Cigarra equatoriana ou Zammara smaragdina é uma espécie de cigarras grandes de cor azul-esverdeada brilhante. Como outras cigarras elas produzem um som bem alto e vivem nas florestas tropicais zona do Equador.
Cigarra equatoriana ou Zammara smaragdina é uma espécie de cigarras grandes de cor azul-esverdeada brilhante. Como outras cigarras elas produzem um som bem alto e vivem nas florestas tropicais zona do Equador.
Interior imaginado da Biblioteca de Alexandria, gravura de O.Von Corven.
“A biblioteca de Alexandria foi a maior da Antiguidade. Fundada no século III a. C., teve a missão de recolher ao menos um exemplar de todos os livros escritos no mundo. Setecentos mil rolos e papiros foram protegidos pelas suas paredes! Estava aberta a todas as áreas da poderosa inquietação que nos move a ser e saber mais do que temos sabido e sido. Uma fonte, uma torrente, uma gula de inundar desertos. A biblioteca de Alexandria existiu de verdade. E, tendo sido destruída, é também, até hoje, para quem gosta de livros, um mito. A mãe das bibliotecas. A casa dos sábios.”
Em: “Bibliotecas”, Márcio Tavares D’Amaral, O Globo, 05/09/2015, 2º caderno, página 2.
Albert von Keller (Suíça, 1844-1920)
óleo sobre tela, 18 x 13 cm
Fernando Pessoa (Portugal, 1888-1935) em Onde pus a esperança, 1920.
Michael Peter Ancher (Dinamarca, 1849-1927)
óleo sobre tela
Armindo Rodrigues
Os meninos estão sentados
com um ar baço de tédio
e entre os meninos eu,
eu de mim, menino, lembrado,
mas já distante sem remédio.
De novo, menino, oiço
a voz vagarosa e dura
do professor a repetir.
a repetir, como um baloiço,
a mesma pergunta obscura.
De novo, menino, fujo,
embora imaginariamente,
da aula monótona e parada
e me perco no pó da estrada
à minha própria procura.
Em: Voz arremessada no caminho; poemas, Armindo Rodrigues, Lisboa: 1943, p. 55
És, para mim, como o alimento para a vida
[Shakespeare, soneto: LXXV, So are you to my thoughts as food to life]
Yves Pires (França, 1958)
Chico Bento viaja de cavalinho, ilustração Maurício de Sousa.
Sérgio Caparelli
O cavalinho na estrada
pacatá, pacatá,
com sua sombra mais atrás
pacatá, pacatá.
Para ao lado de um riacho,
pacatá, pacatá,
e se vê no espelho d’água,
pacatá, pacatá.
Que água limpa e fresca,
pacatá, pacatá,
corre aqui, corre acolá,
pacatá, pacatá,
e uma sombra tão boa
pacatá, pacatá,
não vi noutro lugar,
pacatá, pacatá,
mas a estrada já me chama
pacatá, pacatá,
sempre está a me chamar,
pacatá, pacatá.
O cavalinho volta à estrada
pacatá, pacatá,
com sua sombra mais atrás,
pacatá, pacatá.
Em: Boi da cara preta, Sérgio Caparelli, Porto Alegre, LPM: 2000, 27ª edição, p. 30.