10.000 moedas romanas encontradas na Inglaterra!

16 09 2009

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Foto: Shropshire  Star

 

Nick Davies, um arqueólogo amador, que comprou seu equipamento de detenção de metais há um mês, em sua primeira aventura arqueológica, descobriu um vaso com pelo menos 10 mil moedas datando da Era Romana.  As moedas foram encontradas na região na área de Shrewsbury, Shropshire, na Inglaterra. O Serviço de Museus do governo local acredita que as moedas tenham ficado enterradas por pelo menos 1.700 anos,  já que foram cunhadas entre os anos 320 d.C e 340 d.C, no final do governo de Constantino I, quando o território inglês servia de zona de abastecimento de alimentos para o Império Romano.   Na pilha, há moedas que comemoram o aniversário e a fundação de Roma e de Constantinopla.   Juntas elas pesam aproximadamente 32 kg.

As moedas foram encontradas num grande e simples vasilhame de barro e enterradas no solo inglês.  O topo do vaso já havia se quebrado mesmo sob a terra, ao longo dos anos, mas as 300 e poucas moedas que deslizaram para fora foram também recuperadas pelo arqueólogo amador.   As moedas, aproximando em número 10.000, são todas de bronze.  Algumas tem banho de prata.  Elas eram conhecidas como NUMMI, e eram comuns no século IV da nossa era. É provável que essa grande quantidade de moedas enterradas faça parte do tesouro de uma comunidade, ou de uma única pessoa, mas devem ser o resultado de pagamento por uma ou mais colheitas.  Só não se pode  imaginar porque essas economias não foram retiradas do solo por seu dono.  

O grupo de moedas e o jarro em que foram encontradas foram mandados para o museu Britânico para um exame detalhado do material encontrado.  No museu, o processo de limpeza das moedas, separação daquelas que se fundiram umas às outras e classificação deve levar diversos meses.   Até lá essa descoberta não estará acessível ao grande público.

FONTE:  Shropshire Star





Cartas de viagem: Espanha III

15 09 2009

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Casa Mila, Barcelona.

 

Barcelona, outubro de 19…

Meus queridos:

Nossa entrada em Barcelona foi uma experiência inesquecível.  Graças ao extraordinário senso de direção de H. só levamos uma hora para chegar ao hotel.  Chegamos no engarrafamento de 16:30.  Ainda não pensamos como os espanhóis.  Não imaginávamos que o engarrafamento dessa hora fosse o de “volta ao trabalho”, ou seja, para o centro da cidade…  Mas, verdade seja dita, não estávamos preparados para as grandes avenidas em que nos metemos que cortam a cidade em fatias de bolo, triangulares; avenidas das quais não se pode sair facilmente, não se pode dobrar à direita ou à esquerda; avenidas que uma vez nelas, você tem que sair do outro lado da cidade quer queira ou não.  Isso com uns malucos não só buzinando, mas achando ruim que você com o seu carro de placa de Paris (que mostra de cara que é estrangeiro) ande meio titubeando!  Se o meu casamento sobreviveu à relação piloto x co-piloto na entrada de Barcelona, vai sobreviver a muita tempestade! (Cá pra nós, não há nada pior que um co-piloto que sabe dirigir mas que acima de tudo se sente correta – como eu!)  Barcelona é uma cidade muito grande, a maior que visitamos dessa vez.

Essa metrópole é uma parte diferente da Espanha.  É uma das Grandes Senhoras Cidades do mundo!  Não é por causa de seu tamanho.  Ou por causa de seu tráfego ou até mesmo por seu comércio (de lojas caríssimas às que só vendem porcarias).  Tampouco é por causa de seus museus, monumentos históricos ou igrejas.  É a atmosfera de Barcelona, cheia de uma energia inebriante e envolvente, que seduz.

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Igreja da Sagrada Família, Barcelona.

 

A impressão é de que nada aqui pode acontecer de uma maneira medíocre.  As coisas aqui ou são grandiosas ou umas bombas, mas o que a gente não conseguirá é ser indiferente a elas.  Essa maneira de ser, de tentar coisas novas, de arriscar-se a fazer um papel ridículo, é magnética.  Barcelona é assim, e como conseqüência há uma variedade grande de coisas inesperadas.  E a única coisa que se pode fazer é ficar deslumbrada.

