Rupert Bunny (Austrália, 1864-1947)
óleo sobre tela, 63 x 79 cm
Rupert Bunny (Austrália, 1864-1947)
óleo sobre tela, 63 x 79 cm
Adolfo Fonzari (Itália/Brasil, 1880-1959)
óleo sobre tela, 37 x 43 cm
Olímpia Couto (Brasil, contemporânea)
vinil sobre tela colado em eucatex, 90 x 70 cm
Augusto Frederico Schmidt
As flores do jambeiro vão caindo.
E aos poucos reina em sangue a madrugada.
Deste alto, o olhar domina ao longe
O mar tranquilo e azul.
E no mar, um veleiro vai fugindo
E o vento o afasta para longe,
para o reino que não sei.
Foge o veleiro e foge o tempo,
Para onde vão?
Não sei.
Vejo apenas as sombras
E as estrelas,
E mesmo a magra lua
Se esconderam;
E que no mar,
As asas claras de um veleiro
Fogem para um reino que não sei.
Em: Eu te direi as grandes palavras – seleção poética, Augusto Frederico Schmidt, Rio de Janeiro, José Aguilar:1975, p. 134
Sagrada Família com S. João Batista
Sebastiano Conca (Nápoles,1680-1764)
óleo sobre tela, 75 x 62 cm
Alberto Pinedo (Brasil, 1919- ?)
óleo sobre tela colado em madeira, 25 x 35 cm
Niels Frederik Schiottz Jensen,(Dinamarca 1855 –1941)
óleo sobre tela
Italo Calvino
Raro e alto incensório imperial chinês, século XV
Período Xuande
decoração baseada em flores de lótus, peônias e crisântemos em cores brilhantes esmaltada.
Cloisonné, com alças na forma de Fênix e pés em cabriolé na forma de cabeças de elefantes. Tampa com dragão dourado. Bronze dourado.
Altura, 40 cm, 32 cm, 19 cm
Ilustração de Joseph Leyendecker.
O livro é o portão de acesso
à liberdade e ao saber.
E nem sequer cobra ingresso:
basta abri-lo, entrar… e ler!
(Antônio Augusto de Assis)
Prateleira III, Livros com torso de bronze
Paul Herman (EUA, 1962)
óleo sobre placa, 21 x 25 cm
Hoje me inspirei no blog The Bookshelf of Emily em parte porque passo no momento por um momento de limpeza, de desvencilhar-me de muitos livros, imaginando que eles poderão, a partir de agora, servir a outros donos. Passei por esse processo duas outras vezes nos últimos doze anos: primeiro quando me mudei do exterior para o Brasil. Depois quando me mudei para uma residência mais eficiente, menos ampla.
Somos dois em casa a trabalhar com livros. Trabalhar a vida inteira. Meu marido ainda é um pouco mais apegado a eles, porque afinal de contas ensinou por muitos anos literatura americana. Quem ensina literatura não podia até recentemente ter uma biblioteca magrinha. Afinal, texto era a sua alimentação diária.
Eu, por outro lado, tinha dois amores: a palavra escrita (a historiadora e leitora) e a imagem (conhece o peso dos livros de arte?), sim a minha parte era muito mais pesada do que a dele, mas menos livros.
A vinda para o Brasil fez com que dois escritórios, anteriormente separados, cobertos de livros, fossem somados e transformados numa única biblioteca. Isso foi em 2002. Em 2010, com nova mudança, a biblioteca original foi reduzida à metade menos um pouco. E agora, estamos colocando-a em um sério regime para emagrecer.
Christopher Stott (Canada, 1976)
óleo sobre tela
Tem sido uma grande surpresa perceber que podemos viver com muito menos livros do que imaginávamos. Nós dois nos adaptamos muito bem à palavra eletrônica. Mas aviso que já compramos livros que lemos eletronicamente e de que gostamos muito, para os ter em casa… Vai entender esse comportamento?!
Nesse processo, assim como a Emily do blog mencionado acima, eu também estou com uma prateleira de livros favoritos. Mas estão ficando conosco só os absolutamente favoritos e os que não lemos… Ah, sim, somos compradores inveterados, temos pilhas e pilhas, um corredor inteiro com prateleiras dos não lidos…
Mas neste Carnaval — sim o processo de emagrecer a biblioteca não reconhece feriados — arrumei um cantinho muito especial para os meus favoritos.
Aqui estão os 15 primeiros,sem ordem nenhuma, só na prateleira especial:
1 — Nadando de volta para casa, Deborah Levy
2 — 1Q84, Haruki Murakami, a trilogia
3 — Nihonjin, Oscar Nakasato
4 — Traduzindo Hannah, Ronaldo Wrobel
5 — A história do rei transparente, Rosa Montero
6 — Concerto Campestre, Luiz Antônio de Assis Brasil
7 — Cabine para mulheres, Anita Nair
8 — A trégua, Mário Benedetti
9 — As Brasas, Sándor Márai
10 – Divórcio em Buda, Sándor Márai
11 – A louca da casa, Rosa Montero
12 – A lebre com olhos de âmbar, Edmund de Waal
13 – A costureira e o cangaceiro, Frances de Pontes Peebles
14 – Este é o meu corpo, Filipa Melo
15 – Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite, Fal Azevedo
Estes são só os primeiros 15. Voltarei a colocar mais, na lista, no momento tenho 44. Daqui a um mês mais ou menos coloco outros 15. Todos esses têm a minha recomendação é claro!
Ilustração de Mae Besom.
Hélio Pellegrino
Colho a sombra das coisas
sob o sol
Como quem colhe frutas
Em: Minérios Domados, poesia reunida, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco: 1993, p. 79.





