Rio de Janeiro à beira da Guanabara!

5 04 2019

 

 

 

Azeredo Coutinho, Mosteiro de São Bento, osm, 1945, 35x27Mosteiro de São Bento, 1945

Gérson de Azeredo Coutinho (Brasil, 1900-1967)

óleo sobre madeira,  35 x 27cm





Que insônia, poesia de Corina [Coryna] Ferreira Rebuá

16 03 2019

 

 

 

faa0ec6253aa1d9268dbccd55d5af63cLuz da manhã

James H. Crank (EUA, ?)

óleo sobre tela, 91 x 66 cm

 

 

Que insônia

 

Coryna Ferreira Rebuá

 

Como faz frio neste quarto agora!

A chuva bate em cheio na vidraça

E o relógio da igreja, de hora em hora,

Soa. Há passos na rua… E a ronda passa…

 

Não consigo dormir. Como demora

Essa vigília que me torna lassa!

Se abro um livro, não leio. E lá fora

Chove.  Há passos na rua… E a ronda passa…

 

Dormes? Não creio. Eu sei que estás velando,

Porque eu pressinto que, de quando em quando,

Vem o teu corpo fluídico e me enlaça.

 

O relógio da igreja está batendo.

São quatro horas. Que insônia! Está chovendo.

Ouço passos na rua… E a ronda passa.

 

 

Em: Poetas cariocas em 400 anos, ed. Frederico Trotta, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1965, p. 318

 

 

Bibliografia:

Felicidade, 1930

Alma Sedenta, 1932

Vida, 1940

Meu Romance de Amor, 1942

 

 

 





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

26 02 2019

 

 

 

moça sentada na cerca, Fran Weston BensonMoça na cerca, Fran Weston Benson

 

 

 

Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, acorda.





“Chuva de verão”, Ladyce West

8 01 2019

 

 

tropical+storm+-+tiffany+blaiseTempestade Tropical

Tiffany Blaise (Austrália, contemporânea)

óleo e cera sobre papel, 42 x 29 cm

 

 

Chuva de verão

 

Ladyce West

 

Ar denso, turvo,

Grávido de umidade

Pesa na fronte, nos ombros,

no âmago da alma.

 

Afoga os pulmões, martiriza o corpo,

Apoia-se no cenho, escorre da testa,

desliza  nas costas,

brita nas têmporas,

vaza na nuca.

 

A camisa, segunda pele, adere.

Restringe, circunscreve

Movimentos, pensamentos.

O peso do mundo escorado nos ombros.

 

Silêncio.

Céu de chumbo.

Um lágrima grossa cai;

Duas, um choro sofrido

Raivoso, ruidoso, calamitoso.

 

A chuva é cortina fechada.

Estrondosa. Cortante.

Correntes d’água aprisionando

Homens, mulheres, animais,

Andantes.

 

Entorta árvores

Torce fios, destrói muros,

Placas, pavimentos.

Caudalosa torrente, batelada.

 

Os deuses despejam fúria liquida

nas ruas,  casas, praças da cidade.

Montanhas se escondem

Nuvens se iluminam

Raios rompem o céu

Soam trovões enraivecidos.

 

Meia hora. Silêncio.

Tudo volta à norma.

Lavado.  Límpido.  Nítido.

Submerso em água.

 

Mas o suor continua

desliza sobre o corpo.

O calor abafa e sufoca.

É verão sob o trópico de Capricórnio.

 

©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2019





Quem diria… — poesia infantil de Alzira Chagas Carpigiani

28 12 2018

 

 

 

http://csaimages.com/images/istockprofile/csa_vector_dsp.jpg

 

 

Quem diria…

 

Alzira Chagas Carpigiani

 

O gambá agora
anda elegante,
passa até perfume
e desodorante.
Ele pôs um fim
na tal história
do fedor danado.
Quer saber por quê?
Eu conto o segredo:
– O gambá cheiroso
está apaixonado!

 





Flores para um sábado perfeito!

22 12 2018

 

 

anita-malfatti-vaso-de-bico-de-papagaio-oleo-sobre-tela-2922Vaso de bico de papagaio

Anita Malfatti (Brasil, 1889 – 1964)

óleo sobre tela

Casa de leilões, James Lisboa, 2014

Com a seguinte nota:  Inscrição no verso “Declaro que este quadro de Flores de Bico de Papagaio, é de autoria de minha irmã Anita Malfatti. Georgina Malfatti”. Etiqueta do Museu de Arte Brasileira Fundação Armando Alvares Penteado.

 

 





Minutos de sabedoria: Olavo Bilac

11 10 2018

bote-fe-no-brasil

 

 

“A pátria não é a raça, não é o meio, não é o conjunto dos aparelhos econômicos e políticos: é o idioma criado ou herdado pelo povo.”

 

Olavo Bilac





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

27 08 2018

 

 

fim 7Cascão e Jeremias, ©Maurício de Sousa.

 

 

“A sorte faz parentes, a escolha faz amigos.”

 





Cidades do Brasil que mais leem

24 07 2018

 

 

Amaury 2Amaury Menezes,(Brasil, 1930) goiania,1992Goiania, 1992

Amaury Menezes (Brasil, 1930)

 

 

O jornal O GLOBO de hoje, (24-07-2018) publicou resultados interessantíssimos sobre a apreciação e o acesso à cultura no país, em artigo de Matheus Pichonelli.  Nessa pesquisa foram considerados itens como leitura, ida ao cinema, ida ao teatro, a concertos de música clássica, a shows e a galeria de artes.

Todos os itens são do interesse deste blog carioca.  Mas a leitura é de principal relevância porque a leitura é a base de conhecimento que depois de adquirido, qualquer que seja, abre portas para outros aspectos culturais.

Surpreendentemente Salvador, na Bahia, é a cidade que mais lê no Brasil.  Seguida por São Paulo e Rio de Janeiro, nesta ordem.  No entanto, a cidade brasileira que apresenta maior interesse em todas as diferentes formas de expressão cultural é Belo Horizonte, ou seja a cidade com nível de interesse mais equilibrado entre os interesses culturais.

A cidade que menos lê, mas a mais foliona de todas é Recife.  Sobre a folia de Carnaval, outro item surpreendente: no Rio de Janeiro a festa favorita é São João.  Só 21% dos cariocas são apreciadores do Carnaval.  De fato, o Carnaval não é tão popular quanto se imagina, praticamente no país inteiro, ainda que seja muito mencionado como festa favorita em Recife.

 

Link: O GLOBO,

 





Domingo, um passeio no campo!

22 07 2018

 

 

GAGARIN, Paulo, Serra dos Órgãos, ostcc, ass. e dat. 1935 45 x 73 cm.jpgSerra dos Órgãos, 1935

Paulo Gagarin (Rússia/Brasil, 1885-1980)

óleo sobre tela colada em cartão, 47 x 73 cm