Uma zebra filhote, de dez dias, passa a manhã acompanhando a mãe no zoológico de Ática, perto de Atenas. Foto EFE.
Filhotes fofos: zebrinha grega
14 12 2009Comentários : 2 Comments »
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Filhotes fofos: orangotango Menari
12 12 2009Jennifer Zdon / The Times-Picayune
A fofa menina orangotango nasceu na Sociedade Audubon nos Estados Unidos e aos 3 meses de idade mostra ser uma grande brincalhona, pronta para se divertir e divertir o público. Seu nome, Menari, quer dizer DANÇA na língua de sua terra nativa, Indonésia. Menari é um orangotango cuja espécie, original da Sumatra, está em perigo de extinção.
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Novo dinossauro, Tawa hallae
12 12 2009A descoberta desta espécie, batizada como Tawa hallae (em homenagem aos indígenas sul-americanos Hopi que chamam Tawa ao seu deus do Sol) preenche uma lacuna de ligação entre o grupo de grandes carnívoros do período Jurássico, os terópodos Tiranossauro rex e o velociraptor, e os seus ancestrais, como o herrerassauro.
As duas espécies – o Tawa e o herrerassauro – compartilham muitos traços, especialmente em relação à morfologia da cintura. No entanto, o Tawa tem características dos terópodos que não existem no herrerassauro, como bolsas de ar localizadas ao longo da espinha dorsal. Quando a espécie evoluiu para os neoterópodes do período Jurássico, foram mantidas algumas características comuns a todas as espécies, como as grandes mandíbulas, dentes de carnívoros e alguns traços pélvicos.
Os fósseis, encontrados em 2004 na zona de Ghost Ranch, oferecem também pistas de como estes animais se dispersaram pelo planeta. Há mais de 200 milhões de anos, no período Triásico, os dinossauros viviam no supercontinente Pangeia que mais tarde se fragmentou para dar origem aos continentes tais como hoje são conhecidos.
Os investigadores acreditam que os grandes grupos dos primeiros dinossauros puderam passar para a parte da Pangeia, que se tornou a América do Norte, no fim do período Triásico. Por alguma razão, apenas os carnívoros se adaptaram ao clima norte-americano.
Artigo: A Complete Skeleton of a Late Triassic Saurischian and the Early Evolution of Dinosaurs
FONTE: CIÊNCIA HOJE, PORTUGAL
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Filhotes fofos: 3 corujinhas espertas
11 12 2009Huguinho, Zezinho e Luizinho são as corrujas de estimação de alunos e funcionários do CEI CEU Vila Atlântica, no bairro do Jaraguá (SP). Nasceram nesta primavera. O trio de corujas mora no parque próximo às salas de aula do CEI CEU Vila Atlântica, no bairro do Jaraguá, em São Paulo.
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“Elas viraram as mascotes da escola. As crianças as adoram e respeitam“, conta a professora Larissa Scarpa. “Recentemente elas começaram a tentar voar. Um dia, uma delas caiu do barranco e, quando uma professora foi ajudá-la, apareceu a mãe delas e deu um rasante. Como a natureza é sábia, ela conseguiu voltar sozinha.”
Fonte: FOLHA ON LINE
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Estudando a população dos pássaros por seus cantos
9 12 2009
Ilustração Milo Winter, década de 1930.
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Como qualquer observador de pássaros poderia dizer, na floresta, ouvir o canto das aves é mais fácil do que avistá-las. Agora, dois cientistas desenvolveram um sistema para estimar a densidade das populações de pássaros ao gravar suas canções com um conjunto de microfones.
O método oferece uma alternativa à forma mais comum de estimar as densidades populacionais de pássaros: o ouvido humano. Ouvintes humanos são empregados com frequência em estudos sobre pássaros, mas o trabalho deles fica bem aquém da perfeição, diz Murray Efford, da Universidade de Otago, em Dunedin, Nova Zelândia. Um problema especial, segundo ele, é que “não somos muito bons em estimar a que distância está a origem de um som“.
Efford e Deanna Dawson, do Serviço de Levantamento Geológico dos Estados Unidos (USGS), em Laurel, Maryland, desenvolveram um método que envolve o uso de múltiplos microfones espalhados pela mata. Ao gravar os pássaros em diversos lugares simultaneamente, os pesquisadores podem estimar a “impressão acústica” deixada por cada pássaro – ou seja, a área em torno dele na qual seu canto pode ser ouvido.
