Meninas: maior igualdade, melhor em matemática

9 01 2010

Um estudo realizado nos EUA mostra que, em países onde há mais igualdade entre os sexos, as meninas tendem a ter um melhor desempenho em matemática do que os meninos – apesar de terem menos confiança do que eles na matéria.

A pesquisa, realizada em três universidades americanas e publicada na revista da Associação Americana de Psicologia, mostra ainda que a falta de confiança das meninas em suas habilidades, no mundo inteiro, pode explicar por que elas acabam optando menos por carreiras em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.  “Estereótipos sobre inferioridade feminina em matemática são um contraste claro com os verdadeiros dados científicos“, disse Nicole Else-Quest, professora de psicologia da Villanova University e principal autora do estudo.

Nossos resultados mostram que as meninas obtêm os mesmos resultados que os meninos quando recebem as ferramentas educacionais corretas e têm modelos de mulheres que fazem sucesso na carreira científica.”  Else-Quest e sua equipe analisaram dados de dois estudos internacionais que, juntos, englobam mais de 493 mil estudantes entre 14 e 16 anos, em 69 países.

Um estudo se concentra no conhecimento geral do aluno sobre matemática, e o outro avalia a habilidade de cada um de usar suas habilidades matemáticas no mundo real, além de verificarem o nível de confiança do estudante e o quanto acreditavam que saber matemática seria importante em suas carreiras.    Segundo os cientistas, os resultados apresentavam poucas diferenças em relação ao sexo do aluno, mas havia muitas variações entre meninos e meninas de país para país.

Os pesquisadores também perceberam que, em países onde o nível da educação das mulheres e seu envolvimento político era melhor, as meninas tendiam a ter um melhor desempenho em matemática.   “Esta análise nos mostra que, enquanto a qualidade da educação e o currículo afetam o aprendizado das crianças, também pesam o valor que escolas, professores e pais dão a ele. As meninas podem ter um desempenho igual ao dos meninos se forem incentivadas“, afirmou Else-Quest.

Fonte: Terra





Paleontologia:descobertas as mais antigas pegadas de animal de 4 patas

8 01 2010
Foto: BBC

A prova mais antiga de um animal de quatro patas caminhando no solo foi descoberta na Polônia. Rochas de uma mina desativada nas montanhas da Santa Cruz, na Polônia, trazem “pegadas” de uma criatura desconhecida que viveu há 397 milhões de anos.   Diversos “caminhos” foram identificados nas Minas Zachelmie. Eles representam o movimento de diversos animais quando se movimentavam pela região que nessa época era um lamaçal tropical de ribeirinho, no Periodo Devoniano  da Terra.  

 

—-

O artigo com a descoberta é o destaque de capa da revista científica Nature. Segundo os cientistas, é possível inclusive perceber os “dedos” do animal. A equipe de cientistas afirma que com a descoberta é um indício de que os primeiros vertebrados terrestres podem ter aparecido milhões de anos antes do que se acreditava.

Este lugar revelou o que eu considero alguns dos fósseis mais incríveis que já achei na minha carreira como paleontólogo“, disse Per Ahlberg, da Universidade de Uppsala, na Suécia, que trabalhou na pesquisa. “As pegadas nos dão o registro mais antigo de como nossos ancestrais distantes saíram da água, se moveram pelo solo e deram seus primeiros passos.” 

Foto: BBC

Os animais eram provavelmente semelhantes a crocodilos e teriam tido um estilo de vida semelhante aos dos anfíbios (que só vieram a surgir milhões de anos depois).  O tamanho das pegadas indica que eles teriam mais de dois metros de tamanho. A equipe de cientistas da Polônia e da Suécia criou uma imagem hipotética do animal a partir da pegada.  Os pesquisadores reconstruíram pelos desenhos das pegadas como essas criaturas moviam suas “ancas”,  “cotovelos” e “joelhos”.

 —

 —

Antes da descoberta na Polônia, o fóssil mais antigo com características semelhantes era de 375 milhões de anos atrás.   A teoria é que as primeiras criaturas na terra vieram dos peixes que tinham guelras em lóbulos.  A hora exata que dessa transição tem sido uma um dos campos mais ativos de pesquisa na área, nos últimos anos.  Paleontologistas acreditam que esta transição foi rápida, mas em etapas.  Talvez o mais conhecido fossil desta passage seja o organismo conhecido como Tikaalik roseae, um animal com características intermediárias entre peixe e quadrúpedes. 

