Descoberto esqueleto de dinossauro herbívoro gigante em SP

6 10 2009

sauropodes

Os Saurópodes

 

Restos de um dos gigantes brasileiros da Era dos Dinossauros estão vindo lentamente à tona em Marília (444 km a noroeste de São Paulo). Tudo indica que se trata de um saurópode, dino pescoçudo e comedor de plantas que pode ter chegado a 13 metros.

O esqueleto de dezenas de milhões de anos apenas começou a ser exposto, mas há esperança de que boa parte do animal ainda esteja por lá, porque as vértebras achadas até agora estão articuladas, ou seja, unidas umas às outras na posição que ocupavam em vida.

Esse fato é um golpe de sorte relativamente raro na paleontologia brasileira, contou à Folha o responsável pela descoberta, William Nava, do Museu de Paleontologia de Marília.

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Saurópodes: tamanhos relativos.

 

Como temos parte da região pélvica [do quadril] preservada e associada às vértebras dorsais, estamos escavando agora na direção da cabeça do bicho. Tudo indica que poderemos achar as vértebras cervicais, do pescoço, e também o crânio preservado sob as camadas de arenito, o que seria fantástico. Essa é a nossa expectativa“, afirma Nava, um dos mais ativos caçadores de fósseis do interior de São Paulo.

As primeiras pistas do saurópode surgiram no último mês de abril, quando a presença de conchas fossilizadas de bivalves (moluscos como as atuais ostras) chamou a atenção de Nava. “Resolvi investigar o barranco que margeia o acostamento da estrada e vislumbrei diversos fragmentos ósseos despontando na rocha, mas bastante escurecidos, indicando que estavam há um bom tempo expostos“, conta ele.

Essa coleção inicial de restos, por si só, já parecia interessante: havia vértebras da cauda, costelas e dois outros ossos grandes (um deles provavelmente corresponde ao fêmur). Um pouco mais de trabalho revelou a presença de duas vértebras articuladas, medindo, cada uma, cerca de 20 cm. “Quando se encontra material articulado a tendência é nos concentrarmos nele, devido justamente à escassez dele“, explica Nava.

 

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Concepção artística de saurópodes, ordem à qual provavelmente pertenceu o fóssil achado em Marília (444 km a noroeste São Paulo)

 

Ele repassou as informações sobre a escavação ao paleontólogo Rodrigo Santucci, da UnB (Universidade de Brasília), que é especialista em saurópodes. Conforme o trabalho avançar, Santucci será capaz de determinar se o animal era um titanossaurídeo (principal grupo de saurópodes do país, caracterizados pela presença de “calombos” ósseos em seu couro) e avaliar se a espécie ainda não é conhecida da ciência.

Antes disso, porém, Nava está planejando a retirada do material da encosta, o que pode se transformar numa operação longa e delicada. A idéia é extrair todo o bloco contendo os ossos até agora encontrados e outros ainda encobertos por rocha. O trabalho no local também trouxe à tona o crânio e a mandíbula de um parente extinto dos jacarés e crocodilos.

Texto:  REINALDO JOSÉ LOPES

Fonte:  Folha On Line





Filhotes fofos: onça pintada

5 10 2009

onça pintada

Filhote de onça-pintada faz sucesso no jardim zoológico da cidade de Bloemfontein, na Africa do Sul.

 

A espécie é das Américas, mas é na África que um filhote de onça-pintada (Panthera onca), também conhecida como jaguar, vem fazendo sucesso.

A cria é atração do zoológico de Bloemfontein, na África do Sul, onde brinca o dia todo com os adultos, entre muitos “abraços” e lambidas.

Fonte: FOLHA





Há padrão nas correntes marinhas!

4 10 2009

barco

 

Suponha que uma bolha de pesticidas ricos em dioxina tenha sido lançada à baía de Monterey. Ela poderia se dispersar rapidamente no Oceano Pacífico. Mas, horas depois, um derramamento de toxinas da mesma dimensão e no mesmo ponto poderia circular perto da costa, representando grave perigo para a vida marinha.

 As bravias águas de superfície da baía se movimentam de maneira tão caótica que uma pequena variação de lugar ou horário para uma bolha de petróleo, bóia ou ser humano que entre na água, pode ditar a direção em que será lançada.  Como determinar se  para o oceano aberto ou rumo à costa?

