A noiva judia, poema de Odylo Costa Filho

26 09 2011

Isaac e Rebeca, [ também conhecido como A noiva judia] c. 1666-1667

Rembrandt Harmenszoon van Rijn (Holanda, 1606-1669)

óleo sobre tela

Rijksmuseum, Amsterdã, Holanda

A noiva judia

de Rembrandt

Odylo Costa Filho

Pesada de ouro, vimos juntos

de ouro vestida, espessamente,

aquela noiva que o pintor

carregou de ouro  — e ouro somente.

Não estava, porém, no ouro

que, óleo sobreposto, a vestia,

mas no seu rosto o êxtase pleno

de tranquilidade e alegria.

E era o rosto, e não o vestido,

que nos jurava que seria

feliz para jamais aquela

luminosa noiva judia.

Em: Boca da noite, Odylo Costa Fº, Rio de Janeiro, Salamandra: 1979.

Odylo Costa Filho (MA, 1914- RJ 1979) jornalista, cronista, novelista e poeta.  Membro da Academia Brasileira de Letras.

Obra:

 Graça Aranha e outros ensaios, 1934

Distrito da confusão, crônicas, 1945

A faca e o rio, novela, 1965

Tempo de Lisboa e outros poemas, poesia, 1966

Maranhão: São Luís e Alcântara, 1971

Cantiga incompleta, poesia, 1971

    Os bichos do céu, poesia, 1972

Notícias de amor, poesia, 1974

Fagundes Varela, nosso desgraçado irmão, ensaio, 1975

Boca da noite, poesia, 1979

Um solo amor, antologia poética, 1979

Meus meninos e outros meninos, artigos, 1981 [póstuma]





Imagem de leitura — Angelo Brando

25 09 2011

A Leitura, s/d

Angelo Brando (Itália, 1878-1955)

óleo sobre tela, 46 x 53 cm

Ângelo Brando nasceu  em Maratea em 1878, um de oito irmãos.  Demosntrou desde cedo grande talento artístico ingressando na Academia de Belas Artes de Nápoles ainda menino, para estudar com Michele Cammarano e Vincenzo Volpe.   Logo se tornou um dos expoentes da pintura napolitana.   Ensinou no Liceu Artístico de Nápoles.  Morreu nessa cidade em 1955.





Helene Hegemann, Max Ernst e o inconsciente coletivo

25 09 2011

Max Ernst (Alemanha, 1891-1976), Prancha do romance Une semaine de bonté, 1934, Domingo,colagem.

Em 1933, durante uma viagem de três semanas à Itália, o pintor Max Ernst (Alemanha, 1891-1976) produziu uma obra – um romance – a que deu o título de Une semaine de bonté,  [Uma semana de bondade].  Publicado no ano seguinte, em 1934, em Paris, impresso por George Duval e editado por Jeanne Bucher, Une semaine de bonté se transformaria em uma das mais populares obras de Max Ernst.  Esse romance difere do romance como conhecemos nos meios literários, já que não usa palavras, só imagens.  [O romance é dividido nos sete dias da semana e a cada dia (capítulo) há a introdução do dia com uma citação poética, por escrito]. Ao todo são 182 imagens que foram impressas originalmente em 5 pequenos volumes.  A curiosidade é que é um trabalho de colagem, de imagens que já haviam sido impressas em revistas e livros, na sua grande maioria em meados do século XIX, e que foram recortadas e retrabalhadas em novas e oníricas representações ao gosto desse artista dada-surrealista.

Esse não foi o primeiro romance figurativo de colagem publicado por Max Ernst.  Os anteriores, [Répetitions e Les malheurs des immortels] publicados em 1922, foram feitos em conjunto com o poeta Paul Éluard.    La femme 100 têtes, 1929, e Rêve d’une petite fille qui voulu entrer au Carmel, 1930, foram de sua autoria, única, mas nenhum deles atingiu o sucesso, quatro anos mais tarde, de Une semaine de bonté.  

