Inverno: Albert Camus

22 06 2023

A caminho de Versailles, Louveciennes, sol de inverno e neve, c.1870

Camille Pissarro (França, 1830-1903)

óleo  sobre tela

Museu Thyssen-Bornemisza, Madri

 

 

 

“Na profundeza do inverno, finalmente aprendi que dentro de mim existe um verão imbatível.”

 

Albert Camus





Sublinhando …

19 06 2023

Leitora

Hélène Beland (Canadá,  1949)

óleo sobre tela, 120 x 120 cm

 

´

“Para quem se beneficia das indulgências da vida, a obrigação de rigor na consideração da beleza é inegociável. A língua, essa riqueza do homem, e seus usos, essa elaboração da comunidade social, são obras sagradas. Que evoluam com o tempo, se transformem, se esqueçam e renasçam, enquanto, por vezes, sua transgressão torna-se fonte de uma fecundidade maior, nada  muda o fato de que, para praticar com elas esse direito ao jogo e à mudança, é necessário, previamente, ter-lhe declarado plena submissão. Os eleitos da sociedade, esses que o destino isenta das servidões que são o quinhão do pobre, têm, portanto, a dupla missão de adorar e respeitar o esplendor da língua. Por último, que uma Sabine Pallière faça mau uso da pontuação é uma blasfêmia tanto mais grave na medida em que, ao mesmo tempo, poetas maravilhosos nascidos em barracos fedorentos ou em subúrbios que parecem lixões têm por ela essa sagrada reverência que é devida à Beleza.”

Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, tradução de Rosa Freire d’Aguiar, São Paulo, Cia das Letras: 2008, p. 117

 

 


Nota:  Há poucos livros que releio.  Precisam ter conteúdo mais denso, ter agradado pelo prazer da escrita, ter ideias que possam ser pensadas, discutidas, conversadas.  Fiz neste mês que passou a terceira leitura de A elegância do ouriço e continua, para mim, excelente no contar de uma história e levantar questões por que passamos todos os dias sem nos deter.  Recomendo a leitura. 





Outono: Hal Borland

16 06 2023

O jardim do Hospital Saint Paul, (Folhas caindo),1889

[Saint-Rémy-de-Provence]

Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm

Museu Van Gogh, Amsterdã

 

 

 

“Dois sons do outono são inconfundíveis… o rápido farfalhar das folhas quebradiças ao longo da rua… pelo vento turbulento e o tagarelar de um bando de gansos em migração.”

 

Hal Borland   (EUA, 1900-1978)

 

 

Tradução : Ladyce West

-.-.-

“Two sounds of autumn are unmistakable…the hurrying rustle of crisp leaves blown along the street…by a gusty wind, and the gabble of a flock of migrating geese.”
— Hal Borland




Sublinhando…

11 06 2023

Sem Título

Zoe Gaston (Irlanda, contemporânea)

 

 

Estava sob uma pilha de livros, embrulhada em panos de cortina carcomidos de traças, enfiada entre camadas de papelão. Ele a mantivera escondida durante toda a guerra. Era a primeira edição do Blaue Reiter Almanac, publicado em 1912, uma espécie de manifesto do grupo de artistas expressionistas de Munique e região nos poucos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial. Foram declarados “degenerados” pelo Partido Nacional-Socialista e seus quadros foram confiscados, vendidos, destruídos ou ocultados.

 

 

Em: Lições, Ian McEwan, tradução de Jorio Dauster, São Paulo, Companhia das Letras: 2022, [Kindle]

 

 

 





Minutos de sabedoria: John Steinbeck

10 06 2023

Ilustração de Anthony Zierhut (EUA), 2010

 

 

“As pessoas não fazem viagens, as viagens fazem as pessoas”.

 

John Steinbeck

 

 

John Steinbeck | Biography, Books, Novels, Movies, & Facts ...

John Steinbeck (1902-1968)




Outono: P. D. James

2 06 2023

Outono em Cornwall, 1925

Walter Elmer Schofield (EUA, 1866-1944)

óleo sobre tela

 

 

 

“Era um daqueles dias ingleses de outono perfeitos que acontecem com mais frequência na memória do que na vida.”

 

P.D. James (A Taste for Death (Adam Dalgliesh, #7))

 

Tradução: Ladyce West

 

-.-.-.

“It was one of those perfect English autumnal days which occur more frequently in memory than in life.”
P.D. James (A Taste for Death (Adam Dalgliesh, #7))

 





Outono: E. B. White

28 05 2023

Ilustração: Edward Cucuel

 

“Os grilos acharam ser seu dever alertar todos de que a temporada do verão não podia durar para sempre. Até mesmo nos mais belos dias do ano inteiro – dias em que o verão está mudando para o outono – os grilos espalhavam o zunido de tristeza e transformação.”

 

E. B. White, em  A teia de Charlotte

 

Tradução: Ladyce West

 

“The crickets felt it was their duty to warn everybody that summertime cannot last for ever. Even on the most beautiful days in the whole year – the days when summer is changing into autumn – the crickets spread the rumour of sadness and change.”
— E.B. White (Charlotte’s Web)




Outono:Lyn Yutang

26 05 2023

Most Famous Autumn Paintings

Quatro árvores, 1917

Egon Schiele (Alemanha, 1890-1918)

óleo sobre tela, 110 x 140 cm

Galeria Belvedere, Viena

 

“Gosto da primavera, mas é muito jovem. Gosto do verão, mas é muito orgulhoso. Então, de todos gosto mais do outono, porque suas folhas são um tanto amarelas, sua modulação madura, suas cores mais ricas, e é tingido por um pouco de tristeza e premonição da morte. Sua riqueza dourada não fala da inocência da primavera, nem do poder do verão, mas da suavidade e gentil sabedoria da idade chegando. Sabe das limitações da vida e está satisfeito. Do conhecer dessas limitações e da riqueza de sua experiência surge uma sinfonia de cores, mais rica que tudo, seu verde fala de vida e vigor, seu laranja do contentamento dourado e o roxo de resignação e morte.”

Lyn Yutang

 

Tradução Ladyce West

 

“I like spring, but it is too young. I like summer, but it is too proud. So I like best of all autumn, because its leaves are a little yellow, its tone mellower, its colours richer, and it is tinged a little with sorrow and a premonition of death. Its golden richness speaks not of the innocence of spring, nor of the power of summer, but of the mellowness and kindly wisdom of approaching age. It knows the limitations of life and is content. From a knowledge of those limitations and its richness of experience emerges a symphony of colours, richer than all, its green speaking of life and strength, its orange speaking of golden content and its purple of resignation and death”

 





Na boca do povo: escolha de provérbios populares

24 04 2023
Magali sente o cheiro da comida! Ilustração Maurício de Sousa.

“Para boa fome, não há mau pão.”




Outono: Rabindranath Tagore

13 04 2023

File:Camille Pissarro 012.jpg

Entrada da aldeia de Voisins, 1872

Camille Pissarro (França, 1830-1903)

óleo sobre tela, 46 x 55 cm

Museu d’Orsay

 
“Que a vida seja tão bela como as flores do verão e a morte como as folhas do outono.”

Rabindranath Tagore