 Mas os resultados não são imprevisíveis. Uma equipe de cientistas que estuda a baía de Monterey desde 2000 descobriu que há uma estrutura que orienta os padrões de dispersão de suas correntes aparentemente aleatórias, e que essa estrutura muda com o tempo.

 Com a ajuda de um radar de alta freqüência que acompanha a velocidade e direção das águas, e de computadores capazes de executar milhões de cálculos rapidamente, os cientistas descobriram que um arcabouço oculto determina se os objetos são conduzidos ao oceano ou ficam na baía.

 praia vermelha de cima

 

Ao longo dos 10 últimos anos, os cientistas realizaram grandes avanços em sua capacidade de identificar e criar imagens dos mecanismos subjacentes ao fluxo do ar e da água, e de prever a maneira pela qual os objetos se moverão em meio a esses fluxos.

 Auxiliados por instrumentos capazes de acompanhar em detalhe o movimento de pacotes de fluidos e por computadores de baixo custo mas capazes de calcular grande volume de dados rapidamente, os cientistas identificaram estruturas ocultas além da baía de Monterey, e essas estruturas explicam por que aviões enfrentam turbulências inesperadas, por que o fluxo de ar em torno de um carro torna arrasto e como o sangue flui dos ventrículos cardíacos.

 Em dezembro, a revista Chaos vai publicar os resultados da pesquisa em curso para rastrear os esqueletos que se movem por sob os fluxos complexos, conhecidos como “estruturas coerentes de Lagrange”.

 “Houve uma explosão de interesse por esse campo“, disse David Campbell, editor chefe da Chaos, físico e diretor administrativo da Universidade de Boston. “O motivo para que o campo tenha atraído interesse é que os cientistas experimentais agora podem observar o surgimento dessas estruturas”.

 Os padrões de fluxo fascinam os pensadores há séculos. No século XVI, Leonardo da Vinci desenhou os vórtices que via nas águas dos rios e os vórtices de sangue que imaginava existir na válvula aórtica. Da mesma maneira que os padrões visíveis de fluxo mudam rapidamente, de forma que escapa à nossa capacidade de prever os objetos neles aprisionados, as estruturas de fluxo ocultas também se movimentam e se alteram ao longo do tempo.

 

mar e pedras

 

O conceito dessas estruturas surgiu como parte da teoria de sistemas dinâmicos, um ramo da matemática usado para compreender fenômenos complicados que mudam com o tempo. A descoberta de estruturas em ampla gama de casos reais demonstrou que elas desempenham papel chave nos complexos e caóticos fluxos da atmosfera e do oceano.

 As estruturas são invisíveis porque em muitos casos existem apenas como linhas divisórias entre porções de um fluxo que se movem em velocidades e em direções diferentes. No oceano, o percurso de uma gota de água em queda de um lado de uma estrutura como essa pode divergir do percurso de gota semelhante do lado oposto; elas tenderão a se afastar cada vez mais, com a passagem do tempo.

 “Não se trata de algo que possa ser tocado“, disse Jerrold Marsden, professor de engenharia e matemática no Instituto de Tecnologia da Califórnia, sobre as estruturas. “Mas tampouco se pode defini-las como puras abstrações matemáticas“.

 Marsden propõe, como analogia, a linha que divide a porção de uma cidade que foi atingida pelo surto de uma doença daquela que não foi. A linha não é uma rua ou uma cerca, mas ainda assim representa uma barreira física. E, à medida que o surto se expande, a linha muda de posição.

 

pedras e mar [Leme]

 

Para localizar as estruturas, os cientistas precisam acompanhar o fluxo mas não pela observação de seu percurso; o necessário é observá-lo da perspectiva das gotículas de água ou moléculas de ar que se movem como parte dele. “É mais ou menos como praticar surfe“, diz Campbell. “É preciso encontrar a onda e se mover com ela“.

 Os estudiosos que pesquisam a baía de Monterey identificaram uma estrutura coerente de Lagrange que age como uma crista móvel que separa a região da baía que envia poluentes rumo ao oceano daquela que os reconduz à baía. Eles observaram suas mudanças de posição durante 22 dias, e concluíram que, se computadas em tempo real, essas tendências poderiam ser usadas para determinar janelas de um dia de duração nas quais os poluentes causariam menos danos ao meio ambiente da baía.