Capa da edição de Une semainde de bonté, usada nesse artigo,  Nova York, Edição Dover, 1976.

– 

Nos livros anteriores, muitas das páginas, todas sem texto só composições visuais,  eram de recortes diversos rearrumados e colados, formando uma cena completamente diferente.  Mas em Une semaine de bonté, talvez porque estivesse viajando, Max Ernst usou como base das diversas ilustrações pranchas de gravuras já existentes, transformando-as em outro trabalho, ao adicionar partes recortadas  de outras ilustrações, de outros autores, de outras publicações, cortadas com precisão e portador de grande tenacidade, Max Ernst conseguia fazer de suas “novas obras” um conjunto de imagens contínuas, completamente diferentes das originais.   No linguajar de hoje, Ernst fazia intervenções.

Estudantes de história da arte e seus professores já passaram muito mais tempo do que se pode imaginar tentando reconhecer nas páginas do romance, as gravuras originais que serviram de base para a publicação.  O historiador da arte Werner Spies, foi um dos que conseguiu identificar três ilustrações de Une semaine de bonté como tendo sido retiradas do romance Les damnés de Paris,  de Jules Mary, publicado em 1883.  É possível que já haja outras identificações à medida que Max Ernst é mais estudado nos cursos de pós-graduação como um dos expoentes do movimento surrealista.  Sabe-se também que na viagem à Itália Max Ernst comprou em Milão um volume ilustrado de Gustave Doré, provavelmente Cour du dragon e que este foi possivelmente a fonte de muitos elementos fantasmagóricos encontrados em Une semaine de bonté.

Max Ernst (Alemanha, 1891-1976), Prancha do romance Une semaine de bonté, 1934, Terça-feira, colagem.

Nunca na história da arte e das artes plásticas se considerou a questão de plágio para as obras de Max Ernst.  Talvez porque a história da arte mostre que desde os primórdios a pintura se desenvolveu com pintores olhando e copiando imagens produzidas por outros pintores, com resultados tão semelhantes que era, e ainda é, por vezes, difícil separar o original da cópia.  Essa tradição se perpetuou por muitos séculos por diversos motivos: quando eram obras dedicadas à representação de motivos sacros (e, no ocidente, a Igreja Católica foi a grande fonte de renda de pintores e escultores através de muitos séculos) havia paralelamente um incentivo para que se copiasse cenas exatamente iguais, para que se mantivesse a iconografia rígida,  ajudando fiéis, quase todos analfabetos, a poderem reconhecer, de relance, as cenas das vidas dos santos representadas.   Mais tarde essa iconografia tornou-se bastante rígida, com regras bem codificadas, o que faz com que até hoje, por exemplo, reconheçamos um Santo Antônio – com o menino Jesus no colo, ou uma Santa Lúcia, com um olho sobre um a bandeja na mão.

Essa maneira de produzir, por cópia, aconteceu também nos manuscritos, nas iluminuras.  Produzidos em sua grande maioria em monastérios, o produto final apresentava muitas mãos.  Muitos religiosos iluministas eram especializados.  Uma situação não muito diferente das grandes companhias de montagem de produtos da era industrial.  Havia os que faziam as iniciais, outros que se especializavam em animais fantásticos, usados nas bordas de uma página e assim por diante.   Livros copiados e ilustrados eram uma obra de conjunto, de grupo.  Só muito mais tarde, o artista (pintor ou escultor) ganhou individualidade, deixando de ser um artesão anônimo, trabalhador filiado às guildas.  Até então, pintura e escultura eram ensinadas nos ateliês dos artistas, por anos e anos  — não havia as Escolas de Belas Artes —  e os aprendizes absorviam  as técnicas de seus mestres copiando fielmente as obras de seus mestres.  Aos poucos era-lhes permitido adicionar detalhes na obra do mestre:  olhos feitos pelo estudante tal,  paisagem de fundo por um outro estudante.   A cópia sempre fez parte do aprendizado de um artesão das artes visuais.   Ao longo de uma carreira, estilos se diferenciavam.  Mas a individualidade não era o principal objetivo de um artista até a Alta Renascença.   Muitos desses artesãos passavam a vida ensinando a outros artesãos como  misturar as tintas, como pintar um perfil, e assim por diante, um trabalho bem mais  anônimo.  Não é à toa, que quando se visita um museu, muitas vezes vemos um painel atribuído, por exemplo, ao “Mestre dos Montes Claros”,  ou ao “Mestre das Janelas Romanas”.  Eram artistas cujos nomes desconhecemos, mas cujos trabalhos são reconhecidos por características específicas (como no nosso exemplo, as janelas com arcos romanos), mas que eram competentes o suficiente para terem muitos outros artistas aprendendo o ofício em seu ateliê.

