Súplica, poeminha de Martins d’Alvarez

9 04 2009

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Andorinhas na primavera, aquarela chinesa.

 

 

Súplica

 

                        Martins d’Alvarez

 

 

Saudade, minha amiguinha,

procura aquela andorinha

que o meu caminho cortou.

Pede à avezinha erradia

que me devolva a alegria

que ela me ofertou um dia

e no outro dia tomou!

 

 

 

 

Em: Poesia do cotidiano, Fortaleza, Ceará, Editora Clã: 1977

 

 

 

José Martins D’Alvarez   (CE 1904)  Poeta, romancista, jornalista, diplomado em Farmacia e Odontologia, professor, membro da Academia Cearense de Letras. Nasceu na cidade de Barbalha, Estado do Ceara, em 14 de setembro de 1904.  Filho de Antonio Martins de Jesus a de Antonia Leite da Cruz Martins. Fez os estudos primários na sua cidade natal, os secundários, no Liceu do Ceará.  Depois de formado em Odontologia. Transferiu em 1938 sua residência para o Rio de Janeiro, onde exerceu, além de atividades na imprensa, atividades no magistério superior.

 

 

 

Obras:

 

“Choro verde: a ronda das horas verdes”, 1930 (versos).

“Quarta-feira de cinzas”, 1932 (novela).

 “Vitral”, 1934 (poemas).

“Morro do moinho” 1937 (romance)

“O Norte Canta”, 1941 (poesia popular).

“No Mundo da Lua”, 1942 (poesia para crianças).

“Chama infinita, 1949 (poesias)

“O nordeste que o sul não conhece 1953 (ensaio)

“Ritmos e legendas” 1959 (poesias escolhidas)

“Roteiro sentimental: geopolítica do Brasil” 1967 (poesias escolhidas)

“Poesia do cotidiano”, 1977 (poesias)

 

 

 

 

Outros poemas de Martins d’Alvarez neste blog:

 

 

ANJO BOM ; AMIGOS ; JOÃO E MARIA

 

 





A cachorrinha, poema infantil de Vinicius de Moraes

7 04 2009

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 A cadelinha da vovó, ilustração de Maud Trube.

 

 

 

 

 

A cachorrinha

 

                       

Vinícius de Moraes

 

 

 

Mas que amor de cachorrinha!

Mas que amor de cachorrinha!

 

 

Pode haver coisa no mundo

Mais branca, mais bonitinha

Do que a tua barriguinha

Crivada de mamiquinha?

Pode haver coisa no mundo

Mais travessa, mais tontinha

Que esse amor de cachorrinha

Quando vem fazer festinha

Remexendo a traseirinha?

 

 

 

 

Em: A arca de Noé, Vinícius de Moraes, Livraria José Olympio Editora: 1984; Rio de Janeiro; 14ª edição.

 

 

 

 

 

Marcus VINÍCIUS da Cruz DE Melo e MORAES (RJ 1913-RJ 1980), diplomata, jornalista, poeta e compositor brasileiro.

 

Livros:

 

O caminho para a distância (1933)

Forma e exegese (1935)

Ariana, a mulher (1936)

Novos Poemas (1938 )

Cinco elegias (1943)

Poemas, sonetos e baladas (1946)

Pátria minha (1949)

Antologia Poética (1954)

Livro de Sonetos (1957)

Novos Poemas (II) (1959)

Para viver um grande amor (crônicas e poemas) (1962)

A arca de Noé; poemas infantis (1970)

Poesia Completa e Prosa (1998 )

 

 —

 

 

 

Outros poemas de Vinícius de Moraes neste blog:

 

As borboletas

 





Jangada, poema infantil de Juvenal Galeno

26 03 2009

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Jangada

 

Juvenal Galeno

 

 

Minha jangada de vela,

que vento queres levar?

tu queres vento da terra,

ou queres vento do mar?

 

Minha jangada de vela,

que vento queres levar?

Aqui no meio das ondas,

das verdes ondas do mar

és como que pensativa,

duvidosa a bordejar!

 

Saudades tens lá das praias,

queres na areia encalhar?

ou no meio do oceano

apraz-te as ondas sulca?

Minha jangada de vela,

que vento queres levar?

 

 

Em: Poemas para a infância, Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, Edições de Ouro, s/d.

 

 

 

———

 

Juvenal Galeno da Costa e Silva ( Fortaleza, CE 1836 –Fortaleza, CE 1931)

Poeta.

