Imagem de leitura — George Van Hook

15 03 2013

George Van Hook Looking at Metcalf 2011.

Uma leitura tranquila, observando Metcalf, 2011

George Van Hook (EUA, 1954)

óleo sobre tela, 51 x 61 cm

George Van Hook

George Van Hook nasceu em 1954  no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.  Sempre apreciou a pintura impressionista.  Estudou pintura, formando-se pela Humboldt State University.  Passou um ano viajando na Europa onde estudou a pintura de mestres europeus.  Ao retornar estabeleceu-se na Califórnia, até casar e  formar uma família.  Hoje mora e mantem seu estúdio em Cambridge, NY, próximo a Albany.





Palavras para lembrar — Ezra Pound

11 03 2013

Leonid Osipovich Pasternak (1862-1945) inspiração, ost

Os tormentos do trabalho criativo

Leonid Osipovich Pasternak ( Rússia, 1862-1945)

óleo sobre tela, 63 x 81 cm

“Os homens não entendem os livros até que tenham vivido um pouco, ou melhor, nenhum homem entende um livro profundo, até que tenha visto ou vivido pelo menos parte de seu conteúdo”.


Ezra Pound





Mulheres pintoras séculos XVI e XVII — homenagem ao Dia Internacional da Mulher

8 03 2013

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Autoretrato, 1548

Catharina van Hemessen ( Bélgica, c,1527– c. 1560)

Têmpera sobre madeira, 32 x 35 cm

Museu de Arte de Basel, Suíça

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Senhora com roupagem do século XVI, c. 1550-60

Catharina Van Hemessen (Bélgica, 1528-1581)

Óleo sobre madeira

Bowes Museum, Durham, England

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Autoretrato, 1557

Lucia Anguissola (Itália, c. 1536- c. 1565)

Óleo sobre tela 28 x 20 cm

Pinacoteca Castello Sforzesco, Milão

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Autoretrato com cavalete, 1556

Sofonista Anguissola  (Itália, 1530-1625)

Óleo sobre tela,  66 x 57 cm

Palácio Lancut, Polônia

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Rainha Elizabeth I da Inglaterra, c. 1565

Levina Teerlinc (1510-1520–1576)

Retrato em miniatura

selftond

Autoretrato em tondo, 1579

Lavinia Fontana (Itália, 1552-1614)

Óleo sobre cobre, 16 cm de diâmetro

Galleria degli Uffizi, Florença

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Autoretrato, ou Sra. Kello, 1595

Esther Inglis (França/Escócia, 1571-1624)

Adotou o nome Kello depois de casada.

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Judith with the head of Holoferness

Fede Galizia (Itália, 1578–1630)

Óleo sobre tela,

Ringling Museum of Art, Sarasota, Fla

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Vanitas, 1668

Maria Van Oosterijk ( Holanda, 1630-1693)

Óleo sobre tela

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Autoretrato

Marietta Robusti (Italia, 1554-1590)

Óleo sobre tela, 77 x 65 cm

Museu do Prado, Madri

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Autoretrato como mártir, 1615

Artemisia Gentileschi (1593–1653)

Óleo sobre tela

Coleção Particular

Sirani, Madonna and child

Virgem com Menino Jesus, s/d

Elisabetta Sirani (Itália, 1638-1665)

Desenho sobre papel

Barbara Longhi

Virgem com Menino Jesus, 1580-85

Barbara Longhi (Itália, 1552-1638)

Óleo sobre tela, 44 x 29 cm

Museu de Arte de Indianápolis, EUA

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Natureza Morta com doces e barros, 1676

Josefa de Ayala  ou Josefa de Óbidos (Portugal, 1630-1684)

óleo sobre tela

Biblioteca Municipal Anselo Braamcamp Freire de Santarém

Judith_Leyster_-_Self-Portrait_-_Google_Art_Project

Autoretrato com cavalete, c. 1630

Judith Leyster ( Holanda, 1609–1660)

Óleo sobre tela, 74 x 65 cm

National Gallery of Art, Washington DC

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A vendedora de frutas e legumes, 1631

Louise Moillon ( França, 1610–1696)

Óleo sobre tela,  48 x 65 cm

Museu do Louvre, Paris

Clara Peeters 1594 - 1589- 1657 nature morte au verre vénitien et à la chandelle 1607

Natureza morta com taça veneziana e castiçal, 1607

Clara Peeters ( Holanda, 1589-1657)

óleo

Giovanna_Garzoni

Natureza Morta com limões, 1640

Giovanna Garzoni ( Itália, 1600–1670)