Santo Antonio de Pádua, 1656

Il Guercino [Giovanni Francisco Barbieri](Itália, 1591-1666)

Óleo sobre tela, 91 x  74cm

Coleção Particular

Depois da invenção da imprensa, a cópia de imagens tornou-se ainda mais corriqueira.  Já no século XVI, as xilogravuras que ilustravam o livro de Sebastian Brant , A nau dos insensatos, [Das Narrenschiff], publicado em 1494,foram usadas e reusadas por artistas como fonte para a posição de uma pessoa sentada, como desenhar uma cidade murada, etc.  Um dos grandes passatempos de historiadores da arte é tentar adivinhar exatamente essa “fonte” em que um artista famoso bebeu.  Muitos artigos profissionais que levaram professores às suas cátedras, às publicações nas áreas de especialização, se baseiam nessas descobertas – melhor seria dizer “redescobertas”.

Com um propósito muito diferente, mais anárquico, irreverente, Max Ernst produziu nas primeiras décadas do século XX diversos livros, romances se quiserem assim chamar, com imagens que foram retiradas na íntegra, muitas vezes adicionando uma ou duas pequenas intervenções, vindas de outros livros, de outros autores.  É a colagem como arte, uma consequência natural desse mesmo processo de criação das artes visuais.  A imagem final é o resultado de um arranjo específico de partes de outros artistas, uma nova criação com componentes de outrem, sem qualquer atribuição, sem referências a qualquer uma de suas fontes.  A obra final é um trabalho único, mas elaborado por partes de outros trabalhos de outras mãos.   A arte de Max Ernst no caso dos romances, não é nada mais nada menos do que a habilidade de colocar partes diversas, de origens variadas, num grupo único.  É a sua visão que apreciamos.  O resultado é como de um carro de hoje, que não perde a marca, o nome, mesmo que seja a soma de componentes de diversas origens.

Sebastian Brant, Das Narrenschiff  [A nau dos insensatos]: o jogo de gamão na Idade Média.

Pensei nos romances de Max Ernst quando comecei a ler no início desse ano, sobre a controvérsia criada pela publicação do romance Axolotle Atropelado [Intrínseca: 2011]da jovem escritora alemã Helene Hegemann.  Controvérsia criada pela acusação, seguida da confirmação pela própria autora, de que partes do texto eram colagens de outros autores.  Deu o que falar, principalmente depois que seu livro foi selecionado como finalista para receber o prêmio de USD$ 20.000 [vinte mil dólares americanos] da Leipizig Book Fair, mesmo depois de boatos de plágio terem contaminado o mundo literário.   Em outras palavras, o livro mostrou ser de tal valor, que mesmo com acusações de plágio, foi colocado entre os finalistas.

Filha do conhecido dramaturgo Carl Hegemann, a autora, que “bombou” na Alemanha com o Axolotle Atropelado, é uma adolescente de 17 anos, evidentemente talentosa, que já teve uma peça teatral não só publicada, mas montada, assim como teve um filme cujo roteiro escreveu, dirigiu, já lançou no circuito alemão.   Axolotle Atropelado vendeu milhares e milhares volumes na Alemanha e conquistou um lugar entre os mais vendidos no início desse ano.  É um romance sobre as descobertas de uma adolescente em Berlim.  Depois da morte de sua mãe, ela se familiariza com o mundo do sexo, das drogas, das noitadas, dos sonhos, do inconsciente individual e coletivo.  Vertiginoso.  Alucinante.  Não muito diferente das imagens exploradas – guardando-se as devidas diferenças de época – pelos surrealistas como Max Ernst, do início do século XX.

