Menina
Albert Franck (Holanda, 1899-1973)
óleo sobre tela
“A escrita seria muito triste se não nos desviássemos nunca dos nossos planos.”
Giorgio Agamben
Menina
Albert Franck (Holanda, 1899-1973)
óleo sobre tela
Giorgio Agamben
Mulher no balcão
Sally Storch (EUA, 1952)
óleo sobre tela
“Há dois tipos de amizade: aquelas nas quais as pessoas estimulam uma à outra e aquelas nas quais as pessoas precisam estar estimuladas para ficar uma com a outra. No primeiro tipo, a pessoa quebra qualquer galho para encontrar a outra; no segundo, precisa procurar um espaço livre na agenda.”
Em: Uma mulher singular: memórias, Vivian Gornick, tradução Heloísa Jahn, São Paulo, Todavia: 2023, p.30
“Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos. Foi a idade da sabedoria, foi a idade da tolice. Foi a época da fé, foi a época da incredulidade. Foi a estação da luz, foi a estação das trevas. Foi a primavera da esperança, foi o inverno do desespero. Tínhamos tudo diante de nós, não havia nada antes de nós. Todos íamos direto para o céu, todos íamos direto para o outro lado.”
Charles Dickens
A última história de 2021
Monika Luniak (Polônia, contemporânea)
óleo sobre tela, 100 x 70 cm
“Inverno é hora para o conforto, para boa comida e aconchego, para o toque de uma mão amiga e para conversa ao lume: é o momento do lar.”
Edith Sitwell
Tradução: Ladyce West
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“Todo mundo escancara portas e janelas para que o vento leve embora os maus-espíritos do inverno. É um vento mágico, dizem.”
Caio Fernando Abreu
A leitora
Catherine Solier (França, 1958)
técnica mista sobre papel, 76 x 101 cm
“Sempre que me falavam de meu avô, começavam dizendo que ele “não sabia ler nem escrever”, como se sua vida e sua personalidade não pudessem ser compreendidas sem essa informação básica.“
Em: O lugar, Annie Ernaux, tradução Marília Garcia, São Paulo, Fósforo: 2021
Mulher no terraço, 1907
Henri Matisse (França, 1869-19954)
óleo sobre tela, 65 x 800 cm
Museu do Estado da Nova Arte Ocidental, Moscou
“A maioria das pessoas que dizem ter pertencido à Resistência são contadoras de histórias, na melhor das hipóteses. Na pior, são simplesmente mentirosas. A Resistência foi um movimento assustadoramente pequeno, sigiloso, secreto, e o preço de ser descoberto era gigantesco. Depois da guerra, todo mundo queria acreditar que apoiou a Resistência. É uma fantasia nacional coletiva da França.”
Em: O hotel na Place Vendôme, Tilar J. Mazzeo, tradução de Anfré Gordirro, Rio de Janeiro, Intrínseca: 2016, minha edição: Kindle
A caminho de Versailles, Louveciennes, sol de inverno e neve, c.1870
Camille Pissarro (França, 1830-1903)
óleo sobre tela
Museu Thyssen-Bornemisza, Madri
“Na profundeza do inverno, finalmente aprendi que dentro de mim existe um verão imbatível.”
Albert Camus
Leitora
Hélène Beland (Canadá, 1949)
óleo sobre tela, 120 x 120 cm
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“Para quem se beneficia das indulgências da vida, a obrigação de rigor na consideração da beleza é inegociável. A língua, essa riqueza do homem, e seus usos, essa elaboração da comunidade social, são obras sagradas. Que evoluam com o tempo, se transformem, se esqueçam e renasçam, enquanto, por vezes, sua transgressão torna-se fonte de uma fecundidade maior, nada muda o fato de que, para praticar com elas esse direito ao jogo e à mudança, é necessário, previamente, ter-lhe declarado plena submissão. Os eleitos da sociedade, esses que o destino isenta das servidões que são o quinhão do pobre, têm, portanto, a dupla missão de adorar e respeitar o esplendor da língua. Por último, que uma Sabine Pallière faça mau uso da pontuação é uma blasfêmia tanto mais grave na medida em que, ao mesmo tempo, poetas maravilhosos nascidos em barracos fedorentos ou em subúrbios que parecem lixões têm por ela essa sagrada reverência que é devida à Beleza.”
Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, tradução de Rosa Freire d’Aguiar, São Paulo, Cia das Letras: 2008, p. 117
Nota: Há poucos livros que releio. Precisam ter conteúdo mais denso, ter agradado pelo prazer da escrita, ter ideias que possam ser pensadas, discutidas, conversadas. Fiz neste mês que passou a terceira leitura de A elegância do ouriço e continua, para mim, excelente no contar de uma história e levantar questões por que passamos todos os dias sem nos deter. Recomendo a leitura.