 

Fonte: TERRA





A lição das árvores — Roquette Pinto

3 10 2009

Clodomiro Amazonas, Ipês amarelos, osm

Ipês amarelos, s/d

Clodomiro Amazonas ( Brasil, 1883-1953)

óleo sobre madeira

Coleção Particular

 

A lição das árvores

 

                                                                                    Roquette Pinto

 

          Se estão contentes, se o prazer estúa no coração e a alegria  canta n’alma, vão os homens arrancar os ramos e as flores que são as mães delicadas da floresta, para aumentar o gozo; e se estão tristes, se a dor soluça em cada qual, vão igualmente buscar, entre as plantas, guirlandas que sublimem as mágoas irremediáveis.

          Assim, continuamente parasitando as árvores, mal se recordam um belo dia , que não lhes dão o carinho de uma grata e filial assistência, a que todas as plantas têm direito.

          Parecem-se os homens com as crianças irascíveis que destratam a ama de leite e nunca lhe fazem a esmola de um beijo de ternura e reconhecimento.

          E elas, as árvores humildes ou majestosas, indiferentes à maldade humana, continuam a derramar, na sombra, o perdão dos seus algozes; continuam a condensar nos frutos o que dá vida e conforto aos seus tiranos; continuam a salpicar de matizes o céu que cobre o berço dos nossos filhos…

          As árvores seguem o seu destino, fazendo viver, alegrando e perdoando!

         

CandidoPortinari,PaisagemdeBrodowski,osm,colpart,SP

Paisagem de Brodowski, s/d

Cândido Portinari ( Brasil, 1903-1962)

óleo sobre madeira

Coleçãos Particular

 

           Que poema de amor jamais encontrou o homem primitivo ou o que se requintou na civilização, maior e mais desinteressado do que esse que as folhas entoam quando sopra a viração, como se fossem aqueles mesmos instrumentos de corda que os antigos entregavam aos caprichos do vento para que neles o hálito do Mundo compuzesse as infinitas canções?

          Árvores que sois o alimento, a proteção, a riqueza, a alegria ou a tristeza e até mesmo o castigo!

          Árvores que transformais o ar para que nós outros possamos respirar; que preparais para nós o azul dos céus, que agitais o meio em que nos encontramos desde o primeiro instante de nossa vida, justo é, abençoadas amigas e protetoras, que um dia vos cerquemos do nosso carinho sem interesse, da nossa festa de amor!

          A vida de cada árvore é uma lição de sabedoria, de modéstia e de fé. 

          Na cova escura em que a escondemos , ou na encosta escalavrada do penhasco, estala uma semente.  Brota então daquela humildade, daquela pequenez, toda a glória irrefreável do seu vigor magnífico.  E cresce, honesta como nasceu, sem mentir à terra que a sustenta, porque não seria capaz de receber sem dar em troca muito mais do que lhe deram.  Vive depois sem queixas e sem batalhas iníquas.  As vitórias, nas lutas, são prêmios à paciência, são vitórias do tempo, da força e da persistência.   As árvores não fogem à lei eterna do conflito universal.  Sempre as ações traem no bojo as reações.

 

Inimá de Paula (1918-1999) Paisagem ESost - ass. cie - 1980 - 40x50 cm

Paisagem do Espírito Santo, 1980

Inimá de Paula ( Brasil, 1918-1999)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

Coleção Particular

 

          Mas se a luta animal é feroz e sangrenta, rápida e impiedosa, os combates das árvores são lutas da elegância e da tenacidade, lutas em que o vencedor é mais o tempo do que qualquer dos contendores.  As pelejas das plantas são calmas e jeitosas; o senhor da vitória vai mostrando ao antagonista que sua guerra não é como a dos homens  — uma explosão de maldades – e sim o cumprimento de uma fatalidade sem pressas que não deprime aos que dela são vítimas, morrendo ou vencendo.

          No açodamento da conquista gloriosa foram os nossos avós e os nossos irmãos destruindo por toda parte as florestas, “fazendo ou alargando o deserto” – sem pensar um instante no futuro.  Já quase ninguém consegue um pau-brasil, árvore que todos os lares, como símbolo gracioso, deviam ter ao lado.  Sendo certo que as nossas grandes essências precisam de séculos para crescer, que pesada herança, nesse particular, nos chegou às mãos!

