FLORES, de Oscar Araripe na Galeria Manuel Bandeira na ABL

24 09 2010
Galeria Manuel Bandeira, Academia Brasileira de Letras.  Foto: Ladyce West

Desde o início de setembro a Galeria Manuel Bandeira, da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, está com uma exposição do artista carioca, radicado em Tiradentes, MG,  Oscar Araripe.  A mostra, intitulada FLORES, é uma excelente e sucinta demonstração do estilo leve e risonho desse pintor que tem como característica a pintura gestual e um uso de cores quase expressionista.  A assinatura pictórica de Oscar Araripe está justamente na alegria transmitida pela sua escolha de temas e cores.  Suas flores, ocasionalmente tão leves quanto borboletas, transmitem uma imensa leveza, felicidade, jocosidade que não pode deixar o observador indiferente. 

Flores XXII, 2010

Oscar Araripe, ( Rio de Janeiro, contemporâneo)

Acrílica sobre tela sintética.  110x120cm.

Tradicionalmente o tema das telas apresentadas nessa exposição cairia no gênero: Natureza Morta, que trata da representação pictórica de flores, frutos, entre outros objetos inanimados.  Esses temas tradicionais retornam às primeiras representações na civilização ocidental onde tanto na Grécia como na Roma antigas pintores já compunham cenas inteiras com flores e frutos e outros objetos.  Mas o movimento capturado nas telas de Oscar Araripe, as cores, a alegria brigam para serem consideradas “naturezas vivas”.  

Galeria Manuel Bandeira, ABL, exposição de Oscar Araripe.  Foto: Ladyce West.

Flores, tem um eco de arte francesa, de Matisse: são as cores, é o desenhista por trás do pintor,  é a superimposição de imagens dando um ar de estamparia.  Mas, conhecendo outros trabalhos, anteriores, de Oscar Araripe e principalmente suas paisagens sabemos que se trata de um vocabulário personalíssimo,  de uma sofisticação desenvolvida pelo traço rápido e preciso que aparece mesmo na tinta, longe do esboço de desenhos.

Oscar Araripe

É um prazer percorrer esta pequena – 31 telas – exposição  e sair da galeria leve, feliz, de bem com a vida.  Recomendo a visita, vale a pena!

Para contato com o pintor: www.oscarararipe.com.br

 

SERVIÇO

Flores

Exposição de telas de Oscar Araripe

Até dia 8 de outubro

Galeria Manuel Bandeira

Mezanino do Palácio Austregésilo de Athayde

Academia Brasileira de Letras

Av. Presidente Wilson ao lado do Petit Trianon

CENTRO

Rio de Janeiro

Horário: de 2ª  a 6ª feira das 13 às 18 horas

ENTRADA FRANCA





Passarinhos, quadrinha para uso escolar

24 07 2009

primavera Mabel Rollins Harris

Ilustração: Mabel Rollins Harris

 

Como é belo ver a planta

que abre flores nos caminhos,

nas horas em que Deus canta

pela voz dos passarinhos!

 

(José Lucas de Barros)

 





Um exposição de orquídeas no Jardim Botânico III

6 05 2009
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Uma orquídea extraordinária! Foto: Ladyce West

 

A artista americana Georgia O’Keeffe (1887-1986) se imortalizou, com telas e aquarelas,  entre outras, representando orquídeas e dando a elas um cunho extremamnete sensual.    Vendo-as assim, em puro explendor, é f ácil saber a razão de sua paixão.

 

Pétalas que parecem veludo.  Orquídea.  Foto: Ladyce West

Pétalas que parecem veludo. Orquídea. Foto: Ladyce West

 

A hora e meia que passei no orquidário do Jardim Botânico e a meia-hora adicional passeando por entre os quiosques dos orquidários comerciais vendendo belos espécimes, me encheu de uma alegria e bem-estar com a vida maravilhoso.   Realmente é necessário que preservemos a nossa natureza!