Reconstrução período devoniano.  UERJ.

 

Fontes para o artigo:

Parte da tradução: Terra

Outra fonte: BBC





Filhotes fofos: bebê leopardo e sua mamãe

8 01 2010

 

Aqui está Tumai.  Ela é uma mamãe leopardo muito orgulhose de sua prole que está com 10 semanas.  Foram  4 filhotes: dois meninos e duas meninas!  Tumai mora no  Zoológico de Washington DC, nos Estados Unidos.





Quadrinha da mucama

7 01 2010

 madonnadeleite, canoto ( Brasil 1985),ost, 80x100Madona do leite

Canato ( SP, Brasil, 1985)

Óleo sobre tela,  80 x 100 cm

www.canato.com.br

A cantiga da mucama,

que embalava o sinhozinho,

tinha mimo de quem ama,

de quem sofre tinha espinho.

 

(Margarida Ottoni)





Arte e medicina, vira e volta elas se encontram!

6 01 2010

 

IIlustração,  Walt Disney.  Pateta vai à galeria de arte.

Desde os meus primeiros anos de estudo em história da arte, que sei que de vez em quando um eventual médico resolve explicar o que está representado nas telas por doenças ou problemas de saúde dos pintores.  Eu me lembro de um famoso médico dizendo que os impressionistas continuaram um estilo que só poderia ter sido iniciado por alguém que precisasse  de óculos, porque só olhos  míopes viam, assim,  tudo um pouco embaçado;  lembro-me de um outro querendo explicar as imagens alongadas de El Greco como demonstração de que o pintor sofria de astigmatismo.    Mas há muito tempo que não vejo o contrário, um médico que preconiza as doenças sofridas pelos modelos de algumas pinturas famosas.  E é exatamente isso que o Dr. Tito Franco [que ironia, uma combinação de dois dos maiores ditadores do século XX!], um médico italiano, resolveu fazer, de acordo com a notícia da agência EFE,  que copio e colo aqui, a seguir.  Estas descobertas não me convencem,  jogo-as para escanteio, como uma curiosidade, mas acredito que haja muita gente interessada no assunto.  Aqui está:

 —

 Médico detecta doenças em retratados em obras de arte

 

Um médico italiano diz ter descoberto sinais de diferentes doenças nos personagens retratados em famosas obras de arte como a “Mona Lisa“, de Leonardo da Vinci, ou “As Meninas“, de Velázquez.   Em declarações ao jornal britânico The Times, Tito Franco, professor de Anatomia Patológica da Universidade de Palermo, disse que esses sinais de doença vão desde más-formações ósseas até cálculos renais.    “Olho a arte com um olhar diferente do de um especialista em arte, como um matemático escuta a música de modo diferente de um crítico musical”, explica Franco, que analisou uma centena de obras, desde esculturas egípcias a produções contemporâneas.

Mona Lisa ou A Gioconda,  1503-1506

Leonardo da Vinci (1452-1519)

óleo sobre madeira  77 x 53 cm

Museu do Louvre, Paris.

 

A “Mona Lisa“, de Leonardo da Vinci, apresenta em torno de seu olho esquerdo, segundo Franco, sintomas de xantelasma, um conjunto de pequenos tumores benignos ou depósito de gordura situados ao redor das pálpebras e que podem indicar níveis elevados de colesterol.  Nas mãos da Gioconda parece haver, acrescenta o médico, lipomas subcutâneos, ou seja, tumores benignos compostos por tecido adiposo.

 As meninas, ou A Família de Filipe IV,  1656

Diego Velazquez ( 1599-1657)

óleo sobre tela,  318 cm x 276cm

Museu do Prado, Madri

Em “As Meninas“, Franco diz ter descoberto que o personagem principal, a infanta Margarita, parece vítima da chamada síndrome de Albright, doença genética que “inclui puberdade precoce, baixa estatura, doenças ósseas e problemas hormonais“.

 

Escola de Atenas, 1511

Rafael Sanzio ( 1483-1520)

Pintura mural, afresco,  500 x 700 cm

Palácio Apostólico,  Vaticano

Em “A Escola de Atenas“, de Rafael, há uma pessoa identificada como o filósofo Heráclito sentada em escadas com os joelhos muito inchados, o que, segundo Franco, “claramente é consequência de um excesso de ácido úrico típico de quem sofre com cálculos renais.

