Descanso à tarde, s.d.
Mabel May Woodward (EUA, 1877 –1945)
óleo sobre tela, 55 x 38 cm
Um casal e duas crianças dormindo na London Bridge, 1871
Gustave Doré (França, 1832-1883)
gravura, 19 x 24 cm
Berger Collection, Denver Art Museum
Pobreza, mísera peça,
soluços, pranto, ruína…
Té a palavra começa
por onde tudo termina.
(L.J. Soares de Macedo Fº)
Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)
óleo sobre tela
Jorge de Lima
ERA UM POEMA frequente,
repetido,
com o menino nos braços
de uma virgem.
Desse poema presente
e sempre ouvido,
os tempos e os espaços tinham origem,
pois à origem do poema
sempre havia
essa virgem e o infante
e a poesia.
E era o início e era a extrema
da criação,
era o eterno e era o instante
da canção.
Em: Poesias Completas, Jorge de Lima, vol. IV, Rio de Janeiro, Cia. José Aguilar Editora: 1974.p. 58
Ilustração para a fábula de La Fontaine, de Calvet-Rogniat.
Afonso Louzada
Depois de acumular barras e barras de ouro,
a formiga, afinal, sentiu o último alento,
pesarosa, talvez, como bom avarento,
de não poder levar consigo o seu tesouro.
–“A minha vida foi um trabalho incessante!
Trabalhei! Trabalhei sem parar um instante!”
Naquele mesmo dia, estranha coincidência,
exausta de cantar, a boêmia da cigarra
o derradeiro adeus deu, cheia de eloquência,
à vida que levara, ao léu, sempre na farra.
— “Cantei! Cantei, alheia ao mais, despreocupada,
que a vida é só amor; o resto não é nada!”
E, juntas, para o céu elas foram subindo.
A cigarra cantava, estuante de alegria:
— “Mas que dia! E que sol! Como tudo está lindo!”
— “O meu ouro ficou…” a formiga gemia.
Foi recebê-las Deus: — “Responde-me cigarra;
o que fizeste lá? O que fizeste, narra.”
— “Cantei. Sempre cantei, em meio à humana dor,
a alegria da vida, a alegria do amor”.
— “E tu?” — “Eu trabalhei. E tudo lá ficou…”
Depois de ouvi-las, Deus bondoso lhes falou:
–“O trabalho merece e a glória do Paraíso.
Mas tu, (disse esboçando esplêndido sorriso,
sob a fascinação do canto da cigarra)
se levaste, afinal, uma vida bizarra
alegraste, porém os corações aflitos
que sangravam de dor, dos humanos precitos”.
… E à flor dos lábios tendo seu melhor sorriso,
abriu para a cigarra as portas do Paraíso.
Em: Noturnos, Afonso Louzada, Rio de Janeiro, Imprensa Nacional: 1947, pp, 11-12.
Henri Matisse (França, 1869-1954)
óleo sobre tela, 259 x 390 cm
MOMA [Museu de Arte Moderna] Nova York
Há uma segunda versão dessa obra, no Hermitage na Rússia.
Edward Hopper (EUA, 1882-1969)
óleo sobre tela, 96 x 81 cm
Coleção Particular
A grande onda de Kanagawa, c. 1830
Katsushica Hokusai (Japão, 1760-1849)
Xilogravura policromada, 25 x 37 cm
Noite estrelada, junho de 1889
Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)
óleo sobre tela, 73 x 92 cm
MOMA [Museu de Arte Moderna] Nova York
Johannes Vermeer (Holanda, 1632-1675)
óleo sobre tela, 45 x 4o cm
Metropolitan Museum of Art, Nova York
René Magritte (Bélgica, 1898-1967) )
óleo sobre tela, 116 x 89 cm
Coleção Particular
Mão com esfera refletora, 1935
M. C. Escher (Holanda, 1898-1972)
Litografia, 31 x 21 cm
Ilustração Meryl Treatner.
Pedido de uma televisão mágica ao Prof. Pardal, ilustração Walt Disney.