          Serão mais felizes os vindouros, porque hoje a consciência do que às arvores devemos faz-nos cuidar da sua garantia.

          Mas não é só a festa desse egoísmo, o que nos traz ao viveiro magnífico do Horto Florestal.  É também o sentimento profundamente bom da simpatia pela nossa Natureza individualizada nas árvores.

          Nelas contemplamos, não só as nossas doces amigas de bondade sem parelha; vemos também os suportes graciosos dos ninhos do Brasil.

          Quando, nas horas da madrugada, começa a despertar a nossa terra, ou quando no crepúsculo da tarde ela se recolhe para adormecer, é dos ramos folhudos das árvores que rompe o hino abençoado das nossas pequeninas irmãs, as avezinhas que nasceram também neste berço de sonhos e amavios.

          E quando os vendavais sacodem as frondes magníficas nós nos lembramos, vendo as árvores lutando, que elas agitam à face do infinito, uma porção do solo da nossa querida pátria que pela seiva ascendeu às folhas verdejantes.

          Árvores piedosas, tendes o segredo de erguer às nuvens um pouco da terra natal, que lição profunda e delicada sabeis dar aos nossos filhos!

 

 

Em:  Apologia da árvore, de Leonam de Azeredo Penna, Rio de Janeiro, IBDF: 1973.

edgar roquette pinto

 

Edgar Roquette Carneiro de Mendonça Pinto Vieira de Mello (Rio de Janeiro, 1884 — Rio de Janeiro, 1954)  Pseudônimos: A. Costa, Carlos Sereno, Luís Ferreira, Roquette-Pinto, Terminal, entre outros.  Diplomado em medicina, pesquisador, médico legista, poeta, contista, ensaísta, membro da Academia Brasileira de Letras.

Obras:

O exercício da medicina entre os indígenas da América (1906)

Excursão à região das Lagoas do Rio Grande do Sul (1912)

Guia de antropologia (1915)

Rondônia (1916)

Elementos de mineralogia (1918)

Conceito atual da vida (1920)

Seixos rolados Estudos brasileiros (1927)

Glória sem rumor (1928)

Ensaios de antropologia brasiliana (1933)

Samambaia, contos (1934)

Ensaios brasilianos (1941)

 

E um grande número de trabalhos científicos, artigos e conferências, publicados de 1908 a 1926, em diferentes revistas e jornais





Filhotes fofos: bebê gorila precisa de nome!

1 10 2009

toronto zoo

 

O Jardim Zoológico de Toronto, no Canadá, realiza um concurso com o objetivo de escolher um nome de batismo para um filhote de gorila recém-nascido na instituição. O pequeno mamífero, um macho, nasceu no último dia 2 de setembro.

O público em geral pode votar pelo endereço eletrônico do zoo ( www. torontozoo.com ) até o próximo dia 13 de novembro. Segundo a instituição, os melhores nomes deverão ser premiados. O nome oficial do gorila será escolhido em 18 de novembro.

 

TERRA





Afinal, há água na lua!

26 09 2009

mapeador de Mineralogia Lunar da sonda Chandrayann-1

 

 

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quinta-feira uma imagem captada pelo Mapeador de Mineralogia Lunar, equipamento americano carregado pela sonda indiana Chandrayann-1, que mostra a forte absorção de água no solo do satélite. Os cientistas da Nasa descobriram moléculas de água nas regiões polares da Lua.

A descoberta foi feita por instrumentos a bordo de três naves separadas que identificaram as moléculas de água em quantidades maiores do que o previsto, mas ainda relativamente pequenas.

A substância hidroxila, uma molécula composta por um átomo de oxigênio e um átomo de hidrogênio, também foi encontrada no solo lunar. “Se é pouca ou muita água, ainda assim é fácil dividir o hidrogênio e o oxigênio e com isso você tem combustível para foguetes“, disse o pesquisador Larry Taylor, da universidade americana de Tennessee, que trabalhou com os dados da Chandrayaan.