 

 

Obras

 

A Machadada, poesia, 1860  

Ao imperador em sua partida para a guerra, poesia, 1872  

Canções da Escola, poesia, 1971  

Cantigas Populares, poesia, 1969  

Cenas cearenses, 1871  

Cenas Populares, poesia, 1971  

Evaristo Ferreira da Veiga, poesia   

Folhetins de Silvanos, poesia, 1891  

Lenda e Canções Populares, poesia, 1865  

Lira Cearense, poesia, 1972  

Medicina caseira, 1897  

Novas canções populares, s/d  

O eleitor, s/d

O Peregrino, 1862  

Porangaba, poesia, 1961  

Prelúdios Poéticos, poesia, 1856  

Quem com Ferro Fere, com Ferro Será Ferido,teatro, 1861

 

 

 

—–

—–

NOTA:  Em 1920 este poema  mais longo, com alguns versos a mais,  foi usado como letra para a música JANGADA de Alberto Nepomuceno.  Segue,

 

 

 

JANGADA

(1920)

 

Composição: Alberto Nepomuceno

Letra: Juvenal Galeno
 

 

Minha jangada de vela

Que vento queres levar?

Tu queres vento de terra

Ou queres vento do mar?

Minha jangada de vela

Que vento queres levar?

Aqui no meio das ondas

Das verdes ondas do mar

És como que pensativa

Duvidosa a bordejar!

 

Minha jangada de vela

Que vento queres levar?

 

Saudade tens lá das praias

Queres n’areia encalhar?

Ou no meio do oceano

Apraz-te as ondas sulcar?

Minha jangada de vela

Que vento queres levar?

Sobre as vagas, como a garça

Gosto de ver-te adejar

Ou qual donzela no prado

Resvalando a meditar

 

Ah! Minha jangada de vela

Que vento queres levar?





O sapato perfumado — poema infantil de Ricardo da Cunha Lima

25 03 2009

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O sapato perfumado

 

                                            Ricardo da Cunha Lima

 

 

 

Era uma vez um sapato

totalmente amalucado.

Seu esquisito costume

era usar um bom perfume.

Ele nunca passeava

sem estar bem asseado;

pra isso, sempre passava

perfume por todo lado,

bastando o seu couro inteiro

com fragrâncias do estrangeiro,

e na sola e no cadarço

espalhava água-de-cheiro.

Que eu me lembre se casou

(e que lindo par formou!)

com a meia do garçom,

a qual tinha, por seu lado,

o costume amalucado

de pintar-se com batom.

 

 

 

Em:  De cabeça para baixo, São Paulo, Cia das Letras: 2000

 

 

 

 

 

 

 

 

Ricardo da Cunha Lima nasceu em São Paulo, em 1966.

 

Obras

 

Lambe o dedo e vira a página, 1985

Em busca do tesouro de Magritte, 1988

De cabeça para baixo, 2000

O livro com um parafuso a menos, 1996

O xis da questão, 1997

Cambalhota, 2003

Do avesso, 2006





Voz dos animais, poema para crianças de Francisca Júlia

24 03 2009

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Voz dos animais

 

                                                        Francisca Júlia

 

 

O peru, em meio à bulha

De outras aves em concerto,

Como faz de leque aberto?

            — Grulha.

 

Como faz o pinto, em dia

De chuva, quando se interna

Debaixo da asa materna?

            — Pia.

 

Enquanto alegre passeia

Girando em torno do ninho,

Como faz o passarinho?

            — Gorjeia.

 

 

E de intervalo em intervalo

Quando a manhã se levanta,

No quintal que faz o galo?

            — Canta.

 

Quando a galinha deseja

Chamar os pintos que aninha,

Como é que faz a galinha?

            — Cacareja.

 

A rã quando a noite baixa,

Que faz ela a toda hora

Dentre os limos em que mora?

            — Coaxa.

 

E quando as narinas incha,

Cheio de gosto e regalo,

Como é que faz o cavalo?

            — Rincha.

 

Que faz o gato, que espia

Uma terrina de sopa

Que fumega sobre a copa?

            — Mia.

 

Com a barriga farta e cheia,

Que faz o burrinho quando

Se está na grama espojando?

            — Orneia.

 

Para o sinal de rebate,

Aviso, alarme ou socorro,

Como é que faz o cachorro?

            — Late.

 

Para que as mágoas embale

Quando tresmalha, sozinha,

Que faz a branca ovelhinha?

            — Bale.

 

Em fugir quando porfia

À garra e aos dentes do gato.

Como faz o pobre rato?

            — Chia.

 

De pé a boca descerra

E alta levanta a cabeça,

Que faz a cabra travessa?

            — Berra.

 

Cheia a boca de babuge

Do milho bom que rumina,

Que faz o boi na campina?

            — Muge.

 

A pomba que grãos debulha.

Como faz, batendo as asas

Sobre o telhado das casas?

            — Arrulha.

