
Monumento aos pracinhas, 2014
[Monumento Nacional aos Mortos na Segunda Guerra Mundial]
Sérgio Piancó (Brasil, contemporâneo)
acrílica

Monumento aos pracinhas, 2014
[Monumento Nacional aos Mortos na Segunda Guerra Mundial]
Sérgio Piancó (Brasil, contemporâneo)
acrílica

Tropicana I, 1985
Anysio Dantas (Brasil, 1933 – 1990)
serigrafia tiragem 76-100, 89 x 66 cm
Walter Nieble de Freitas
Alta, esguia, majestosa,
De uma beleza sem par,
Contemplo a esbelta palmeiraaaaa
Banhada pelo luar.
A seus pés um lago azul,
Onde em calma ela se mira,
Põe na paisagem noturna
Cintilações de safira.
De longe, chega em surdina
A voz rouca das cascatas:
É a sinfonia dos rios
Soluçando serenatas.
Nessa hora em que a noite é um templo,
E o firmamento, um altar,
Sob os círios das estrelas
Em silêncio a vi rezar.
Na linguagem da saudade,
O coração da palmeira,
Pedia as bênçãos do céu
Para a terra brasileira.
Em: Barquinhos de Papel: poesias infantis, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1961, pp. 61-62
I got music
Ana Goldberger (Brasil, 1947)
acrílica sobre tela, 70 x 70cm
Paisagem
Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887 – 1983)
óleo sobre tela, 61 x 46 cm
Sonia Carneiro Leão
Gotinha meiga e mansa
acaricia meu rosto,
descendo suave
a trilha da saudade.
Lá fora as rosas rosas
E os hibiscos dourados
saúdam o outono.
Negro curió entre os poleiros
saltita de júbilo e gorjeia,
mesmo nos confins
das grades da vida.
Só eu,
do outro lado das coisas,
choro.
Tornei-me o poro por onde passa,
no vazio de uma lágrima,
o peso de tua falta.
Auto-retrato, Retratando o cotidiano em Vina-Lituânia, s/d
Lasar Segall (Lituânia/Brasil, 1889 – 1957)
óleo sobre papelão, 67 x 47 cm
Ladyce West
Na indolência de um domingo de verão,
quando o sol cerceia o movimento e o calor detém a brisa,
Quando o bafo quente das calçadas se ergue lento,
envolve o corpo e reprime pensamentos,
Quando a inércia paralisa insetos,
cala pássaros, esconde peixes,
No meio da tarde indiferente,
preguiçosa, frouxa e incandescente,
Um solitário acordeon se faz ouvir.
É gemido desditoso, lamento sofrido.
Queixume penoso.
No ar estagnado do bairro,
por entre casas sonolentas e mudas torres de igrejas,
por cima do asfalto amolecido das ruas,
mascarando o borbulhar do riacho,
vibram notas saudosas, melodias sofridas,
canções de outras eras, de outras terras.
Gemidas.
A nostalgia se espalha.
Manta transparente, que envolve.
Aderente.
Libação sonora, suadouro enlutado,
carpindo na tarde.
Canto solitário de imigrante europeu,
Chora a terra, a distância,
a perda do lugar em que nasceu.
©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2019.
Luluzinha, Glória e Plínio da revista em quadrinhos Luluzinha, criação de Marjorie Henderson Buell.
Ruth Rocha
São duas crianças lindas
Mas são muito diferentes!
Uma é toda desdentada,
A outra é cheia de dentes…
Uma anda descabelada,
A outra é cheia de pentes!
Uma delas usa óculos,
E a outra só usa lentes.
Uma gosta de gelados,
A outra gosta de quentes.
Uma tem cabelos longos,
A outra corta eles rentes.
Não queira que sejam iguais,
Aliás, nem mesmo tentes!
São duas crianças lindas,
Mas são muito diferentes.
Paisagem
Carlos Oswald (Brasil, 1882-1971)
óleo sobre tela, 65 x 54 cm
Dezembro 2018, Leblon, Rio de Janeiro.
Já perdi a conta do número de pessoas que me pede a volta dessa popularíssima faceta do blog da Peregrina. Cansei. Mas reconheço a fascinação que essas fotos, sob o nome de: Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público, têm exercido sobre os nossos visitantes. Volto a tentar manter as fotos que servem de inspiração a leitores e a fotógrafos.
Telhados do Recife
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897 – 1976)
Óleo sobre tela, 38 x 55 cm
Mingau, sente inveja, Ilustração de Maurício Sousa.