Uma sonda da Nasa que vai pousar na Lua no próximo mês vai recolher pedaços do solo para análise.  A quantidade de água é pequena, mas para alguns cientistas ela poderia, hipoteticamente, ter vários usos.  “Se você tiver um metro cúbico de solo lunar, você poderia tirar um litro de água dele“,

Ainda assim, os cientistas dizem que Lua é mais seca do que qualquer deserto da Terra.  “Quando nós dizemos ‘água na lua’, nós não estamos falando de lagos, oceanos ou até poças. Água na Lua significa moléculas de água e hidroxila (hidrogênio e oxigênio) que interagem com moléculas de pedra e poeira especificamente nos milímetros da camada de cima da superfície lunar“, disse a cientista Carle Pieters, da Brown University.

 

dados da Nasa mostram evidencia de moleculas dagua na lua, azul maior concentração

Dados da NASA revelam evidência de água na lua.  Em azul, nas áreas próximas aos polos lunares, há maior concentração de moléculas d’água.

 

A  umidade teria se formado com partículas de hidrogênio no vento solar se ligando ao oxigênio no solo da Lua.  Em outras ocasiões, gelo já havia sido detectado em crateras próximas a um dos polos. Acredita-se que o gelo teria sido trazido por cometas e se conservado em uma área da Lua que nunca é iluminada pelo Sol. 

Este foi um dos principais objetivos da Chandrayaan-1, achar rastros de água na Lua“, disse o chefe da missão não-tripulada indiana, Mylswamy Annadurai. “Estamos muito satisfeitos.”

Nas imagens da superfície lunar realizadas com infravermelho pelo Mapeador de Mineralogia lunar na sonda Chandrayaan-1, aparece uma cratera muito jovem do lado da Lua que não é visível da Terra.

 

SOURCE: Terra





Descoberto vulcão horizontal pré-histórico nos Alpes italianos

26 09 2009

valsesiaValsesia, Piemonte, Itália.

 

Um vulcão pré-histórico em posição horizontal, em vez de vertical, foi encontrado na cadeia montanhosa dos Alpes italianos (Piemonte) e foi qualificado como um caso geológico único no mundo.

 Esta raridade da Terra se encontra em Valsesia, no norte da Itália, e foi descoberta por dois cientistas, o italiano Silvano Sinigoi, professor de petrografia na Universidade de Trieste, e o americano James Quick, pró-reitor da Universidade Metodista de Dallas, informaram os meios de comunicação italianos.

Há vinte anos, os dois estudiosos começaram as pesquisas nas rochas da zona e intuíram que ali havia um vulcão fóssil, que esteve ativo há 288 milhões de anos.

 

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Mapa da região de Valsesia.

 

A confirmação do descobrimento chegou há alguns meses, quando os tipos de material geológico recolhidos pelos cientistas foram analisados pelas máquinas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e de Canberra, na Austrália.

As análises, que se basearam sobre a relação entre o chumbo e o urânio dentro os cristais de zircônio, mostram que todas as rochas do vulcão têm a mesma idade. E em lugar de ser vertical, é horizontal, pois “desabou” quando chocaram as placas tectônicas da Europa e Ásia, há 50 milhões de anos.

Além disso, se descobriu que, há 288 milhões de anos, o vulcão expeliu de 300 a 500 quilômetros cúbicos de material terrestre, que obscureceram o céu e provavelmente mudaram o clima da Terra.

 

FONTE: Estadão





Lagarto-leopardo e mais 162 espécies são descobertas na Ásia

26 09 2009

lagarto leopardo Goniurosaurus catbaensisLagarto-leopardo [Goniurosaurus catbaensis].

 

A World Wildlife Fund (WWF), ONG que luta pela proteção da vida selvagem, anunciou nesta sexta-feira a descoberta de 163 novas espécies – incluindo um lagarto leopardo e uma rã com presas – na bacia do rio Mekong, no sudeste da Ásia. Entre os achados, estão 100 novas plantas, 28 peixes, 18 répteis, 14 anfíbios, dois mamíferos e uma ave.

 

Sapo Limnonectes megastomias, come passaros e inseros tem 2 pequenas presas como arma contra machos no acasalamento

Sapo [Limnonetes megastomias], come pássaros e insetos.

