Filhotes fofos: canguruzinho

8 06 2010

O canguru bebê está curioso sobre o mundo à sua volta, mas gosta da segurança da bolsa da mamãe, quentinha e gostosa…  Zoológico Metroparks em Cleveland, Ohio,  Estados Unidos.





Filhotes fofos: suricates

31 05 2010
Foto: Reuters

Dois filhotes de suricates são vistos no zoo de Chester, norte da Inglaterra. Os animais, com três semanas de idade, foram apresentados ao público pela primeira vez.





Os óculos da vovó, poema infantil de Dom Marcos Barbosa

28 05 2010

Os óculos da vovó

 

Dom Marcos Barbosa

— Como acabar meu tricô,

como assistir à novela,

se esses óculos benditos

me somem sem mais aquela?

 —

Vovó, procurando os óculos,

vai do quarto para a sala

e de novo volta ao quarto,

sem ninguém para ajudá-la.

 —

E até parece que os netos

estão a se divertir,

pois mesmo seu predileto

faz força para não rir.

— 

Deve saber onde estão,

porque lhe diz o malvado:

– Já está ficando quente

seu chicotinho queimado!

 —

E o diz quando está no quarto

ou à sala torna a voltar.

– Mas como pode uma coisa

em dois lugares estar?

 —

Em sinal de desespero

leva então as mãos à testa:

ali estão os seus óculos

e tudo vira uma festa.

Dom Marcos Barbosa [nome civil:  Lauro de Araújo Barbosa]  (MG 1915 – RJ, 1997) Sacerdote, monge beneditino,poeta e tradutor.  Membro da Academia Brasileira de Letras.

 Obras:

Teatro, 1947

Livro do peregrino, XXXVI Congresso Eucarístico Internacional, 1955

A noite será como o dia: autos de Natal, 1959

O livro da família cristã, 1960,

Poemas do Reino de Deus, 1961

Mãe nossa, que estais no céu, s.d.

Para a noite de Natal: poemas, autos e diálogos, 1963

Para preparar e celebrar a Páscoa: autos, diálogos e fogo cênico, 1964

Eis que vem o Senhor, 1967

O livro de Tobias, 1968

Oratório e vitral de São Cristóvão, 1969

Manifestações de autonomia literária: A Escola Mineira e outros movimentos. In: História da Cultura Brasileira, 2 vols., 1973-76

Um menino nos foi dado, org. de Lúcia Benedetti. In: Teatro infantil, 1974

A arte sacra, 1976

Nossos amigos, os Santos, 1985

Congonhas, Bíblia de cedro e de pedra, e co-autoria com Hugo Leal, 1987

Um encontro com Deus: Teologia para leigos, 1991

As vinte e seis andorinhas, 1991

Poemas para crianças e alguns adultos, 1994





Filhotes fofos: girafinha alemã

20 05 2010

Foto:  AFP

O zoológico de Nurenberg, na Alemanha, apresentou nesta terça-feira o filhote de girafa Carlo, nascido no dia 8 de abril no parque.  O pequeno Carlo deu seus primeiros passos ao lado dos pais no cercado reservado às girafas. Desajeitado, ele foi acompanhado pelo público presente que aguardava a aparição do animal.

Fonte: Terra





Dom Ratinho e Dom Ratão, poesia infantil de Helena Pinto Vieira

20 05 2010
Desenho infantil.

Dom Ratinho e Dom Ratão

Helena Pinto Vieira

Dom Ratinho, elegante morador lá da cidade,

come queijo, come pão, da mais alta qualidade;

Dom Ratão, o pobrezinho que mora lá no jardim,

vai comendo o que pode, sem se queixar, mesmo assim.

Dom Ratinho, boa casa sempre teve pra morar;

calça luvas, põe cartola e a bengala faz girar;

amigo das rãs e sapos, Dom Ratão, pobre coitado,

vive sempre escondido, é roceiro envergonhado.