A dimensão dessa impressão acústica depende de parâmetros como o barulho dos pássaros e as propriedades acústicas da floresta. Assim, Efford e Dawson precisam tentar diferentes valores para esses parâmetros até que encontrem uma boa comparação com os dados registrados pelos microfones. Ao final do processo, os pesquisadores se tornam capazes de estimar a densidade da presença de pássaros sem que seja necessário determinar a localização dos pássaros ou conhecer a extensão da floresta.
Os cientistas experimentaram esse método com um pássaro conhecido como mariquita-de-coroa-ruiva (Seiurus aurocapilla), que vive no Refúgio de Pesquisa de Patuxent, perto de Laurel, Maryland. Apenas as mariquitas macho cantam, e a técnica permitiu estimar sua densidade em cerca de um pássaro macho a cada cinco hectares.
As constatações parecem confirmar estimativas computadas com base na captura de filhotes de pássaros por meio de redes. Além disso, os pesquisadores descobriram que a nova técnica oferecia mais precisão do que o método de captura com redes. O trabalho deles foi publicado na versão online da revista Journal of Applied Ecology.
Efford e Dawson afirmam que o método poderia ser usado para estimar as densidades de outros animais difíceis de localizar visualmente, entre os quais baleias e golfinhos. Len Thomas, um especialista em estatísticas ecológicas da Universidade St. Andrews, na Escócia, por exemplo, já está empregando método semelhante como parte de um esforço para monitorar as baleias minke (Balaenoptera acutorostrata) por meio dos sons que elas produzem.
Ilustração Maurício de Sousa.
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O número de baleias dessa espécie avistadas no Pacífico é muito baixo, mas os machos da espécie produzem um som grave e muito característico que poderia ser capturado por hidrofones e possibilitaria determinar sua impressão acústica, como acontece com os pássaros.
No entanto, Thomas afirma que o método desenvolvido por Efford e Dawson só permite contemplar parte do quadro para as populações de baleias minke. O método estima apenas a densidade de sons, não de animais, e no caso das baleias a incerteza quanto à porcentagem de machos que emitem sons e quanto à frequência com que o fazem torna difícil extrapolar desses registros uma estimativa para a densidade populacional.
Efford acrescenta que a nova técnica funcionará melhor no caso de animais que produzem sons repetitivos e em volume constante. Isso significa que ela deve ser especialmente útil para estimar as densidades populacionais de outras espécies de pássaros. “Muitos pássaros repetem o mesmo canto vezes sem conta, de forma persistente e monótona“, ele disse.
A monotonia parece ter incomodado Efford, que teve de ouvir o cântico das mariquitas repetidamente para o estudo. “É um chamado especialmente insistente e irritante“, ele admite.
TEXTO: Emma Marris, para revista Nature.
Tradução: Paulo Migliacci ME
Fonte: Portal Terra
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Filhotes fofos: potamóqueros
8 12 2009Três potamóqueros [ potamochoerus larvatus] de uma semana de idade, correm no jardim zoológico de San Diego, na Califórnnia. Esta espécie de porco selvagem é nativa da África , aparecendo nas regiões oeste e centrais do continente. São animais noturnos, raramente sendo vistos durante o dia.
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Antiga civilização européia, ao longo do Danúbio, em exposição em Nova York.
7 12 2009Foto: Marius Amarie
Escultura de mulher em terracota, 4.050 a 3900 a.C.
Local: Cucuteni, Drăguşeni
Museu do Condado de Botoşani
Antes da glória de Grécia e Roma, e até mesmo antes das primeiras cidades da Mesopotâmia ou dos templos ao longo do Nilo, havia no vale do Baixo Danúbio e ao pé das montanhas dos Bálcãs um povo à frente de seu tempo na arte, tecnologia e no comércio de longa distância.
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Foto: Marius Amarie
Vasilhame bi-cônico em terracota, 3700-3500 a.C.
