A leitura, 1880
Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello (Brasil, 1854-1916)
óleo sobre madeira, 18 x 22 cm
A leitura, 1880
Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello (Brasil, 1854-1916)
óleo sobre madeira, 18 x 22 cm
Moça lendo próximo a hortênsias, 2007
Susan Knight Smith (EUA, contemporânea)
Pastel
Voltaire (1694-1778)
A felicidade das memórias [Retrato de uma senhora à sua escrivaninha]
Walter Dendy Sadler (Inglaterra, 1854-1923)
óleo sobre tela, 57 x 41 cm
Burton Art Gallery e Museu, Bideford, Inglaterra
Flores, 2001
Antônio Hélio Cabral (Brasil, 1948)
óleo sobre tela, 90 x100 cm
Flores sobre a mesa
Alberto Nicolau (Brasil, 1961)
acrílica sobre tela
Reading,1900
George Agnew Reid ( Canadá 1860-1947)
pastel sobre papel; 59 x 40 cm
Retrato de Graciliano Ramos, 1937
Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)
desenho, carvão sobre papel, 33 x 28 cm
Peixes, 1961
Newton Rezende (Brasil, 1912-1994)
óleo sobre madeira, 30 x 35 cm
Natureza morta, 1960
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897- 1976)
óleo sobre tela, 48 x 64 cm
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Naturezas mortas com peixes, crustáceos, frutos do mar não são comuns na arte brasileira do século XX. Nem são comuns, tampouco, telas em que apareçam animais de caça tais como perdizes, coelhos, ou qualquer outro animal que possa fazer parte da próxima ceia. Esses já foram mais comuns no final do século XIX e início do século XX.
Pintores brasileiros que sistematicamente apresentam frutos do mar e peixes em suas naturezas mortas são poucos e parecem ser, de fato, aqueles que moram ou passaram algum tempo em cidades praianas.
Grande parte dos pintores franceses do século XIX, até mesmo os impressionistas conhecidos pela leveza de seus temas pintaram naturezas mortas com animais. E é claro nos séculos anteriores, principalmente no século XVII no norte da Europa o tema da comida, da caça, da pesca, das frutas e pães era orgulhosamente mostrado nas casas de famílias de posse. A abundância da comida nos dias de hoje, deve ser em parte responsável pelo declínio de temas como caça e pesca nas naturezas mortas. Pois até o século XIX, aqui no Brasil também víamos telas representando a possibilidade de uma bela refeição. Há além disso as sensibilidades aguçadas dos dias de hoje. Como poucos passam fome e certamente quem compra uma tela não passa fome, podem dar-se ao luxo de serem incapazes de imaginar um animal morto que será devorada em algumas horas depois de cozido, como um tema próprio para o embelezamento de uma sala de jantar. Tradição que vem, ao que se saiba no mundo ocidental, desde os afrescos romanos, e quem sabe na Grécia antiga. Os tempos mudam, os hábitos mudam. E vemos através da arte nossa evolução na Terra.
Igreja Nossa Senhora do Carmo, Ouro Preto, 2006
Yasuichi Kojima (Japão, 1934, no Brasil a partir de 1953)
óleo sobre tela,100 x 80 cm
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Há duas cidades que batem o recorde de inspiração para arte brasileira: Ouro Preto e Paraty. Tenho centenas de reproduções dos mais diversos artistas dessas duas joias da arquitetura barroca do país. Torna-se muito difícil escolher alguma tela representativa e muitas vezes desisto postando alguma outra cidade.
Há, no entanto, uma curiosidade: Paraty só aparece em telas brasileiras a partir da década de 1970, quando a estrada Rio-Santos, construída e inaugurada. em 1974, durante o governo de Ernesto Geisel, foi aberta ao público. Até então, acesso à essa joia arquitetônica, fundada em 1665, havia sido difícil restringindo o turismo e a visita de pintores.