Apesar de reconhecer publicamente que copiou e colou diversas passagens de outros – vários — autores, Helene  não se autopuniu, parecendo acreditar mais no conceito trazido a público no século XVIII por Lavoisier de que  na natureza, “nada se cria, tudo se transforma”.   Produto da era da informação livre, criada na internet, escritora de textos, quase comunitários, que não existiriam sem as facilidades da era digital a autora parece ter vestido a própria essência da cidade onde mora, uma encruzilhada do mundo moderno, onde tudo se mistura, se aglutina, se transforma, para se individualizar em seguida.   Num artigo no jornal O Globo, de hoje, titulado “Lula der Grosse”, João Ubaldo Ribeiro descreve Berlim assim: “Cosmopolita, bonita e também cheia de história e cultura, com alguns museus únicos no mundo, não para nunca e, ao contrário das outras cidades alemãs, projeta uma atmosfera boêmia e pouco convencional, onde todas as tribos convivem e se manifestam e as ruas mais movimentadas são uma festa.”  E essa atmosfera parece ter sido absorvida pela autora.  Seu pai, já era conhecido, antes mesmo da controvérsia, por pontificar que “Uma determinada realidade não pode ser achada, apenas ser-nos trazida pelos ‘membros’ de uma cultura”.  E Helene colocou estas percepções à prova.

Helene Hegemann, Jens Schlueter/Agence France-Presse — Getty Images

Assim como Max Ernst não será jamais criticado por usar “partes” de outros artistas, não acredito que Helene Hegemann deva ser punida pelos seus “empréstimos”.  Tudo tem a ver com o espírito com que cada uma dessas criações foi feita.  É uma coisa de Zeitgeist  — para usar a expressão alemã – é uma coisa de espírito da época.  O romance, que não está entre os meus favoritos,  talvez até mesmo por uma questão de geração, é como uma viagem pelos pensamentos caóticos de alguém cuja mente está mantida, como um picles, ao molho de  drogas ferozes.  Não obstante a minha inabilidade de apreciar o conteúdo do texto, acredito que este seja um excelente momento para ventilar as questões de autoria e de criatividade.  A pergunta que lanço aqui, aos meus leitores:

Se aceitamos sem restrições as colagens nas obras das artes visuais, por que então somos tão rígidos, tão severos, quando nos reportamos aos textos literários?

©Ladyce West, Rio de Janeiro: 2011





Quadrinha infantil sobre o livro

25 09 2011

Leitura à luz da lâmpada, 1973

Daniele Akmen (França, 1945)

acrílica sobre tela, 116 x 89 cm

Nos momentos de alegria,

Ou nas horas de aflição,

O livro é um companheiro,

É um amigo, um irmão.

(Walter Nieble de Freitas)





Imagem de leitura — Boris Kustodiev

24 09 2011

Retrato da Condessa  Grabowska,  1917

Boris Kustodiev (Rússia, 1878-1927)

óleo sobre tela,  66 x 87 cm

Coleção Particular, Genebra

Boris Kustodiev nasceu em Astracã. Entre 1893 e 1896 estudou com Pavel Vlasov. Mais tarde completou seus estudos com Ilia Repin na Academia Imperial das Artes de Petrogrado,  de quem também foi ajudante.  Estudou também com escultorDmitri Stelletski e com o gravurista Vasili Mate.  Realizou a sua primeira exposição em 1896. Viajou através da França e da Espanha em 1904. Também esteve na Itália em 1907 e em 1909 em Áustria e Alemanha. Nessa época pintou, sobretudo, retratos e pintura de gênero.  Morreu em Leningrado em 1927.