Local: Cucuteni, Şipeniţ
Museu Nacional de História Romênia, Bucareste
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Por 1.500 anos, começando antes de 5.000 A.C., eles cultivaram e construíram cidades bastante grandes, algumas com até duas mil residências. Esse povo dominava a fundição de cobre em larga escala que era a nova tecnologia da época. Em seus túmulos foram encontrados uma gama impressionante de adereços de cabeça e colares e, em um cemitério, uma grande e, a mais antiga, coleção de artefatos de ouro do mundo.
Foto: Marius Amarie
Bracelete em espiral em cobre, 4.500 a 3.900 a.C.
Local: Cucuteni, Ariuşd
Museu de História do Condado de Braşov
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Os desenhos marcantes de sua cerâmica revelam o refinamento da linguagem visual da cultura. Até descobertas recentes, os artefatos mais intrigantes eram figuras onipresentes de “deusas” de terracota, originalmente interpretadas como evidência do poder espiritual e político das mulheres da sociedade.
Photo: Marius Amarie
Modelo arquitetônnico em terracota com sete estatuetas, 3700-3500 a.C.
Local: Piatra Neamţ
Complexo de Museus do Condado de Neamţ
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Segundo arqueólogos e historiadores, a nova pesquisa ampliou a compreensão dessa cultura há muito tempo ignorada, e que parece ter se aproximado do limiar do status de “civilização”. A escrita ainda não havia sido inventada e ninguém sabe como o povo se chamava. Para alguns acadêmicos, o povo e a região são simplesmente a Velha Europa.
Foto: Rumyana Kostadinova Ivanova
Figuras zoomórficas em ouro, 4.400 a 4.200 a.C.
Local: Varna
Museu Regional de História de Varna
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A cultura pouco conhecida está sendo resgatada da obscuridade em uma exposição, “O Mundo Perdido da Velha Europa: o vale do Danúbio, 5.000-3.500 A.C.“, que foi inaugurada no mês passado no Instituto para o Estudo do Mundo Antigo da Universidade de Nova York. Mais de 250 artefatos de museus da Bulgária, Moldávia e Romênia estão expostos pela primeira vez nos Estados Unidos. A mostra fica aberta até 25 de abril.
Foto: Marius Amarie
Escultura de Mulher em terracota, 5.000 a 4.600 a.C.
Local: Hamangia, Baïa
Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste
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Em seu auge, em torno de 4500 a.C., disse David W. Anthony, curador convidado da exposição, a Velha Europa estava entre os lugares mais sofisticados e tecnologicamente avançados do mundo e desenvolveu muitos sinais políticos, tecnológicos e ideológicos de civilização.
Foto: Jurie Foca and Valery Hembaruc
Três braceletes de cobre em espiral, 4.500 a 4.300 a.C.
Local: Suvorovo-Novodanilovka, Giurgiuleşti
Museu Nacional de História e Arqueologia de Moldova.
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Anthony é professor de antropologia da Hartwick College, em Oneonta, no estado de Nova York, e autor do livro The Horse, the Wheel, and Language: How Bronze-Age Riders from the Eurasian Steppes Shaped the Modern World; [ O cavalo, a roda e a linguagem: como os cavaleiros da era do bronze das estepes eurasianas moldaram o mundo moderno]. Historiadores sugerem que a chegada de povos das estepes ao sudeste da Europa pode ter contribuído para o colapso da cultura da Velha Europa por volta de 3500 a.C.
Foto: Marius Amarie
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Vasilhame esférico com tampa em terracota, 4.200 a 4050 a.C.
Local: Cucuteni, Scânteia
Complexo do Museu Nacional de Moldova
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Na pré-abertura da exposição, Roger S. Bagnall, diretor do instituto, confessou que até agora muitos arqueólogos não haviam ouvido falar dessas culturas da Velha Europa. Admirando a cerâmica colorida, Bagnall, especialista em arqueologia egípcia, comentou que na época os egípcios com certeza não faziam cerâmica assim.
Foto: Rumyana Kostadinova Ivanova
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Cetro em ouro com 9 elementos, 4.400 a 4.200 a.C.
Local: Varna
Museu de História Regional de Varna
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O catálogo da mostra, publicado pela Princeton University Press, é o primeiro compêndio em inglês da pesquisa sobre as descobertas da Velha Europa. O livro, editado por Anthony, com Jennifer Y. Chi, diretora-associada para exposições, inclui ensaios de especialistas da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Estados Unidos e dos países onde a cultura existiu.