 

A voz tremida do grilo

Que vive oculto na grama,

A trilar, como se chama?

            — Trilo.

 

Mas escravos das paixões

Que os fazem bons ou ferozes,

Os homens têm suas vozes

Conforme as ocasiões. 

 

 

 

 

 

 

 

Francisca Júliada Silva Munster (SP 1874 – SP 1920)  Poetisa brasileira, autora de obras didáticas e professora.  

  

Obras:  

 

1895 – Mármores, poesia

1899 – Livro da Infância, miscelânea

1903 – Esfinges, poesia

1908 – A Feitiçaria Sob o Ponto de Vista Científico (discurso)

1912 – Alma Infantil (com Júlio César da Silva)- literatura infantil

1921 – Esfinges – 2º ed. (ampliada)

1961—[póstuma] Poesias

 

PRIMAVERA é uma outra poesia de Francisca Júlia neste blog.





Quadrinha para crianças sobre passarinhos

13 03 2009

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“ Escuta aqui, passarinho

quero dizer-te um segredo:

Por que escondes o teu ninho

Na folhagem do arvoredo?”

 

Leonor Posada

 

 

NOTA:  Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício de REDAÇÃO encontrado no livro:  Passe para prosa, com palavras suas, esta quadrinha:

 

 

 

Em: Terra Bandeirante, Theobaldo Miranda Santos, 2° ano, Rio de Janeiro, Agir: 1954

 

 

 

 

Leonor Posada, (Cantagalo, RJ 1893 – Rio de Janeiro, RJ, 1960) Poeta, teatróloga, professora.

 

 

Obras:

 

Plumas e espinhos,  poesia, 1926

Leituras cívicas, didático, 1943

Guia de redação, didático, 1953

Serenidade, poesia, 1954

Os primeiros passos na redação, 1956

 

 

 

 

 

 

Outras quadrinhas neste blog:

 

 

Ser criança

O dia

Gato e rato

Cuidar dos animais

 





Autores favoritos das crianças

11 03 2009

leitura-criancas-lendo-ilustracao

 

 

 

***

 

Apesar de eu não estar ligada diretamente à educação, por causa das minhas escolhas de postagem, dando ênfase a livros e poesia para os jovens, freqüentemente amigos e conhecidos me perguntam o que comprar para um presente para um jovem leitor.  E eu me acho na posição extremamente delicada de sem conhecer a personalidade do pequeno leitor ir dando palpites na esperança de não errar muito feio.  Por coincidência, hoje voltei a um portal sobre livros que não visitava há muito tempo: Oyo e encontrei por lá uma lista dos autores preferidos entre leitores infanto-juvenis com os respectivos livros favoritos.  A amostra é muito pequena, mas já dá para se ter uma idéia do que anda lendo este leitor infanto-juvenil.  Repasso aqui a lista dos 10 primeiros colocados e a sugestão dos dois livros mais favorecidos pelas crianças, um o recomendado pelo portal, o outro entre os mais vendidos do autor.  Isto é válido para a maioria na lista a não ser os seguintes casos: há dois autores cujos livros não foram especificados.  Os Irmãos Grimm e Rubem Alves, respectivamente os 4° e 8° colocados.  Neste caso, fui ver a obra destes autores que se encontra entre as mais vendidas e coloquei aqui como sugestão.  E há Antoine Saint-Exupéry que fica simplesmente com o Pequeno Príncipe.

 

 

Autores favoritos para leitura infanto-juvenil:

 

 

 

    Monteiro Lobato  Memórias da Emília e

                                            O saci

 

 

    J. K. Rowling  Harry Potter e as relíquias da morte

                                      Harry Potter e  o prisioneiro de Azkaban

 

 

    Antoine de Saint-Exupéry – O pequeno príncipe

 

 

    Irmãos Grimm – A guardadora de gansos e

                                      Os seis criados do príncipe

 

 

    Ana Maria Machado – Cinco estrelas [antologia poética]

                                                  O menino que espiava para dentro

 

 

    Ruth Rocha – Marcelo Marmelo Martelo e outras histórias

                                Quem tem medo de dizer não?

 

 

    Pedro Bandeira —  A marca de uma lágrima

                                        A onça e o saci

 

 

    Rubem Alves – O país dos dedos gordos

                                   Lagartixas e dinossauros

 

 

    Walcyr Carrasco – A corrente da vida

                                         As asas do Joel

 

 

10º    Thalita Rebouças  Fala sério, mãe!

                                              Fala sério, amiga!





Murucututu — cantiga de ninar — Wilson Woodrow Rodrigues

10 03 2009

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Ilustração de Walt Disney.