Em: O mundo da criança: poemas e rimas, vol. I, Rio de Janeiro, Delta: 1975, p. 68





Filhotes fofos: lontras brancas

18 05 2010

 

Um par de raríssimas lontras brancas nasceu em cativeiro no aquário Blue Planet, no Reino Unido. Segundo o estabelecimento, os funcionários só notaram que os filhotes eram brancos quando eles começaram a sair do ninho, já que os pais são marrons. Os tratadores acreditam que, apesar dos dois não apresentarem problemas sérios de saúde, eles sofrem de leucismo – uma condição rara na qual a pele do animal não produz o pigmento característico.

Os dois são lontras asiáticas de garra curta e ainda tiveram um terceiro irmão, que nasceu com a cor característica da espécie. O aquário ainda providenciou uma bateria de exames nos filhotes, mas não divulgou os resultados.

O estabelecimento explica que os filhotes só costumam sair do ninho após as primeiras seis ou sete semanas de vida, já que ainda não conseguem ver e são totalmente dependentes dos pais. O tempo médio de vida de uma lontra asiática de garra curta na natureza é desconhecido, mas em cativeiro elas vivem pelo menos 12 anos e muitas chegam ao 20º aniversário.





Quadrinha sobre a formiga

16 05 2010
Ilustração, Maurício de Sousa.

A formiga é muito esperta

Está sempre a trabalhar!

Assim, quando o frio aperta

Descansa e põe-se a  cantar!

(Peregrina)





Estátua de Toth, Deus da Sabedoria, encontrada no Egito

16 05 2010

Arqueólogos encontraram uma estátua de granito vermelho do antigo deus egípcio da sabedoria, Thoth. A descoberta foi anunciada pelo Ministério da Cultura do Egito neste domingo.

A escultura, de 3,5 m de altura e 140 cm de largura, foi encontrada durante escavações em Luxor, próximo ao templo do rei Amenhotep III, que governou o Egito há 3 mil anos. A estátua mostra Thoth como um homem com a cabeça de um babuíno.

O deus era considerado pelos antigos egípcios como o inventor da escrita. Outras imagens de Thoth o descrevem também com a cabeça de um íbis (ave com pescoço longo e bico comprido, e encurvado para baixo).

Fonte: Terra





Amar os outros, soneto de Antônio Correia de Oliveira

14 05 2010

 

Amar os outros

 

                                         Antônio Correia de Oliveira

 —

Olhai aquela abelha industriosa:

Como ela é bela!  e viva!  e diligente!

Parece a luz duma candeia ardente

Com asas, a esvoaçar, alegre e ansiosa.

 —-

Como ela é bela!  A vida, como a sente?

Que sentidos a trazem, cuidadosa,

Mal nasce o sol,  lidando, rosa em rosa,

Em dourado zumbido tão contente?

 —

Que sente?  E como sente?  Quem, ao certo,

Pudesse ler, como num livro aberto,

Mistérios de que a vida se rodeia…

 —-

—-

Naquela abelha, encanta-me pensar

Que ela sabe que vive a trabalhar

Para o sustento e o amor de uma colméia.

Em: Antologia Poética para a infância e a juventude, Henriqueta Lisboa,  MEC, Rio de Janeiro: 1961

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Antônio Correia de Oliveira ( Portugal, 1878 —1960) poeta. Estudou no seminário de Viseu, indo depois para Lisboa onde trabalhou como jornalista no Diário Ilustrado. Ladainha (1897)

Obras:

Eiradas (1899)

Cantigas (1902)

Raiz (1903)

Ara (1904)

Tentações de S. Frei Gil (1907)

Elogio dos Sentidos (1908)

Alma Religiosa (1910)

Dizeres do Povo (1911)

Romarias (1912)

A Criação. Vida e História da Árvore (1913)

A Minha Terra (1915-1917)

Na Hora Incerta (Viriato Lusitano) (1920)

Verbo Ser e Verbo Amar (1926)

Mare Nostrum (1939)

História Pequenina de Portugal Gigante (1940)

