Festa das árvores, poema infantil de Arnaldo Barreto, para o dia da árvore

18 09 2009

arvore que cresce, 1956, mary jane chase

Ilustração, Mary Jane Chase, 1956.

 

FESTA DAS ÁRVORES

                                                       Arnaldo Barreto

Cavemos a terra, plantemos nossa árvore,

que amiga bondosa ela aqui nos será!

Um dia, ao voltarmos pedindo-lhe abrigo,

ou flores, ou frutos, ou sombras dará!

O céu generoso nos regue esta planta;

o sol de Dezembro lhe dê seu calor;

a terra que é boa, lhe firme as raízes

e tenham as folhas frescura e verdor!

Plantemos nossa árvore, que a árvore é amiga

seus ramos frondosos aqui abrirá.

Um dia, ao voltarmos em busca de flores,

com as flores, bons frutos e sombras dará!

———

Arnaldo de Oliveira Barreto (Campinas, SP 1869 — SP, SP 1925) Professor, educador, escritor, poeta, pedagogo.

Obras:

Cartilha das mães, 1895

Leituras Morais, 1896

Cartilha Analítica, 1909

Ensino simultâneo de leitura e escrita, 1918

Vários estilos, s/d

Contos infantis, diversas datas, entre eles:

A festa da lanterna

A pétala de rosa

A rosa mágica

Aladino e a lâmpada maravihosa

Ali-Baba e os quarenta ladrões

A anão amarelo

O califa cegonha

O filho do pescador

O gato de botas e  Branca de Neve

O gigante do cabelo de ouro

O isqueiro encantado

O lago das pedras preciosas

O sargento verde

O velocino de ouro, 1915

Viagens maravilhosas de Simbad





Filhotes fofos: Elefantinha apresentada ao público na Alemanha

17 09 2009

elefantinhaFoto: Axel Heimken/AP 

 

O zoológico Hagenbeck, em Hamburgo (norte da Alemanha), apresentou  há quatro semanas sua mais nova mascote e caçulinha do zoo.

A elefanta Rani nasceu há dois meses e apareceu perto de sua mãe, Tura.

Rani é a mais nova de uma família de 12 elefantes que vivem no jardim zoológico.

Fonte:  FOLHA ONLINE





Primavera, poema infantil de Olavo Bilac

17 09 2009

primavera, taro semba, 1960

Primavera, ilustração de Taro Semba, 1960.

 

A PRIMAVERA

 

Olavo Bilac

 

Coro das quatro estações:

 

Cantemos! Fora a tristeza !

Saudemos a luz do dia:

Saudemos a Natureza !

Já nos voltou a alegria !

 

A Primavera:

 

Eu sou a Primavera !

Está limpa a atmosfera,

E o sol brilha sem véu !

Todos os passarinhos

Já saem dos seus ninhos,

Voando pelo céu.

 

Há risos na cascata,

Nos lagos e na mata,

Na serra e no vergel:

Andam os beija-flores

Pousando sobre as flores,

Sugando-lhes o mel.

 

Dou vida aos verdes ramos,

Dou voz aos gaturamos

E paz aos corações;

Cubro as paredes de hera;

Eu sou a Primavera,

A flor das estações !

 

Coro das quatro estações:

 

Cantemos! Fora a tristeza !

Saudemos a luz do dia:

Saudemos a Natureza !

Já nos voltou a alegria !

 

Em: Poesias Infantis, Olavo Bilac, Livraria Francisco Alves: 1949, Rio de Janeiro, pp. 35-6

 olavo_bilac1

 

 

 

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (RJ 1865 — RJ 1918 ) Príncipe dos Poetas Brasileiros – Jornalista, cronista, poeta parnasiano, contista, conferencista, autor de livros didáticos.  Escreveu também tanto na época do império como nos primeiros anos da República, textos humorísticos, satíricos que em muito já representavam a visão irreverente, carioca, do mundo.  Sua colaboração foi assinada sob diversos pseudônimos, entre eles: Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., e muitas vezes sob seu próprio nome.  Membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.  Sem sombra de duvidas, o maior poeta parnasiano brasileiro.

Obras:

 

Poesias (1888 )

Crônicas e novelas (1894)

Crítica e fantasia (1904)

Conferências literárias (1906)

Dicionário de rimas (1913)

Tratado de versificação (1910)

Ironia e piedade, crônicas (1916)

Tarde (1919); Poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957), e obras didáticas





10.000 moedas romanas encontradas na Inglaterra!