 

A rã da espécie Limnonecter megastomias, descoberta na Tailândia, se alimenta de pássaros e insetos e utiliza suas duas pequenas presas como arma nos combates entre machos na época de acasalamento. No norte do Vietnã, foram descobertos um lagarto (Goniurosaurus catbaensis) com pele semelhante a de um leopardo e olhos alaranjados de gato, uma serpente (Cryptelytrops honsonensis) com a pele listrada e um pássaro (Stachyris nonggangensis) que não voa, preferindo apenas caminhar.

 

vibora corpo listrado Cryptelytrops honsonensis, provincia Kien Giang

Víbora do corpo listrado [Cryptelytrops honsonensis].

 

A ONG alerta que somente 5% do habitat destas espécies está intacto e o aquecimento global acelera o risco de extinção da fauna e flora. A região de 4.350 km ao longo do rio Mekong se estende do sudoeste da China pelo Vietnã, Laos, Camboja, Tailândia e Mianmar.

 

Fonte: TERRA





O maior achado arqueológico em ouro descoberto na Inglaterra!

25 09 2009

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Um homem usando um detector de metais descobriu o maior tesouro em ouro já encontrado na Inglaterra.  Este extraordinário achado responder muitas questões sobre o  século VII, período da maioria das peças.   No momento acredita-se que a maioria das peças encontradas datem de 675 a 725 DC e que foram encontradas no que na época seria o Reino de Mercia.

 

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O tesouro de 1345 peças contém 5 kg de ouro  [650 peças] e 2,5 kg de prata [530 peças], que é três vezes  mais do que foi  encontrado em Sutton Hoo, uma das escavações arqueológicas inglesas de maior importância.  “ É uma coleção de material de valor sem precedentes”, disse o arqueólogo Kevin Leahy, que trabalha com um grupo voluntário, [PAS – Public Antiquities Scheme]  que cataloga tesouros encontrados pela população.

 

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Especialistas ainda não conseguiram avaliar o tesouro por causa de seu tamanho e de  sua importância.  Eles esperam poder fazer um primeiro balanço de seu valor em aproximadamente um ano.

 

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Terry Herbert, que usava um detector de metais que comprara de segunda mão há mais de uma década, encontrou o tesouro enquanto se dedicava ao passatempo de detectar metais em Staffordshire.   Terry encontrou 500 itens antes de chamar os especialistas, que então encontraram mais 800 objetos na terra.  Por razões de segurança o local exato da descoberta está sendo mantido em segredo.  Sabe-se só que é próximo a Burntwood, ao sul de Staffordshire, na parte central norte da Inglaterra.  

 

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O tesouro estava praticamente na superfície do terreno, junto à grama, tendo subido, provavelmente, depois da terra ter sido arada.   A maioria das peças parece ser do século VII.  O que não se sabe é quando e por que esses objetos foram enterrados.  

 

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Quase todas as peças estão relacionadas a objetos bélicos.  Há uns poucos itens de indumentária, mas nada feminino.  Há duas fivelas de ouro provavelmente usadas nas armaduras.  Alguns punhos de espadas e pedaços de capacetes estão entre as peças encontradas de maior interesse.   “A quantidade de ouro é excepcional, mas ainda mais importante, é a qualidade das peças.”, disse Kevin Leahy.  “Tudo da melhor artesania que os anglo-saxões conhecidos por sua habilidade de trabalhar em metal produziam na época.  E eram muito bons.  Pequenas  granadas foram lapidadas e colocadas em grandes grupos que davam um efeito de riqueza, com muito brilho.   Todos os itens pertenceram à elite – aristocracia, realeza, mas não sabemos quem seus donos eram e porque essas peças foram enterradas. Parece uma coleção de troféus, mas é impossível saber se essas peças são o resultado de uma única pilhagem de guerra ou se o resultado de uma carreira militar de grande sucesso”.   Só o estudo e a pesquisa desses materiais poderão dizer.  Qualquer que seja a data, o fato é que esses artefatos vieram de uma época de grandes guerras.  A Inglaterra estava bastante divida por motivos religiosos quando reinos com lealdades tribais lutavam entre si perpetuamente.  O Cristianismo era a principal religião, tendo ganho terreno sobre as formas pagãs de crenças religiosas.  