 

Uma orquídea de cores muito delicadas.  Foto:  Ladyce West

Uma orquídea de cores muito delicadas. Foto: Ladyce West





Um exposição de orquídeas no Jardim Botânico II

6 05 2009
Orquídea, foto: Ladyce West

Orquídea, foto: Ladyce West

 

As cores de alguns exemplares são tão vivas que parecem falsas, e se não olhássemos para as folhas ao redor acharíamos que estávamos num mundo fora dos limites da natureza.  

 

Flores pequeninas também!  Orquídea.  Foto: Ladyce West

Flores pequeninas também! Orquídea. Foto: Ladyce West

    Há uma complexidade de cores e formas incomparável.  Para leigos, como eu, é difícil saber como selecionar a mais bela das orquídeas.  Contento-me em apreciar sua beleza exótica feita por translúcidas pétalas acetinadas!

    Orquídea Branca, foto: Ladyce West

    Orquídea Branca, foto: Ladyce West





Um exposição de orquídeas no Jardim Botânico I

6 05 2009
Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Exposição e Venda de Orquídeas, Maio 2009, Foto:  Ladyce West

Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Exposição e Venda de Orquídeas, Maio 2009, Foto: Ladyce West

 

No fim de semana passada, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro teve uma exposição e venda de orquídeas que nos lembra dos encantos da flora tropical. 

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Orquídea na Exposição do Jardim Botânico do Rio de Janeiro em Maio de 2009. Foto: Ladyce West

Este evento sempre atrai centenas, provavelmente alguns milhares de pessoas para o JB do Rio de Janeiro.  Orquidários de diversas regiões do estado  competem com exemplares de suas mais belas  flores em diversas categorias.  

 

A beleza de uma das orquídeas na exposição do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em Maio de 2009.  Foto:  Ladyce West

A beleza de uma das orquídeas na exposição do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em Maio de 2009. Foto: Ladyce West





A flor do Maracujá, poema de Fagundes Varela

14 09 2008

 

Flor de Maracujá, foto de Murilo Romeiro

Flor de Maracujá, foto de Murilo Romeiro

A FLOR DO MARACUJÁ

 

Pelas rosas, pelos lírios,

Pelas abelhas, sinhá,

Pelas notas mais chorosas

Do canto do sabiá,

Pelo cálice de angústias

Da flor do maracujá!

 

Pelo jasmim, pelo goivo,

Pelo agreste manacá,

Pelas gotas de sereno

Nas folhas do gravatá,

Pela coroa de espinhos

Da flor do maracujá!

 

Pelas tranças de mãe-d’água

Que junto da fonte está,

Pelos colibris que brincam

Nas alvas plumas do ubá,

Pelos cravos desenhados

Na flor do maracujá!

 

Pelas azuis borboletas

Que descem do Panamá,

Pelos tesouros ocultos

Nas minas do Sincorá,

Pelas chagas roxeadas

Da flor do maracujá!

 

Pelo mar, pelo deserto,

Pelas montanhas, sinhá!

Pelas florestas imensas,

Que falam de Jeová!

Pela lança ensangüentada

Da flor do maracujá!

 

Por tudo o que o céu revela,

Por tudo o que a terra dá

Eu te juro que minh’alma

De tua alma escrava está!…

Guarda contigo este emblema

Da flor do maracujá!

 

Não se enojem teus ouvidos

De tantas rimas em – á –

Mas ouve meus juramentos,

Meus cantos, ouve, sinhá!

Te peço pelos mistérios

Da flor do maracujá!

 

 

Fagundes Varela

 

 

Luís Nicolau Fagundes Varella, (RJ 1841 — RJ 1871) poeta e um dos patronos na Academia Brasileira de Letras.

 

Obras:

  • Noturnas – 1861
  • Vozes da América – 1864
  • Pendão Auri-verde – poemas patrióticos, acerca da Questão Christie.
  • Cantos e Fantasias – 1865
  • Cantos Meridionais – 1869
  • Cantos do Ermo e da Cidade – 1869
  • Anchieta ou O Evangelho nas Selvas – 1875 (publicação póstuma)
  • Diário de Lázaro – 1880