Aljubarrota ao Luar (1944)

Saudade Nossa (1944)

Redondilhas (1948)

Azinheira em Flor (1954)





Descoberta especial: um super-predador em solo brasileiro

14 05 2010

Foto: Ulbra

A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) apresentou na segunda-feira próxima passada, um fóssil quase completo de um superpredador, o tecodonte Prestosuchus chiniquensis , no município de Dona Francisca, no Rio Grande do Sul. Segundo a universidade, o animal viveu no período Triássico (há aproximadamente 238 milhões de anos) e é um ancestral dos dinossauros.   O fóssil foi achado há cerca de 30 dias após chuvas que expuseram parte do material.  Segundo universidade, os tecodontes eram um grupo de répteis ancestral aos dinossauros e também às aves.

O animal, segundo os pesquisadores, deveria ter aproximadamente 7 m de comprimento e pesar cerca de 900 kg. “Este é o maior esqueleto e em melhor estado de conservação já encontrado. (…) Esse achado tem enorme importância, com repercussão internacional, porque o conjunto completo pode nos dar informações amplas sobre este animal. Há diversos achados espalhados que se julga serem partes de prestosuchus. Agora, com todos os ossos, podemos certificar que realmente são desse tecodonte“, disse o paleontólogo Sérgio Cabreira.

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De fato a descoberta desse fóssil quase completo atraiu a atenção internacional.   Segundo o paleontólogo Sérgio Cabreira, responsável pelo achado, a imprensa internacional não está acostumada com trabalhos na América do Sul. Países como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, defendem a sua própria cultura científica. “Aí, nesse conjunto, nós, brasileiros aqui do Sul, descobrimos algo completo com estruturas que não haviam sido encontradas antes. Isso mexe com o contexto“, afirma. De acordo em ele, o Brasil está em ascensão no cenário internacional e já é visto com respeito. “Não precisamos mais de suporte externo, temos estrutura.”

O pesquisador ressalta também que essa região do município de Dona Francisca é um dos sítios de fósseis mais importantes do mundo. “A área explorada ainda é pequena. Quando o processo de pesquisa for formatado realmente, nós vamos encontrar dezenas de fósseis“.

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A descoberta reflete um trabalho de seis anos de projeto, conta Sérgio Cabreira. “Temos feito vários achados de material na área. Há três anos, encontramos neste mesmo local, duas vértebras muito grandes desse Arcossauro. Nessa oportunidade, eu já tinha uma ideia do belo material que estava para encontrar. A erosão expôs uma margem do material e o limpamos. Entendemos que se travava de algo importante“, afirmou.    Ele também  acredita que esse animal tenha sido soterrado por  uma enchente poucos dias após a sua morte. “Encontramos um fóssil com crânio, coluna cervical, cauda, em excelente estado de preservação. O fóssil fala por ele mesmo.” Depois da divulgação das imagens, paleontólogos de diversas regiões visitaram o local.   O Prestosuchus chiniquensis representa o grupo dos primeiros arcossauros que atingiram um grande tamanho. “Não conseguiremos entender esse frisson da imprensa internacional se não olharmos para o cenário científico“, explicou referindo-se a todas as implicações históricas, científicas e sociais do trabalho.

Existem leis que regem o patrimônio científico brasileiro. A divulgação das descobertas é essencial para criar uma guarda em torno desse patrimônio, segundo o paleontólogo. “Devemos expor esse material para disseminar a conquista de todos os brasileiros. Além disso, o fato permite com que a sociedade e os políticos tomem providências para o aproveitamento e cercamento de áreas.”

O fóssil do tecodonte Prestosuchus chiniquensis continuará sendo estudado em território nacional. Ele agora entra em um circuito de tratamento, com clima e acondicionamento adequados. Réplicas serão feitas antes que os cientistas possam manusear os fósseis encontrados.  Geralmente essas cópias é que são apreciadas em museus, enquanto a original é utilizada em pesquisas.

Fonte:  Portal Terra