Trova das mãos que trabalham

15 11 2014

 

 

76fc49784c0e3ee23c0701dc7ff4dcf4Ilustração anônima.

 

 

Mãos em obras, em conquistas,

mãos no campo, em hospitais,

mãos em prece, mãos de artistas,

tão diversas, tão iguais…

 

(Orlando Brito)





Imagem de leitura — R. M. Pavão

12 11 2014

 

R.M.Pavão - tituloRetrato de Mulher- óleo sobre tela- dimensão 82 Cm x 62 Cm - assinado e datado pelo artista em 1943 no C.I.ERetrato de mulher, 1943

R. M. Pavão (Brasil, ?-?)

óleo sobre tela, 82 x 62 cm





Esmerado: par de fivelas do século VI

12 11 2014

 

 

 

Visigothic_-_Pair_of_Eagle_Fibula_-_Walters_54421,_54422_-_GroupVisigothic - Pair of Eagle Fibula - Walters 54421, 54422 - GroupPar de fivelas [fíbulas] no formato de águias, século VI

ouro sobre bronze com pedras preciosas, 14 x 7 x 3 cm

The Walters Art Museum, Baltimore, Md, EUA

 

Encontradas na Tierra de Barros, próximo a Badajoz, no sudoeste espanhol, essas fivelas de origem visigóticas são feitas de bronze banhado a ouro, decoradas com granadas, ametistas e vidro colorido. Usadas também como pendentes pendurados por argolas. A águia uma ave favorita dos romanos, usada na insígnia imperial, foi um dos motivos favoritos dos Godos que invadiram a península ibérica depois da queda do império romano.  Provavelmente usadas para segurar a vestimenta junto ao ombro.

 

Mais





Minutos de sabedoria — Diderot

12 11 2014

 

 

nattier012Retrato da Princesa de Rohan

Jean-Marc Nattier (França, 1685-1766)

óleo sobre tela, 71 x 91 cm

Coleção Particular

 

 

“Em qualquer país em que o talento e a virtude não produzam progresso, o dinheiro será a divindade nacional.”

 

 

Denis_Diderot_111Diderot





O grilo, poesia infantil de Almir Correia

7 11 2014

 

 

insetosIlustração de livro escolar americano, década se 1960, sem indicação de autor.

 

O Grilo

 

Almir Correia

 

O grilo

gritou no saco

gritou no papo

do sapo

gritou no poço

gritou na cara do moço

gritou no mato

gritou no

sa

………..pato.

 

E de repente

pra espanto da gente

não gritou mais.





A rede, poesia de Martins Fontes

5 11 2014

 

 

REDE Jan van Beers in the haNa rede

Jan van Beers (Bélgica, 1852-1927)

óleo sobre tela, 24 x 35 cm

 

 

A rede

 

Martins Fontes

 

Ao ronronar da rede preguiçosa,

ela, — morena de olhos de ouro, –embala

a esbraseante volúpia que se exala

dos seus vinte e dois anos cor de rosa.

 

Verão. O sol embriaga. Em plena orgia,

fundem-se os cheiros cálidos da terra.

E a moça abre o roupão, os olhos cerra,

e o que espera e deseja fantasia.

 

E a rede para. A viração marinha

Beija-a, lânguida e longa, loucamente…

E ela, os olhos abrindo, de repente,

Fica surpresa, por se ver sozinha!

 

(Volúpia)

 

Em: Nossos clássicos: Martins Fontes, poesia, Rio de Janeiro, Agir:1959, p.66





Trova da madrugada

3 11 2014

 

 

Noite no campo, Sylvie DaigneaultNoite no campo, ilustração de Sylvie Daigneault.

 

Orvalha, e da flor molhada

brota uma lágrima, e corre.

— Silêncio!, que a madrugada

pranteia a noite que morre…

 

(Elton Carvalho)





Imagem de leitura — Fritz Karl Hermann von Uhde

31 10 2014

RISDM 94-004Uma família ocupada, 1885

Fritz Karl Hermann von Uhde, (Alemanha, 1848-1911)

Óleo sobre papel colado em placa, 48 x 61 cm

RISD, Rhode Island School of Design Museum





Trova da minha bruxa

31 10 2014

 

bruxa, gato preto, Marie Lawson, Child Life 1935-10Ilustração de Marie Lawson, Revista Child Life, Outubro de 1935.

 

 

Minha sogra, aquela bruxa,
Num fusca mandando brasa,
E eu fico pensando – puxa!
Com tanta vassoura em casa!

 

(Magdalena Léa)





Uma professora dedicada, texto de Carmem L. Oliveira

30 10 2014

 

“Por toda noite Pintarroxa debateu. A aurora encontrou-a resolvida: não ia esmorecer à primeira dificuldade. Tinha fé no combate das idéias. Acreditava que a escola era o laboratório da cidadania. Reanimou-se a alma guerreira. Armou-se e saiu para o torvo crocitar do mundo.

Ao fim de três semanas, o número de alunos na sala de aula tinha triplicado. Pintarroxa os provocava, pedindo histórias sobre os animais do cerrado. Professora e alunos se deleitavam em romances de jaguatirica, tamanduá-mixirra, jaratataca. (Embora nada tivesse causado tanto alvoroço quanto a evolução do caso do elefante do circo que deixou em escombros a garagem de Nilo Romeiro.) Outras vezes era ela que apresentava retratos de maravilhas: a neve, a baleia. Tudo tinha nome, que ia para o quadro-negro e era copiado nas lousas individuais. Pintarroxa instituiu também a prática de as meninas corrigirem as lousas dos meninos e os meninos as das meninas. Era uma confusão dos diabos mas, pelo menos em Cupim, fortaleceu-se a crença da superioridade intelectual da mulher”.

Em: Trilhos e quintais, Carmen Lúcia de Oliveira, Rio de Janeiro, Rocco:1998.