De cima de um morro a cidade revela todos os seus segredos de terra ao mar.  Monumentos bonitos e horrorosos que passam desapercebidos ao rês do chão aparecem no horizonte; desde a catedral inacabada de Gaudi até a praça monumental de Espanha.

O chão de pé-de-moleque das ruas do bairro gótico esconde embaixo de si mesmo, num museu de escavações, as ruínas da cidade romana.  Carrancas em goteiras e outros monstros observam das fachadas dos edifícios do passado, os pedestres de hoje; enquanto que durante o dia inteiro milhares de pessoas são cuspidas para fora do metrô super moderno, para andarem nas Ramblas – uma série de pequenas ruas que desembocam numa longa avenida que leva ao mar.  Essa população parece andar de sol a sol.

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Bairro gótico, Barcelona.

 

As Ramblas são um capítulo à parte em Barcelona.  A avenida principal, Rambla de Barcelona, tem um calçadão bem no centro, coberto de quiosques vendendo flores e pequenos animais domésticos, jornaleiros colossais com jornais e revistas do mundo inteiro.  Há restaurantes e bares que, apesar de serem localizados nos prédios ao longo da avenida, mantêm grandes barracas onde se pode comer e beber o que aquele restaurante oferece, desde um café até um jantar, com o garçom atravessando um trânsito impossível para nos servir.  É três ou quatro vezes o preço do cardápio, mas pelo menos uma vez vale a pena!

As ruazinhas que saem dessa avenida principal são deliciosas: estreitas e ensebadas;  Elas oferecem uma variedade interessante de gostos e perfumes desde suas lojas de vinhos, em que todo o vinho bebido vem de barricas postas umas sobre as outras nas paredes laterais das lojas, até as lojas de churros onde se pode comprar uma cornucópia dessa fritura em qualquer sabor imaginável!  Essas ruelas também têm restaurantes, pequenas lojas de roupas, caras ou não.  Tudo que existe para ser vendido, achará um lugar por lá.  No entanto, as ruas são tão estreitas que às vezes nem uma Kombi poderia passar.  Como a mercadoria chega às lojas é um fato a ser investigado.  De vez em quando há uma pracinha.  Lá algum dono de um bar próximo coloca umas mesinhas com cadeiras e um povaréu toma champanha ou sangria enquanto que – como em Nova York – alguém toca um saxofone ou violino, passando o chapéu a cada quinze minutos.   Este é o centro da cidade.  É aqui que tudo acontece.  O povo irá, de fato, andar andar nessas ruas 24 horas por dia.  As últimas sessões de cinema em Barcelona começam a 1 hora da manhã.  O jantar é sempre muito tarde.  Nós fomos a restaurantes às 11 horas da noite e tivemos que esperar em fila para vagar uma mesa.  Mas às 7 da manhã as Ramblas já estão cheias de gente.  Às 9 todo o comércio volta a abrir, para fechar às 13 horas.  Nessas horas realmente faz calor.  Faz muito CALOR!   Mesmo agora no final de outubro.  Tudo reabre as 16:30 para fechar às 21 horas.

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Las Ramblas, Barcelona.

 

A energia evidente no movimento da população é uma característica espanhola.  Madri entre outras é uma cidade em que todo mundo anda como se desfilasse nas ruas antes do jantar.  Mas na Catalunha é diferente.  Em Barcelona, a cidade inteira parece estar presa nesse rodamoinho.  Ela efervesce!  Produz energia por si só.  Essa energia, sentida no ar que se respira, complementa bem a forma orgânica de como a cidade parece ter crescido.  Na verdade há muito pouco em Barcelona que pareça simplesmente racional.  Ela cresceu como um cogumelo.  Até parece que os artistas minimalistas com aquela pureza de linhas e de superfícies bem lisas não seriam capazes de terem admiradores por aqui.  Mas não é verdade.  Eles têm.  Não é que a gente não encontre edifícios bem modernos e tecnologia de ponta por todo canto.  Mas há sempre um jeitinho diferente, espremido numa profusão de formas inesperadas no desenho moderno catalão.  Formas orgânicas aparecem em todo canto produzindo uma marca inesquecível não só na arquitetura ( que outro lugar poderia ter produzido um Gaudi?) mas em tudo mais que é criado aqui.   Essa para mim é a mais clara faceta do espírito catalão, a que separa esta região encantadora do resto também maravilhoso da Espanha. 