Foto: Marius Amarie
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Duas estatuetas em terracota, 5.000 a 4.600 a.C.
Local: Hamangia, Cernavodă
Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste
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Chi disse que a exposição reflete o interesse do instituto em estudar as relações entre as culturas conhecidas e ainda não apreciadas com deveriam ser.
Foto: Marius Amarie
Aplique antropomórfico em ouro, 4.000 a 3.500 a.C.
Local: Bodrogkeresztúr, Moigrad
Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste.
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Embora escavações ao longo do último século tenham descoberto vestígios de antigos assentamentos e estátuas de deusas, foi apenas em 1972, quando arqueólogos locais descobriram um grande cemitério do quinto milênio a.C. em Varna, Bulgária, que eles começaram a suspeitar que aquelas não eram pessoas pobres vivendo em sociedades igualitárias não estruturadas. Mesmo então, isolados pela Guerra Fria com a Cortina de Ferro, os búlgaros e romenos foram incapazes de transmitir seu conhecimento ao Ocidente.
Foto: Elena-Roxana Munteanu
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Grupo de 21 estatuetas e 13 cadeiras em terracota, 4.900 a 4.759 a.C.
Local: Cucuteni, Poduri-Dealul Ghindaru
Complexo de Museus do Condado de Neamţ Piatra Neamţ
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A história que agora surge é que agricultores pioneiros após aproximadamente 6200 a.C. se mudaram para o norte em direção à Velha Europa, vindos da Grécia e da Macedônia e levando trigo, sementes de cevada e sua criação de gado e ovelhas. Eles estabeleceram colônias ao longo do Mar Negro e nas planícies e colinas do rio, que evoluíram em culturas relacionadas, mas um tanto distintas, descobriram os arqueólogos. Os assentamentos mantinham contato próximo através de redes de comércio de cobre e ouro e também compartilhavam padrões de cerâmica.
Foto: Marius Amarie
Vasilha antropomórfica, em terracota, 5.550 a 5.000 a.C.
Local:Vădastra, Vădastra
Museum Nacional de História da Romênia, Bucareste
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A concha Spondylus do Mar Egeu era um item especial de comércio. Talvez as conchas, usadas em pingentes e pulseiras, fossem símbolos de seus ancestrais egeus. Outros acadêmicos veem essas aquisições de longa distância como motivadas em parte pela ideologia de que os produtos não eram bens no sentido moderno, mas sim “valores”, símbolos de status e reconhecimento.
Foto: Jurie Foca e Valery Hembaruc
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Colar (35 conchas e 26 contas), 4.500-4.300 a.C.
Material: Conchas (Cardium edule, Mactra carolina)
Local: Suvorovo-Novodanilovka, Giurgiuleşti
Museu Nacional de Arqueologia e História de Moldova, Chişinău
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Notando a difusão dessas conchas naquela época, Michel Louis Seferiades, antropólogo do Centro Nacional para Pesquisa Científica, na França, suspeita “que os objetos eram parte de um círculo de mistérios, um conjunto de crenças e mitos“.
Foto: Marius Amarie
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Vasilha antropomórfica em terracota, 4.600 a 3.900 a.C.
Local: Gumelniţa, Sultana
Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste
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De qualquer forma, Seferiades escreveu no catálogo da exposição que a predominância das conchas sugere que a cultura possuía ligações com “uma rede de rotas de acesso e elaborados sistemas sociais de trocas – incluindo o escambo, a troca de presentes e a reciprocidade“.
Foto: Marius Amarie
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Machado de cobre, 3.700 a 3.500 a.C.
Local: Cucuteni, Bogdăneşti
Complexo Nacional de Museus de Moldova
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Ao longo de uma ampla área que hoje é a Bulgária e a Romênia, o povo se assentou em vilarejos de casas de um ou múltiplos recintos, comprimidas dentro de fortificações. As casas, algumas com dois pisos, tinham suportes de madeira, paredes rebocadas com barro e chão de terra batida. Por alguma razão, as pessoas gostavam de fazer modelos de barro de residências com múltiplos pisos, exemplos dos quais estão em exposição.