16 09 2009

moedas

Foto: Shropshire  Star

 

Nick Davies, um arqueólogo amador, que comprou seu equipamento de detenção de metais há um mês, em sua primeira aventura arqueológica, descobriu um vaso com pelo menos 10 mil moedas datando da Era Romana.  As moedas foram encontradas na região na área de Shrewsbury, Shropshire, na Inglaterra. O Serviço de Museus do governo local acredita que as moedas tenham ficado enterradas por pelo menos 1.700 anos,  já que foram cunhadas entre os anos 320 d.C e 340 d.C, no final do governo de Constantino I, quando o território inglês servia de zona de abastecimento de alimentos para o Império Romano.   Na pilha, há moedas que comemoram o aniversário e a fundação de Roma e de Constantinopla.   Juntas elas pesam aproximadamente 32 kg.

As moedas foram encontradas num grande e simples vasilhame de barro e enterradas no solo inglês.  O topo do vaso já havia se quebrado mesmo sob a terra, ao longo dos anos, mas as 300 e poucas moedas que deslizaram para fora foram também recuperadas pelo arqueólogo amador.   As moedas, aproximando em número 10.000, são todas de bronze.  Algumas tem banho de prata.  Elas eram conhecidas como NUMMI, e eram comuns no século IV da nossa era. É provável que essa grande quantidade de moedas enterradas faça parte do tesouro de uma comunidade, ou de uma única pessoa, mas devem ser o resultado de pagamento por uma ou mais colheitas.  Só não se pode  imaginar porque essas economias não foram retiradas do solo por seu dono.  

O grupo de moedas e o jarro em que foram encontradas foram mandados para o museu Britânico para um exame detalhado do material encontrado.  No museu, o processo de limpeza das moedas, separação daquelas que se fundiram umas às outras e classificação deve levar diversos meses.   Até lá essa descoberta não estará acessível ao grande público.

FONTE:  Shropshire Star





Imagem de leitura — Winslow Homer

16 09 2009

the_new_novel-by-winslow-homer (EUA 1836-1910) 1877, aquarela sobre papel, Museum of Fine arts, Springfield, MassO novo romance, 1877

Winslow Homer (EUA 1836-1910)

Aquarela sobre papel.

Museu de Belas Artes Michele e Donald D’Amour

Springfield, Massachusetts, EUA

 

Winslow Homer (EUA, 1836 – 1910) uma dos grandes pintores e gravuristas dos Estados Unidos.  Começou a carreira de pintor trabalhando primeiro como ilustrador comercial, persistindo no ramo gráfico por vinte anos.  Trabalhava nesse período, à parte, num estúdio, com a pintura a óleo e a aquarela.  Estudou na  Academia Nacional de Desenho, em Nova York até 1863. Na década de 1870 retira-se da metrópole, indo morar num farol.  Daí  pintou uma série de obras sobre pescadores e cenas litorâneas que o fazem famoso até hoje. No início da década de 1880 viveu na Inglaterra, pintando cenas de genero e paisagens.  Em 1883, reestabelece residência nos EUA, voltando a pintar marinhas. Nos anos seguintes visita a Flórida, Cuba e as Bahamas.  O resultado dessas viagens é o uso de cores vivas em aquarelas de grande impacto.  Talvez tenha sido o maior aquarelista dos EUA no século XIX.





Cartas de viagem: Espanha III

15 09 2009

Barcelona-%20Gaudi%20-%20Casa%20Mila%20La%20Pidrera

Casa Mila, Barcelona.

 

Barcelona, outubro de 19…

Meus queridos:

Nossa entrada em Barcelona foi uma experiência inesquecível.  Graças ao extraordinário senso de direção de H. só levamos uma hora para chegar ao hotel.  Chegamos no engarrafamento de 16:30.  Ainda não pensamos como os espanhóis.  Não imaginávamos que o engarrafamento dessa hora fosse o de “volta ao trabalho”, ou seja, para o centro da cidade…  Mas, verdade seja dita, não estávamos preparados para as grandes avenidas em que nos metemos que cortam a cidade em fatias de bolo, triangulares; avenidas das quais não se pode sair facilmente, não se pode dobrar à direita ou à esquerda; avenidas que uma vez nelas, você tem que sair do outro lado da cidade quer queira ou não.  Isso com uns malucos não só buzinando, mas achando ruim que você com o seu carro de placa de Paris (que mostra de cara que é estrangeiro) ande meio titubeando!  Se o meu casamento sobreviveu à relação piloto x co-piloto na entrada de Barcelona, vai sobreviver a muita tempestade! (Cá pra nós, não há nada pior que um co-piloto que sabe dirigir mas que acima de tudo se sente correta – como eu!)  Barcelona é uma cidade muito grande, a maior que visitamos dessa vez.

