técnica da pintura a óleo.  Depois estudou com Anita Normandin.  Hoje trabalha livremente com fotografia, tintas e cores. Mais informações: www.marysecloutier.com





Imagem de leitura — Keith Gantos

22 06 2011

 

Momento de sossego

Keith Gantos ( EUA 1957)

óleo sobre madeira

Keith Gantos nasceu em 1957, nos EUA.  Autodidata. Começou a pintar ainda criança. Pinta há 40 anos. Tem uma carreira de bastante sucesso no país e onde reside em San Diego, Califórnia.





Imagem de leitura — Alice Kent Stoddard

11 06 2011

Na chaise-longue, 1930

Alice Kent Stoddard ( EUA, 1885-1976)

Óleo sobre tela

David David Gallery, Filadélfia, Pa

Alice Kent Stoddard nasceu em Watertown, Connecticut em 1885. Pintora de paisagens, retratos e marinhas, passou a maior parte de sua carreira entre a cidade de Filadélfia no estado da Pensilvânia e a ilha de Monhegan no estado de Maine. Estudou na Academia de Belas Artes da Pensilvânia com Thomas Eakins, Thomas Anshutz e William Merritt Chase.   Também estudou na Escola Femnina de Design da Filadélfia.  Casou-se com o pintor Joseph Pearson em 1948. Faleceu em 1976.





Imagem de leitura — Nathalie Boissonnault

8 06 2011

Et si c’est vrai… [título do livro aberto], s/d

Nathalie Boissonnault ( Canadá, 1968)

acrílica sobre tela, 92x92cm

www.boissonnault.com

Nathalie Boissonnault (Québec, Canadá, 1968) Interessou-se pelas artes visuais desde criança.  Inscreveu-se no primeiro curso de pintura aos 11 anos, quando pintou sua primeira tela. Artista gráfica por formação, ela é logo seduzida pela pintura.  Sua primeira exposição em 1992, abriu as portas para uma nova fase em sua carreira que até então estava ligada à cartografia.  Hoje dedica-se quase exclusivamente à pintura.  www.boissonnault.com