 

 

 

 

 

 

O MURUCUTUTU

 

 

                                                   Wilson Woodrow Rodrigues

                                                     

 

 

( Cantiga de ninar )

 

Murucututu,

que está escondidinho

na copa folhuda

do pé de araçá.

 

Murucututu,

o meu irmãozinho

precisa de sono,

onde é  que ele está ?

 

Murucututu,

amigo da lua,

que não teme a noite

que não tem luar.

 

Murucututu,

que sorte é a sua

ir dentro da noite

o sono buscar.

 

Murucututu.

o meu irmãozinho

que não tinha sono

sonhando já está?

 

 

 

 Wilson Woodrow Rodrigues — poeta, folclorista, jornalista, professor e técnico de educação.  Nasceu em 6 de julho de 1916, na cidade de São Salvador, Bahia.  Filho do Cel. Julio Rodrigues de Sousa e de D. Josina Parente Rodrigues, família do Recôncavo Baiano.  Desde menino revelou vocação para a poesia, tendo publicado as suas primeiras composições em periódicos escolares.  Seu primeiro livro publicado teve as bençãos antecipadas do poeta Jorge de Lima.   

 

Obras:

 A caveirinha do preá,  Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

 

Desnovelando, Arca ed., s/d, Rio de Janeiro

O galo da campina, Arca ed,: s/d, Rio de Janeiro

O pintainho, Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Por que a onça ficou pintada, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A rãzinha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Três potes, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

O bicho-folha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A carapuça vermelha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Bahia flor, 1948 (poesias)

Folclore Coreográfico do Brasil, 1953

Contos, s/d

Contos do Rei-sol, s/d

Contos dos caminhos, s/d

Pai João, 1952

Sombra de Deus

Pai João, 1952

Lendas do Brasil





Quadrinha para crianças, sobre animais

10 03 2009

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Dizem sempre nossos pais

frases de grande razão:

Maltratar os animais

prova ter mau coração.

 

Leonor Posada

 

 

 

Leonor Posada, (Cantagalo, RJ 1893 – Rio de Janeiro, RJ, 1960) Poeta, teatróloga, professora.

 

Obras:

 

Plumas e espinhos,  poesia, 1926

Leituras cívicas, didático, 1943

Guia de redação, didático, 1953

Serenidade, poesia, 1954

Os primeiros passos na redação, 1956

 

 

Em: Terra Bandeirante: a vida na cidade e na roça no Estado de São Paulo, 2° ano, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir:1954

 

 

 

Outras quadrinhas neste blog:

 

 

Ser criança

O dia

Gato e rato

Passarinhos





A lagartixa — poema, Da Costa e Silva

22 01 2009

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A Lagartixa

 

                                    Da Costa e Silva

 

 

A um só tempo indolente e inquieta, a lagartixa,

Uma réstia de sol buscando a que se aqueça,

À carícia da luz toda estremece e espicha

O pescoço, empinando a indecisa cabeça.

 

Ei-la aquecendo ao sol; mas de repente a bicha

Desatina a correr, sem que a rumo obedeça,

Rápida num rumor de folha que cochicha

Ao vento, pelo chão, numa floresta espessa.

 

Traça uma reta, e pára; e a cabeça abalando,

Olha aqui, olha ali; corre de novo em frente

E outra vez, pára, a erguer a cabeça, espreitando…

 

Mal um inseto vê, detém-se de repente,

Traiçoeira e sutil, os insetos caçando,

A bater, satisfeita, a papada pendente…

 

Em: Poesias completas, Da Costa e Silva, Nova Fronteira: 1985, Rio de Janeiro

 

 

 

Antonio Francisco da Costa e Silva – (Amarante, Piauí, 1885 – Rio de Janeiro, 1950) Poeta.  Começou a compor versos por volta de 1896, tendo seus primeiros poemas publicados em 1901. Todavia, seu primeiro livro de poesia, Sangue, foi lançado só em 1908, primeira obra da última geração simbolista. .  Formou-se pela Faculdade do Direito do Recife. Foi funcionário do Ministério da Fazenda, tendo ocupado os cargos de Delegado do Tesouro no Maranhão, no Amazonas, no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Viveu não só na capitais desses estados, mas também, por mais de uma vez, em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Jornalista. Exerceu função pública na Presidência da República do Brasil, entre 1931 e 1945, a pedido do então presidente Getúlio Vargas. É o autor da letra do hino do Piauí.  Recolheu-se ao silêncio, demente, pelos últimos 17 anos de vida. Faleceu em 29 de junho de 1950.

 

 

Publicou os seguintes livros de poemas:

 

 

Sangue (1908),

Zodíaco (1917),

Verhaeren (1917),

Pandora (1919)

Verônica (1927)