Essa metrópole é uma parte diferente da Espanha.  É uma das Grandes Senhoras Cidades do mundo!  Não é por causa de seu tamanho.  Ou por causa de seu tráfego ou até mesmo por seu comércio (de lojas caríssimas às que só vendem porcarias).  Tampouco é por causa de seus museus, monumentos históricos ou igrejas.  É a atmosfera de Barcelona, cheia de uma energia inebriante e envolvente, que seduz.

barcelona antoni_gaudi_sagrada_familia_4spires

Igreja da Sagrada Família, Barcelona.

 

A impressão é de que nada aqui pode acontecer de uma maneira medíocre.  As coisas aqui ou são grandiosas ou umas bombas, mas o que a gente não conseguirá é ser indiferente a elas.  Essa maneira de ser, de tentar coisas novas, de arriscar-se a fazer um papel ridículo, é magnética.  Barcelona é assim, e como conseqüência há uma variedade grande de coisas inesperadas.  E a única coisa que se pode fazer é ficar deslumbrada.

De cima de um morro a cidade revela todos os seus segredos de terra ao mar.  Monumentos bonitos e horrorosos que passam desapercebidos ao rês do chão aparecem no horizonte; desde a catedral inacabada de Gaudi até a praça monumental de Espanha.

O chão de pé-de-moleque das ruas do bairro gótico esconde embaixo de si mesmo, num museu de escavações, as ruínas da cidade romana.  Carrancas em goteiras e outros monstros observam das fachadas dos edifícios do passado, os pedestres de hoje; enquanto que durante o dia inteiro milhares de pessoas são cuspidas para fora do metrô super moderno, para andarem nas Ramblas – uma série de pequenas ruas que desembocam numa longa avenida que leva ao mar.  Essa população parece andar de sol a sol.

Gothic_quarter_pic

Bairro gótico, Barcelona.

 

As Ramblas são um capítulo à parte em Barcelona.  A avenida principal, Rambla de Barcelona, tem um calçadão bem no centro, coberto de quiosques vendendo flores e pequenos animais domésticos, jornaleiros colossais com jornais e revistas do mundo inteiro.  Há restaurantes e bares que, apesar de serem localizados nos prédios ao longo da avenida, mantêm grandes barracas onde se pode comer e beber o que aquele restaurante oferece, desde um café até um jantar, com o garçom atravessando um trânsito impossível para nos servir.  É três ou quatro vezes o preço do cardápio, mas pelo menos uma vez vale a pena!

As ruazinhas que saem dessa avenida principal são deliciosas: estreitas e ensebadas;  Elas oferecem uma variedade interessante de gostos e perfumes desde suas lojas de vinhos, em que todo o vinho bebido vem de barricas postas umas sobre as outras nas paredes laterais das lojas, até as lojas de churros onde se pode comprar uma cornucópia dessa fritura em qualquer sabor imaginável!  Essas ruelas também têm restaurantes, pequenas lojas de roupas, caras ou não.  Tudo que existe para ser vendido, achará um lugar por lá.  No entanto, as ruas são tão estreitas que às vezes nem uma Kombi poderia passar.  Como a mercadoria chega às lojas é um fato a ser investigado.  De vez em quando há uma pracinha.  Lá algum dono de um bar próximo coloca umas mesinhas com cadeiras e um povaréu toma champanha ou sangria enquanto que – como em Nova York – alguém toca um saxofone ou violino, passando o chapéu a cada quinze minutos.   Este é o centro da cidade.  É aqui que tudo acontece.  O povo irá, de fato, andar andar nessas ruas 24 horas por dia.  As últimas sessões de cinema em Barcelona começam a 1 hora da manhã.  O jantar é sempre muito tarde.  Nós fomos a restaurantes às 11 horas da noite e tivemos que esperar em fila para vagar uma mesa.  Mas às 7 da manhã as Ramblas já estão cheias de gente.  Às 9 todo o comércio volta a abrir, para fechar às 13 horas.  Nessas horas realmente faz calor.  Faz muito CALOR!   Mesmo agora no final de outubro.  Tudo reabre as 16:30 para fechar às 21 horas.

LasRamblas-FlowerStalls

Las Ramblas, Barcelona.