 —

Madona do Parto, 1467

Piero della Francesca, ( 1416-1492)

Afresco,  206 x 203 cm

Igreja de Santa Maria a Nomentana, Monterchi

 

E a famosa Madonna do Parto, de Piero della Francesca, mostra sintomas de bócio, inchaço da glândula tireóide “típico de pessoas que bebiam água de poço” durante a Idade Média e que sofriam carência de iodo, diz Franco.

É pode ser…

—–

 NOTA DA PEREGRINA:  Na figura de Heráclito, mencionada acima, no afresco de Rafael, A Escola de Atenas, é de conhecimento comum, que a cabeça é feita pelo retrato (rosto) de Michelangelo. 

 

Fonte: Terra





Quadrinha para a infância: o sentido da vida

5 01 2010

menino com passarinhos

Não creio ser necessário

explicar meu ideal…

—  Por que é que canta o canário?

—  Por que é que voa o pardal?

( Moysés Augusto Torres)





Olha para o céu, Frederico! de José Cândido de Carvalho

5 01 2010

Engenho de dentro, s.d.

Bustamante Sá (Brasil, 1907-1988)

óleo sobre tela, 60 x 73 cm

Coleção particular

Comecei o ano de 2010 com a leitura de um clássico brasileiro, um livro cujo título virou quase que um jargão, com muitas pessoas o repetindo, já sem saberem referência exata.  Uma pequena busca no Google mostra esta frase sendo usada para os mais diversos fins.  Sinal do seu grande sucesso.  Olha para céu, Frederico! foi o meu segundo José Cândido de Carvalho.  Conhecido de todos que freqüentaram escolas brasileiras pelo romance O Coronel e o Lobisomen, José Candido de Carvalho acabou tendo o resto de sua obra injustamente relegada a um outro patamar.   Então hoje, começo a colocar em dia a dívida que tenho comigo mesma de conhecer melhor o trabalho deste autor fluminense.

 

A característica mais marcante deste romance, além do retrato dos negócios e da decadência moral das famílias usineiras de açúcar da região de Campos dos Goytacazes,  é, sem dúvida, um delicioso senso de humor que  seduz e capacita o escritor a falar de assuntos sérios sem que venha a melindrar os orgulhos de famílias locais ou as politicagens bastante conhecidas dos anos 30 na região retratada.   Além deste senso de humor, há no romance inteiro, as mais saborosas expressões, figuras de linguagem, que me fizeram parar a leitura e anotá-las, não só porque me pareceram novas, mas também porque me fizeram recordar de umas outras tantas maneiras de falar de pessoas que conheci na minha infância, quando a influência e a homogeneização da cultura através dos meios de comunicação nacionais não era ainda tão extensa.  Aqui estão algumas dessas delícias:

Quem visse Frederico assim de fala mole, com miséria nas conversas, era capaz de acreditar num São Martinho encalhado, de rodas mortas, com ninho de rato nas fornalhas.  Conheci e vi morrer meu tio com esses lamentos que só acabaram quando sua boca se fechou vazia de palavras”.

Era alto como vela de promessa”.

Tanta gentileza acabou por trazer Dona Lúcia para a cama de Frederico.  Os parentes é que não viam nada.  Só olhavam a velhice de meu tio, a plantação que podia nascer em sua testa”. … “Agora, com um simples negócio de altar, os mourões do São Martinho ficavam sendo as pitangueiras da praia”.

O raposão do meu tio não mostrava as unhas.  Na varanda, de tarde, esparramado na cadeira de preguiça, lia os jornais.  Vinha gente tirar prosa com ele.  Conversinhas de calor, da miséria de fim de vida que andava solta pelo mundo”.

Os barões, dependurados em pregos de parede, por trás das barbas , espiavam meus desmandos”.

José Cândido de Carvalho

Eduardo, nosso narrador, um menino órfão, vai morar com o tio Frederico e nunca chega a entender o velho.  Não percebe como o tio era uma raposa velha, sempre comendo  beiradas, parecendo um cordeirinho, mas que na  hora H, dava o bote certeiro arrancando tudo do vizinho, do parente mais próximo, de quem fosse mais fraco,  mesmo sem o saber.  Frederico era um estrategista, com homem com olho grande, matreiro, conhecedor das fraquezas humanas. 