Imagem de leitura — Albert Joseph Moore

23 09 2011


Uma leitora, 1877

Albert Joseph Moore ( Inglaterra, 1841- 1893)

óleo sobre tela colada em madeira

Coleção Particular

Albert Joseph Moore nasceu em York, na Inglaterra em 1841, um dos quatorze filhos de William Moore, um conhecido pintor, daquela parte do país.  Mostrou interesse, habilidade, dedicação e talento para pintura desde muito cedo.   Encorajado pelo pai e por seus irmãos também artistas começou sua carreira cedo fazendo sua primeira exposição aos 16 anos, em 1857, antes mesmo de entrar para a Royal Academy. Considerado um dos pintores mais sensuais  e originais de sua época, teve uma vida curta, morrendo aos 52 anos de idade em 1893, em Londres.





Imagem de leitura — Georges Braem

21 09 2011

O álbum, s/d

Georges Braem (Bélgica, 1931- 1998)

óleo sobre madeira,  38 x 46 cm

Georges Braem nasceu em Cauderan na  Bélgica em 1931.  Estudou na Escola de Belas Artes de Bordeaux.  Trabalhou por quatro ano num ateliê de litografia onde desenvolveu gosto pela gravira.  Sua maneira preferida de pintura era sobre madeira ou couro.  Fez numerosas exposições  tanto na França como no exterior: Espanha, Bélgica, Suiça, Alemanha, Suécia, Japão.  Faleceu em 1998.





Imagem de leitura — Tomás Santa Rosa

18 09 2011

Meninas lendo, s/d

Tomás Santa Rosa ( Brasil, 1909-1956)

óleo sobre tela

Tomás Santa Rosa nasceu em João Pessoa em 1909.  Depois de uma breve estadia em Salvador quando trabalhou como contabilista, muda-se para o Rio de Janeiro onde se torna um auxiliar de Candido Portinari na pintura mural.  Em 1933 começa a carreira de ilustrador, mas logo amplia os seus horizontes com as artes cênicas, onde seu talento amadurece.  Morre subitamente na Índia, em 1956, onde participava de uma conferência internacional.

 





Árvore, poema de Hélio Pellegrino, para o Dia da Árvore

17 09 2011

Paisagem, década de 1940

Joaquim Figueira (Brasil, 1904-1943)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

Árvore

Hélio Pellegrino

Quanto silêncio em tua raiz,

árvore, respiraste,

para chegar a ousar

a doçura que ousaste;

quanta nortada sacudiu,

na fúria rouca de águas bravas,

tua galharia, até que houvesse

esta flor calma em tua haste.

Em: Minérios domados- poesia reunida,  Hélio Pellegrino,  Rio de Janeiro, Rocco: 1993


Hélio Pellegrino nasceu em Belo-Horizonte em 1924 e morreu no Rio de Janeiro em 1988.  Cursou a faculdade de medicina em Belo Horizonte, mas terde vindo para o Rio de Janeiro com a família, inicia-se na psicanálise, que  praticou por décadas ao mesmo tempo que se dedicava ao jornalismo. Teve também a oportunidade de desenvolver sua carreira de  escritor e poeta.

Obras literária :

Poema do príncipe exilado, 1947

A burrice do demônio, 1988

Minérios Domados, 1993

Meditação de Natal, 2003

Lucidez embriagada, 2004





Imagem de leitura — Jon Houglum

16 09 2011

O livro favorito de Sidney, s/d

Jon Houglum (EUA, contemporâneo)

óleo sobre tela

http://www.houglumfineart.com

Jon Houglum é um pintor americano, nascido no estado de Minnesota.  Formado em Professor de Arte, estudou por quatro anos,, particularmente com a pintora holandesa radicada nos EUA,  Antonias Raemaechers.  Por muitos anos manteve um ateliê de pintura/galeria no estado da Flórida e em 1996 mudou-se para a cidade de Franklin no estado da Carolina do Norte onde ainda reside.

http://www.houglumfineart.com