 

Beijinhos,  L.





Quadrinha infantil sobre a árvore, para o dia da árvore!

14 09 2009

arvore com frutosIlustração, Maurício de Sousa.

 

Quanta lição de bondade

muita árvore contém;

dando sombra a toda gente,

não nega fruto a ninguém.

 

(Geraldo Costa Alves)





Filhotes fofos: novo ursinho Panda em San Diego

10 09 2009

 

pandinha

O Zoológico de San Diego apresentou nesta quinta-feira o seu mais novo morador: um filhote de panda com apenas uma semana de vida. Recém alimentado, e ainda com um ‘bigode de leite’, o pequeno foi pesado e medido pelos veterinários do parque. As informações são da agência AFP.

Pesando apenas 1, 76 Kg, o pequeno panda macho ainda não abriu os olhos, mas ele pode cheirar e sentir o toque dos seus cuidadores. O filhote ainda não é forte o suficiente para engatinhar ou andar e é totalmente dependente da sua mãe, a panda Bai Yun.

O pequeno não é o primeiro filho de Bai Yun. Em 1999, a panda deu à luz o primeiro panda gigante que sobreviveu depois de nascer nos Estados Unidos, também no zoológico de San Diego. Depois, ela teve mais três; um em 2003, outro em 2005 e outro em 2007. Mas o pequeno recém-nascido é o segundo filhote macho de Bai Yun.

Seguindo a tradição chinesa, o pequeno panda permanecerá sem nome até que complete 100 dias de idade. Bai Yun e o filhote permanecerão sob cuidados por mais quatro ou cinco meses.

Portal Terra





Quadrinha infantil sobre a família

10 09 2009

família

Ilustração, Maurício de Sousa.

 

 

Não julgues uma família

por um de seus membros, não!

—  Vê como são diferentes

os cinco dedos da mão!…

 

(Michel Antônio)





Novas espécies de coral são achadas em Galápagos

10 09 2009

corais galápagos

 

 

Cientistas descobriram  novas espécies de coral perto das Ilhas Galápagos, na costa do Equador, alimentando esperanças de que as formações podem ser mais resistentes ao aquecimento dos oceanos do que se acreditava.

O pesquisador Terry Dawson, da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, que realizou a pesquisa marinha, disse que foram encontradas “cinco ou seis espécies novas para a ciência“, além de “três outras que são novas para as Galápagos e são semelhantes a espécies encontradas em lugares como o Panamá e a Costa Rica“.

 

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Dawson acrescentou que também foi achada uma espécie que os cientistas acreditavam ter desaparecido após a última grande manifestação do fenômeno El Niño, entre 1997 e 1998.

O projeto de três anos, que procura auxiliar o governo do Equador na preservação do ecossistema das Galápagos, concentrou-se em duas ilhas – Wolf e Darwin – no noroeste do arquipélago.

 

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Alga Darwin

 

El Niño
A descoberta levanta duas questões, disse Dawson. A primeira hipótese é que os corais seriam mais resistentes ao aquecimento das águas decorrente do El Niño do que se acreditava. A segunda é que os corais podem estar se adaptando e se tornando mais resistentes ao fenômeno.

O pesquisador admite, contudo, que há pessimismo no mundo científico quanto ao futuro dos corais. Em longo prazo, se os corais não forem destruídos pelo aquecimento das águas, podem acabar vítimas da acidificação dos mares.

Esse fenômeno é provocado pela concentração de dióxido de carbono na atmosfera, que também provoca o aquecimento global. Recifes de coral são formados por depósitos de carbonato de cálcio deixados ao longo de milhares de anos por bilhões de pequenos organismos chamados pólipos de coral.

 

Fonte:  Portal Terra





Calor carioca desagrada o Marquês do Lavradio

8 09 2009

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Palácio dos Vice-reis, mais tarde Paço Imperial,  Rio de Janeiro.