Tendo passado os primeiros anos de sua vida na família de outro tio, Eduardo, chega à casa de Frederico cheio de orgulho por seus antepassados, nobreza brasileira, dona de terras e de gente.  Depois de quase quinze anos no engenho São Martinho, com Frederico, ele recebe uma vistosa herança quando o tio morre.  Mas Eduardo mostra que todo o tempo passado nessa usina de açúcar, pouco o atingiu.  Só mesmo o aprendizado de sem-vergonhice vingou.  No mais, ele que parece aberto à modernidade, às máquinas para melhor aproveitamento da cana de açúcar, mas logo, logo, mostra que em seu íntimo ainda vive de um esplendor imaginado da época de seus antepassados e espalha arrogância e desprezo pelos outros.

E assim vai o romance, com a prosa descontraída das conversas de varanda, com ritmo próprio que acompanha um enrolar de cigarro de palha, ou se cala para ouvir os primeiros grilos de um início de noite.  Mas, por trás desta ingenuidade quase caipira, há uma forte crítica à sociedade dos usineiros, dos donos das terras, dos decadentes baronatos, gente com mentalidade de estupradores da terra, piratas permissionários pela monarquia, que pouco construíram além de famílias ilegítimas, de uma prole gerada com ex-escravas ou mulheres sem condições financeiras.  Este grupo de irresponsáveis, mal letrados, preferiu continuar com a exploração nos moldes escravagistas, em que todos de quem dependia cresciam abandonados, sem recursos financeiros ou intelectuais, fadados a perpetuar a pobreza no campo por gerações e gerações futuras.

Olha para o céu, Frederico! é um livro que vale a pena ser lido, para nos lembrarmos também de como chegamos aqui, até hoje, em 2010.  E para sabermos não repetir os erros do passado, de um passado nem tão longínquo.  Apesar da seriedade do assunto tratado, o texto é leve, cheio de passagens humorísticas que nos levam facilmente ao fim: sem sermões, sem dogmatismo.  Uma excelente leitura.   





Imagem de leitura — Teodoro Nuñez Ureta

5 01 2010

A leitura, 1930

Teodoro Nuñez Ureta ( Peru, 1912 – 1988)

Teodoro Nuñez Ureta, nasceu em Arequipa, Peru em 1912.  Autodidata.  No entanto, graças a seu pai que trabalhava numa livraria na cidade, Nuñez Ureta foi exposto à obras dos grandes pintores internacionais, através dos livros de arte que seu pai trazia para casa.   Quando terminou a escola secundária, ainda não foi se dedicar à pintura exclusivamente.  Ao invés, foi para a Universidade Nacional de San Agustin, onde se formou como Doutor de Filosofia e Letras com uma tese sobre o grotesco e o cômico na arte.  Daí por diante passou a ensinar na universidade na cadeira de História da Arte e Estética  (1936-1950).  Foi um homem brilhante, excedendo-se tanto nas artes plásticas, principalmente com a pintura mural, como na´escrita e na pesquisa em história da arte.  Em 1943 ganha um concurso nacional na imprensa e mais tarde, no mesmo ano, segue para os EUA patrocinado pela Fundação Guggenheim.  O resultado deste período de pesquisas foi imdeidato, em 1945 publica o livro:  A Academia e a Arte Moderna.  Muda-se para Lima e em 1959 é premiado pelo mural que pintou para o Ministério de Economia Finanças e Comércio em 1954.  Foi diretor da Escola Nacional de Belas Artes em Lima (1973-1976).  Faleceu em Lima, em 1988.





O homem da Idade da pedra já demarcava espaços para diferentes atividades

4 01 2010

A arqueologia não é só a busca por posses, habilidades e crenças de culturas antigas. Também se trata de espaços de habitação.   Escavações recentes em Israel parecem mostrar que ancestrais humanos da Idade da Pedra começaram, em um estágio surpreendentemente precoce, a organizar seus espaços habitacionais ao ar livre em grupos separados para diferentes atividades.