 

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Uma tira de ouro com inscrições bíblicas em latim vulgar está entre as peças mais controversas: o formato das letras é o ponto de desacordo entre os especialistas: um as identifica como dos séculos VII e VIII enquanto que outro especialista as data do século VIII ao IX.  O texto bíblico que apresenta alguns erros é baseado numa citação do Livro de Números ou Salmo 67: “Surge domine et dissipentur inimici tui et fugiant qui oderunt te a facie tua,” ou Levanta-se Senhor e os seus inimigos dispersam-se, fogem diante dele os que o odeiam.

 

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Mas todos concordam com a excelência do trabalho de filigrana encontrado em algumas peças, assim como na qualidade de desenhos ornamentais típicos dos anglo-saxões, como estranhos animais entrelaçados.  

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Pelo menos duas cruzes estão entre os itens encontrados.  A maior está intacta, ainda que tenha sido dobrada, provavelmente para fazê-la caber num pequeno compartimento, antes de ser enterrada.  A dobradura pode significar que ela foi enterrada por pagãos que não respeitavam os símbolos cristãos, ou também pode ter sido dobrada por cristãos que poderiam tê-la tirada do altar de alguma outra pessoa.   O que se acredita, no entanto, dados o tamanho e a artesania singular, que este tesouro será importante o bastante para re-escrever a historia dos anglo-saxões no país.   

 

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As escavações no local já acabaram e todos os itens encontrados estão em posse do Museu e Galeria de Arte de Birmingham.  Os objetos mais importantes serão exibidos até o dia 13 de outubro quando irão para o Museu Britânico para avaliação.

 

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Depois de avaliados o tesouro será vendido, pelo valor de mercado e o valor arrecadado será dividido igualmente entre Terry Herbert e o dono o terreno em que o tesouro foi achado.  Eles concordaram em dividir os ganhos.

 

FONTES:  CNN

DAILY TELEGRAPH





Vítimas da Guerra de Tróia encontradas?!?!

23 09 2009

Tiepolo, Trojan war

A procissão do Cavalo de Tróia em Tróia, 1773

Giovanni Domenico Tiepolo, ( Veneza, 1724-1804)  

Óleo sobre tela

National Gallery,  Londres

 

 

Arqueólogos turcos encontraram restos mortais de  duas pessoas: um homem e uma mulher que acreditam poder terem morrido por volta de 1200 a.C., na época da lendária guerra de Tróia, disse nesta terça-feira, 22, o professor alemão Ernst Pernicka, da Universidade de Tübinga, que comanda escavações no sítio arqueológico do noroeste da Turquia.   Pernicka afirmou que os corpos foram achados próximos de uma linha de defesa dentro da cidade, construída no final da era do Bronze.  

Isso pode ajudar a comprovar que a parte baixa de Troia no final da era do Bronze era maior do que se imaginava, alterando as percepções dos acadêmicos a respeito da cidade descrita na Ilíada, de Homero.   “Em poucas semanas saberemos a época exata de sua morte e suas idades aproximadas.  Se os restos forem confirmados como sendo de 1200 a.C., isso iria coincidir com o período da guerra de Troia.  Essa gente foi sepultada perto de um fosso. Estamos conduzindo um teste de radiocarbono, mas a descoberta é eletrizante“, disse Pernicka. “ Se nossas estimativas estão corretas, poderemos afirmar que encontramos as primeiras vítimas da guerra de Tróia“, acrescentou Aslan. A guerra de Tróia é um dos eixos centrais da Ilíada e da Odisséia, do poeta grego Homero.

A antiga Tróia, na entrada do estreito de Dardanelos, relativamente próximo da zona sul de Istambul, foi encontrada na década de 1870, pelo empreendedor e arqueólogo alemão Heinrich Schliemann.   Pernicka disse que cerâmicas encontradas perto dos corpos, que estavam sem as partes inferiores, eram confirmadamente de 1200 a.C., mas que o casal pode ter sido enterrado 400 anos depois em um cemitério na camada que os arqueólogos chamam de Tróia 6 ou Tróia 7, das diferentes camadas das ruínas de Tróia.

Dezenas de milhares de turistas visitam anualmente as ruínas de Tróia, onde uma enorme réplica de madeira do famoso cavalo de Tróia está exposta ao lado de várias ruínas escavadas.

Fonte:  Estadão on line