Tempera sobre papel

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Natureza morta com buquê de flores e ameixas, s/d

Rachel Ruysch (Bélgica, 1664-1750)

Óleo sobre tela, 92 x 70 cm

Museus Reais de Belas Artes da Bélgica

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Autoretrato, c. 1675-1680

Mary Beale (Inglaterra, 1632–1699)

Óleo sobre tecido, 89 × 73 cm

1638-1665-elisabetta-sirani-1660

Autoretrato, 1660

Elizabetta Sirani (1638-1665)

Óleo sobre tela





A cela do religioso, texto de Aluísio de Azevedo

5 03 2013

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Monge franciscano lendo, 1661

Rembrandt Harmenszoon van Rijn (Holanda, 1606- 1669)

Óleo sobre tela, 82 x 66 cm

Museu de Arte Sinebrychoff, Helsinque, Finlândia

“A porta abriu-se sem ruído. Ele entrou, e a porta fechou-se de novo, silenciosamente.

O lugar em que o venerando religioso acabava de penetrar, era uma triste cela, sombria e espaçosa, com uma janela gradeada e fechada, e apenas frouxamente esclarecida por uma clarabóia do teto. As paredes, nuas de alto a baixo, tinham uma cor sinistra de osso velho. Em uma delas havia um grande nicho com a imagem da Virgem da Conceição, quase de tamanho natural; a um dos cantos, uma negra estante toscamente feita, pejada de grossos alfarrábios amarelecidos pelo tempo; no centro, uma mesa de madeira escura com um breviário em cima, ao lado de uma candeia de azeite, um pedaço de pão duro e um cilício cru; junto à mesa, um banco de pau”. 

Em: A mortalha de Alzira, Aluísio de Azevedo, publicado pela 1ª vez em 1892, primeiro capítulo, em domínio público.





A arte referencial e onírica de Leo Brizola

3 03 2013

Barbara Leo Brizola

Bárbara, 2011

Leo Brizola  (Brasil, 1962)

acrílica sobre tela, 160 x 200 cm

Foi através do SOLO ART — link generosamente mandado por minha amiga Vera — que encontrei a arte do mineiro de Belo Horizonte, Leo Brizola.  E gostei.  Resolvi então colocá-lo aqui, dando continuidade ao “artista brasileiro do mês”.  Leo Brizola dialoga com a pintura que o precedeu e  mostra a sua realidade fantástica.

Diana e a velha, Leo BrizolaDiana e a velha, 2011

Leo Brizola (Brasil, 1962)

acrílica sobre tela, 200 x 170 cm

O trabalho de Leo Brizola é onírico.  Mas o diálogo permanente com artistas do passado ajuda a colocar sua visão em foco, tanto na alusão visual, quanto na alusão temática.

Olfato, sd

Olfato

Leo Brizola (Brasil, 1962)

acrílica sobre tela

Leo Brizola demonstra ter um bom senso de humor e grande irrevência quando trata dos assuntos, dos temas que retrata. Observar uma de suas enigmáticas pinturas é simultaneamente se expor a um sorriso e a uma lembrança de alguma outra pintura, mas ser específico. É como se visitássemos o nosso inconsciente coletivo.

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albAnunciata

Albanunciata, 2011

Leo Brizola (Brasil, 1962)

acrílica sobre tela

SONY DSCAudição, 2010

Leo Brizola (Brasil, 1962)

acríica sobre tela, 100 x 100 cm

Formado em Artes Plásticas pela Escola Guignard/ Universidade do Estado de Minas Gerais (1981-1987)  e Belas Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais (1983-1985) mostra grande segurança de técnica e tema:  refere-se não só ao passado, mas o utiliza para retratar seu lugar  no presente.





Conhecer o outro é o que a leitura me permite

2 03 2013

julia-beck-self-portrait-1882

Retrato da pintora Julia Beck, 1882

Richard Bergh Malningen (Suécia, 1858-1919 )

óleo sobre tela

Museu Nacional da Suécia, Estocolmo

No início de fevereiro fiz uma postagem sobre o novo livro de David Shields em que ele discursa sobre o valor da literatura [Qual é o valor da leitura literária?] e minha amiga Nanci, que muito me prestigia lendo com atenção este blog, lembrou que na minha postagem eu havia me esquivado de responder à pergunta título.  Pedi a ela um tempinho para responder.  Chegou a hora da verdade.  Não há uma única resposta.  São muitas, assim como muitas fui e sou. A cada fase da vida a leitura literária teve uma ou mais funções.

