Nápoles, texto de Sra. Leandro Dupré

1 07 2015

 

 

(c) Compton Verney; Supplied by The Public Catalogue FoundationBaía de Napoles do Posilipo, c.1770

Pietro Fabris (Itália, ativo 1740-1792)

óleo sobre tela, 75 x 128 cm

Compton Verney, GB

 

 

“Às onze horas, o trem entrava na estação de Nápoles. O frio continua forte, mas há sol em Nápoles.

Vedere Napoli, poi morire“.  Essa frase sugestiva inventada por um sentimental num belo por do sol de uma tarde de primavera, não está adequada para um frio dia de inverno como hoje.  Nápoles é uma bela cidade, alegre, movimentada, cheia de vida. Tomei um automóvel e passei pelos lugares principais. As praias são bonitas, o Mediterrâneo é de um azul intenso, o porto cheio de chaminés de grandes e pequenos navios, as montanhas ao longe se confundem com o azul do céu; e de um lado, numa elevação, o Vesúvio lançava, para o ar, rolos de fumaça negra, vagaroso e concentrado, como um velho marinheiro sentado na porta de casa e cachimbando, enquanto o pensamento procura seguir o rasto da fumaça para países distantes, percorridos na mocidade. Tomei apartamentos no hotel Isotta-Genève, no quinto andar.  Através da janela, vejo o Vesúvio sempre fumegando. Passei a tarde dando um passeio pelo centro da cidade e, à noite não saí. A baía é encantadora, mas quem vem do Rio de Janeiro não pode achar encantos em outras baías.”

 

 

Em: O romance de Teresa Bernard, Sra. Leandro Dupré [Maria José Dupré], São Paulo, Ed. Brasiliense Ltda: 1945, 4ª edição, pp. 311-12





Sublinhando…

1 07 2015

 

 

Otto van Rees (1884-1957) De vertelling, 1926A tradução, 1926

Otto van Rees (Alemanha, 1884-1957)

óleo sobre tela

 

 

“Leve, breve, suave,

Um canto de ave

Sobe no ar com que principia

o dia.

Escuto, e passou…

Parece que foi só porque escutei

Que parou.”

 

 

Fernando Pessoa (Portugal, 1888-1935) em Leve, breve, suave. 





A boa poesia, José Eduardo Agualusa

29 06 2015

 

 

ANTON EBERT         lesendes-mdchen-1896-by-anton-ebert-austrian-18451896_thumbSenhora lendo, até 1896

Anton Ebert (Áustria, 1845-1896)

óleo sobre tela, 79 x 63 cm

 

 

“A boa poesia surpreende, acende clarões no cérebro, provoca e desafia.”

 

José Eduardo Agualusa

 

Em: “A cura pela palavra”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 29/06/2015, 2º caderno, página 2.





O escritor — José Eduardo Agualusa

22 06 2015

 

 

Stanislaw Debicki (Polônia, 1866-1924)

Retrato de leitora de jornal, c. 1900

Stanislaw Debicki (Polônia, 1866-1924)

Lwowska Galeria Obrazów , Varsóvia

 

 

“Escrever é, na essência, mudar de pele. Um escritor tem de se conseguir colocar, o tempo todo, na pele dos outros.”

 

José Eduardo Agualusa

 

Em: “O embrulho da alma”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 22/06/2015, 2º caderno, página 2.





Sublinhando…

20 06 2015

 

 

Johan Patricny (Suécia 1976) Mulher lendo, 2004, aquarelaMulher lendo, 2004

Johan Patricny (Suécia, 1976)

Aquarela

www.johanpatricny.com

 

 

“Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:

não amar, é sofrer; amar, é sofrer demais!”

 

 

Menotti del Picchia (Brasil, 1892-1988) em Juca Mulato, publicado em 1917.





Palavras para lembrar — Jorge Luis Borges

10 06 2015

 

 

Harriet Backer (Norwegian, 1845-1932), By Lamplight, 1890, Oil on canvas, 64.7 x 66.5 cm, The Rasmus Meyer Collection, The Bergen Art Museum, RMS.M.20.

À luz do lampião, 1890

Harriet Backer (Noruega, 1845-1932)

óleo sobre tela, 64 x 66 cm

Coleção Rasmus Meyer

The Bergen Art Museum

 

 

“Se lemos algo com dificuldade, o autor fracassou.”

 

Jorge Luis Borges





Palavras para lembrar — Marcelino Freire

1 06 2015

Aldo Bonadei, (1906-1974) Homem lendo, tec mista, 25x17cm Costureira lendo, s.d.

Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)

técnica mista, 25 x 17cm

“O melhor do Brasil é o brasileiro que sabe ler.”

Marcelino Freire





Sublinhando…

26 05 2015

 

 

GESTEL, Leo - Interieur mit lesender Frau, ost, 50x60, decada de 30Interior com senhora lendo, década 1930

Leo Gestel (Holanda, 1881-1941)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

 

 

“Por ser da minha terra é que sou nobre,

Por ser da minha gente é que sou rico.”

 

Olavo Bilac (Brasil, 1865-1918) do poema Aos meus amigos de São Paulo, também conhecido pelo primeiro verso: Se amo, padeço, e sonho, a recompensa.





Minutos de sabedoria: Sêneca

16 05 2015

 

Edward Lamson Henry (American artist, 1841-1913)  A Country SchoolEscola do interior, 1890

Edward Lamson Henry (EUA, 1841-1913)

óleo sobre tela, 12 x 17 cm

Galeria de Arte da Universidade de Yale

 

 

“A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida.”

 

senecaSêneca





Sublinhando…

7 05 2015

 

 

Susan M Stern, woman-at-the-beachLendo na praia

Susan M. Stern (EUA, contemporânea)

óleo sobre placa, 15 x 15 cm

www.susanmstern.com

 

 

“Nunca me arrependi por ter chorado, e arrependi-me de não ter amado, nu, como o sol, e livre, como o vento”.

 

Martins Fontes, [José Martins Fontes](Brasil, 1884-1937) do poema Incoerência, no livro Paulistânia, 1934.