 

Hoje, às 9:30 da manhã o termômetro marcava 30 graus em Copacabana. Um vento quente e forte adicionava bastante desagravo ao pedestre. Isso para o mês de setembro, ainda antes do início oficial da primavera é fora do comum. É claro que devemos muito dessas variações climáticas ao desmatamento. Mas o calor insuportável é as vezes bem carioca mesmo. Hoje ele me lembrou uma carta do Marquês do Lavradio, quando tinha acabado de chegar ao Rio de Janeiro em 1770, vindo da Bahia, um lugar que considero ainda mais quente!

Aqui está um trecho da carta nº 176 do Marquês do Lavradio a seu filho Conde de Vila Verde:

Carta de Amizade Escrita
Ao Conde de Vila Verde
Em Lisboa
20 de fevereiro de 1770

Meu querido filho, e senhor do meu coração ….

……………………………………

Parece-me que desta vez fica bem satisfeita a sua curiosidade de você sobre esta matéria agora darei conta do que a terra me parece, e como eu tenho me achado nela, é situada esta Capital em um baixa toda cheia de pântano rodeada de inacessíveis montes, é raro o sítio onde cavando-se 4 palmos de profundidade se não encontre logo infinita água conservem-se todo o ano infinitas lagoas as quais com o extraordinário calor do sol se lhes corrompem as águas, onde nasce estamos respirando um ar sumamente impuro, é raro o dia em que não sejamos visitados de duas três e mais trovoadas o calor é tão extensivo que ainda quando se está em casa sem se fazer nenhum excesso se está continuamente metido em um suor, de forma que eu ao principio entendi que todos estávamos sincopados; o comercio é muito pouco, a preguiça desses habitantes sumamente extraordinária, e esta os tem reduzido à decadência e miséria em que se acham estes povos.

Eu logo ao terceiro dia da minha chegada fui atacado de uma das moléstias da Terra que me causou bastante cuidado, porém com a continuação dos banhos e de várias outras impertinências tenho conseguido alguma melhoria; acho-me já coberto desde o pescoço até a cintura de uma espécie de brotoeja que não me deixa sossegar nem de dia, nem de noite fazendo-me parecer que estou cheio de pontas agudas de alfinetes que continuamente me estão penetrando, finalmente depois que cheguei ainda não passou um só dia em que pudesse dizer que me achava bom, e o pior é ter que passar por este tormento três anos que receio me faltem as forças para resistir.

……..

Ilmº e Exmº Senhor Conde de Vila Verde

                                                                          Marquês do Lavradio

 

 

Em: Cartas do Rio de Janeiro, Marquês do Lavradio,  Rio de Janeiro, Editora SEEC [Secretaria do Estado de Educação e Cultura]: 1978.  Carta 176.

 

lavradio

 

Marquês do Lavradio — D. Luís de Almeida Portugal Soares de Alarcão d’Eça e Melo Silva Mascarenhas – 11.º vice-rei do Brasil (1769-1778). Substituiu Antônio Rolim de Moura Tavares como vice-rei do Brasil. Em seu governo incentivou o teatro e fundou uma academia científica para o estudo dos recursos naturais do país. Fez obras militares necessárias à defesa do Rio de Janeiro, construiu as fortalezas do Pico e do Leme e abriu novas ruas, como a que conserva o seu nome. Enviou tropas e armamentos para o Sul do Brasil, onde durante seu governo ocorreram a recuperação do Rio Grande do Sul, a ocupação temporária da Ilha de Santa Catarina pelos espanhóis e a perda da Colônia do Sacramento.





Brasileiro, onde está a tua Pátria?, poema de Ronald de Carvalho para o dia 7 de setembro

7 09 2009

bandeira, Morandini, designer, de seu blogBandeira do Brasil

Morandini, designer ( de seu blog: http://blog.morandini.com.br/ )

Técnica mista com folhas de árvores

Brasileiro, onde está a tua Pátria?

Ronald de Carvalho

Tua Pátria não está somente no torrão em que nasceste!

tua Pátria não se levanta num simples relevo geográfico.

O solo em que pisas,

as águas em que te refletes,

o céu que te alumia,

as árvores que te dão vozes, fruto e sombras,

as fontes que te dessedentam,

o ar que respiras,

recebeste, em partilha, com todos os homens sobre a terra.

Tua pátria não é um acidente geográfico!