Uma área era usada principalmente para preparar e comer os alimentos, e outra, a mais de 7 metros de distância, era usada para a produção de ferramentas de pedra.   Arqueólogos que relataram as descobertas neste mês na revista “Science” disseram que ter áreas separadas para diferentes atividades indicava “um conceito formalizado de espaço habitacional, que muitas vezes reflete uma sofisticada cognição“.    A surpresa, segundo os arqueólogos, foi descobrir a evidência disso em um assentamento que foi ocupado há 790 mil anos. Esses padrões de vida e trabalho antes eram associados apenas ao Homo sapiens moderno e, portanto, um comportamento que só emergiu nos últimos 200 mil anos.

No relato, Nira Alperson-Afil e seus colegas observaram que “o uso moderno do espaço requer organização social e comunicação entre membros do grupo, e acredita-se que isso envolva parentesco, gênero, posição e habilidades“.    Alperson-Afil, arqueóloga da Universidade Hebraica em Jerusalém, e pesquisadores da Alemanha, Israel e Estados Unidos analisaram os resquícios de Gesher Benot Ya’aqov, no vale do rio Jordão, onde ancestrais humanos viveram na margem de um lago antigo. Níveis superpostos de artefatos indicavam que o local foi ocupado por um período de 100 mil anos.

Escavações dirigidas por Naama Goren-Inbar, também da Universidade Hebraica, já tinham exposto evidências, relatadas um ano atrás, de que ocupantes do local tinham a habilidade de produzir e controlar fogo. Se isso estiver correto, será o primeiro exemplo definitivo do controle da produção do fogo.    “É um local extraordinário“, disse Alison S. Brooks, professora de antropologia da George Washington University, sem envolvimento com o estudo. “Existem bem poucos locais como esse daquele tempo na África, Oriente Médio ou qualquer outra parte“.  Brooks disse que a evidência de uma lareira “implica um tipo de organização espacial no local“, mas alertou que arqueólogos teriam de estudar as descobertas antes de comentar sobre as interpretações.

A identidade dos ocupantes de Gesher Benot Ya’aqov é desconhecida; nenhum de seus restos mortais foi encontrado ali. Cientistas afirmam que eles podem ter sido Homo erectus, uma espécie que, segundo suposições, deixou a África mais de 1 milhão de anos atrás, ou uma espécie intermediária mais recente da família dos humanos.  A primeira evidência conhecida de ferramentas de pedra está associada a hominídeos que viveram há 2,6 milhões de anos no que hoje é a Etiópia.   A equipe de Alperson-Afil relatou que os ocupantes “produziam com habilidade ferramentas de pedras, abatiam e exploravam sistematicamente animais, coletavam plantas comestíveis e controlavam o fogo“. Rochas, madeira e outros materiais orgânicos queimados mostravam a presença de fogo em lareiras em locais específicos.

Dois coautores, Goren-Inbar e Gonen Sharon, explicaram por e-mail que, se esses fossem o resultado de fogo natural, “esperaríamos que sua distribuição fosse similar à distribuição geral de artefatos de pedra e outros materiais, e não agrupados como estão“.    Na parte norte do local, arqueólogos encontraram uma concentração de fragmentos –pedaços de rochas, ferramentas de pedra para cortar e raspar usadas na preparação de alimentos, pedaços de cascos de caranguejos e espinhas de peixes, várias sementes, nozes, grãos e fragmentos de madeira. O material queimado sugeria a existência de uma lareira ali.

Embora a lapidação da pedra ocorresse de forma abundante na área, presumivelmente relacionada à produção de fogo, a maioria das peças de rochas queimadas foi coletada na parte mais ao sul do local, onde os arqueólogos afirmaram que havia evidências definitivas de lareira. A densidade de artefatos de basalto e calcário mostrou que ali era o centro de produção de ferramentas.  Entre os dois centros de atividade, disseram os pesquisadores, parecia haver apenas artefatos dispersos, nada que sugerisse como a área era usada.  Goren-Inbar e Sharon disseram que “o fato de reconhecermos zonas de atividades e definirmos como algumas das atividades aconteciam já é uma grande descoberta por si só“.

FONTE:  Folhaonline





Filhotes fofos: rinoceronte jogando bola

4 01 2010

rino bebê  com bola 3-10

Um filhote de rinoceronte recém-nascido brinca com uma bola dentro do seu viveiro no zoo de Muenster. A espécie nasceu no dia 20 de setembro e foi rejeitado por sua mãe, Emmi. Agora ele recebe tratamento especial dos biólogos.