Livros sempre fizeram parte da minha vida.  Cresci numa família de leitores. Não só meus pais eram leitores, mas tios e avós também.  Desse modo posso dizer que fui programada para fazer da leitura um hábito para a vida toda.  Ponderei sobre a questão e acho que encontrei o meu fio da meada: a leitura literária me permite conhecer o outro, aquele diferente de mim.





Palavras para lembrar — Mark Haddon

28 02 2013

dimitris voyiazoglou, the horosope reader II

Leitora de horóscopo

Dimitris Voyiazoglou (Grécia/Holanda, contemporâneo)

“Ler é uma conversa.  Todos os livros falam.  Mas um bom livro também escuta”.

Mark Haddon





Imagem de leitura — Adam Buck

27 02 2013

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Mãe e filho

Adam Buck ( Irlanda, 1759-1833)

gravura

Victoria & Albert Museum, Londres

Adam Buck nasceu em Cork, na Irlanda, em 1759. Foi um pintor miniaturista trabalhando  entre 1780 e 1790, enquanto ainda morava na Irlanda.  Mudou-se para Londres em 1795. Exerceu grande influência na cultura da época da Regência fazendo  gravuras de trajes contemporâneos, bem como retratos de famílias, no gênero de cenas clássicas e ilustrações para Laurence Sterne ‘s Sentimental Journey.  Foi  professor de pintura, e fez inúmeras exposições de  miniaturas e pequenos retratos de corpo inteiro na Academia Real entre 1795 e 1833. Morreu em Londres em 1833.





Palavras para lembrar — Tahar Ben Jelloun

24 02 2013

Beside the summer sea

Ao lado do mar de verão,1896

Philip Burne-Jones (Inglaterra, 1861-1926)

Aquarela sobre papel, 46 x 26 cm

Samuel and Mary R. Bancroft Memorial, 1935

Delaware Art Museum, Wilmington, DE

” Um livro é o nascimento de uma viagem, o traçado de um itinerário”.

Tahar Ben Jelloun





A cobra e o gaturamo, fábula de Coelho Neto

23 02 2013

hokusai-katsushika--schlange-und-voeglein-Katsushika Hokusai - Snake and bird - Cobra e pássaro

O pássaro e a cobra, s/d

Katsushika Hokusai ( Japão, 1760-1849)

Pintura sobre papel, 25,6 х 36,3 cm

Coleção Particular

A cobra e o gaturamo

Coelho Neto

O tempo era de grande esterilidade e os animais andavam esfomeados. Uma cobra, que se arrastava, todo o dia, ao sol, pelo areal abrasado, à procura de alguma cousa com que atendesse à fome que lhe roía as entranhas,  perdida toda esperança, enroscou-se em uma pedra e ali deixou-se ficar à espera da morte. Iam-se lhe fechando os olhos de fraqueza, quando um passarinho se pôs a cantar num ramo seco, lançando tão alegres vozes, que a cobra, que era matreira, logo percebeu que tinha  de avir-se com um novato, porque passarinho velho não seria tão indiferente a rolar gorjeios em tempo tão infeliz. Assim, instruída pela experiência, imaginou uma traça astuta e, espichando o pescoço, pôs-se a gemer com altos guaiados: — “Ai! de mim, que vou morrer sem alguém que me valha. Ai! de mim…” – Ouviu-a o gaturamo e, porque era curioso, voou do galho ao chão. Pondo-se diante da cobra, interrogou-a. “Que tendes senhora cobra? Por que assim gemeis tão aflita?” – “Ai! de mim! Fui ali acima à fonte, achei água tão fresca e pus-me a beber tão sôfrega, que engoli um diamante do tamanho de uma noz.  Tenho-o atravessado na garganta e morrerei se não encontrar pessoa de caridade que mo queira tirar. Vale um reino a pedra e eu a darei por prêmio a quem me fizer o benefício de arrancar-ma da goela, onde se encravou.”  — Tufou-se em agrado pretensioso o enfatuado gaturamo e, pensando no tesouro que ali tinha ao alcance do bico, redargüiu à cobra: “Não é pelo que vale o diamante, mas pelo alto preço em que vos tenho, que me ofereço para aliviar-vos. Abri a boca!” – Não se fez a cobra rogar e, tanto que sentiu o passarinho, foi um trago. Então, saciada e rindo – como riem as cobras, — enrodilhou-se de novo e adormeceu, contente.