Foto: Marius Amarie
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Modelo arquitetônico em terracota, 4.600 a 3.900 a.C.
Local: Gumelniţa, Căscioarele
Museu nacional de História da Romênia, Bucareste
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Algumas cidades do povo cucuteni, uma cultura posterior e aparentemente robusta no norte da Velha Europa, cresceram ao longo de mais de 320 hectares, o que os arqueólogos consideram maior do que qualquer assentamento humano da época. Mas as escavações ainda precisam encontrar evidências definitivas de palácios, templos ou grandes edifícios cívicos. Os arqueólogos concluíram que os rituais religiosos pareciam ser praticados nos lares, onde artefatos de culto foram encontrados.
Foto: Marius Amarie
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Anfora em terracota, 3700 a 3.500 a.C.
Local: Cucuteni, Poduri-Dealul Ghindaru
Complexo de Museus do Condado de Neamţ
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A cerâmica caseira decorada em estilos diversos e complexos sugere a prática de refeições ritualísticas nas residências. Travessas enormes em prateleiras eram típicas da “apresentação socializante do alimento” da cultura, Chi disse.
Foto: Marius Amarie
Vasilha antropomórfica em terracota, 5.300 a 5.000 a.C.
Local: Banat, Parţa
Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste
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À primeira vista, a falta de uma arquitetura de elite levou os acadêmicos a presumir que a Velha Europa possuía pouca ou nenhuma estrutura hierárquica de poder. Isso foi descartado pelos túmulos do cemitério de Varna. Nas duas décadas seguintes a 1972, os arqueólogos encontraram 310 túmulos datados de aproximadamente 4500 a.C.. Anthony disse que isso foi “a melhor prova da existência de uma posição social e política superior claramente distinta“.
Vladimir Slavchev, curador do Museu Regional de História de Varna, disse que “a riqueza e variedade dos presentes nos túmulos de Varna foi uma surpresa“, mesmo para o arqueólogo búlgaro Ivan Ivanov, que liderou as descobertas. “Varna é o cemitério mais antigo já encontrado em que humanos foram enterrados com ornamentos de ouro“, Slavchev disse.
Mais de três mil peças de ouro foram encontradas em 62 túmulos, junto de armas e instrumentos de cobre, ornamentos, colares e pulseiras das apreciadas conchas do Egeu. “A concentração de objetos de prestígio importados em uma distinta minoria de túmulos sugere que posições superiores institucionalizadas existiam”, observam os curadores da exposição em um painel que acompanha o ouro de Varna.
Foto: Marius Amarie
Martelo-arma na forma de cabeça de cavalo, pedra, 4.000 a.C.
Cultura Indo-Européia
Local: Casimcea
Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste
Contudo, é intrigante que a elite não parecesse usufruir de uma vida privada de excessos. “As pessoas que quando vivas vestiam trajes de ouro para eventos públicos“, Anthony escreveu, “voltavam para casas bastante comuns“.
O cobre, não o ouro, pode ter sido a principal fonte do sucesso econômico da Velha Europa, afirma Anthony. Como a fundição do cobre foi desenvolvida por volta de 5400 a.C., as culturas da Velha Europa exploraram os minérios da Bulgária e do que hoje é a Sérvia e aprenderam a técnica de alto aquecimento para extrair cobre metálico puro.
Foto: Marius Amarie
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Figura antropomórfica em ouro, 4.000 a 3.500 a.C.
Local: Bodrogkeresztúr Culture, Moigrad
Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste
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O cobre fundido, usado em machados, lâminas de faca e em pulseiras, se tornou uma exportação valiosa. As peças de cobre da Velha Europa foram encontradas em túmulos ao longo do Rio Volga, 1,9 mil km a leste da Bulgária. Os arqueólogos recuperaram mais de cinco toneladas de peças de locais da Velha Europa.
Uma galeria inteira é dedicada às estatuetas, as mais familiares e provocantes peças dos tesouros da cultura. Elas foram encontradas em praticamente toda cultura da Velha Europa em vários contextos: em túmulos, santuários e outros prováveis “espaços religiosos”.
