
Paisagem Campestre de Campos de Jordão, 1909
Manoel Teixeira da Rocha (Brasil, 1863-1941)
óleo sobre madeira, 24 x 34cm

Paisagem Campestre de Campos de Jordão, 1909
Manoel Teixeira da Rocha (Brasil, 1863-1941)
óleo sobre madeira, 24 x 34cm
Marie-Henri Beyle, conhecido como Stendhal, 1840
Olof Johan Södermark (Suécia, 1790 — 1848)
óleo sobre tela, 62 x 50 cmv
Museu de Versailles
Hábitos de leitura
Michael Steirnagle (EUA, contemporâneo)
óleo sobre tela, 75 x 100 cm
Mexericas, 1998
Florêncio [José Carlos dos Santos] (Brasil, 1947)
óleo sobre tela
Autorretrato com cachimbo, 1886
Vincent van Gogh (Holanda, 1853 –1890)
óleo sobre tela, 46 x 38cm
Museu Van Gogh, Amesterdã
Árvore de Natal
Spiridon Vikatos (Grécia, 1878 – 1960)
óleo sobre tela
Miguel Torga
Menino Jesus, que nasces
Quando eu morro,
E trazes a paz
Que não levo,
O poema que te devo
Desde que te aninhei
No entendimento,
E nunca te paguei
A contento
Da devoção,
Mal entoado,
Aqui te fica mais uma vez
Aos pés,
Como um tição
Apagado,
Sem calor que os aqueça.
Com ele me desobrigo e desengano:
És divino, e eu sou humano,
Não há poesia em mim que te mereça.
Paisagem com casa
Alvaro Sega (Brasil, 1917-1991)
óleo sobre tela, 37 x 45 cm
Lendo no parque, 1932
Ghelman Lazar (Romênia/Itália, 1887-1976)
Pastel em papelão fino, 69 x 47 cm
Vaso de flores
Eulália Assunção Vieira Faria (Brasil, 1946)
óleo sobre tela, 50 X 70 cm
Pessoas no sol [Banho de sol], 1960
Edward Hopper (EUA, 1882-1967)
Óleo sobre tela, 102 x 153 cm
National Museum of American Art, DC
“Certa vez, escrevi uma série de sonetos spencerianos tentando contar as histórias baseadas nas pinturas de Hopper. Tristes e sórdidas histórias todas elas, de pessoas patéticas, solitárias e infelizes, marginalizadas, bêbados e pedófilos, mas acabei por rasgar os sonetos e jogá-los no lixo. Os poemas sobre pinturas são pretensiosos, não importa o quanto você os burile. Ainda assim, um quadro de Hopper fazia doer lugares desconhecidos dentro de mim. Lugares onde eu era suscetível ao toque, porque as pessoas de Hopper são, também, pessoas solitárias. Só de olhar para elas você pode dizer que não são amadas e, independentemente do número de figuras no quadro, cada uma delas é um ser solitário. Como se existissem numa caixa invisível que não pode ser penetrada pelo amor, ou pelo toque. Dentro de si mesmas, elas estão entorpecidas e sem esperança.”
Em: Poesia pura, Binnie Kirshenbaum, Rio de Janeiro, Record: 2002, tradução de Lourdes Menegale, página 35.