Retrato de Dolores Otaño, 1892
Dario Regoyos (Espanha, 1856-1913)
óleo sobre tela, 55 x 35 cm
Museu Rainha Sofia, Madri
Retrato de Dolores Otaño, 1892
Dario Regoyos (Espanha, 1856-1913)
óleo sobre tela, 55 x 35 cm
Museu Rainha Sofia, Madri
Viaduto Santa Efigênia, São Paulo,c. 2005
Renato Neves (Brasil, contemporâneo)
acrílica sobre tela, 70 x 100 cm
Cartão postal, virada do século XX.
Bernardino Lopes
Andorinha que fizeste
Ninho em minh’alma, uma tarde,
E que andas no azul celeste
Cantando e fazendo alarde;
Que, em horas de forte calma,
Bebeste das crenças minhas,
Fazendo assim de minh’alma
Ribeirão das andorinhas;
Dize lá: por que não voltas
Ao teu recôndito abrigo,
Peregrina de asas soltas
Que pelas nuvens eu sigo?
Por que vives pelos ares,
Oh! alma de pirilampo!
Quando há frutos nos pomares
E tanta flor pelo campo?
Foge do pranto e do frio,
As leves penas abrindo…
Olha o teu ninho vazio,
Sonho emplumado, e vem vindo…
Vem, recortando os espaços,
Num saudoso devaneio,
Cair tremente em meus braços,
Dormir tranquila em meu seio!
Ah! já não vens, de asa espalma,
Saciar-te em mim, como vinhas…
Era então esta minh’alma
Ribeirão das andorinhas!
(Val de Lírios, Laemmert & Cia., Rio de Janeiro, 1900, pág. 119-121)
Em: Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Parnasiana, ed. Manoel Bandeira, 3ª edição, Rio de Janeiro, Departamento da Imprensa Nacional: 1951. pp: 132-133.
Gado Ankole-Watusi na Uganda.
Esta é uma raça de gado originária da África. Seus longos chifres podem atingir 2,40m da ponta de um chifre ao outro. Os chifres servem não só para a defesa do animal, mas para refrescar o sangue pois ali se encontra uma cadeira de veias sanguíneas, através da qual o sangue do animal se refresca. Cada animal pode pesar de 410 a 730 quilos. O habitat natural desse gado são as savanas e prados. Comem folhas e capim.
Cabeça de jovem louro, 480 a. E. C. [antes da Era Comum].
Mármore
Museu da Acrópoles, Grécia
Cabeça de uma estátua de jovem. Quando encontrada ainda retinha traços de tinta amarela nos cabelos. Trabalho de arte importante do período posterior às Guerras Persas, também chamadas de Guerras Médicas (492-449 a.E.C.) . Mármore de Paros.
O velho tempo, ilustração de Edmond Dulac, 1906
Olavo Bilac
Sou o Tempo que passa, que passa,
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!
A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm…
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.
Ninguém pode evitar os meus danos…
Vou correndo sereno e constante.
Desse modo, de cem em cem anos,
Formo um século e passo adiante.
Trabalhai, porque a vida é pequena
E não há para o Tempo demoras!
Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das horas!
Em: Criança Brasileira, Theobaldo Miranda Santos, 3º livro de leitura, especial para o Estado de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Agir: 1952, p. 91
As berinjelas, jarra e lampião, 1995
Carlos Scliar (Brasil, 1920-2001)
óleo sobre madeira, 37 x 56 cm
Carl Bengts (Finlândia, 1876 – 1934)
óleo, 27 x 35 cm
“Recordo-me.
Perdi-me.
Ou foi a vida
que me perdeu?”
Em: Armindo Rodrigues (1904-1993), Aventura.
Aristarkh Lentulov (Rússia, 1882-1943)
óleo sobre tela, 87 x 96 cm
“A sorte se faz com horas de previsão. Para os prevenidos não há circunstâncias ruins e para os preparados não há apertos. O raciocínio não deve retornar até a ocasião crítica, mas deve se antecipar a ela. Com o pensamento cuidadoso, pode-se prevenir os tempos mais difíceis. É melhor dormir sobre as preocupações do que ficar acordado por causa delas. Alguns fazem e depois pensam; procuram mais desculpas do que consequências. Outros não pensam nem antes, nem depois. Toda a vida deve consistir em pensar para acertar o rumo. A prevenção e o pensamento cuidadoso são um bom recurso para viver antecipadamente.”
Em: A arte da prudência: aforismos selecionados, Baltasar Gracián, Rio de Janeiro, Sextante: 2003, 2ª edição, p. 111