Brasileiro,

se te perguntarem: Onde está a tua Pátria?

responde:

— Minha Pátria está na geografia ideal que os meus

Grandes Mortos me gravaram no coração;

no sangue com que temperaram a minha energia;

na essência misteriosa que transfundiram no meu caráter;

na herança de sacrifícios que me transmitiram;

na herança cunhada a fogo;

no ferro, no bronze, no aço das Bandeiras, dos Guararapes, das Minas da Inconfidência, da Confederação do Equador, do Ipiranga e do Paraguai.

Minha Pátria está na consciência que tenho de sua grandeza moral e nessa lição de ternura humana que a sua imensidade me oferece, como um símbolo perene da tolerância desmedida e infinita generosidade.

Minha Pátria está em ti, Minha Mãe! No orgulho comovido com que arrancaste das entranhas do meu ser a mais bela das palavras, o nome supremo: — BRASIL!

Em: Criança Brasileira: quinto livro de leitura [admissão e quinta-série], Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1949

ronald-de-carvalho

 

Ronald de Carvalho (RJ, 1893 — RJ, 1935), foi um poeta e político brasileiro. Nasceu a 16 de março de 1893, no Rio de Janeiro. Formou-se em Direito e ingressou no serviço diplomático. Participou ativamente do movimento modernista e da Semana de Arte Moderna, em São Paulo,  em 1922.  Em concurso realizado pelo Diário de Notícias, em 1935, foi eleito Príncipe dos Prosadores Brasileiros, em substituição a Coelho Neto. Faleceu vítima de um acidente automobilístico em 1935.

Obras:

Luz Gloriosa, 1913

Pequena História da Literatura Brasileira, 1919

Poemas e Sonetos, 1919

Afirmações: um ágape de intelectuais, 1921

Epigramas Irônicos e Sentimentais, 1922

O espelho de Ariel, 1923

Estudos Brasileiros, 1924

Jogos pueris, 1926

Toda a América, 1926

Imagens do México, 1929

Caderno de Imagens da Europa, 1935

Itinerário: Antilhas, Estados Unidos, México, 1935





Poetas no museu: Ladyce West

6 09 2009

Bez Batti, FLORAÇÂOFloração

João Bez Batti (RS, Brasil, contemporâneo)

 

 

 

Presença Invisível                

 

 

                                      Ao contemplar a obra  de João Bez Batti

                                      no Instituto Moreira Sales, RJ,  Novembro de 2006

 

 

 

Senti a presença invisível

De mãos grossas, calejadas,

Que acariciaram a pedra, 

O basalto negro

Ou vermelho,

Ou até mesmo o mármore.

 

Constatei mesmerizada

Que trouxeram à superfície

A essência;

Que libertaram, a Michelangelo,

A forma presa no seixo,

O orgânico escondido,

Inerte,

Meio-solto,

Quase-aprisionado.

 

Mãos que revelaram os escravos encapsulados,

Seres encarcerados no mesozóico,

Como se, conhecendo o desastre de Pompéia

Depois do escarro fulminante do Vesúvio,

Soubessem encontrar:

O cactos florescente, o cágado,

A abóbora moranga.  

Caracóis.

E bólidos petrificados.

 

Estas mãos, que brincam

Sedutoramente

Com o poder divino,

Conhecem o conteúdo,

A alma invisível da pedra.

Descobrem o cascalho gaúcho,

Chocam os grandes ovos de rio,

E parem os seres cativos nas  pedras,

Como Eva o tinha sido na costela de Adão.

 

E o que surpreende: estas mãos,

Que revelam o coração do basalto

Regurgitado  pela Terra,

Lixado pelas águas,

Rolado, burilado e aveludado pelo tempo,

São humanas.

Mãos peãs.

Agraciadas pela arte da divinação,

Que brincando de Deus,

Mostram o divino em todos nós.

 

 

© Ladyce West, 2006, Rio de Janeiro





Quadrinha infantil pela Semana da Pátria

6 09 2009

independencia menino maluquinho

Ilustração: Ziraldo

 

A Pátria, meus coleguinhas,

É o recanto onde nascemos;

É a família, o Lar, a Escola…

É a Terra onde vivemos!

 

(Walter Nieble de Freitas)