 

A energia evidente no movimento da população é uma característica espanhola.  Madri entre outras é uma cidade em que todo mundo anda como se desfilasse nas ruas antes do jantar.  Mas na Catalunha é diferente.  Em Barcelona, a cidade inteira parece estar presa nesse rodamoinho.  Ela efervesce!  Produz energia por si só.  Essa energia, sentida no ar que se respira, complementa bem a forma orgânica de como a cidade parece ter crescido.  Na verdade há muito pouco em Barcelona que pareça simplesmente racional.  Ela cresceu como um cogumelo.  Até parece que os artistas minimalistas com aquela pureza de linhas e de superfícies bem lisas não seriam capazes de terem admiradores por aqui.  Mas não é verdade.  Eles têm.  Não é que a gente não encontre edifícios bem modernos e tecnologia de ponta por todo canto.  Mas há sempre um jeitinho diferente, espremido numa profusão de formas inesperadas no desenho moderno catalão.  Formas orgânicas aparecem em todo canto produzindo uma marca inesquecível não só na arquitetura ( que outro lugar poderia ter produzido um Gaudi?) mas em tudo mais que é criado aqui.   Essa para mim é a mais clara faceta do espírito catalão, a que separa esta região encantadora do resto também maravilhoso da Espanha. 

 

Beijinhos,  L.





Quadrinha infantil sobre a árvore, para o dia da árvore!

14 09 2009

arvore com frutosIlustração, Maurício de Sousa.

 

Quanta lição de bondade

muita árvore contém;

dando sombra a toda gente,

não nega fruto a ninguém.

 

(Geraldo Costa Alves)





Filhotes fofos: novo ursinho Panda em San Diego

10 09 2009

 

pandinha

O Zoológico de San Diego apresentou nesta quinta-feira o seu mais novo morador: um filhote de panda com apenas uma semana de vida. Recém alimentado, e ainda com um ‘bigode de leite’, o pequeno foi pesado e medido pelos veterinários do parque. As informações são da agência AFP.

Pesando apenas 1, 76 Kg, o pequeno panda macho ainda não abriu os olhos, mas ele pode cheirar e sentir o toque dos seus cuidadores. O filhote ainda não é forte o suficiente para engatinhar ou andar e é totalmente dependente da sua mãe, a panda Bai Yun.

O pequeno não é o primeiro filho de Bai Yun. Em 1999, a panda deu à luz o primeiro panda gigante que sobreviveu depois de nascer nos Estados Unidos, também no zoológico de San Diego. Depois, ela teve mais três; um em 2003, outro em 2005 e outro em 2007. Mas o pequeno recém-nascido é o segundo filhote macho de Bai Yun.

Seguindo a tradição chinesa, o pequeno panda permanecerá sem nome até que complete 100 dias de idade. Bai Yun e o filhote permanecerão sob cuidados por mais quatro ou cinco meses.

Portal Terra





Quadrinha infantil sobre a família

10 09 2009

família

Ilustração, Maurício de Sousa.

 

 

Não julgues uma família

por um de seus membros, não!

—  Vê como são diferentes

os cinco dedos da mão!…

 

(Michel Antônio)





Novas espécies de coral são achadas em Galápagos

10 09 2009

corais galápagos

 

 

Cientistas descobriram  novas espécies de coral perto das Ilhas Galápagos, na costa do Equador, alimentando esperanças de que as formações podem ser mais resistentes ao aquecimento dos oceanos do que se acreditava.

O pesquisador Terry Dawson, da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, que realizou a pesquisa marinha, disse que foram encontradas “cinco ou seis espécies novas para a ciência“, além de “três outras que são novas para as Galápagos e são semelhantes a espécies encontradas em lugares como o Panamá e a Costa Rica“.

 

Coral-discovered-in-Galap-002

Dawson acrescentou que também foi achada uma espécie que os cientistas acreditavam ter desaparecido após a última grande manifestação do fenômeno El Niño, entre 1997 e 1998.

O projeto de três anos, que procura auxiliar o governo do Equador na preservação do ecossistema das Galápagos, concentrou-se em duas ilhas – Wolf e Darwin – no noroeste do arquipélago.

 

Darwin-Algae-Galapagos-co-006

Alga Darwin

 

El Niño
A descoberta levanta duas questões, disse Dawson. A primeira hipótese é que os corais seriam mais resistentes ao aquecimento das águas decorrente do El Niño do que se acreditava. A segunda é que os corais podem estar se adaptando e se tornando mais resistentes ao fenômeno.

O pesquisador admite, contudo, que há pessimismo no mundo científico quanto ao futuro dos corais. Em longo prazo, se os corais não forem destruídos pelo aquecimento das águas, podem acabar vítimas da acidificação dos mares.

Esse fenômeno é provocado pela concentração de dióxido de carbono na atmosfera, que também provoca o aquecimento global. Recifes de coral são formados por depósitos de carbonato de cálcio deixados ao longo de milhares de anos por bilhões de pequenos organismos chamados pólipos de coral.

 

Fonte:  Portal Terra