Uma das mais conhecidas é a figura em argila de um homem sentado, com os ombros curvados e as mãos no rosto em aparente contemplação. Chamada de “Pensador”, essa peça e outra figura feminina comparável foram encontradas em um cemitério da cultura hamangia, na Romênia. Será que eles estavam pensativos ou de luto?
Muitas das figuras representam mulheres em uma abstração estilizada, com corpos truncados ou alongados, de seios fartos e quadris largos. A sexualidade explícita dessas figuras convida interpretações relacionadas à fertilidade terrena e humana.
Um grupo notável de 21 figuras femininas, sentadas em um círculo, foi encontrado no local de um vilarejo anterior aos cucutenis no nordeste da Romênia. “Não é difícil imaginar“, disse Douglass W. Bailey da Universidade Estadual de São Francisco, o povo da Velha Europa “arrumando as figuras sentadas em um ou vários grupos de atividades em miniatura, talvez com figuras menores aos seus pés ou até mesmo no colo das figuras sentadas maiores“.
Outros imaginam as figuras como o “Conselho das Deusas”. Em seus influentes livros de três décadas atrás, Marija Gimbutas, antropóloga da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, ofereceu a hipótese de que essa e outras das chamadas figuras de Vênus eram representantes de divindades em cultos a uma Deusa Mãe que predominavam na Europa pré-histórica.
Embora a teoria de Gimbutas ainda tenha seguidores ardorosos, muitos acadêmicos se conformam com explicações mais conservadoras e não-divinas. O poder dos objetos, afirma Bailey, não estava em qualquer referência específica ao divino, mas em “um entendimento compartilhado de identidade de grupo“.
Foto: Marius Amarie
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Braceletes de conchas, 5.000 a 4.600 a.C.
Local: Hamangia, Cernavodă
Museu Nacional de Arqueologia e História da Romênia, Bucareste
Como Bailey escreveu no catálogo da exposição, as figuras talvez devessem ser definidas apenas em termos de sua aparência real: retratos representativos em miniatura da forma humana. Assim, “presumo (como é justificado por nosso conhecimento da evolução humana) que a habilidade de fazer, usar e entender objetos simbólicos como tais estatuetas é uma habilidade compartilhada por todos os humanos modernos e, portanto, uma capacidade que conecta você, eu, o homem, a mulher e a criança do Neolítico e os pintores paleolíticos das cavernas“.
Ou então o “Pensador”, por exemplo, é a imagem de você, de mim, dos arqueólogos e historiadores confrontados e perplexos por uma cultura “perdida” no sudeste da Europa que viveu de maneira intensa muito antes de uma palavra ser escrita ou da roda ser girada.
Texto de John Noble Wilford
Amy Traduções com algumas modificações minhas.
Fotos do portal do The New York Times.
Fonte: Portal Terra
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Filhotes fofos: tigrinhos dorminhocos
4 12 2009Dois filhotes de tigres-da-Sumatra, uma espécie ameaçada de extinção, são apresentados ao público na Ilha do Tigre, que faz parte do parque Dreamworld, na Costa Dourada australiana.
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Filhotes fofos: coala
25 11 2009Comentários : Leave a Comment »
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Iceberg gigante na Costa da Austrália
25 11 2009Um leão marinho descansa na praia, com Iceberg ao fundo. Foto: AP
Cientistas da Divisão Australiana da Antártida divulgaram na terça-feira, 24 de novembro, novas imagens da passagem de icebergs pela Ilha Macquarie, 1,5 km a sudeste da Tasmânia, na Austrália.
As imagens, registradas no dia 16 de novembro, mostram um iceberg próximo da praia de Sandy Bay, na costa leste da ilha. Segundo os cientistas, é muito raro observar icebergs na região. Outras imagens já haviam sido divulgadas no dia 12 de novembro, na ocasião, os cientistas anunciaram que o iceberg tinha 500m de comprimento e estava a cerca de 8km da ilha de Macquarie.
Foto: AP
O investigador da Divisão Australiana da Antártida, Neal Young, afirmou que outros icebergs foram levados em direção ao norte pelas correntes oceânicas. No entanto, nunca tinham se aproximado tanto da ilha, onde as águas são mais quentes. Segundo os cientistas, as massas de gelo dos icebergs devem se romper e derreter rapidamente em sua ascensão ao norte.
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