Melinda Byers (EUA, contemporânea)
aquarela, 51 x 62cm
Ben Fenske (EUA, 1978)
óleo
Samuel Johnson
Leitura no jardim, ilustração de Norman Price, capa da revista St. Nicholas, maio de 1917.
Eugênio de Andrade
São como cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Henriqueta Lisboa
Andorinha no fio
escutou um segredo.
Foi à torre da igreja,
cochichou com o sino.
E o sino bem alto:
delém-dem
delém-dem
delém-dem
dem-dem!
Toda a cidade
ficou sabendo.
Operários, 1933
Tarsila do Amaral (Brasil, 1886-1973)
Óleo sobre tela, 150 x 205 cm
Acervo do Palácio do Governo do Estado de São Paulo
Jogo de mesa da antiga Suméria, com peças para jogar. Materiais: conchas, lápis lázuli e calcário vermelho. Encontrado no Cemitério Real de Ur, datando de 2.600 anos antes da Era Comum [2.600 aEC], ou seja tem aproximadamente 46 séculos de idade. Acredita-se ser um ancestral do jogo de gamão.
Como jogar:
Émile Bernard (França, 1868-1941)
óleo sobre madeira, 29 x 53 cm
Coleção Particular
Ilustração, desconheço a autoria.
– “Não há mãe melhor que a minha”
diz a filha à mamãezinha.
E a mãe, sorrindo: – “Filhinha,
melhor que a tua era a minha”…
(Lia Pederneiras de Faria)
Ilustração de Frederick Richardson, 1975.
Tão pequenino e, no entanto,
traduz o amor mais profundo;
que nome existe, mais santo,
do que o teu, mãe, neste mundo?
(Cecília Cerqueira Cavalcanti)