Imagem de leitura — Dario Regoyos

9 09 2015

 

 

Retrato de Dolores Otaño, 1892, Dario Regoyos (Espanha, 1857-1913), ost, 55 x 35 cm, Museu da Rainha Sofia,Retrato de Dolores Otaño, 1892

Dario Regoyos (Espanha, 1856-1913)

óleo sobre tela, 55 x 35 cm

Museu Rainha Sofia, Madri

 





Nossas cidades — São Paulo

7 09 2015

 

 

Renato Neves, Viaduto sta Efigenia, sd, ast, 70 x100Viaduto Santa Efigênia, São Paulo,c. 2005

Renato Neves (Brasil, contemporâneo)

acrílica sobre tela, 70 x 100 cm





Andorinha, poesia de B. Lopes

1 09 2015

 

 

SwallowOcean-GraphicsFairy1Cartão postal, virada do século XX.

 

 

Andorinha

 

Bernardino Lopes

 

Estes versos já passaram pela boca estelífera da minha amada, aos acordes doces e trêmulos do violão chorando sob seus dedos…

 

Andorinha que fizeste

Ninho em minh’alma, uma tarde,

E que andas no azul celeste

Cantando e fazendo alarde;

 

Que, em horas de forte calma,

Bebeste das crenças minhas,

Fazendo assim de minh’alma

Ribeirão das andorinhas;

 

Dize lá: por que não voltas

Ao teu recôndito abrigo,

Peregrina de asas soltas

Que pelas nuvens eu sigo?

 

Por que vives pelos ares,

Oh! alma de pirilampo!

Quando há frutos nos pomares

E tanta flor pelo campo?

 

Foge do pranto e do frio,

As leves penas abrindo…

Olha o teu ninho vazio,

Sonho emplumado, e vem vindo…

 

Vem, recortando  os espaços,

Num saudoso devaneio,

Cair tremente em meus braços,

Dormir tranquila em meu seio!

 

Ah! já não vens, de asa espalma,

Saciar-te em mim, como vinhas…

Era então esta minh’alma

Ribeirão das andorinhas!

 

(Val de Lírios, Laemmert & Cia., Rio de Janeiro, 1900, pág. 119-121)

 

Em: Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Parnasiana, ed. Manoel Bandeira, 3ª edição, Rio de Janeiro, Departamento da Imprensa Nacional:  1951. pp: 132-133.





Nossas cidades: Cubatão

31 08 2015

 

G. Zorlini - Cubatão - Santos - Óleo sobre placa - 45 x 37 cm - 1963Cubatão, S.P., 1963

Giancarlo Zorlini (Brasil, 1931)

óleo sobre placa, 45 x 37 cm





Natureza Maravilhosa: gado Ankole-Watusi

30 08 2015

 

d5cf7ca0b630231c2abba42f570b2ae5Gado Ankole-Watusi na Uganda.

 

Esta é uma raça de gado originária da África. Seus longos chifres podem atingir 2,40m da ponta de um chifre ao outro. Os chifres servem não só para a defesa do animal, mas para refrescar o sangue pois ali se encontra uma cadeira de veias sanguíneas, através da qual o sangue do animal se refresca. Cada animal pode pesar de 410 a 730 quilos. O habitat natural desse gado são as savanas e prados. Comem folhas e capim.





Em três dimensões: O jovem louro

28 08 2015

 

 

42Cabeça de jovem louro, 480 a. E. C. [antes da Era Comum].

Mármore

Museu da Acrópoles, Grécia

 

Cabeça de uma estátua de jovem.  Quando encontrada ainda retinha traços de tinta amarela nos cabelos. Trabalho de arte importante do período posterior às Guerras Persas, também chamadas de Guerras Médicas (492-449 a.E.C.) .  Mármore de Paros.

 





O tempo, poesia de Olavo Bilac

27 08 2015

 

Dulac-FatherTime-1906-LO velho tempo, ilustração de Edmond Dulac, 1906

 

 

O tempo

Olavo Bilac

 

 

Sou o Tempo que passa, que passa,

Sem princípio, sem fim, sem medida!

Vou levando a Ventura e a Desgraça,

Vou levando as vaidades da Vida!

 

A correr, de segundo em segundo,

Vou formando os minutos que correm…

Formo as horas que passam no mundo,

Formo os anos que nascem e morrem.

 

Ninguém pode evitar os meus danos…

Vou correndo sereno e constante.

Desse modo, de cem em cem anos,

Formo um século e passo adiante.

 

Trabalhai, porque a vida é pequena

E não há para o Tempo demoras!

Não gasteis os minutos sem pena!

Não façais pouco caso das horas!

 

 

Em: Criança Brasileira, Theobaldo Miranda Santos, 3º livro de leitura, especial para o Estado de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Agir: 1952, p. 91





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

26 08 2015

 

 

SCLIAR, Carlos (1920 - 2001)As Berinjelas, Jarra e Lampião, o.s.m. - 37 x 56 cm. Ass. dat. 95As berinjelas, jarra e lampião, 1995

Carlos Scliar (Brasil, 1920-2001)

óleo sobre madeira, 37 x 56 cm





Sublinhando…

26 08 2015

 

 

Bengts, Carl - Sanomalehteä lukeva nainen, 1925Mulher lendo o jornal, 1925

Carl Bengts (Finlândia, 1876 – 1934)

óleo,  27 x 35 cm

 

 

“Recordo-me.

Perdi-me.

Ou foi a vida

que me perdeu?”

 

Em: Armindo Rodrigues (1904-1993), Aventura.